VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DA ILHA DO MARAJÓ?

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VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DA ILHA DO MARAJÓ?

por: Marcela Silva

Até pouco tempo, toda vez que eu ouvia alguém mencionar esse arquipélago, logo o associava a sua riqueza cultural, às belezas naturais, às danças envolventes, às músicas animadas e convidativas, enfim, meu conhecimento, assim como o da grande maioria dos brasileiros, estava direcionado ao enorme potencial turístico que a ilha oferece.

Mas não é bem assim. Você sabia que esse “maravilhoso” arquipélago é um dos lugares do Brasil que mais sofre com a precariedade nos serviços públicos, como saúde, educação, segurança pública e saneamento básico?

casa_de_um_ribeirinho

Você sabia que lá há atividades criminosas, como prostituição infantil, tráfico de drogas, flagelos que aumentam a cada dia diante da omissão de nossos governantes?

Você sabia que nas “belas” paisagens ribeirinhas, a exploração sexual infantil ganha, diariamente, contornos dramáticos? Que populações esquecidas pelo poder público veem a pureza de suas crianças irem embora juntamente com a água dos rios?

Sou mineira, resido a, aproximadamente, 2190 Km de distância de toda esta realidade, mas não posso me calar, fechar os olhos e me omitir. É necessário alertar a população sobre fatos ocultos, abafados, que ficam escondidinhos por não serem do interesse dos poderosos. A pobreza desse povo não interessa nem aos governantes da própria região. Já parou pra pensar por que estas informações não chegam ao nosso conhecimento?

Pois bem. Preste atenção. Veja que promessas de investimentos para o desenvolvimento da região aumentam nos anos eleitorais. Desde 2007, a ilha anseia pelo recebimento de uma verba econômico-social que até hoje não saiu do papel.

Enquanto isso, a população sofre com a defasagem no atendimento à saúde com os elevados casos de malária – que em determinadas épocas do ano acomete metade da população de muitos municípios – maltratando e ameaçando até mesmo com a morte o futuro de milhares de brasileiros.

Sofre com a falta de saneamento básico, com esgoto a céu aberto e lixo acumulado no meio da rua, e a maioria da população continua vivendo em condições subumanas em casas que se localizam em regiões alagadiças, o que acomete a saúde de todos.

Sofre com postos de saúde e hospitais precários: é inadmissível que, em pleno século XXI, tenhamos que noticiar crianças morrendo dentro das unidades de assistência por não terem os equipamentos básicos para prestar o devido socorro; assistir a mulheres e homens tendo negados seus direitos de acesso ao serviço por falta de leitos, medicamentos ou profissionais, e verificar que, quando há socorro, ocorre em péssimas condições, com pacientes sendo transportados em macas improvisadas em carrinhos de mão, sem a menor higiene e cuidado, para tentar ser atendidos e terem suas dores amenizadas.

Quanto sofrimento e lágrimas serão necessários para chamar a atenção da nossa sociedade?

E onde estão os serviços públicos? E a infraestrutura, que vai de desde a construção de hospitais e fornecimento dos materiais necessários para seu funcionamento até a consolidação de uma rede de transportes e preparação médica adequada?

O presidente Lula, em 2007, visitou a Ilha do Marajó com um mega Plano, que prevê quase 300 ações para diversas áreas. Teve todo o nosso apoio para tirar o Arquipélago do Marajó da MISÉRIA, através do "PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ". Até quando o Plano ficará no papel?

Nosso arquipélago, com toda sua beleza, encontra-se, na verdade, em uma realidade muito diferente da que muitos imaginam. A Ilha do Marajó está amarga, triste, realmente “ilhada”, solitária, e vive à margem da sociedade, esquecida, com tanta precariedade...

A pobreza e o desespero levam os marajoaras a ações como as que aqui descrevi como única alternativa de sobrevivência, triste destino. A região marajoara grita por justiça. E nós? Vamos continuarmos omissos?

Eis meu desabafo, minha indignação; eis meu grito de revolta.

Não quero ser apenas uma cidadã, quero ser parte de um povo unido, que faça a diferença, ainda que seja mínima, mas que mostre à presidenta Dilma que o Brasil se importa com o Arquipélago do Marajó e para exigirmos dela o mesmo. Até quando O Marajó permanecerá relegado a segundo, terceiro, quarto ou “último” plano por não render muitos votos aos políticos?

Há brasileiros que estão acordados, sim, há. Acorde você também. Foi lançada, nesta última terça-feira, dia 05 de junho de 2012 - pela Fundação Villas Boas (da qual faço parte), que promove projetos para o desenvolvimento social, ambiental e econômico em todo o Brasil, em parceria com a sociedade civil, visando assegurar a proteção dos recursos naturais locais e garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações, uma PETIÇÃO PÚBLICA PARA QUE O PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO SAIA DO PAPEL.

Ajude você também! Grite! Assine! Manifeste-se!

