O QUE É UMA PASSAGEM DE ANO? 2016 – 2017 Versão V

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

O QUE É UMA PASSAGEM DE ANO?

 2016 – 2017 Versão V

Todo final de ano a humanidade faz sua retrospectiva dos fatos nele acontecidos. No início de um novo ano, desejamos esperança, renascimento, otimismo e muitos votos de prosperidade e saúde para as pessoas que encontramos, para aquelas que gostamos e com as quais nos relacionamos.

Continuo afirmando que vivo o fim de ano como se fosse o meu último ano de vida, mas respirando e abrindo os olhos a cada dia. Então vejo que tenho que acreditar em um novo futuro, que preciso lutar e sonhar que não seremos abandonados por quem quer que seja. Só depende de mim, assim como também continuar informando os incautos.

Acredito nesse país. Acredito ainda em seu povo, apesar de pacífico. Porém, tudo tem limite nessa vida.

Quando me perguntam qual o meu partido ou qual político defendo ou admiro, respondo: “O meu partido é o Brasil; não respeito cartilhas.” Sou uma pessoa que acredita na magia do Papai Noel, que reverencia a chegada de Cristo que faz renascer a energia dentro da fé em um novo Brasil. E assim como Cristo no templo diante dos comerciantes, quero justiça sem anarquia, sem ódio, mas mostrando que em seu templo não há lugar para incrédulos. Assim sou eu com relação a políticos que não respeitam esse grande templo chamado Brasil: também quero a liberdade de ser respeitado, sem preconceitos de qualquer iniciativa popular ou de nações, desde que também me respeitem a livre e democrática opinião. Isso me faz transitar em meu país sem restrições, não pertencendo e não apoiando doutrinas esquizofrênicas. Isso, dentro do meu eu, chamo de Fé e assim preciso acreditar que, com os erros dos políticos, o povo invadirá o Congresso Nacional. Este, tornou-se um antro de pessoas de mau caráter, onde a passagem dos erros do executivo é abençoada pelo judiciário. O povo não aguenta mais, chegando a física e moralmente agredir seus representantes em lugares públicos, principalmente em aeroportos, onde ficam expostos, não podendo se esconder. Dessa forma o povo logo chegará dentro do Congresso Nacional e colocará todos no olho da rua. Reergueremos esse país com muita paz, com respeito ao dinheiro público e a todas as classes sociais. Amparados pela Constituição faremos a limpeza, retirando todos os safados e ladrões desse país.

Como?

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO É A PALAVRA DE ORDEM!  É nosso dever colocar o patriotismo e nossa brasilidade acima de tudo, e mostrar ao mundo que podemos mudar esse quadro, essa vergonha nacional que escancaradamente vem acontecendo na política, suportada passivamente pelos brasileiros, até agora.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Na IV versão: O que é uma passagem de ano? -- 2015-2016 --  abordei:

O Brasil é o país mais corrupto do mundo. – Mais de 80 Bilhões desviados em corrupção por ano.

80 BILHÕES EM DESVIO PÚBLICO

Comentei também sobre a DITADURA VERMELHA no paraíso do faz de conta. Ela exige que o povo brasileiro trabalhe à exaustão cinco meses para o governo, com pesados impostos, fora os indiretos, que diretamente chegam ao governo -- quando compramos alimentos ou pagamos energia, água, telefone, e de compras em lojas ou restaurantes. Seguindo a estratégia, a ditadura vermelha empurrou e continua empurrando goela abaixo a farra do nosso dinheiro para financiar obras em outros países, para implantação do hoje fraco Foro de São Paulo e outros projetos como CEPLAC, UNASUL e assim por diante. Será que os exemplos de Cuba, Venezuela e outros países da América Latina falidos com esse modelo de socialismo imperialista, não bastam para a nação brasileira?

X4 DITADURA VERMELHA

VENEZUELA -- Nós brasileiros não queremos como espelho a VENEZUELA, não queremos mesmo! Para isso temos que valorizar as empresas nacionais e que as empresas que aqui se instalam, possam gerar emprego sem as escravaturas do capitalismo selvagem.

