Sangues de GuaranisKaiowás novamente são‘derramados’ em terra sem lei!

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Sangues de GuaranisKaiowás novamente são‘derramados’ em terra sem lei!

1 MARIA VILLAS BÔAS coordenadora FVB

Maria Villas Bôas
Coordenadora Estadual da Fundação VILLAS-BÔAS
Natural: Ibirarema/SP.

 

         No município de Antônio João em Mato Grosso do Sul a 402 km de Campo Grande, cerca de 300 guaranis Kaiowás foram atacados nesse ultimo sábado (29/08/15) por duzentos pistoleiros, que chegaram em dez caminhonetes atirando e impondo horror e desespero a todos, inclusive às crianças indígenas.

         Segundo a reportagem local, três índios foram assassinados, um bebê de apenas um ano de idade levou um tiro de borracha na cabeça, várias mulheres da etnia foram amarradas, torturadas e vários outros indígenas estão feridos.

os indios guaranis kaiowas vivem em aldeias superlotadas e reclamam que o unico cemiterio do local nao tem manutencao o uol visita a aldeia dos indios que estao isolados no mato grosso do sul 1352126242683 956x500

 

         A tristeza dos sobreviventes é absoluta. Estão sem alimentos e acuados sem acesso a nada, inclusive, muitas crianças estão extremamente famintas e aterrorizadas pelo que presenciaram. Na verdade nossos indígenas estão sofrendo genocídio e etnocídio ao longo de muitos anos concordam?

         Para tentar se justificar por mais um ataque brutal, ‘forçam’ boatos que os índios estavam ameaçando os fazendeiros, porém a reportagem local desmente essa versão.

         O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e a Força Nacional estavam no local depois das crueldades ocorridas, mas, e quando pararem de fazer essa ‘segurança’, nossos indígenas estarão seguros e com seus direitos garantidos?

         Sabemos que o motivo de tanta agressão e violência contra os Guaranis Kaiowás vem acontecendo há muito anos e sempre os fazendeiros acabam ‘levando vantagens’. Existe uma área de 9.300 hectares chamada de terra indígena NhanderuMarangatu, reivindicada por esses indígenas, a qual já foi homologada em 2005 pelo ex-presidente Lula, mas o então Nelson Jobin, que na época era Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) anulou esse ato por solicitação unânime dos ruralistas.

         Fica evidente que em Mato Grosso do Sul existe atitudes paramilitares, com o objetivo em manter conflitos fundiários até dizimarem os povos originários e com isso continuarem fazendo suas invasões e explorações nas terras indígenas.

indios guarani kaiowa veja

 

         Segundo o antropólogo Spensy Pimentel conforme levantamento feito e divulgadopelo CIMI (Conselho Indígena Missionário), ele afirma que acontece mais violência e assassinatos no Mato Grosso do Sul do que em todo o Brasil onde muitas lideranças já foram mortas. Mais de 45 mil indígenas vivem em extrema miséria onde 80% das famílias tem uma simples cesta básica. Mas por que ocorre isso? Ocorre, pelo fato deles serem impedidos de plantarem em suas próprias terras as quais foram tomadas, pescarem em seus rios, ou seja, viverem de forma digna como cidadãos valorizados e respeitados, o qual todos têm direito.

         Diante de situações tão graves, a pergunta que não quer calar é: Até quando acontecerá esse mesmo cenário e o governo continuará fazendo uso de indiferença e descaso não só aos indígenas Guaranís Kaiowás, porém a todos os povos indígenas do Brasil? Mais de 17 processos de demarcação estão finalizados e regularizados, aguardando apenas a assinatura da presidenta Dilma Roussef, segundo o CIMI, mas qual o porquê da presidenta não assinar?

Faz três meses que representantes do governo federal e lideranças indígenas se reuniram com o objetivo de buscar soluções para a pacificação de Mato Grosso do Sul, porém mais uma vez a comunidade é violentamente atacada. As (Atyguasu) assembléias organizadas pelos índios têm cobrado; incessantemente as identificações das suas áreas indígenas para que elas sejam desocupadas, mas a situação continua a mesma, nada é feito, nada muda!

