Potencialidades da expedição

  Fiquei muito empolgado com a idéia da expedição, que só agoro vim a conhecer. Aprendi ao longo das minhas viagens da vida que estas vivências proporcionam um aprendizado como nenhum outro. Conhecer outra realidade é compartilhar de outros valores, perceber as coisas sob outros pontos de vista e aprender a ser compreensivo (que significa levar em consideração o lado da outra pessoa).
  Além disso, gostaria de aplicar o que venho aprendendo em cinco anos de faculdade de biologia e vivências pelo mundo para ajudar as pessoas. Reconheço que comunidades como as do Marajó possuem sua sabedoria e riqueza cultural, e acredito que conhecendo seu contexto podemos ajudá-los a viver da maneira que eles visem ser mais justa e digna, despertando a cidadania (que significa cobrar os seus direitos) e uma interação sustentável com o meio ambiente.
  Porém, no edital, me deparo com a necessidade de enviar meu diploma e registro no conselho regional de classe, os quais só conseguirei ao final deste ano, quando vou definitivamente me formar. Portanto gostaria de saber se é possível se candidatar ao projeto nesta minha condição.

 Muito obrigado pela atenção, Renan.

Modelo de Projeto - Edital002

Informações Gerais projeto Expedição Villas Bôas - 1ª fase, 1ª etapa - Ilha de Marajó


 

Sugerimos que você acompanhe os editoriais que serão publicados quinzenalmente no nosso site durante os mêses de julho e agosto sobre a problemática socioambiental da Ilha de Marajó. Você poderá identificar  problemas e soluções para otimizar seu projeto.

Cadastre-se em nosso site para receber a "newsletter" periódicamente e se inteirar das notícias. Comece a se familiarizar com a filosofia da Fundação Villas-Bôas.

Salientamos que a execução dos projetos se dará de forma itinerante - percorreremos todas as cidades e vilarejos descritos no site: link "expedição", sublink "onde vamos".

Sua equipe será formada por alunos universitários (formandos)  da sua área ou afins, podendo haver também a participação de universitários e voluntários internacionais bilíngues.

Você atuará como coordenador da sua equipe, reportando-se hierárquicamente à administração da expedição.

Descrevemos abaixo as diretrizes para a confecção do seu projeto conforme edital 02/2010 - FVB-EVB.

1 - O Projeto Básico deverá ser apresentado em meio eletrônico em PDF com as cópias dos documentos exigidos no edital e conter as seguintes informações:

  • Nome do profissional autor/executor do projeto;
  • Qualificação profissional e número de registro no "conselho regional da classe";
  • Número de telefone, fax (se houver), correio eletrônico, endereço completo;

1.1 - Título do projeto e objetivos gerais.

Descreva o objetivo geral do Projeto observando que é fundamental que "ele" consiga expressar  resultados de curto, médio ou longo prazo ou as mudanças mais amplas para os quais o Projeto pretende contribuir. O objetivo geral do Projeto deverá coincidir com os objetivos da FVB. Fale da importância do seu projeto para a comunidade e quantas pessoas "ele" irá atingir (relatar em poucas linhas). Fale dos benefícios sociais, econômicos e ambientais para a comunidade e os resultados para a região.

1.1.1- Descrição da situação local. - contextualização do "problema", descrição objetiva  das condições socioculturais, ambientais, institucionais, políticas, educacionais entre outras, incluindo por exemplo: principais atividades econômicas, número de pessoas/famílias por localidade, etc.

1.2 - Objetivo específico.

  • Descrever o objetivo específico do seu projeto.

1.3-  Descrição da execução do seu projeto.

1.4-  Atividades de capacitação*(se for o caso), conteúdos programáticos, público alvo  e   indireto.

1.5- Metodologia utilizada, equipamentos e materiais utilizados para a execução da atividade.

  • Como o projeto será implementado ?

1.6- Cronograma de execução.

  • Detalhar as etapas.
  • Em que momento da execução haverá a participação das outras equipes ?
  • Tempo total de execução do seu projeto.

1.7- Porquê seu projeto deve ser aprovado ?

2- Informações ao dep de recursos humanos

As atividades em uma missão não param em função das folgas dos participantes, você deve  prever  seu descanso semanal e futuramente as folgas da sua equipe, prevendo 1 dia por semana para cada um.

Deve descrever em seu projeto a sua carga horária semanal e salário pretendido, de acôrdo com o edital 02/2010 FVB-EVB e com o salário de mercado oferecido.

Visto tratar-se de processo de levantamentos de dados  e processos executivos de ações necessárias  à  melhoria do painel social dos Marajoaras, listamos abaixo algumas das ações focalizadas que deverão ser desenvolvidas. No  entanto, baseado nestes  quesitos, você poderá sugerir atividades desconhecidas por nós  que poderão somar muito positivamente ao objetivo da expedição. Este poderá vir a ser o diferencial do seu projeto possibilitando pontuação positiva para a sua seleção.