MANIFESTANTES VENEZUELA

Nesse ano que chega ao fim aconteceram vários fatos sociais e políticos. Vamos então resumir:

No âmbito social a Fundação VILLAS-BÔAS executou:

Em julho: A FVB participou como propositor do primeiro debate de políticas públicas para a inclusão dos sobrenomes dos indígenas no Pará em sua Carteira de Identidade, para que não sofram mais constrangimentos na esfera jurídica, na saúde e na educação.

IDENTIDADE INDÍGENA

De outubro a dezembro: A FVB deu suporte à ocupação pelos indígenas do DISEI-Pa. Pela intransigência do Ministro da Saúde, da não indicação de um indígena para a chefia desse órgão, onde documentalmente há provas de desvios de dinheiro público aonde os serviços executados (fictícios) não chegaram às comunidades indígenas. Como prova maior, nos sessenta dias de ocupação morreram sete indígenas por falta de atendimento e/ou medicamentos nas comunidades.

DISEI PAULO E OS INDÍGENAS 1

Na esfera Política:

Em meados de 2016, a PF, o MPF, e a Receita Federal tiveram indícios de que parte do dinheiro da corrupção de estatais e empreiteiras do Brasil estava sendo "lavada" por uma rede de doleiros até então desconhecida, instalada em Angola, o novo paraíso fiscal. Outros países como Nigéria, Moçambique e República Dominicana, também ficaram na mira dos investigadores.

Janeiro de 2016: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o esquema de corrupção sustentado pelo PP na Petrobras havia desviado R$ 357,9 milhões dos cofres da estatal. A investigação também aconteceu na atuação do PT, PP e do PMDB no esquema. As três legendas, conforme o MPF, agiam como controladoras de áreas estratégicas da Petrobras, por meio do controle de diretorias, e beneficiárias diretas de desvios. 

Fevereiro de 2016: de acordo com o jornal El País, a Lava Jato ganhou alcance internacional com a prisão de João Santana e com a suspeita da Odebrecht ter pago propina de três milhões de dólares ao presidente do PeruOllanta Humala.

Em 29 de fevereiro: o procurador da República, Deltan Dallagnol, enviou uma manifestação à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que fosse mantida a investigação em curso sobre propriedades atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Operação Lava Jato, a cargo do Ministério Público Federal no Paraná. O ofício havia sido uma resposta a um pedido feito por Lula para suspender a investigação sobre o apartamento no Guarujá e o sítio em Atibaia, que haviam envolvido construtoras investigadas no escândalo da Petrobras.

Deltan Dallagnol e LULA

Março: de acordo com a revista Isto É, o senador do PT Delcídio do Amaral disse em depoimento, em acordo de delação premiada, que Dilma e o ex-presidente Lula tentaram interferir na Operação Lava Jato.

De acordo com a revista, a então presidente havia conversado com auxiliares e nomeado ministros para tribunais superiores favoráveis à tese das defesas de acusados. 

Em 14 de março: o deputado Pedro Corrêa fechou acordo de deleção premiada.

Em 15 de março: o ministro do STF, Toeri Zavascki, homologou a delação do senador Delcídio do Amaral.

Em 17 de março:  o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o procurador geral da Suíça, Michael Lauber, se reuniram em Berna para discutir cooperação entre os dois gabinetes com relação aos desvios na Petrobras. De acordo com comunicado da Suíça emitido no mesmo dia, os US$ 70 milhões que haviam sido congelados deveriam retornar ao Brasil. Haviam sessenta investigações que geraram o congelamento de 800 milhões de dólares.

Em entrevista à Revista Veja, Delcídio Amaral disse que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam sobre esquema de corrupção na Petrobras.

LULA E DILMA SABIAM DE TUDO CORRUPÇÃO

Delcídio, após delação premiada, revelou detalhes sobre um suposto plano para impedir que as investigações comandadas pelo juiz Sérgio Moro fossem adiante. Durante a entrevista, o senador repetiu várias vezes um "mea culpa" e disse que queria "ajudar a Justiça e a sociedade brasileira a descobrir quem são os verdadeiros vilões desta história".

Em Portugal, Dilma teria conversado informalmente com o ex-ministro da Justiça Cardoso e o ministro Lewandowski. Teori Zavascki, relator da Lava-Jato, não participou do encontro. Segundo o senador, Dilma teria tentado convencer Lewandowski a aderir, mas fracassou.