Um dos motivos de tantas barbáries que já aconteceram e continuam acontecendo é a indecisão judicial e sua lentidão em tomadas de atitudes concretas, porque se atitudes firmes e verdadeiras não forem tomadas com urgência, essas tensões entre fazendeiros e indígenas continuarão.

         Se o Estatuto dos Povos Indígenas é legitimado, por que não tem sido cumprido e respeitado? O artigo 231 da Constituição Federal deixou de valer?

         O Povo brasileiro ‘cobra’ respostas!!!

        

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QUAL A DIFERENÇA ENTRE VÍCIOS LÍCITOS E ILÍCITOS?

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HOJE 29 DE AGOSTO DIA NACIONAL DE COMBATE AO TABAGISMO.

LIBERAÇÃO DA MACONHA


QUAL A DIFERENÇA ENTRE VÍCIOS LÍCITOS E ILÍCITOS?

Eu respondo:

NENHUMA!!

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DROGA É DROGA.

Na boca de maconheiro é rápido.

ÁLCOOL É PIOR QUE MACONHA.

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DROGA É UMA DROGA. - NÃO UTILIZE

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O maconheiro confunde a erva medicinal do uso para recreação.

Medíocres que idolatram FHC.

Defensores do uso recreativo e portador para consumo da erva diz que é um problema pessoal, e compara se ele quer se mutilar é um problema somente dele é ele que está fazendo o ato, por isso que devem descriminar o viciado.

Eu respondo de novo:

NÃO!!!

Doe também na família, a família também sofre principalmente os pais desse imbecil que se mutila pelo consumo ou por se cortar.

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Qual a diferença da maconha, cigarro ou álcool ou mesmo remédios de tarjas pretas?

Nenhuma!!! nenhuma mesmo!!!

 

Vejam:

 

Álcool mata 3,3 milhões de pessoas a cada ano

O álcool mata a cada ano 3,3 milhões de pessoas (uma em cada 20 mortes), mais do que a Aids, a tuberculose e a violência juntos, advertiu nesta segunda-feira (12) a ONU, que teme um agravamento da situação.

Mais de 200 doenças estão ligadas ao consumo de álcool, de acordo com um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), uma agência da ONU.

Em 2012, o uso nocivo do álcool matou 3,3 milhões de pessoas em todo o mundo, contra 2,5 milhões em 2005, segundo a OMS, que lamenta a falta de ação por parte das autoridades durante este período.

"Dado o crescimento da população no mundo e o aumento esperado do consumo de álcool, o fardo das doenças atribuídas ao álcool pode aumentar, caso novas políticas de prevenção não sejam implementadas", alertou o diretor-geral adjunto do grupo de Doenças Não Transmissíveis da OMS, Oleg Chestnov.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2014/05/13/alcool-mata-33-milhoes-de-pessoas-a-cada-ano.htm

ALCOÓLATRA

 

De gole em gole Duas latinhas de cerveja já provocam os primeiros sintomas no cérebro

Levamos uma hora para processar 14 mg de álcool, o equivalente a:

350 ml de cerveja ou

150 ml de vinho ou

40 ml de uísque

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 30 mg

EFEITOS NO CORPO - Sensação de euforia e excitação. São os primeiros efeitos no cérebro

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 50 mg

EFEITOS NO CORPO - Redução da coordenação motora e alteração de humor. É o início da fase 2 de ação no cérebro

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 60 mg

EFEITOS NO CORPO - No Brasil, é proibido dirigir acima desse limite de álcool no organismo

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 100 mg

EFEITOS NO CORPO - Diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 200 mg

EFEITOS NO CORPO - Náusea e vômitos - olha o estômago se "irritando"... Fala arrastada e visão dupla

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 300 mg

EFEITOS NO CORPO - Sensação de anestesia, lapsos de memória e sonolência

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 400 mg

EFEITOS NO CORPO - Insuficiência respiratória, coma e até possibilidade de morte

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-o-alcool-age-no-corpo

 

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Cigarro mata 2 mil pessoas todo ano no DF, diz Secretaria de Saúde

Índice de fumantes caiu, mas ainda representa 10% da população.

