NÃO EXISTE SAÚDE INDÍGENA NO PARÁ E NO BRASIL

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

NÃO EXISTE SAÚDE INDÍGENA NO PARÁ E NO BRASIL

Nós, caraíbas, sabemos que a saúde pública no Brasil é uma lástima. Alguns (a maioria) dos hospitais, postos de saúde, SUS, são uma pocilga, ou até mesmo um atestado para a morte. Muito bem, quem precisa desses serviços sociais sabem disso, mas nós, que estamos em centro urbanos, ainda temos onde correr para extravasar nosso desgosto e indignação. Ponto número 1.

Os indígenas aldeados não são respeitados como seres humanos e, sim, como seres de terceira categoria, pois, a Funai e o SESAI não é mais essa estrutura antes da década de 90, os seus funcionários são meros cabides de emprego, embora tenham servidores capacitados para o posto que ocupam, separando o joio do trigo com toda certeza, mas ficam sem ação por falta de condições.

Não cabendo mais a quem pedir ou implorar, os indígenas do Pará ocuparam pacificamente a sede do DSEI – Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins, localizada em Belém/PA, já perfazendo 20 dias e nenhuma autoridade competente se fez presente para ouvi-los. No dia 07 do mês corrente lideranças foram a Brasília para uma audiência com o Ministro da Saúde, sua Excelência Ricardo Barros, para exigir uma resposta de suas principais reivindicações:

- Acabar com as indicações de políticos que se dizem donos dos nomes de pessoas que devem ocupar a cadeira de coordenadores do SESAI. Isso é uma prática no Brasil, onde a corrupção é sistêmica e não acontecem os objetivos das questões das soluções dos problemas e o pouco recurso que tem e assim atingir o alvo principal que são as Comunidades indígenas. - Hoje essa indicação está nas mãos do Deputado Federal Priante do PMDB. O que pensar dessa dinâmica?

Da mesma forma, o governo quer a municipalização da saúde indígena, o que não agrada nem um pouco as lideranças por saberem que, dependendo do partido político, serão tendenciosas de acordo com suas conveniências e o dinheiro destinado aos indígenas não chegará aos seus devidos fins. Então mais uma vez haverá radicalização nessa proposta, se for bom para a sociedade civil dos brancos, que façam para os brancos, não para os índios.  

- Para ver resultados os líderes caciques querem que a indicação seja de um indígena capacitado para o cargo, com experiência em gestão e que saiba as reais necessidades das comunidades indígenas de todo o Estado e para nação.

Uma vez acatado pelo ministro da saúde, o secretário especial da saúde indígena do Estado do Pará (SESAI), quem quer que venha a ocupar o cargo, que ouça as lideranças, tome todas as medidas administrativas e, o mais importante, a ordem orçamentária.

Muitas são as demandas e lutas por justiça para melhoria dessa população. No entanto, o governo anterior e o atual não respeitam ou não ouvem o sentimento indígena. Os indígenas possuem propostas para sua melhoria, não cabendo que decisões venham de cima para baixo e sim, das bases, para que surtam efeito os seus objetivos.

Existem contratos administrativos que precisam urgentemente serem prorrogados até 2017 em Brasília para que as comunidades indígenas possam sobreviver, tudo de acordo com o que não está sendo cumprido por força dos contratos:

- Manutenção dos carros dos distritos.

- Alimentação.

- Atendimento da saúde nas bases de baixa compressibilidade.

- Atendimento em todas as unidades indígenas ou não, aos indígenas aldeados de média e alta compressibilidade.

- Fortalecimento das Sesais e de todos os distritos.

- Autonomia dos distritos sanitários Indígenas entre outras...

 

 

A Fundação VILLAS–BÔAS apoia a ocupação pacífica da DSEI, a qual esteve presente para se solidarizar e apresentou dois projetos para uma discussão ampla, onde a palavra é dos indígenas e onde a sociedade civil não-indígena possa tomar conhecimento desse pensar que são as demandas ora reivindicadas e de evolução cultural.