Em 19 de março: entrevista à Veja, Delcídio do Amaral afirmou que José Eduardo Cardozo havia vazado informações sobre a Operação Lava Jato na época em que era ministro da justiça para a presidente Dilma e outros interessados. Em nota, Cardozo negou as acusações e disse que iria tomar as medidas judiciais cabíveis.

Em 22 de março: desencadeou-se a "Operação Xepa" em oito estados.

Em 24 de março:  a ministra do STF, Carmen Lúcia, afirmou que a Lava Jato respeita rigorosamente a Constituição e as leis.

Em 3 de abril A Panama Papers revelou que a Mossack Fonseca havia criado offshores para pelo menos 57 indivíduos já publicamente relacionados ao esquema de corrupção originado na Petrobras. As informações eram originais, da base de dados da Mossack Fonseca, obtidas pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e compartilhadas com o ICIJ.

11 de abril: por 38 votos a 27, a comissão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff aprovou o parecer do relator, o deputado Jovair Arantes.

04 de maio: O procurador-geral da República enviou ao STF um pedido de abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, na época ministro da justiça, por obstrução à justiça em tentativa de atrapalhar as investigações da Lava Jato, e também a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ministro da Casa Civil em 2016. 

05 de maio: O Supremo Tribunal Federal decidiu pelo afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara de Deputados do Brasil.

12 de maio: Dilma Rousseff é afastada da Presidência da República após votação no Senado Federal pela admissibilidade do parecer favorável ao processo de impeachment. Quem assumiu interinamente por 180 dias foi Michel Temer, vice presidente.

07 de julho: O deputado afastado Eduardo Cunha renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados do Brasil.

14 de julho: Rodrigo Maia é eleito presidente da Câmara dos Deputados do Brasil.

31 de agosto: Dilma Rousseff  foi definitivamente afastada da Presidência da República e Michel Temer assumiu o cargo titularmente.

IMPEACHMENT DE DILMA

Em setembro: A Procuradoria Geral da República prorrogou a força-tarefa da operação até o ano seguinte.

16 de novembro: O ex-governador do Rio de JaneiroAnthony Garotinho, foi preso pela Polícia Federal, na Operação Chequinho.

Em 19 de outubro: O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi preso na Lava Jato, por decisão do juiz Sérgio Moro, após Cunha haver perdido o foro privilegiado ao ser cassado pelo plenário da Câmara.

17 de novembro: O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, foi preso pela Polícia Federal, na 37ª fase da Operação Lava Jato.

04 de dezembro: Diversas manifestações contra a corrupção ocorreram em 26 estados e no Distrito Federal, assim como também em apoio à Operação Lava Jato e às Dez Medidas contra a corrupção, do projeto original do Ministério Público Federal.

14 de dezembro: O Deputado Rogério Rosso, autor do projeto 298/2016, soltou novo golpe no Brasil, apoiado por 192 deputados, para a ABERTURA DE NOVA CONSTITUITE com um só objetivo -- mudar a atual constituição para livrar os corruptos, ladrões e safados da Lava a Jato, com toda a certeza.

PEC 298.16

Que Lula vai a pé para Curitiba, num ato simbólico, vai mesmo! Que ele vai se encontrar com a querida, em vez de dar “Tchau, querida!”, sem dúvida! E que irão acertar a cabeça da jararaca, irão, com toda certeza!

 

Contudo, teremos que maciçamente invadir o Congresso Nacional no dia 01/02 e dizer aos políticos que não somos palhaços, muito menos idiotas. Eles se esquecem de que não é o tempo que está mudando; ele já mudou! E assim faremos uma INTERVENÇÃO CÍVICA CONSTITUCIONAL NO PAÍS e não será o General Eduardo VILLAS-BÔAS que fará um discurso oposto. Ele, por si só, não segurará os militares dissidentes que farão a diferença nesse país, os quais também não aguentam mais esse imbróglio.

Tenho dito. 

Eu me amo.

E amo esse país.

Eu acredito

E não vou desistir.

Feliz 2017 para os homens e mulheres que não são covardes e nem omissos, pois a legalidade e a legitimidade dependem de nós. Isso é o que as Forças Armadas vão esperar no dia 01/02/2017.