Entidades estiveram na Câmara para pedir ações contra tabagismo.

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostram que que o número de fumantes na capital passou de 10,7% para 10% entre 2012 e 2015. O índice atual corresponde a 300 mil pessoas. Segundo a pasta, 2 mil pessoas morrem todos os anos no DF por doenças causadas pelo cigarro.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/cigarro-mata-2-mil-pessoas-todo-ano-no-df-diz-secretaria-de-saude.html

FUMANTE E NÃO FUMANTE

 

FUMAR PROVOCA:

- Redução do colesterol (HDL)

- Redução da liberação do oxigênio para os tecidos.

- Aumento da acidez do estômago.

- Irritação e inflamação de olhos, garganta e vias aéreas.

- Aumento da produção de radicais livres que lesam as células.

- Aceleração da arteriosclerose.

 

FUMAR AUMENTA:

- A pressão arterial.

- A freqüência cardíaca.

- O risco de doenças das coronárias, como angina do peito e infarto do miocárdio.

- O risco de má circulação nas pernas.

- O risco de impotência sexual.

 

Quem fuma corre três vezes mais risco de morrer de infarto (em homens com menos de 55 anos) e dez vezes maior risco de trombo embolia venosa e infarto (em mulheres que tomam anticoncepcionais)

 

DOENÇAS CEREBROVASCULARES:

Fumar triplica o risco de derrame cerebral (acidente vascular cerebral), sendo o hábito responsável por 25% das decorrências da doença.

 

 

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Decisão do STF sobre porte de droga terá 'repercussão geral'

Supremo começa a julgar nesta quinta descriminalização da posse.

Decisão poderá acabar com punição penal para usuários de maconha.

 

O Supremo Tribunal Federal deverá começar a decidir na tarde desta quinta-feira (13) se o porte de drogas para consumo pessoal deve continuar sendo um crime no Brasil. A decisão terá "repercussão geral", ou seja, terá de ser adotada em casos semelhantes nas instâncias inferiores do Judiciário (leia mais abaixo).

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/decisao-do-stf-sobre-porte-de-droga-tera-repercussao-geral.html

 

tarso genro maconheiro

PRODUTO QUE LHE DÁ HONRA: Ser pai da Sra. Luciana Genro.

 

Dados cientificamente colhidos sobre os consumidores regulares de maconha:


– Têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão;

– Têm duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar;

– É 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia;

– O risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior;

– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente;

– 40% têm dificuldades de ler um texto longo;

– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida;

– Têm oito pontos a menos nos testes de QI;

– 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade

- 100% deles defendem a descriminação…

 

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REMÉDIOS TARJA PRETAS

DOR:
- Com os parentes ou não que nos deixaram desse plano terreno para o espiritual, onde ficamos perplexos e arrasados por não termos a capacidade de “entender os pedidos de socorro”, “porque não queriam perder suas vidas” e aí se vê que não somos nada! Somos um grão de areia agindo para ser feliz e fazer as pessoas felizes, enquanto, ao contrário, as pessoas somente enxergam seus umbigos. Por outro lado não vê saída e entra em desespero. Em filosofias onde em sentimentos individuais não entendemos o porquê da perturbação mental, pois é um processo individual, chegam até a tomar remédios fortes. A economia selvagem corrói qualquer um e a dor é algo inexplicável, chegando assim aos extremos. Para sermos felizes temos que nos amar e assim, centrado nesse narcisismo, teremos a capacidade de amarmos o próximo ou até uma nação. Se não nos amamos, como poderemos amar o próximo ou socorrer a quem nos pede socorro? Hoje foram eles, amanhã poderá ser eu, com essa loucura dos tempos que vivemos hoje.

rivotril mafioso          RIVOTRIL

 