 

- Para isso a FVB realizará em agosto do ano vindouro promoverá o

{I CONGRESSO DO SABER E PENSAR INDÍGENA – “Resistências e Transformações”},

onde debaterão outras pautas como:

 

- “ Identidade Indígena nos Cartórios – Lei Estadual ” - “As Organizações e as Políticas Internas nas Aldeias” - “Saúde Indígena no Brasil” - “Pajelança: a luta pelo reconhecimento de um etos intercultural na afirmação da cosmologia do tratamento e cura indígena’’; - “Educação Indígena: da oralidade ao letramento étnico como práticas autônomas e libertárias”; - “Literatura Indígena: registro e memória dos povos, aspectos fundamentais para manutenção da educação indígena no Brasil”; - “Linguagem, Comunicação e Mídia: contradições e empoderamento contra hegemônicos dos povos indígenas”; - “Violência contra a Mãe Terra”; - “A relação dos povos indígenas com a terra, a roça como identidade e forma de subsistência”; e - “A importância da Língua Indígena no Brasil como Elemento de Afirmação Identitária”.

 

Estiveram presentes várias lideranças, onde houve apoio incondicional aos eventos.

 

Um Brasil forte só acontece quando um governo obedece ao seu povo e se esse governo não o fizer é mais um que só está ai para enganar a população.

PAULO E OS INDÍGENAS 1

 

Paulo VILLAS-BÔAS

Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS.

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

ImprimirE-mail

A RELAÇÃO DO HOMEM COM OS ANIMAIS

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

A RELAÇÃO DO HOMEM COM OS ANIMAIS

MÁRCIA WAYNA KAMBEBA

Por: Márcia Wayna Kambeba - indígena da etnia Omágua/Kambeba,

geógrafa, mestra em Geografia  - poeta indígena / cantora / compositora / fotografa / palestrante de assuntos indígenas e ambiental

O homem como ser animal se diferencia dos demais animais por ser racional. Ser dotado de inteligência e sabedoria. Os povos indígenas por longos anos vêm fortalecendo sua relação com a natureza em todo seu aspecto. E a relação com os animais tem um sentido de sagrado.

 

Alguns animais são para os povos indígenas sagrados pelo que eles representam dentro da cosmologia de cada povo. Para o Kambeba; por exemplo, a preguiça é um animal que representa a sabedoria, portanto, não se pode comer a preguiça.

 

PREGUIÇA COM SUA CRIA

Preguiça com sua cria

 

O mesmo acontece com os animais que representam os clãs, dentre eles se destaca o Tucano com seu canto, a onça que chamamos de yawararetê. Na cultura indígena a onça representa a força, a agilidade em se movimentar na mata, a pintada por exemplo tem agilidade tanto na agua quanto na mata, e representa o povo Kambeba. A onça preta representa o povo Tikuna ambos do Amazonas.

 

TUCANO                 ONÇA PINTADA

                      Tucano                                                                                Onça pintada

 

Na dança e no ritual os animais que são seres sagrados e místicos são invocados, chamados e reverenciados em forma de sons e gestos que os povos indígenas fazem. A dança da garça é um exemplo, na cultura Kambeba. Outra forma de contato com os animais e sua importância está na confecção dos instrumentos musicais. O tambor por exemplo, feito com tronco de madeira que representa a vida da mata e sua força, e o coro de animal que vai revestir esse tambor de vida. Por isso o som do tambor bate igual ao pulsar do coração. Traz a força do animal que imolado deu vida e som a esse instrumento tornando-o sagrado.

 

TAMBORES INDÍGENAS

Tambores madeira e peles

 

Na saúde indígena alguns animais são utilizados na cura corporal e espiritual. Temos o veneno do sapo que em alguns rituais é bastante usado. Banha de cobra, osso de veado, a mutuca preta que cura verrugas, entre outros animais usados na cura indígena. Além dos animais que são invocados pelo pajé onde há uma metamorfose de homem em animal. Para alguns povos comer o cérebro de japiim cru faz com que a criança aprenda tudo mais rápido.

PASSÁRO JAPIIM

Japiim passáro

 

Na alimentação os indígenas não pegam mais do que precisam. Acreditam que os seres encantados da floresta e os espíritos que a protegem podem castiga-los severamente. Um desses seres é o Curupira que se ficar bravo pode fazer com que o indígena se perca na floresta, ou até o encantar.