Queremos um Brasil com políticos de direita, centro e esquerda lutando de fato pelo Brasil com água limpa,alimentos nutritivos, moradia acessível, educação personalizada, assistência médica de primeira e energia abundante e não poluente, respeito aos direitos humanos (e não aos ladrões, crianças assassinas e políticos safados!). 

Será tudo isso utopia?

Creio que não.

 

Paulo VILLAS BÔAS 6

Paulo VILLAS-BÔAS
Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

ImprimirE-mail

ORATÓRIA ENTREGA MEDALHA PAULO FROTA - FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

CERTIFICADO PAULO FROTA

ORATÓRIA ENTREGA MEDALHA PAULO FROTA - FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS

RECEBENDO A MEDALHA PAULO FROTA 4

Quero aqui agradecer a indicação para receber tão honrosa outorga.

Quero agradecer aos amigos que aqui se fazem presentes.

Obrigado

O Brasil passa por mais uma crise nacional.

Mais uma, porquanto há pouco quando estive em São Paulo visitando uma exposição de arquitetura, deparei-me com um estande que oferecia a possibilidade de dispormos de notícias de qualquer época e dava como sugestão que digitássemos nossa data de nascimento em uma máquina          e com isso a revelação de fatos importantes daquele período.

Percebi que o ciclo de crises vem ao longo do tempo sendo mantido e,      apenas para ilustrar, a única notícia boa da data do meu nascimento foi à inauguração da Bienal de Artes de São Paul0, quando sabemos que é unanimidade o clamor por cultura e educação para transformar positivamente o homem.

Os registros do passado viram história e, via de regra, nos remetem a reflexões, quando em nossas ações temos como principal objetivo a transformação do comportamento do homem.

Mas como fazer isso com o quadro que se avizinha?        

E em particular em nosso Estado.

As grandes empresas centenárias do Pará estão fechando ou passando por crises seríssimas e as novas que aqui chegam não estão conseguindo se sustentar.

O resultado deste processo é o aumento do desemprego, a piora das desigualdades sociais, o aumento da vulnerabilidade social e a crescente violência urbana e de campo.

Essa encruzilhada civilizatória atual, passa pela política e pelos políticos que tem que ter outro olhar, se querem assegurar o Estado Democrático de Direito.

A constante tensão a que somos submetidos, onde verificamos que os políticos que nos representam estão em sua maioria comprometidos,         pelos seus atos, com a justiça, mas freneticamente unidos para salvaguardar interesses e por que não suas peles, querem mostrar a sociedade brasileira que é possível salvar o país.              

E, isso, não poderá funcionar por dispormos, hoje, de uma maior consciência política pela globalização e que se soma a facilidade de mobilização utilizando-se das redes sociais.

Fica dessa forma o recado aos vereadores, deputados das duas esferas,         senadores e na ponta os governantes, independentemente de partidos:             se não houver crédito as exigências das organizações populares será o fim do parlamento.

Os tempos estão mudando. 

“Sem a economia não há progresso, mas sem escutar os desiguais não há também mudança de valores”.

E na nossa ótica é tão fácil resolver parte desses problemas, mas sem o comprometimento de nossos gestores isso é impossível.

Cabe um pequeno relato: há menos de um ano precisei acompanhar um dos meus filhos em atendimento de saúde na rede pública.

Confesso: nunca tinha vivenciado, do sistema regulador da saúde,        descaso com o cidadão.

Sabemos que o quadro é a nível nacional, mas vivenciá-lo foi terrível.

E a isso, chamo de conhecimento de causa, não precisando mais ler ou ouvir nas manchetes da mídia.

Hoje acompanho a situação dos indígenas do Pará, onde não aguentam mais.

Além do descaso que é comum com essa nação, o desvio do dinheiro público é prática comum dos atores competentes nesse tipo de ação.

São em última análise monstros desumanos.

Logo, as verbas não chegam à ponta e o que é projetado e de conhecimento deles não se realiza. 

Para entendimento, nesses 60 dias de resistências e movimentações em todo Estado, sete jovens indígenas morreram em suas comunidades,         por falta de assistência médica, remédios e outros procedimentos.

BR 316 INTERDITADA 06.12

O Ministro da Saúde continuou insensível até ontem, depois de 60 dias de resistência, sabia há muito tempo do que se trata, mas precisou ver o caos para tomar uma posição conciliatória. 