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VICIADOS NO FUMO LÍCITO E O MACONHEIRO ILÍCITO

DOR:
- Não podendo salvar as pessoas próximas com drogas lícitas e, pior, com as ilícitas, pessoas estas mais próximas que se possa imaginar, nos chamando de antiquado, intolerante, em suas recreações às escondidas de uma felicidade que não existe na sociedade coerente e livre qual seja a droga, sem violência e discriminação do que querem, É o amor de uma família que é destruída, fragmentada, esfacelada e amordaçada pelas drogas. Antidemocrático, deixa também ser contra o que hoje banalizaram, e não dando oportunidade para também expressarmos o que pensamos. Isso não pode der chamado de democracia se não houver o direito do contra ponto. Como salvar então os outros se não salvamos a nós mesmos e a nossa família, por respeitar o livre arbítrio de cada um? A ordem dos valores foi alterada nesse mundo, e no nosso Brasil. Temos que ficar calados. Tudo é motivo de discriminação. Direitos Humanos? De quem? Para quem?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE VÍCIOS LÍCITOS E ILÍCITOS?

Eu respondo:

NENHUMA!!

DROGA É UMA DROGA.
 

Paulo VILLAS BÔAS 6

VILLAS-BÔAS Paulo Celso

Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS

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A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL

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PALESTRA CESTÁRIO SETEMBRO

 

A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL COM UM BICO E DUAS BOCAS COMO PRODUTO DA CULTURA REGIONAL
RAIMUNDA BAZÍLIA MIRANDA (23/05/1933 - ),

Dona Mundica                     CESTARIA 2

DONA MUNDICA, UMA ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL


Por NASCIMENTO, J. B
Profo. João Batista do Nacimento

UFPA/ICEN/Matemática , versão ag\2015
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 www.jornalbeiradorio.ufpa.br/novo/index.php/2011/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica
Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. www.facebook.com/profile.php?id=100009348279475&sk=about&section=education


Em [12,13] relato da possível presença de objeto da cestaria paraense e que denomino de pairé-cametaense do tipo toroidal. Entretanto, tudo ficando mais como se fosse uma mera produção mais relacionada com esperteza com intuito de enganar turista, o que sempre reforçou o fato dos Museus de Cametá e Emílio Goeldi nada registrar, assim como não localizei ainda haver tal tipo de cestaria em nenhum outro lugar. Fatores esses que produzem situações de extrema rudeza educacional ao tentarmos trazê-lo à sala de aula quando estamos ainda ante um processo de ensino tendente repelir o que já não seja extremamente catalogado, porquanto, desconsidera o que não faz parte das referências mais básicas de muito tempo estabelecidas e, com mais força ainda, o que transpareça apenas simplória migalha cultural.

Além disso, desenho de objeto da mesma característica topológica, toroidal, faz parte de publicação com várias décadas, mas estão em biografias que raríssimos estudantes de graduação em matemática no Brasil estudam, portanto, exigiria adentrar em conteúdo que não faz parte da formação, o que poderia até gerar pânico, quando a necessidade mais urgente para sala de aula, se houvesse, seria algo com conexão cultural.

Como a metodologia do ensino que uso tenta se valer de elementos na superação dos fatores negativos que há nisso, como exporei um pouco, parte do trabalho que fiz baseado numa lembrança fez com que aluna relembrasse das habilidades da sua avó, nossa Engenheira de Pairé-Cametaense Toroidal, e possibilitasse, além de outras questões, obtermos A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL COM UM BICO E DUAS BOCAS COMO PRODUTO DA CULTURA REGIONAL.


2
ASPECTOS DO CÁLCULO VETORIAL – Na quase totalidade das graduações no Brasil das áreas de Exatas e Engenharias, Cálculo Vetorial é um tópico dos mais avançados em matemática e encerra um conjunto em Cálculo Diferencial e Integral, geralmente subdivido em quatro disciplinas. No essencial, e de forma bem simples, como será tudo aqui, o básico a se aprender nesse é totalizar (fazer Integração) uma ação de valor numérico (função com valores reais) ou vetorial (caracteriza-se por ter intensidade, direção e sentido) e apenas nos casos mais comuns: tais ação num fio (Linha\Curva) ou numa placa em posição no espaço tridimensional (Superfície).