1- Administrador(a):  Técnicas de organização e métodos administrativo.

  • Criação, implementação de formulários, documentação e acompanhamento de rotina administrativa etc.
  • Criação de modelos de relatórios de atividades das equipes etc.
  • Suporte documental ao polo Europa. Suporte documental à base FVB - Belém

2- Agrônomo(a) ou Eng...

  • Planejar, organizar e acompanhar o preparo e o cultivo do solo, o combate a pragas e doenças, a colheita e armazenamento.

3- Ambientalista ou Eng...

  • Estudo de viabilidade de energias e suporte às atividades derivadas dos ítens  11,12,14,16

4- Assistente Social/Serviço Social

  • Assistência à criança e ao adolescente;
  • Desenvolver e implantar projetos de apoio à educação e acompanhamento de crianças e jovens carentes.
  • Seleção e acompanhamento de distribuição de materiais à população carente.
  • Suporte às atividades dos ítens 7 e 9.

5- Biólogo(a).

  • Educação ambiental: orientar o público sobre formas de preservação do meio ambiente, parques, jardins, escolas, natureza, etc;
  • Identificar ameaças ao ecossistema Marajoara.
  • Promover dinâmicas envolvendo fauna e flora, voltado para crianças.

6- Ciência dos alimentos/técnologo(a) em alimentação/nutricionista.

  • Técnicas de conservação dos alimentos;
  • Realizar análise de qualidade dos alimentos, visando sempre a segurança nutricional dos consumidores;
  • Realizar trabalhos sociais de instrução da população e de combate aos problemas nutricionais da população - Programa de educação alimentar

7- Enfermeiro(a) - Coordenar equipe:

  • Mapeamento da comunidade
  • Pesquisa sobre o histórico de doenças comuns na região e, elaborar ações eficazes em conjunto com a equipe;
  • Cadastramento das famílias da comunidade;
  • Identificação de  indivíduos e áreas de risco;
  • Promoção de  ações comunitárias de prevenção de doenças e promoção da saúde
  • Orientação à população sobre doenças comuns na região, sobre tratamentos caseiros eficazes, sobre alimentação adequada e sobre a importância dos sistemas de saúde e dos tratamentos;
  • Realização de  visitas domiciliares visando acompanhamento das famílias e da situação dos doentes;
  • Desenvolvimento de ações educativas e de vigilância sanitária, como ações coletivas de saneamento, de melhoria da qualidade de vida na comunidade;

8- Jornalista

  • Documentar a execução das atividades das equipes;
  • Definir o enfoque e o tamanho da reportagem e escrever o texto final em veículos impressos e na internet, selecionar fotos e ilustrações que serão usadas em rádio e TV, internet.
  • Coletar informações e redigir textos para divulgação em rádio, televisão, jornais, revistas ou internet.

9- Psicólogo(a)

  • Atendimento às vítimas de pedofilia, prostituição infantil, violência urbana, e outros.
  • Promover o encaminhamento de casos.

10- Professor(a) de estudos sociais/Moral e cívica ou equivalente.

  • Cidadania, ética, valores e cívica.

11- Sanitarista ou Eng...

  • Acompanhar planejamento de saneamento básico  sistemas e redes de água,esgoto, lixo industrial e doméstico.
  • Verificação da  qualidade da água e o tratamento do esgoto,
  • Gerenciar o armazenamento do lixo em aterros sanitários e usinas de compostagem.
  • Projetar e acompanhar a construção de redes de drenagem, para evitar enchentes, implementar  projetos de monitoramento da qualidade do ar, da água e do solo,
  • Comandar o tratamento de efluentes e resíduos da produção industrial ou, ainda, implantar tecnologias para diminuir a poluição causada por indústrias.

12- Técnologo(a)/especialista em agronegócios/agroecologia/associativismo e cooperativismo

  • Identificar oportunidades de geração de renda para os Marajoaras estimulando agriculturas;
  • Estudo e aplicação de novas tecnologias para otimizar plantações;
  • Otimização da produção de criações.
  • Estudo de rentabilização do negócio, uso racional dos recursos naturais - preservação do meio ambiente.

13- Técnologo em horticultura

  • Desenvolver técnicas de cultivo;
  • Suporte às atividades do ítem 12.

14- Técnologo(a) em irrigação e drenagem.

  • Planejar a implantação de sistemas que usem as águas do rio de forma sustentável e etc.

15- Técnologo(a) laticínios

  • Tema livre.

16- Técnologo(a) produção pesqueira

  • Criação, execução e avaliação de sistemas de produção e etc.

 

Edital - 002

Encerrado !

Edital 002/2010/FVB- EVB - GESTÃO DE PROGRAMA AMBIENTAL

PROCESSO SELETIVO DE CONTRATAҪÃO TEMPORÁRIA DE PROFISSIONAIS NÍVEL SUPERIOR PARA A EXECUҪÃO DE PROJETOS NA EXPEDIҪÃO VILLAS-BÔAS PELO BRASIL.