É dessa forma que vemos os políticos: na contra mão das inversões de valores atuais.

O que é preciso sim é acabar com indicações políticas sem considerar o critério técnico para nomeação de cargos, bem como a resistência de não nomear um indígena como gestor como querem, mormente quando afirmam que o indicado tem formação superior para ocupação desse cargo, e que sabe como trabalhar com a devida competência e transparência.

Ontem na grande reunião em Brasília com polos de alguns Estados brasileiros, chegou ao consenso que voltaram atrás da nomeação política do indicado aqui do Estado do Pará, afastando-o do cargo e ficará  uma coordenadora des despesas no distrito de Saúde Indígena até a nomeação do indicado dos indígenas.

E o presidente do conselho indígena irá acompanhar essa gestão provisória até o coordenador indicado por eles assumir em definitivo.

Dado esse recado a todos e o anuncio parcial de uma paz para esses dias festivos e um final de ano menos tenso, vale aqui uma ressalva:

Justiça seja feita, alguns meses atrás o Presidente do Conselho de Direitos Humanos da Alepa, Deputado Carlos Bordalo no primeiro dia em que foi procurado pela Funda VILLAS-BÔAS, com uma comissão de indígenas assessorada pela Defensoria Publica do Estado do Pará, onde foi apresentado um projeto onde os indígenas possam registrar em suas identidades os sobrenomes a qual etnia pertencem, evitando assim grandes constrangimentos que passam. Nessa última semana também foi solidário com o movimento de hoje com grandes articulações políticas.

Ao presidente dessa casa Deputado Márcio Miranda, uma vez que tinha que fazer abertura dos trabalhos com grandes discussões de final de ano, atrasou a seção para ouvir uma comissão de indígenas, sendo sabedor que o Estado sofria um início de caos pela tensão e movimentos que estaria por viver. Sabiamente escutou, fez suas ponderações ajudou com ações imediatas.  

Ao governo do Estado nas pessoas Dra. Carmem e Sr. Gustavo da casa Civil, a sábia Dra. Eloisa da SESPA que já pré dispôs em iniciar numa segunda etapa de dialogo em um planejamento de ações emergenciais, e  no que se trata em atendimento a saúde em média e alta complexidade para as comunidades indígenas. Ao secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Sr. Michell Durans, que disponibilizou o que foi possível para atender as demandas emergências.

Mas pergunto:

É dessa forma que temos que ser lembrados como instituição atuante?

Com ações que visem preservar interesses dos excluídos?

Direitos Humanos é o respeito ao próximo e a evolução para que os desiguais sejam iguais de alguma forma. 

E é isso que persigo em minha labuta.

Em nosso Estado só mudaremos esse comportamento quando tivermos o tripé respeitado:

Economia, Homem e Natureza.




Meu muito obrigado.

RECEBENDO A MEDALHA PAULO FROTA 5

 

(Discurso não proferido na entrega da outorga Medalha Paulo Frota, mas remetido para o presidente da Assembleia Legislativa e para o Presidente do Conselho de Direitos Humanos.)

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

ImprimirE-mail

NÃO EXISTE SAÚDE INDÍGENA NO PARÁ E NO BRASIL

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

NÃO EXISTE SAÚDE INDÍGENA NO PARÁ E NO BRASIL

Nós, caraíbas, sabemos que a saúde pública no Brasil é uma lástima. Alguns (a maioria) dos hospitais, postos de saúde, SUS, são uma pocilga, ou até mesmo um atestado para a morte. Muito bem, quem precisa desses serviços sociais sabem disso, mas nós, que estamos em centro urbanos, ainda temos onde correr para extravasar nosso desgosto e indignação. Ponto número 1.

Os indígenas aldeados não são respeitados como seres humanos e, sim, como seres de terceira categoria, pois, a Funai e o SESAI não é mais essa estrutura antes da década de 90, os seus funcionários são meros cabides de emprego, embora tenham servidores capacitados para o posto que ocupam, separando o joio do trigo com toda certeza, mas ficam sem ação por falta de condições.