O que aqui chamo por Toro pode ser obtido colocando-se um círculo para girar ortogonalmente a outro que passa pelo seu centro e de raio maior, tipo uma rosquinha de padaria, pneu de carro, etc. Em Cálculo Vetorial, depois das superfícies esféricas, a próxima, quando se consegue, é a do Toro.

TORO 4


Def. Considere uma circunferência centrada em (0, a,0) e raio r<a. A figura, a casca de fato, obtida por girar essa mantendo o seu centro na circunferência do plano XY de centro (0,0,0) e raio a é um Toro Plano. Quando na circunferência original se move de (0,0, a + r) de um ângulo β, z = r. sen β e y = a + r. cos β. E ao girar esse segmento, OP, em torno do eixo-Z, de um ângulo ϕ, o valor de z fica inalterado, x = (a + r. cos β). sen ϕ e y = ( a + r. cos β). cos ϕ. Assim, Φ ( β , ϕ,) = ( (a + r. cos β). sem ϕ ( a + r. cos β). cos ϕ, r. sen β),0 ≤ β, ϕ≤ 2π

0 CÁLCULO 0

Na definição acima, relações entre β, ϕ podem produzir linha\curva enquanto duas variações independentes podem gerar superfície no Toro. Mais detalhes em [13 ]

ASPECTOS DA METODOLOGIA DO ENSINO – Nessa é pressuposto que Tecnologia é o que tenha no seu amargo condições concretas para produzir e gerar renda para uma comunidade. Já Inovação tem potencial de até gerar fábulas antes de virar Tecnologia. Porém, Inovação é fruto de realização humana quase sem explicação: como se aprende fazer o que não se sabia? Uma percepção disto na metodologia impõe estudar além do comum e, por vezes, por fora do mais comum. Outra é que a cultura é rica em condicionantes para Inovação. É nesse cenário que surgiu a busca por algo que preenchesse esses preceitos, além de motivar nas minhas disciplinas de Cálculo.

Como havia dito, esse recorte abaixo [10, pág. 2] nos mostra subconjunto do Toro numa perspectiva conceitual distante da comum no Cálculo clássico, portanto, não fica razoável direcionar a ação metodológica nessas disciplinas para esses.

SUBCONJUNTO DO TORO 6


3
UMA ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL - Depois de alguns anos apenas trabalhando com uma vaga lembrança como relato em [12], quando fui ministrar em 2013, segundo semestre, Cálculo Vetorial no curso de Física, ao contrário do que sempre foi comum em todos outros casos, e até com a maioria dos colegas de turma, achar o que estava sendo dito em pairé mais invencionice, a discente Lilian Madian Baião Leão (18/07/1990 - , Mat. 201208140108/FÍSICA/UFPA) reconhecia pairé de duas bocas como algo de existência plena, cuja avó paterna, RAIMUNDA BAZÍLIA MIRANDA, DONA MUNDICA, da localidade de Maracú Espírito Santo\Cametá-Pa, tinha domínio de técnica e de trançado. O que chamo de CANTINHO DE UMA ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL [Foto abaixo, cedida por Lilian ] é a maior possibilidade na construção dessa lembrança, pois de muitos anos que não mais fazia tal tipo de pairé, além dela só ir lá em passeios esporádicos.

FOTO CEDIDA POR LILIAN 7


4
Faço dois recortes na história. Como registro em [12], em ag\2014 encontrei na internet uma peça de pairé toroidal de um bico e duas bocas disponível para venda. Na época tentei fazer contato sem sucesso. Em, 17\jul\2015, Carmen Américo, www.facebook.com/carmen.americo, Doutoranda em Desenvolvimento Sustentável na UFPA, sendo um dos capítulos sobre saberes e tecnologias das comunidades tradicionais amazônidas, proprietária da loja virtual que consta o dito pairé, www.elo7.com.br/cesto-amazonico-max-45cm-compr/dp/1C9024, acesso jul\15, fez contato, enviou-me nova foto ao lado, mas nada revelou que possamos registrar da propriedade intelectual desse.