A FUNDAÇÃO VILLAS-BOAS - FVB, visando implementar o programa de projetos da EXPEDIÇÃO VILLAS-BÔAS pelo Brasil -EVB, por intermédio do Pólo Europa - Gestão de Programa Ambiental, e no uso de suas atribuições legais e em cumprimento das normas previstas, torna pública a abertura de inscrições para o processo de seleção de profissionais de nível superior e estabelece normas relativas à realização de processo de seleção e contratação.

I- OBJETIVO

O presente Edital tem por objetivo o chamamento para a seleção e contratação de profissionais de ambos os sexos para a formação de equipes para a execução da 1ª fase da 1ª etapa - Ilha de Marajó, em parceria com profissionais de empresas européias, a iniciar-se no 1° trimestre de 2011 com duração prevista de até 6 meses, podendo ser renovada a contratação nas demais fases da 1ª etapa da expedição.

II- DOS PROFISSIONAIS E VAGAS

Poderão participar da seleção os seguintes profissionais: Administrador (3 vagas), Agrônomo ou Engenheiro agrônomo (4 vagas), Ambientalista ou Engenheiro ambiental (5 vagas ), Assistente social (3 vagas), Biólogo (3 vagas), Cientista de alimentos (3 vagas), Sanitarista ou Engenheiro sanitarista (3 vagas), Enfermeiro (5 vagas), Especialista em agronegócios (4 vagas), Professor em Estudos Sociais ou Educação Moral e Cívica (4 vagas), Jornalista (3 vagas), Psicólogo (5 vagas), Tecnólogo em horticultura (5 vagas), Tecnólogo em irrigação e drenagem (5 vagas), Tecnólogo em laticínios (3 vagas) e Tecnólogo em produção pesqueira (5 vagas). Serão aceitos excepcionalmente candidatos cujas profissões estejam relacionadas ao meio ambiente que não estejam listadas neste edital (4 vagas).

1- Perfil Desejado

a. Mínimo de 21 anos;

b. Experiência mínima de 2 anos na função;

c. Capacidade para trabalhar em equipe, liderança, mobilidade, equilíbrio emocional, conhecimento de ferramentas de informatica, fluência verbal, bom humor, organização, capacidade de lidar com situações emergenciais.

d. Desejável: 2ª língua - inglês ou francês;(não obrigatorio)

e. Desejável: alguma experiência de trabalho em campo; (não obrigatorio)

f. Desejável: algum conhecimento de rádio VHF, bússola. (não obrigatorio)

 

III- DAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS

As atividades desenvolvidas pela EVB serão realizadas em modalidade itinerante nos municípios e distritos: Salvaterra, Soure, Prainha, Joanes, Campina, Chaves, Camará do Marajó, Cachoeira do Arari, São Pedro, Porto Alegre, Genipapo, Santa Cruz do Arari, Anajás, Afuá, Ponta de Pedras, Muaná, São Sebastião de Boa Vista, Curralinho, Breves, Gurupá, Melgaço, Portel, Acangata, incluindo sub-rotas e executadas em próprios municipais ou em outros locais indicados e selecionados pela coordenação logística da EVB.

IV- DA REMUNERAÇÃO

A remuneração do profissional contratado será fixada de acôrdo com a jornada de trabalho proposta em seu projeto e dentro dos parâmetros da classe profissional correspondente:

1- Valores de remuneração segundo às classes profissionais descritas no ítem II , R$2.500,00 a R$6.000,00 (valores finais já inclusos os adicionais correspondentes ao tipo de missão, de acôrdo com a CLT - Consolidação de Leis Trabalhistas).

1.1- Inclusos também seguro de vida e invalidez, assistência médica e hospitalar de instituição privada.

1.2- A FVB se responsabilizará pelos bilhetes de passagem nos trechos origem/Belém/Marajó/Belém/origem na data acordada em contrato para início e término da missão na 1ª fase da 1ª etapa da expedição.

1.3- Cabe à FVB: transporte, alimentação e alojamento dos participantes no período da jornada de trabalho.

V- DO CRONOGRAMA DE PARTICIPAҪÃO DE PROCESSO SELETIVO

Os profissionais poderão enviar até 02 projetos dentre as diversas modalidades apresentadas.

1- Retirada de modelo padrão de projeto através do portal internet da FVB. Modelo de Projeto.

2- Pagamento de taxa de inscrição através de depósito bancário identificado no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) por projeto, de 14 de julho até o dia 15 de Agosto em favor de:

Instituto Econômico Social e Sustentável do Brasil - Fundação Villas-Bôas, CNPJ 10 457 162/0001-07 - Banco Bradesco ag 2156 conta corrente 30.000-4, ou pagamento via internet na modalidade "doação" pelo sistema pagseguro em nosso site.

2.1- Taxa de inscrição: corresponde ao agendamento, adaptação, análise, formatação e tradução em língua francesa.

2.2- Pagamento de taxa de inscrição com desconto de 50% para o projeto nas línguas brasileira e francesa.