O CURUPIRA

O curupira - pés voltados para trás

 

Mas, os povos indígenas sabem que só podem pegar o que vão consumir, em excesso tende a estragar e eles temem por suas futuras gerações. Gostam muito de porco do mato, macaco, aves, peixe, anta, entre outros animais.

As aves são de fundamental importância para os indígenas, umas servem como mensageiras, avisam se algo vai acontecer de bom ou ruim com seu canto. Suas penas servem para adornos, cocar e a forma de extrair essas penas obedecem a um cuidado especial. Alguns povos usam as fases da lua para coletar, outros juntam as penas, cortam às vezes sem sacrificar ou causar dor a essa ave. As penas dão um significado as identidades de cada povo mostram a importância que o indígena tem dentro de sua sociedade.

Com a invasão de suas terras por não indígenas a mata e os animais ficaram ameaçados.

 

desmatamento em terras indígenas

                                            Areas desmatadas e queimadas em terras indígenas

 

Então, os indígenas buscam cuidar de seu recuso porque sabem que dele depende sua subsistência e a vida de seus filhos e netos. O que se vê são pessoas caçando por puro prazer sem pensar no amanhã. Muitos ainda fazem contrabando de animais que estão em situação de extinção como no Amazonas temos o sagui de coleira. Nas aldeias os animais correm livres dentro e fora do território ou centro da aldeia, vem quando sentem fome e voltam para a mata. Alguns até chegam a dividir o leite materno das mães com as crianças numa relação de amor e reciprocidade. É a natureza cuidando de quem a cuida com amor. Nessa relação homem natureza os povos indígenas nos ajudam a compreender que somos parte desse universo natural, portanto somos responsáveis pela vida animal e vegetal. Mas, a cidade esquece-se de que também vive e respira, de que também tem vida e trata com desamor os que de irracionais são mais racionais que muitos humanos.

TEXTO: Márcia kambeba

 

 

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

ImprimirE-mail

... QUANDO NÃO “DÁ CERTO” ...

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

... QUANDO NÃO “DÁ CERTO” ...

ANGÉLICA PASTORE

por: Angélica Pastori de Araujo

Historiadora, Geógrafa e Expedicionária da Fundação Villas-Bôas desde 2012

 

Há quase quatro anos atrás tive a honra de conhecer um Grão Mestre! Sim! Um Grão Mestre de uma ordem que criei para me ajudar a viver e conviver com as coisas frias e distantes deste mundo do século XXI e a qual me refiro como A Ordem Honrada da Cavalaria Medieval!

 

Estamos em tempos modernos, contemporâneos, multimidiáticos, virtuais globalizantes! Tudo e todos“são acessíveis” em fração de segundos e as pessoas ficam impacientes quando meros minutos de espera ao telefone, em uma conferencecallou em uma mera apresentação de slides de uma reunião ou aula ocorrem, o que deixa gente com nós do “Velho Código” calados e reflexivos a observar com um sorriso de Monalisa!

 

Assim vi meu querido Grão Mestre! Um homem experiente que viveu expressivas partes das várias faces históricas que nosso país já teve e que mesmo após tanto desencanto ainda vê o momento presente como ele realmente é: Um Presente!

 

Um chefe de pesquisa que valoriza tudo, nossa ansiedade, nossa vontade desenfreada, nosso deslumbramento muitas vezes exagerado. Um homem experiente na ciência aplicada, cuidadoso com as palavras na fala pública, na fala restrita e na palavra escrita e que com muita parcimônia nos leva a ver nossas falhas, ver que as tomadas de decisões que escolhemos podem nos levar a mais erros a despeito de nosso entusiasmo e de nossa boa intenção!

 

Rapidamente me tornei sua redatora, assessora de comunicação, assistente, divulgadora e o que mais poderia e saberia fazer! E considero-o Meu Chefe de Pesquisa, Meu Grão Mestre da Ordem Honrada da Cavalaria Medieval! Meu exemplo de Cavaleiro seguidor do “Velho Código”! Alguém que segue os ditames desse “Velho Código” há muito mais tempo que eu! Alguém que já planejou, combateu, perdeu e venceu muitas e muitas batalhas! Alguém que já pagou o alto preço por sua origem, nome e história pessoal e de família! Alguém que sabe das agruras e alegrias do ganho e da perda...