CESTO DE UMA PONTA E DOIS BICOS 8

 

Em 15\04\2015 recebi o seguinte e-mail em resposta de pedido meu de ajuda na pesquisa, confirmando não haver no Museu Goeldi:
Prezado João,

Após minucioso exame em nosso acervo não identificamos qualquer peça que apresente topologia toroidal ou cilindro maleável com duas bocas.

Quanto à forma de uso e à geometria elíptica descritos em seu trabalho, podem ser encontradas em nosso acervo somente nos objetos classificados como "cesto-cargueiro bornaliforme", vulgarmente conhecidos como 'cofos', sobre os quais pode encontrar informação relevante nas páginas 4 e 5 deste documento.

Recomendo que entre em contato com outros museus etnográficos da Região (consulte aqui) e que acesse demais entidades que trabalhem com a cultura indígena amazônica, das quais cito a Rede Museus da Amazônia e a loja especializada O Araribá.

Aguardamos informações adicionais que nos permitam refinar a busca realizada no acervo.

Registro aqui meus agradecimentos à colega Graça Santana que prestou auxílio no atendimento a esta solicitação.

Cordialmente,
Leonardo Machado Lopes
Museu Paraense Emílio Goeldi
Coordenação de Ciências Humanas
Acervo Etnográfico - RT Curt Nimuendaju
Tel: (91) 3075-6124, (91) 98299-1810


5
Retornado, Lilian Madian Baião Leão, envia para sua tia Maria Elza Miranda Leão (11/03/1963 – ), residente em Maracú Espírito Santo, um desenho de minha autoria - o que denomino de Ubi Gerdes do Carmo - quando essa confirma que já tinha feito pairé toroidal de um bico e duas bocas, ensinada que fora pela sua mãe. E como a saúde de Dona Mundica exigia cuidados, não podendo fazer, essa se dispõe refazer oficina para relembrar e confeccionar. Assim, em 17\06\2015, Lilian publica no seu Facebook, www.facebook.com/lilian.madian?fref=ts, uma foto de um pairé toroidal que essa confeccionou, assim como envia outras fotos mostrando todo o processo [fotos abaixo] e, portanto, A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL COM UM BICO E DUAS BOCAS COMO PRODUTO DA CULTURA REGIONAL.

PAIRÉ CAMETAENSE                    LILIAN MADIAN 9                  

TRABALHANDO O CESTÁRIO 10

Esta narrativa também consagra em definitivo a avó paterna dessa, RAIMUNDA BAZÍLIA MIRANDA, DONA MUNDICA, como uma ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL. E, registremos, há depoimentos de familiares indicando que essa fazia com ainda quatro bocas.


6
E um depoimento e definição desse pairé que chegou no meu e-mail é de autoria do colega de departamento Prof. Dr. Marcos Monteiro Diniz:
MATEMÁTICA & DIFERENCIABILIDADE & DESIGN

A matemática, pelo menos o mais comumente considerado por isso, tem como um dos seus subprodutos sociais a percepção estética ao influir em design, arquitetura, etc. O cálculo Diferencial e Integral, nomenclatura geral dos cálculos aqui referidos, traz nas suas primeiras lições o conceito de reta tangente e do qual deriva o de diferenciabilidade como de haver reta tangente com significante de que tal reta praticamente se confunde com o gráfico da função numa proximidade do ponto. E um caso de não diferenciabilidade é a presença de bico no ponto.

1 CÁLCULO 1

 

Obviamente, a noção de bico em matemática é em nível de exigência muito além do mesmo em termos de concepção social, havendo indicadores que esses dois juntos potencializaram na construção de uma sensível visão negativa do Pairé-Cametaense toroidal, no que diz respeito ao bico, portanto não são descartáveis nas influências que quase promoveram sua completa extinção. Por isso, é relevante esse e-mail que recebi:
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Oi João.

Interessante o pairé. Não conhecia. Não lembro de nenhum utensílio com este formato. De fato, ele é toroidal, com grupo fundamental ZxZ. Sem a alça de sustentação, teria por grupo fundamental apenas Z, e aí os ribeirinhos teriam que escolher: ou fariam uso do cilindro (que contém looping gerador do grupo fundamental) para colocar o alimento, ou usariam ali para enfiar o braço (ou a cabeça!) para transportá-lo.