2.3- A versão em língua francesa deverá ser executada por tradutor profissional ou oficial/juramentado.

3- Período de entrega de projetos: 14 de julho a 31 de Agosto de 2010 ( 23h.59m - horário do Brasil)

3.1- Não serão analisados projetos sem o prévio pagamento da taxa de inscrição assim como NÃO serão analisados os que estiverem fora do modelo fornecido.

4- O projeto deverá ser enviado via internet em extensão pdf, no endereço O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou via fax número +55-91-3235.5276 contendo:

a. Cópia do certificado/diploma devidamente registrado pelo MEC;

b. Cópia da identidade ou da carteira de identidade profissional.

c. Cópia do depósito identificado ou do recibo emitido pelo sistema pagseguro;

d. Cópia da carta de apresentação escrita manualmente;

e. Cvitae com comprovação de experiência na função.

f. Cópia do registro no conselho regional da classe com comprovante do pagamento da anuidade.

g. Cópia de comprovante de residência.

 

VI- DOS CRITERIOS DE SELEҪÃO

Nos critérios de seleção a FVB priorizará os projetos que apresentarem maior possibilidade de transformação comportamental para a vida prática da população Marajoara.

1 - A pontuação para a seleção dos projetos/candidatos obedecerá os seguintes critérios:

Capacidade de transformação comportamental do Marajoara.

 

0 a 3 pontos*exclusos administrador e jornalista

Focalização do problema socioambiental e soluções.

 

0 a 3 pontos*exclusos administrador e jornalista

 

Viabilidade do projeto.

 

0 a 3 pontos

 

Metodologia da execução do projeto.

 

0 a 3 pontos

 

Eficácia do projeto e replicação.

 

0 a 3 pontos*exclusos administrador e jornalista

 

Experiência na função.

 

0 a 3 pontos

 

Experiência de trabalho em campo.

 

0 a 1 ponto

 

Conhecimento de ferramentas de informática - internet, word e excell.

 

0 a 1 ponto * 2 pontos para as categorias

administrador e jornalista

 

Conhecimento de ferramentas de comunicação e direção,GPS, rádio VHF ou similar.

 

0 a 1 ponto * comprovar

 

Conhecimento de língua inglêsa.

 

0 a 1 ponto * comprovar o nível

Conhecimento de língua francesa.

 

0 a 1 ponto * comprovar o nível

 

 

1.2 - Os ítens cuja pontuação esteja na escala de 0 a 1 ponto não são eliminatórios.

 

1.3 - Caso haja empate na pontuação final, serão priorizados:

a- Participação de trabalho voluntário em alguma instituição filantrópica ou não governamental *comprovação exigida.

b- Domicílio do candidato quanto à proximidade do Estado do Pará;

VII- DO RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO

1- Cada profissional selecionado será notificado via email e através do site www.expedicaovillasboas.com.br de 15 a 30 de Setembro de 2010.

1.1- Não será devolvida a taxa de inscrição aos candidatos não selecionados em nenhuma hipótese. Salvo em caso de cancelamento do certame por conveniência da FVB.

2- As vagas remanescentes serão preenchidas nas demais fases da 1ª etapa ou em substituição do titular da vaga em caso de desistência, quebra de contrato, término de contrato ou sinistro.

2.1- Serão notificados via email os candidatos cujos projetos apresentem possibilidades de constarem em nosso banco de projetos para chamamentos futuros ou de substituição dos contemplados deste edital no prazo de 1 ano a contar da publicação do resultados via internet no portal da FVB, por área correspondente.

3-A FVB se reserva o direito de alterar datas e prazos em qualquer tempo antes da contratação dos profissionais.

*Recomenda-se a instalação do programa skype (internet) para discussão de seu projeto - se este for selecionado, com o escritório em Ananindeua -PA e pólo de Gestão na França durante o processo da "prévia" da expedição . Endereços: expedicaovillasboas e fvb.France. O atendimento em Paris será feito em língua brasileira.

 

VIII- DA CONTRATAҪÃO

Os profissionais selecionados serão chamados segundo a necessidade de provimento das vagas. Para a formatação da minuta do contrato, os selecionados deverão enviar as seguintes cópias de documentos até o dia 31 de outubro de 2010, da mesma forma do ítem V,4.

a. Atestado de bons antecedentes emitidos pela Polícia federal;

b. Atestado médico endereçado à FVB

c. Certificado de vacinação - febre amarela e outros que se fizerem necessários;

d. Copia de contrato de plano/seguro saúde e vida (não obrigatória);

e. Seguro de equipamentos constantes na lista do projeto (não obrigatório).

 

1- O profissional selecionado é responsável pela veracidade dos documentos, sob pena de cancelamento de contrato, sem ônus por parte FVB.

1.1 - O "de acordo" na minuta deverá ser "escaneado" e enviado por email em formato de "anexo" em  pdf até o dia 30 de novembro de 2010.

