REVOLUÇÃO INDÍGENA II

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REVOLUÇÃO INDÍGENA II

Mais uma vez o governo do PT agem em silencio, para quando os indígenas acordarem já não mais terão o que fazer.

Nessa semana que passou o Ministério da Justiça a qual a Funai é subordinada será fragilizada para demarcações de terras indígenas e até hoje é a Funai é quem conduz as análises e se assim aprovado no Congresso Nacional onde a bancada ruralista é forte e detêm o maior interesse dessa tramitação. A minuta foi entregue ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), nesta quinta-feira (28).

Vejam a gravidade do que está sendo articulado pelo Sr. Ministro que não faria sem autorização da mandatária maior desse país: a Funai, terá de seguir critérios e responder questionamentos feitos por prefeituras, governos estaduais, comunidades tradicionais e órgãos federais ligados às áreas de agronegócio, energia, transporte e meio ambiente. Será que dessa forma amenizará os grandes conflitos ou serão mais pisoteados?

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Não se enganem isso dará mais poderes aos Senadores e Congressistas para com seus interesses em criar ou não a criação de terras indígenas, com isso será uma facilidade da aprovação da PEC 215. Diz algumas Federações da Agricultura, principalmente no norte, falácias que não precisam mais desmatar para se produzir, mas não é que assistimos e não é o que esse governo com seus ministérios propalam. Haja essa iniciativa  do ministério da Justiça. Vai me dizer que a sra. Presidente pegou a doença do seu ídolo que não sabe de nada.

Nó que esta entalado na garganta.

Até quando, vamos viajar pelo Brasil e encontrar problemas de abandono e fazer que as comunidades indígenas sejam tratados como iguais? Na fome, na miséria, no ostracismo? Até quando?

Não somos contra a modernização e ter agronegócios fortes, mesmo que fossemos seriamos também engolidos pela força do dinheiro e pelas políticas escusas que nos calam, mas estão com grande problema nas mãos, que no futuro hão de serem responsabilizados. Agora com a aprovação da PEC 215 se silenciados permanecermos.   Tudo nessa vida vira história.

O governo pegando a onda dos ruralistas, tem seu maior interesse nessa história que quer destravar obras de energia, como a Usina de Belo Monte, no Pará, e de transporte, consideradas importantes para fazer a economia retomar o vigor por meio empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

BELO_MONTE_MAPA_DO_BRASIL

Mas tempo ou menos tempo as barragens serão construídas. E porque não solucionam os entraves impostos por esse avanço da economia e do progresso.  Os AVAS Guarani do Paraná estão acuados e temerosos por 9 barragens que a mídia não propaga tal fato. No entorno de Belo Monte, o eco soa mais forte, por ser um numero bem maior de manifestação e que outras comunidades engrossam o direito de uma vida digna e de respeito. Sem comentar a agressão ao meio ambiente que haverá de ser e não tem como ninguém negar, não tem mais volta tudo em favor do progresso. Quando o sindicalista Lula tomava parte de protestos nos quatro cantos do país, o governo federal tremia nas bases. Pergunto: Quando é que teremos outro pseudo Lula, para sensibilizar nossa presidente (governo) que já nós não sensibilizamos e carregamos os mesmos vigores e ideais de outrora, movimentos são escutados e sabemos qual são. Mas hoje virou tudo, de estilingue virou vidraça e o que era defendido pelos menos favorecidos hoje são empecilhos para arrancar votos. É Sra. Presidente discursos da senhora é bonito que não quer a aprovação da PEC, mas o que veremos é que a senhora não ficará irritada e vai posar para as fotos com seus sorriso que já é marca registrada.

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Todas as lideranças indígenas com raríssimas exceções afirmam que o Decreto 7.056, de 28 de dezembro de 2009 teria sido aprovado e publicado sem a devida consulta aos povos interessados, salvo guarda dito por algumas lideranças que alguns índios foram aliciados para estarem em Brasília a convite, esses foram hospedados em hotéis 5 estrelas, com regalias de comidas e bebidas livres, transito livro entre os hospedes que olhavam com espanto. Isso se chama consenso nacional para que todos falem AMÉM?