Solução?

- Cria-se mais um looping, distinto do primeiro, para passar o braço (ou a mão, ou a cabeça!). Aí aparece o Z² e então braço não se mistura mais com o alimento!
Abraço, Marcos, em 6 de abril de 2015

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Em 2015-04-26, O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Olá João td bem?.
Segue anexo a foto de outro cestaria tipo pairé que encontrei na rua do mercado municipal de Cametá. Encontrei utensílios no formato quadrado, muito parecido com aquele que é utilizado para acomodar cuias do tacacá. Qualquer novidade lhe envio a foto.
Abraço.
André Luis Corrêa Magno, FASI/Campus Tocantins - CUTINS/UFPA,
www.facebook.com/alcmagno, http://lattes.cnpq.br/8294859935502867

FOTO DE ANDRE LUIS CORREA MAGNO 11

 

Além da presença do mesmo trançado do referido pairé-cametaense toroidal, a peça encontrada pelo prof. André Magno mostra outro aspecto cultural da região com viés único: o bico como elemento estético e, portanto, característico de uma arte.

ASPECTOS MATEMÁTICOS DAS TRANÇAS E NÓS – Tranças e nós fazem parte de estudos matemáticos, formam uma especialidade e as referências [1,4, 7,9,15] trazem conteúdo e bibliografias fundamentais para todo que quiser conhecer detalhes.

O matemático Paulus Pierre Joseph Gerdes - Holanda, 11/11/1952, Moçambique 10/11/ 2014) [5,6,14] foi um especialista em trançados de cestaria e esse trecho de uma de suas obras é da mais alta relevância (g.n):
¨ Etnomatemática e a historiografia da matemática mostram, em conjunto, como os povos produziram ideias matemáticas a partir das suas atividades práticas. Em circunstâncias em certa medida similares, ideias semelhantes poderiam ter sido descobertas e\ou utilizadas, como os cesteiros Aguaruni e Ticuna da Amazônia peruana, que produzem cestos de pesca com buracos em forma de hexágonos regulares, tal como os cesteiros Makonde e Makhuwa, do nordeste de Moçambique na África austral, que também o fazem¨ [6, pág. 143]

E e-mail que reproduzo abaixo da matemática venezuelana Dra. Laura Morales traz por contribuições reafirmar este dito acima, pois das fotos enviadas há objetos com trança hexagonal, bem como, não haver nessas e ela afirmar jamais ter visto objeto cultural que fosse toroidal.

¨Saludos Prof. João, tengo estas artesanías en mi casa son del pueblo indígena Pemón, estado Bolívar en Venezuela. Disculpa las imágenes no son muy buenas, pero aprovecho de decirle que iré a dictar un curso de algebra a partir de mañana y podría fotografiar un poco la diversidad de sus artesanías.¨
Feliz Día, 2015-04-29 13:03
Dra. Laura Morales, O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

FOTO DE DRA. LAURA MORALES 13


8
Já das diversas contribuições nacionais que recebi, sem que nenhuma indique positivamente algo em cestaria toroidal ou com bico, no trabalho de tese de Claudia Araújo Lorenzoni, CESTARIA GUARANI DO ESPÍRITO SANTO NUMA PERSPECTIVA ETNOMATEMÁTICA, Orientado pela Profª Drª Circe Mary Silva da Silva Dynnikov, [8], consta, como na pág. 118, Fotografia 37 – Tampa colorida de cesto, Três Palmeiras, 3 de março de 2009, sendo que em todo caso apresentado apenas tampa tem trançado hexagonal

 

CESTÁRIA GUARANI 14

Já pesquisando na internet, achei esses chapéus. O usado por Dilma transparece ser todo em trança hexagonal, mas ainda não chegou resposta da assessoria da Presidência de pedido que fiz de mais fotos, caso esse faça parte do acervo, em 20\08\2015. E o da Giselle claramente é só a aba e essa confirma tê-lo comprado em Belém-Pa.