2- A assinatura do contrato dos selecionados será executada 1 mês antes da partida da expedição, em nosso escritório jurídico em Belém-PA - Rua Romualdo de Seixas, 1230 - Umarizal. Cep 66.055-200

2.1 - O profissional ou pessoa autorizada a assinar ( com procuração cartorial ) deverá apresentar-se em nosso escritório no horário acordado e por sua própria conta, munido de todos os documentos originais listados nos ítens V-4, a,b,c,d,e,f,g VIII-a,b,c juntamente com o inventário completo (incluindo pêso e medidas) dos equipamentos e materiais a serem transportados durante a execução da sua modalidade de projeto.

3- Os contratados terão treinamento em operação básica de rádio VHF, manuseio de bússola, primeiros socorros, medidas de segurança, entrega de uniforme e material/equipamento de segurança, apresentação das equipes e dinâmicas de grupo, conhecimento do regulamento da missão EVB, , durante as 48 horas antecedentes à partida da expedição, em Belém-Estado do Pará, por regime de imersão em centro de treinamento

IX- DA DIVULGAҪÃO E PUBLICIDADE DA EXPEDIҪÃO

1- Nenhum selecionado e contratado estará autorizado a fazer publicidade da sua participação na expedição da FVB-EVB vinculada à partidos políticos e a segmentos "não" socioambientais.

2- O resultado da seleção dos candidatos deste edital tem a validade de 1 ano à contar da data da publicidade de resultados na internet, via site da FVB-EVB.

X - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

O profissional contratado deverá apresentar relatório conclusivo da tarefa executada especificando detalhadamente sua aplicação em campo e como replicá-los quando não mais estiver em atuação. Este relatório representará o encerramento da sua missão conforme prazo em contrato. Todo o acervo será de exclusividade da FVB, com créditos ao profissional: nos livros, documentários e outros meios que a FVB achar adequado para a divulgação ou implantação, não cabendo qualquer ressarcimento ou questões judiciais.

Fundação Villas-Bôas

Paulo Celso Villas-Bôas

Presidente


A VOZ DO MARAJÓ - ENTREVISTA - EDITAL

ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL VIRTUAL  "VOZ DO MARAJÓ"

ATRAVES DO JORNALISTA  MARCOS MIRANDA.

 

Segue entrevista por e-mail concedida à Voz do Marajó, por Paulo Celso Villas Bôas, presidente da Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil e do Instituto Econômico Social e Sustentável do Brasil “Fundação VILLAS-BÔAS”, que gentilmente respondeu às perguntas conforme abaixo:



VM - Como surgiu e qual o propósito das atividades da Fundação Villas-Bôas,
bem como da Expedição Villas-Bôas?

 

PVBôas – O projeto Expedição VILLAS-BÔAS surgiu do desejo de acompanhar os sertanistas irmãos VILLAS BOAS  lá nos idos de 70, pelos sertões do Mato Grosso. Há uns 20 anos atrás o meu saudoso pai me propôs  rodarmos o Brasil, partilhando os problemas sociais dos nossos compatriotas, não só dos indígenas, mas dos cidadãos que migram e se estabelecem nessa imensa extensão geográfica que é o nosso país. Hoje não tenho a companhia do meu saudoso pai, mas chegou à hora de colocar em pratica todo esse projeto elaborado e planejado por tantas décadas. Nos objetivos da Fundação consiste a valorização do homem como peça fundamental no meio ambiente com sua necessidade de existência, com foco a política na sua proteção e as legislações, o social e valorização econômica, e o fortalecimento e crescimento de proteção do ecossistema e sua biodiversidade.



VM - Verificamos em seu site que a Expedição estará no Pará e em especial em Marajó ainda neste 1º semestre de 2011. Já existe um plano de ação pré-estabelecido ou isso será inteiramente construído de forma conjunta com as sociedades nativas ou ainda será um misto das duas possibilidades?


PVBôas –  Existe logicamente um plano prévio de ação mas que esta sendo reajustado em função da realidade local e que prevê largo espaço para participação das sociedades nativas. Marajó também será contemplada em nossa 2a etapa da expedição pois faremos via fluvial todo o rio Tapajós, subindo pelo Amazonas "desaguando" no Oceano Atlântico passando por todas as cidades ribeirinhas da Ilha do Marajó, chegando nas Ilhas Mexianas e Cavianas, descendo pelas costas do Amapá, quando então seguiremos rumo a Manaus.

 

VM - Como ou de que forma a FVB pretende ajudar as comunidades contempladas pelo projeto Expedição Villas-Bôas?