Sim! Temos que falar de perdas!

Sim!Temos que falar de fracassos!

Sim temos que encarar essas possibilidades!

 

Como seres humanos - temos que considerar sua grande porcentagem em nossos caminhos e decisões. Faz parte de ser um humano, um típico exemplar de homo sapiens sapiens; considerar que podemos falhar, viver essa falha, ser capaz de levantar após monumental queda e perda, olhar para trás e analisar os pedaços do que se quebrou e os rastros do que se perdeu como vestígios que nos darão a chave para o entendimento do porquê de nossos propósitos terem chegado a esse triste mas momentâneo fim!

 

Como cientistas, homens e mulheres que valorizam o conhecimento, temos que encarar a possibilidade da falha, do fracasso e da perda na forma de hipóteses, crises previstas e ter um plano de gestão para elas préescrito! Faz parte da maturidade considerá-los como bastante prováveis! Faz parte da maturidade da maturidade intelectual pensar em sua existência e considerar sua força em nossos cálculos de prejuízos prováveis e é da Ciência o ritmo de elaborar teorias, coletar dados, gerar modelos, testá-los, verificar que não funcionam, investigar o porquê do não funcionamento, desmontar todas as estruturas empregadas, descobrir onde ocorreram as falhas, se humanas, técnicas ou ambas e recomeçar!

 

Nos dois casos trata-se de uma empreitada e tanto! Muita gente – e sem sombra de dúvida eu estou inclusa – precisa de ajuda profissional qualificada para suportar a lida com as perdas, fracassos e derrota, que – como diz Trotsky – tomam mais tempo da nossa vida do que gostaríamos ou sequer imaginaríamos...

ANGÉLICA PASTORI 2012 2016

Tínhamos um sonho na Fundação Villas-Bôas em 2012! E lutamos muito nesse ano e em 2013 com novos guerreiros e guerreiras que vieram – eu nessa leva – com muitas propostas interessantes de divulgação! Viajamos, divulgamos por universidades importantes do estado de São Paulo, parte da equipe foi ao local-alvo de nossos trabalhos O Golfo do Marajó e realizou um trabalho de campo com dados, informações e conhecimentos suficientes para incrementar ainda mais a enorme série de programas já existentes graças ao trabalho de nosso Chefe de Pesquisa, em prol daqueles cuja voz não é ouvida! Nunca foi ouvida e – agora mesmo neste momento em que escrevo – padece de malária, omissão de socorro, negligência e abandono!

 GEPEA SUMAUMA UNESP DE FRANCA 1

Não sei identificar no que falhamos exatamente. O encantamento ao apresentar os programas propostos na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e na Universidade do Estado de São Paulo, campus Franca, foi absoluto. Falo do ângulo de apresentadora mesmo! Muita gente interessada!

 

Mas os programas não decolaram. As assinaturas solicitadas para uma das ações previstas em nossos programas o

 

Abaixo-assinado para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. (PDTSAM)

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VBMARAJO

continuam até hoje na casa das 700 assinaturas!

Um sério número! 700 assinaturas em mais de quatro anos de divulgação da plataforma de programas!

Por que este número lastimável?

A despeito de todos os nossos esforços?

 EVENTO EQUIPE BH 5

Nossas viagens, nossas palestras, nossas oficinas, apresentações, planos de ação, ações, avaliações das ações, projetos e programas feitos com tanto esmero!

 IMG 7350

Nosso trabalho de campo, tão emocionantes a fotos que as mídias sociais resgatam com o cabeçalho “há três anos atrás!”! Há três anos atrás???

Como chegamos a esses números?

Nossa pesquisa de gabinete!

Nossa atividade nas mídias sociais!

Nossos apoiadores!

Nada! Nada! Nada disso vingou!

Nada! Nada! Nada fez esses números mudarem!