PESIDENTE USANDO CHAPEÚ 15        GISELLE TRINDADE 16

Giselle Trindade - www.facebook.com/photo.php?fbid=828811337187526&set=a.156538347748165.36134.100001760017457&type=1&theater
Presidenta Dilma Rousseff


9
Museu de Cametá, www.facebook.com/photo.php?fbid=248391085254211&set=pb.100002499639262.-2207520000.1439739666.&type=3&theater, acesso ag\15

Finalizando, na página do Facebook do Museu de Cametá há uma foto de trabalhadora fazendo cestaria em trançado hexagonal. Portanto, juntamente com o caso já citado do pairé de duas bocas encontrado por Carmen Américo, coloca a região como em alto nível de conhecimento neste tipo de trançado.

TRABALHADORA CAMETÁ 17

 

REFERÊNCIAS

[1] Aldrovandi, R., e Junior, R. R., A Geometria e Física dos Nós de das Tranças - Ed. Livraria de Física, ISBN 978-85-7861-214-6, 2013

[2] Amorim, L. B., Cerâmica Marajoara - A Comunicação do Silêncio, Museu Emílio Goeldi, Belém-Pa, 2010

[3] Costa, Lucélida de Fátima Maia da, A Etnomatemática na Educação do Campo, em Contextos Indígena e Ribeirinho, seus Processos Cognitivos e Implicações à Formação de Professores, tese de mestrado, Orient. Prof. Dr. Evandro Ghedin, UEA, Manaus, 2012

[4] D'Ambrósio, Ubiratan, Métodos de Topologia: introdução e aplicações, Livros técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 1977.

[5] D’Ambrosio, U., - PAULUS GERDES – In Memoriam, http://professorubiratandambrosio.blogspot.com.br/2014/11/paulus-gerdes-in-memoriam.html, acesso ag\2014

[6] Gerdes, P., Geometria dos Trançados Bora Bora na Amazônia Peruana, Ed. Livraria de Física, ISBN 978-85-7861-086-9, 2010

[7] Lima, Elon Lages, Elementos de Topologia Geral, Livros Técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 1976.

[8] Lorenzoni, Claudia Araújo, Cestaria Guarani do Espírito Santo numa Perspectiva Etnomatemática, tese de doutorado, Orientadora: Profª Drª Circe Mary Silva da Silva Dynnikov, UFES\CE, VITÓRIA, 2010, http://portais4.ufes.br/posgrad/teses/nometese_357_LORENZONI%20Claudia_tese%20%281%29.pdf, acesso ag\15

[9] Massey, William S., Algebraic Topology, an introduction, Spriger Verlag, New York, 1977.


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[10] Minor, J. Morse Theory, Annals of Mathematics Studies Princeton University press, 1963, ISBN 0-691-08008-9, Princeton University Press

[11] MUSEU HISTÓRICO DE CAMETÁ RAIMUNDO PENAFORT DE SENA, E-MAIL: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

[12] Nascimento, J.B., Uma Bela Obra em Matemática e Engenharia, Blog FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS, www.expedicaovillasboas.com.br/web/index.php/nosso-blog/324-uma-bela-obra-em-matematica-e-engenharia, publicado em 12\08\2015, acesso ag\2015

[13] Nascimento, J. B., Alguns Aspectos do Cálculo Vetorial, Toro Plano e um Pairé-Cametaense (material didático, só disponível pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) 2013

[14] Paulus's Store, www.lulu.com/spotlight/pgerdes, acesso ag\2014

[15] Saraiva, J. C.V., Uma Introdução à Teoria do Nós, com aplicações a: Biologia e Física, Edição preliminar, São Luís - Ma, 2001

[16] Silva, F.A., A Variabilidade dos Trançados dos Asurini do Xingu: uma Reflexão Etnoarqueológica sobre Função, Estilo e Frequênciados Artefatos, Museu de Arqueologia e Etnologia\USP, Rev. Arqueologia, v.22, n.2, (ago-dez.2009), 17- 34, 2009

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