Não cabendo mais a quem pedir ou implorar, os indígenas do Pará ocuparam pacificamente a sede do DSEI – Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins, localizada em Belém/PA, já perfazendo 20 dias e nenhuma autoridade competente se fez presente para ouvi-los. No dia 07 do mês corrente lideranças foram a Brasília para uma audiência com o Ministro da Saúde, sua Excelência Ricardo Barros, para exigir uma resposta de suas principais reivindicações:

- Acabar com as indicações de políticos que se dizem donos dos nomes de pessoas que devem ocupar a cadeira de coordenadores do SESAI. Isso é uma prática no Brasil, onde a corrupção é sistêmica e não acontecem os objetivos das questões das soluções dos problemas e o pouco recurso que tem e assim atingir o alvo principal que são as Comunidades indígenas. - Hoje essa indicação está nas mãos do Deputado Federal Priante do PMDB. O que pensar dessa dinâmica?

Da mesma forma, o governo quer a municipalização da saúde indígena, o que não agrada nem um pouco as lideranças por saberem que, dependendo do partido político, serão tendenciosas de acordo com suas conveniências e o dinheiro destinado aos indígenas não chegará aos seus devidos fins. Então mais uma vez haverá radicalização nessa proposta, se for bom para a sociedade civil dos brancos, que façam para os brancos, não para os índios.  

- Para ver resultados os líderes caciques querem que a indicação seja de um indígena capacitado para o cargo, com experiência em gestão e que saiba as reais necessidades das comunidades indígenas de todo o Estado e para nação.

Uma vez acatado pelo ministro da saúde, o secretário especial da saúde indígena do Estado do Pará (SESAI), quem quer que venha a ocupar o cargo, que ouça as lideranças, tome todas as medidas administrativas e, o mais importante, a ordem orçamentária.

Muitas são as demandas e lutas por justiça para melhoria dessa população. No entanto, o governo anterior e o atual não respeitam ou não ouvem o sentimento indígena. Os indígenas possuem propostas para sua melhoria, não cabendo que decisões venham de cima para baixo e sim, das bases, para que surtam efeito os seus objetivos.

Existem contratos administrativos que precisam urgentemente serem prorrogados até 2017 em Brasília para que as comunidades indígenas possam sobreviver, tudo de acordo com o que não está sendo cumprido por força dos contratos:

- Manutenção dos carros dos distritos.

- Alimentação.

- Atendimento da saúde nas bases de baixa compressibilidade.

- Atendimento em todas as unidades indígenas ou não, aos indígenas aldeados de média e alta compressibilidade.

- Fortalecimento das Sesais e de todos os distritos.

- Autonomia dos distritos sanitários Indígenas entre outras...

 

 

A Fundação VILLAS–BÔAS apoia a ocupação pacífica da DSEI, a qual esteve presente para se solidarizar e apresentou dois projetos para uma discussão ampla, onde a palavra é dos indígenas e onde a sociedade civil não-indígena possa tomar conhecimento desse pensar que são as demandas ora reivindicadas e de evolução cultural.

 

- Para isso a FVB realizará em agosto do ano vindouro promoverá o

{I CONGRESSO DO SABER E PENSAR INDÍGENA – “Resistências e Transformações”},

onde debaterão outras pautas como:

 

- “ Identidade Indígena nos Cartórios – Lei Estadual ” - “As Organizações e as Políticas Internas nas Aldeias” - “Saúde Indígena no Brasil” - “Pajelança: a luta pelo reconhecimento de um etos intercultural na afirmação da cosmologia do tratamento e cura indígena’’; - “Educação Indígena: da oralidade ao letramento étnico como práticas autônomas e libertárias”; - “Literatura Indígena: registro e memória dos povos, aspectos fundamentais para manutenção da educação indígena no Brasil”; - “Linguagem, Comunicação e Mídia: contradições e empoderamento contra hegemônicos dos povos indígenas”; - “Violência contra a Mãe Terra”; - “A relação dos povos indígenas com a terra, a roça como identidade e forma de subsistência”; e - “A importância da Língua Indígena no Brasil como Elemento de Afirmação Identitária”.

 

Estiveram presentes várias lideranças, onde houve apoio incondicional aos eventos.

 

Um Brasil forte só acontece quando um governo obedece ao seu povo e se esse governo não o fizer é mais um que só está ai para enganar a população.

PAULO E OS INDÍGENAS 1

 

Paulo VILLAS-BÔAS

Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS.

Compartilhe...

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google BookmarksSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

ImprimirE-mail

Mais artigos...