 

Será a pauta? Será considerado “fora de moda” falar de um país que não se conhece? Afinal todo mundo nem precisa saber do que não conhece. Fica em sua zona de conforto e não questiona, não busca, não procura pela verdadeira face de seu país, de seus recantos e lugares mais remotos, se há pessoas por lá e como vivem... Se vivem! Esse tipo de assunto não dá manchete! Não se transforma em manchete de reportagem televisiva ou midiática! Não mobiliza pessoas! Não consegue milhares de assinaturas por minuto como uma das campanhas do greenpeace por um espécie de leão marinho rara que está em extinção no ártico por conta da exploração do petróleo ou no Ártico ou as campanhas do Avaaz contra a mutilação de mulheres muçulmanas em países do continente africano! Não se torna programa especial do canal OFF: o OFF DOCS ou ainda dos canais Nat Geo ou Discovery... Não dá voto, não elege agentes políticos do poder executivo ou legislativo!

 CENTRO COMERCIAL SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA

Será que falhamos em nossos Programas? A elaboração? O ponto de partida? A metodologia escrita? As problematizações? As metodologias escolhidas? A aplicabilidade do Plano de Comunicação? Será que falhamos na divulgação? Divulgamos mal? O que foi esse mal divulgar? Não fomos convincentes o suficiente para fazer as pessoas além de assinarem chamarem mais pessoas para assinar e se interessarem por convidar empresários da iniciativa privada para ver nossos programas? Não utilizamos nosso plano de comunicação – presente dos alunos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – adequadamente? Falhamos nos canais de comunicação que escolhemos para manifestar nossas intenções? Manifestamos mal o que pensamos e o que queremos ao ponto de depois de riquíssima apresentação – ainda acredito que é - tudo termina com “dois tapinhas nas costas e uma ou duas palavras sobre ‘lindo esse seu trabalho’, mas sempre terminando com ‘gostaria de poder contribuir, ajudar sabe? Mas o momento não é oportuno...’ ou então ‘a crise...’”, como nos conta nosso Grão Mestre voltando taciturno de mais uma reunião sem sucesso com mais um possível investidor, apoiador, patrocinador, colaborador que não vingou...

 

Enquanto isso as ilhas do Golfo sucumbem!

 

A malária, que já devora mais de metade da população da Ilha Principal, A Ilha do Marajó, só nos faz amargar ainda mais!

 

A falta de saneamento básico, a gravidez na pré-adolescência, a falta de postos de trabalho e de emprego, a pesca predatória, o extrativismo predatório, o turismo sexual, o tráfico e outras tantas atividades ilícitas só aceleram a decadência iminente e nos deixam depressivos!Depressivos por se tratar de um trabalho pelo qual há anos nos dedicamos apaixonadamente. O trabalho de lutar porum dos lugares mais belos do país, de arte e gente únicas. Mas que como tantos pontos remotos e belos do Brasil, enquanto não aparecem na Rede Globo de Televisão... Não existem!

 

Sim fracassamos! Fomos a Universidade de São Paulo e fracassamos, fomos à Universidade do Estado de São Paulo e fracassamos, fomos à própria ilha do Marajó, coletar dados e constatar possibilidades de resiliência e pontos de alta sensibilidade ambiental e socioambiental das populações e comunidades e fracassamos!

 

E o quanto antes encararmos isso e recomeçarmos melhor!

 

Levantemo-nos do chão cavaleiros e cavaleiras! Guerreiros e guerreiras! Mestres e mestras, jovens guerreiros e jovens guerreiras! Limpemos as feridas e coloquemos sobre elas unguentos e bandagens, recoloquemos nossas cotas de malha, grevas, dragonas e armaduras! Voltemos a polir nossos escudos e afiar nossas espadas! Conversemos com nossos cavalos e voltemos a abrir as cartas sobre a mesa da tenda principal de nossa base de operações! Vamos avaliar nossas falhas, enfrentar nossos fracassos e procrastinações! A hora é essa! Vamos! Agora! Todos!

 

Sentemo-nos todos em volta do fogo à noitinha e ouçamos a voz calma e os conselhos sábios de nosso Grão Mestre! Nosso Chefe de Pesquisa! Nosso Cavaleiro do “Velho Código”!

 VIAGEM MARAJÓ A GRANDE EXPEDIÇÃO

Abraços e – nas palavras de nosso Grão Mestre do Velho Código –

 

“Saudações Florestais”

 

Para você Paulo Celso Villas-Bôas com todo o amor e admiração desta sua fã, amiga e expedicionária,

 

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

ImprimirE-mail

Mais artigos...