PVBôas – Apesar de termos estabelecido nosso roteiro, as comunidades contempladas serão também as que sofrem maiores necessidades, por isso a possibilidade de incluirmos sub-rotas visando atender o maior numero de habitantes possível. Estamos buscando parcerias com órgãos que possibilitem o desenvolvimento de Marajó em longo prazo além dos projetos que pretendemos desenvolver na Ilha quando da estadia das nossas equipes. Temos em nossas equipes renomados cientistas engajados nessa expedição para promover a transferência de tecnologia de profissionais e empresas francesas. O principal cientista e  pesquisador  é o Prof. Alair Ruellan, que viveu no Amapá, pesquisou os solos da Amazônia Legal, têm estudos e publicações sobre a agricultura sustentável em nossa região e recebeu vários títulos de honoris causa. Nosso projeto é investigativo e o que pudermos fazer para que haja uma transformação nas regiões visitadas, faremos! Essa é a nossa proposta. Não iremos como salvadores da pátria, mas queremos por meio de parcerias fazer uma transformação nessa região, a começar pela mudança de atitudes.



VM - Como pretendem interagir com essas comunidades onde atuará o projeto no sentido de atingir os resultados esperados?

 

PVBôas – Promovendo cursos profissionalizantes, palestras de conscientização, serviços de assistência básica, seguindo as linhas mestras do conceito socioambiental da FVB e dos planos diretores de todas as cidades e regiões dos municípios do Marajó. E que os políticos, governantes municipais e esfera estadual, saibam dos nossos propósitos, pois estaremos sendo monitorados via satélite. Nossas ações serão visíveis em níveis nacional e internacional. Procuraremos interagir com cada cidadão que nos der ouvido e procurar a melhor forma para que os prefeitos nos escutem e possamos lhes passar soluções, Não poderemos calar, olhar, virar as costas e achar que nossa missão acabou ali. O mesmo faremos com  os empreendedores, associações, igrejas de uma forma geral.  As verdadeiras razões pelas quais parte da população brasileira não sai da linha baixa da pobreza esta na falta de interação e interesse de alguns.

 


VM - Sobre a Expedição Villas-Bôas pelo Marajó, especificamente sobre Breves e Portel, tivemos o fechamento das indústrias madeireiras e de Palmito de açaí sem distinção entre quem trabalhava de forma legal/ilegal. Sem julgamento entre certo ou errado, o fato é que esses municípios tinham na extração desses produtos florestais a base de suas economias. Diante da verdadeira criminalização generalizada da opinião pública e do governo contra essa atividade e do consequente engessamento dessas atividades, os habitantes dessas regiões ainda podem visualizar a possibilidade de  ter crescimento econômico?

 

PVBôasVeja, o nosso país tem passado nessas últimas décadas a maior revolução que se possa imaginar, exposto em nível mundial pelo problema da conservação da floresta e sendo  detentor da maior  floresta tropical do planeta, fica à mercê de pressão internacional produzindo às pressas leis por muitas vezes unilaterais sem apresentar solução para os problemas que cria quando da execução das mesmas. Aos habitantes de Marajó será dada a oportunidade de desenvolverem sua economia e consequentemente fazerem parte dos mercados de trabalho e comercialização de produtos sob o regime legal atual, dentro da Ilha. Marajó tem um grande manancial de oportunidades e nosso "papel" é viabilizar possibilidades de crescimento.

 

VM - Ainda sobre o fechamento dessas indústrias nesses dois municípios evidentemente tivemos impacto social enorme: mais de 11 mil desempregados, aumento em índices de problemas preexistentes como a criminalidade, a pedofilia, etc.  Que tipo de ações o Fundação Villas-Bôas poderia desenvolver no sentido de buscar melhorias para esses problemas específicos?

 

PVBôas – Sozinhos nada faremos, são políticas publicas que terão que ser discutidas, isso é um problema de governo, vocês sabem muito bem disso, seria hipocrisia de nossa parte falar que iremos reverter essa situação, mas estaremos interagindo de toda a forma com a coletividade local. Virão para a Ilha do Marajó, cientistas, pesquisadores e profissionais de diversos seguimentos da França que se unirão com nossos profissionais e ONGs genuinamente brasileiras, pois não aceitaremos estarem conosco ONGs internacionais. Essas, as nacionais, por acordo firmado com a FVB irão transferir tecnologias, conhecimento do que lá esta dando certo, formaremos lideres para serem multiplicadores de propostas para profissionalização dessas pessoas que só souberam fazer só uma atividade, faremos isso nas dependências de prédios públicos se deixarem, se não nós faremos em associações, dentro das igrejas, e se tudo isso faltar faremos em baixo de tendas e se não tivermos respaldo de ninguém para essa mudança comportamental, estaremos como disse antes, sendo monitorados por satélite, o Brasil saberá o que estamos fazendo e o que esta acontecendo. Na  internet não existe rua ou distancia, o mundo inteiro estará nos acompanhando, o nosso portal  é visto em mais de 78 países.

 


VM - Além do recente agravamento do problema econômico em Marajó, temos uma causa aparente que persiste desde a colonização: a fragilidade dos governos municipais e estadual no quesito "know-how"(saber fazer) para buscar soluções para os diversos problemas já mencionados em questão anterior(saúde, educação, prostituição infantil, etc.) Diante do quadro, de que forma o Instituto poderia interferir?