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=VBMARAJO

http://www.fundacaovillasboas.com/

Até pouco tempo, toda vez que eu ouvia alguém mencionar esse arquipélago, logo o associava a sua riqueza cultural, às belezas naturais, às danças envolventes, às músicas animadas e convidativas, enfim, meu conhecimento, assim como o da grande maioria dos brasileiros, estava direcionado ao enorme potencial turístico que a ilha oferece.

Mas não é bem assim. Você sabia que esse “maravilhoso” arquipélago é um dos lugares do Brasil que mais sofre com a precariedade nos serviços públicos, como saúde, educação, segurança pública e saneamento básico?

Você sabia que lá há atividades criminosas, como prostituição infantil, tráfico de drogas, flagelos que aumentam a cada dia diante da omissão de nossos governantes?

Você sabia que nas “belas” paisagens ribeirinhas, a exploração sexual infantil ganha, diariamente, contornos dramáticos? Que populações esquecidas pelo poder público veem a pureza de suas crianças irem embora juntamente com a água dos rios?

Sou mineira, resido a, aproximadamente, 2190 Km de distância de toda esta realidade, mas não posso me calar, fechar os olhos e me omitir. É necessário alertar a população sobre fatos ocultos, abafados, que ficam escondidinhos por não serem do interesse dos poderosos. A pobreza desse povo não interessa nem aos governantes da própria região. Já parou pra pensar por que estas informações não chegam ao nosso conhecimento?

Pois bem. Preste atenção. Veja que promessas de investimentos para o desenvolvimento da região aumentam nos anos eleitorais. Desde 2007, a ilha anseia pelo recebimento de uma verba econômico-social que até hoje não saiu do papel.

Enquanto isso, a população sofre com a defasagem no atendimento à saúde com os elevados casos de malária – que em determinadas épocas do ano acomete metade da população de muitos municípios – maltratando e ameaçando até mesmo com a morte o futuro de milhares de brasileiros.

Sofre com a falta de saneamento básico, com esgoto a céu aberto e lixo acumulado no meio da rua, e a maioria da população continua vivendo em condições subumanas em casas que se localizam em regiões alagadiças, o que acomete a saúde de todos.

Sofre com postos de saúde e hospitais precários: é inadmissível que, em pleno século XXI, tenhamos que noticiar crianças morrendo dentro das unidades de assistência por não terem os equipamentos básicos para prestar o devido socorro; assistir a mulheres e homens tendo negados seus direitos de acesso ao serviço por falta de leitos, medicamentos ou profissionais, e verificar que, quando há socorro, ocorre em péssimas condições, com pacientes sendo transportados em macas improvisadas em carrinhos de mão, sem a menor higiene e cuidado, para tentar ser atendidos e terem suas dores amenizadas.

Quanto sofrimento e lágrimas serão necessários para chamar a atenção da nossa sociedade?

E onde estão os serviços públicos? E a infraestrutura, que vai de desde a construção de hospitais e fornecimento dos materiais necessários para seu funcionamento até a consolidação de uma rede de transportes e preparação médica adequada?

O presidente Lula, em 2007, visitou a Ilha do Marajó com um mega Plano, que prevê quase 300 ações para diversas áreas. Teve todo o nosso apoio para tirar o Arquipélago do Marajó da MISÉRIA, através do "PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ". Até quando o Plano ficará no papel?

Nosso arquipélago, com toda sua beleza, encontra-se, na verdade, em uma realidade muito diferente da que muitos imaginam. A Ilha do Marajó está amarga, triste, realmente “ilhada”, solitária, e vive à margem da sociedade, esquecida, com tanta precariedade...

A pobreza e o desespero levam os marajoaras a ações como as que aqui descrevi como única alternativa de sobrevivência, triste destino. A região marajoara grita por justiça. E nós? Vamos continuarmos omissos?

Eis meu desabafo, minha indignação; eis meu grito de revolta.

Não quero ser apenas uma cidadã, quero ser parte de um povo unido, que faça a diferença, ainda que seja mínima, mas que mostre à presidenta Dilma que o Brasil se importa com o Arquipélago do Marajó e para exigirmos dela o mesmo. Até quando O Marajó permanecerá relegado a segundo, terceiro, quarto ou “último” plano por não render muitos votos aos políticos?

Há brasileiros que estão acordados, sim, há. Acorde você também. Foi lançada, nesta última terça-feira, dia 05 de junho de 2012 - pela Fundação Villas Boas (da qual faço parte), que promove projetos para o desenvolvimento social, ambiental e econômico em todo o Brasil, em parceria com a sociedade civil, visando assegurar a proteção dos recursos naturais locais e garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações, uma PETIÇÃO PÚBLICA PARA QUE O PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO SAIA DO PAPEL.

Ajude você também! Grite! Assine! Manifeste-se!

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=VBMARAJO

http://www.fundacaovillasboas.com/

http://www.expedicaovillasboas.com.br

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