Se for para uma melhora, por que não ser mais transparente, isso não demanda políticas públicas também? Não é isso que esta acontecendo no país, até a presidente da republica tem que sair de inaugurações e pronunciamentos pela porta de trás, pois os protestos indígenas chegaram e irão chegar a Brasília e não estão sendo escutados, apenas servem para fotos dos curiosos turistas que lá passam.

Sem a devida prévia consulta aos interessados, contrariando o que dispõe a Convenção nr 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o próprio Estatuto da FUNAI, esse decreto não deveria ser enviado ao Congresso.

A Funai tem que cumprir o seu papel institucional na perspectiva de uma nova política indigenista, longe do indigenismo tutelar e autoritário, mas tem que ressalvar o que rege a Constituição. O índio hoje no Brasil é mero numero na sociedade, não tem apoio daqueles que brigam pelos seus territórios deferidos ou até mesmo indeferidos porque quando não, são escorraçados a marginalidade engrossando as periferias dos grandes centros, nas bebidas, nos vícios e na prostituição, quando não aos enforcamentos aos suicídios que virou moda, e ai o que será que o GOVERNO faz? Será que teremos que falar o nome desses Estados, regiões, cidades, será que os munícipes, os órgãos ditos protetores não vêem essas famílias perambulando pelas estradas vendendo seus artesanatos que mesmo eles estão proibidos de confeccionar e tem índios processados por vendas de alguns artefatos que antes era cultura, hoje é proibição. Quando chegam as cidades como indigentes a margem da sociedade às escuras, pois o dito progresso com barragens, agronegócios e avanço desenfreados pela explosão demográfica da sociedade dita civilizada. O maior índice de mortalidade infantil esta nas comunidades indígenas, desnutrição, diarréias e assim por diante, não existe condições dignas de sobrevivência, educação rudimentar ou quase nula. IDH maior do que as mortes dos brancos. É ISSO QUE A SENHORA QUER? Pelo visto penso que sim. Quem se importa por mais miseráveis nesse país. Bolsas, mais bolsas?

Hoje o país vive em pé de guerra com o dito nova PEC 215, pensando que todos iam aplaudir, muito pelo contrario são invasões de toda a ordem das sedes físicas da FUNAI, pois pela novo decreto presidencial em que o presidente não lê, mas assina e seus assessores corroboram com as facções medíocres do governo, uma minoria, mas têm.

O índio, esta cada vez mais desprotegido e da forma que estão aplicando, ficaram com certeza isolados da sociedade, pois além do genocídio que vem acontecendo, aqueles que não chegarem aos extremo da vida, serão moribundos. Se for dizimar esse povo com esses ditos decretos e propostas ao Congresso Nacional digo como certo, podem estar convictos estão na mão certa.

Sra. presidente da república, veja realmente o que tem que fazer na ponta e não no início da questão. Chega de “burrocracia” Se por bem ou por mal farão as barragens de Belo Monte e mais nove barragens no Paraná, pedimos não passem com rolo compressor em cima dessas comunidades indígenas, que também tem direito ao voto, respeito, dignidade de como viveram e querem continuar a viver. Pedimos a reestruturação sim, somos sabedores e voltamos a dizer, dinheiro não falta: O que falta é chegar realmente na ponta e com muita responsabilidade. Olhe para o bem estar de um povo que não pediu para ser expulsos de seu habitat, somos sim uma miscigenação de raças, somos brasileiros, mas eles têm que ser respeitados como valorizou o valoroso filho de uma índia, Marechal Rondon e os nossos imortais IRMÃOS VILLAS-BÔAS. Morrer se preciso for. Matar Nunca.

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Paulo Celso VILLAS-BÔAS.

Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS

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