 

PVBôas Quero enfatizar mais uma vez, problemas de governo, teremos que mostrar ao governo o que ele não vem  fazendo até agora, o que é comum é discutir em salas refrigeradas de paletó e gravata importando-se com as ações no papel, mas eles sabem da situação desse povo sofrido, falta é saírem dessas salas, tirarem as gravatas, pegarem uma "voadeira" e sentirem o problema “in-loco”. Somos do terceiro setor, o terceiro setor é o terceiro segmento da sociedade que coloca o dedo na ferida e até ajuda o primeiro setor naquilo que ele não faz. O nosso projeto não é pontual, não fincamos na mente que o povo tem que plantar macaxeira, ou vamos tratar de dentes nas populações visitadas, isso é assistencialismo! Em nosso estatuto ela é macro, a nossa proposta estatutária vai de encontro com educação, saúde, desenvolvimento sustentável, pois achamos que a iniciativa privada tem que marcar seus territórios para uma produção sadia e dentro da lei. Estimulamos a discussão do Zoneamento Econômico Ecológico, a erradicação da pobreza, priorizando o desenvolvimento humano nas diversas regiões do país, baseando-nos no respeito à natureza. Queremos  contribuir para a redução da mortalidade infantil. Estamos fazendo parcerias com ONGs como a Sarapó, do amigo Cirurgião Plástico Dr. Cláudio Brito que vem há anos lutando com o famigerado problema da proteção dos eixos das embarcações que é comum na região, com o mínimo de sucesso, ele fez muito, mas pela gravidade do problema ainda é muito pouco. Da França virão materiais cirúrgicos, perucas especiais para levantar a auto-estima dessas crianças e senhoras que tiveram seus cabelos longos um dia. Por questões que não discutimos, pois não estaremos julgando conceitos religiosos,   o fato dessas pessoas não cortarem seus cabelos transforma suas vidas em catástrofe. Teremos ONGs na área de saúde preventiva onde o conceito é orientar essas pessoas a mudarem  hábitos alimentares, de higiene para não pegarem e transmitirem doenças. Com relação à segurança da população, sabemos que só se pode inverter o quadro com estimulo a produtividade, com geração de empregos, educação e renda familiar condizentes para o sustento de sua família. Somos contra o engessamento Amazônico, contra os ativistas radicais que olham nossa floresta como santuário ecológico. Só sairemos da miséria com agricultura forte. As federações do Estado do Pará receberam documento falando dos nossos propósitos e os convidamos a apoiarem essa "campanha" de mudança de comportamento, de uma forma responsável para buscarmos soluções para esse caos em que vivem os marajoaras. Somente unidos poderemos fazer com que a população tome uma atitude cobrando dos seus governantes ações pontuais. Nesse ponto quero me curvar à iniciativa da governadora que instituiu o Fórum Social de Competitividade, mas infelizmente as coisas so mudam quando se tem voz e representatividade, é o que os excluídos dessa ilha têm que fazer. Vamos formar lideres de associações, sejam eles extrativistas, de agricultura, turismo, etc. Os Marajoaras precisam ter representatividade e precisam saber exigir mudanças nas normatizações, decretos para que haja uma inversão radical, dessa forma é que deixaremos de ter violência, bandidagem, rota de trafico, prostituição. Os cegos têm mais percepção para verem esses problemas do que certos políticos que somente em época de eleição  enxergam os problemas de um povo.

 

VM - Em entrevista recente do ambientalista Giovanni S. Junior do Instituto Chico Mendes ao VM, o mesmo nos informou que o ICMBio já vem desenvolvendo, de forma inicial, trabalhos no sentido de legalizar e permitir a extração de recursos florestais (caça, pesca, extração de madeiras, açaí, etc.) para subsistência e de forma racionalizada sendo que, no início da implantação das resex's, estas haviam sido proibidas. Visto que essas ações do ICMbio ainda estariam em fase inicial, caberia aí uma parceria entre as duas entidades no sentido de se dar celeridade ao processo já iniciado pelo ICMbio?

 

PVBôas - Não temos essa informação, vamos nos inteirar, como lhe disse estamos abertos a todas as instituições que queiram unir forças, sozinhos não seremos ninguém, agora com muitos faremos um grande projeto. Estará em  nosso portal   (www.expedicaovillasboas.com.br) o Edital convidando todas as organizações do terceiro setor e profissionais qualificados a enviarem projetos. Selecionaremos os  mais impactantes e que façam a diferença para esse estado de emergência  que atravessa a Ilha do Marajó.

 

VM - Então podemos considerar que a Expedição também poderá admitir parceiros locais como empresas, sindicatos, Igrejas, poder público ou voluntariado em geral?

 

PVBôas - Toda ajuda será bem vinda, sem esses agentes citados na sua pergunta seremos "meros" turistas, isso não queremos ser. Não temos a pretensão de sermos recebidos com bandas de musica ou tapetes de flores, não estamos preocupados com fidalguias, mas também não somos "masoquistas", e queremos o apoio de todos os marajoaras para receberem uma expedição que quer fazer a diferença.

 

VM - Nas parcerias com empresas, poderá haver também preparação de comunidades para utilização de crédito rural voltado à agricultura familiar como o Pronaf floresta ou o Pronaf Mulher, através de convênio com bancos gestores dos recursos?

 

PVBôas - Todos as entidades receberam instruções de como proceder, enviamos carta ofício ao SEBRAE–Pa, aos bancos oficiais para estarem juntos conosco, só não podemos garantir a vontade alheia. Esperamos sim que tenhamos respaldo de tudo e de todos, para alavancar o progresso dessa região.

 

VM - Verificamos em seu site a existência de rotas geográficas onde atuará a Expedição Villas-Bôas. Poderão ser incluídas sub rotas, por sugestão das comunidades ou parceiros, por exemplo?

 

PVBôas Quando fizemos nossa rota, elaborada a quatro mãos, não estávamos in loco. Nossa intenção é sermos eficazes e dinâmicos e que a logística seja viável no que concerne o percurso para essas subrotas. A Ilha do Marajó é muito atípica, vamos precisar de ajuda de quem vive na região e ajudar-nos com critérios, com uma rota mais produtiva e em que condições faremos tudo isso.

 

VM - Concluídas as chamadas etapas iniciais, por quanto tempo ainda estarão

acompanhando os resultados das ações tomadas junto com as comunidades? E de que forma isso será possível em uma área continental como é a brasileira?

 

PVBôas - Vamos concentrar todas as demandas em nosso escritório - cérebro desse mega projeto. É lá que serão articuladas as decisões com todas os envolvidos no processo: governo, área cientifica, empresários. Todos a quem possamos chamar atenção e buscarmos respostas concretas para esses problemas. A população brasileira não pode ficar inerte e amordaçada. Digo sempre, não seremos os salvadores da pátria, mas gostaríamos de ser proativos, responsáveis e "dentro da lei"  para fazermos a diferença.

 

VM - Agora que temos a idéia do que é a Expedição Villas-Bôas e dos objetivos de tamanho projeto, gostaríamos de sua descrição do que seria dizer que a FVB cumpriu sua missão.

 

PVBôas Não! So daremos nossa missão por comprida, quando tivermos um país sem miséria, sem fome, independentemente do nível escolaridade (seria o maior investimento que um país poderia fazer). A Expedição terá dado abertura ao projeto paralelo - Projeto Brasil. Como funciona? Primeiro deixe contar um fato histórico que todos falam, mas sem conhecimento; A África dos 100% de floresta hoje mantém 7,8% de sua cobertura florestal, a Ásia 5,6%, a America Central 9,7 % e a Europa, é o pior caso no mundo, apenas 0,3%, diz o pesquisador da Embrapa Evaristo Eduardo de Miranda, não é possível ignorar que 99,7% das florestas primárias européias foram substituídas por cidades, cultivos e plantações comerciais. Os países que hoje mais poluem são o EEUU, China e a Índia. Todo o planeta depende da conservação de nossas florestas para o presente e o futuro. Conclusão. Os países poluidores e ricos terão que pagar alto para que isso aconteça. Vários países já destinaram dinheiro para essa questão ambiental, no ano passado a Noruega destinou um milhão de dólares para projetos de conservação. Muito bem, isso não resolve o nosso problema, não é investido onde queremos que é na floresta, que é no reflorestamento. Nossa proposta, é que o governo faça essa captação de dinheiro internacional a fundo perdido, e aplique no setor produtivo onde todos com um só interesse destinem o dinheiro para o reflorestamento, permitindo  qualquer um pedir financiamento. Vou explicar como funciona. Fazendeiros, sejam pecuaristas ou do agronegócio, que na década de 60 e 70 que tinham que desmatar 50% das suas áreas incentivados pelo governo federal (muitos desmataram mais do que isso) terão que reflorestar suas áreas para obterem seus produtos liberados para comercialização nacional e internacional, o ruralista, seja ele pecuarista ou do agronegócio que desmatar mais de 80%, a cada hectare derrubado plantará 10 hectares na sua propriedade ou em áreas alteradas ou degradadas. Desta forma não haverá falta de financiamento para agricultura e não haverá descontentamento desse setor, reflorestarão com árvores nativas e frutíferas, os países ficarão satisfeitos com os produtos comprados com todos os alimentos consumidos certificados e com o selo verdadeiramente ambiental. O madeireiro a cada hectare derrubado com manejo florestal, terá que plantar três hectares, e a silvicultura dos 100% que certamente cortarão, os obrigarão a plantar 6 hectares e assim por diante... Vejam o lucro real onde todos terão interesse, os ribeirinhos, os indígenas, quilombolas, o povo da floresta terá seu rendimento, pois terá que colher sementes, fazer viveiros, e reflorestar, com apoio tecnológico de engenheiro, florestal, agrários, geólogos, e muitos outros profissionais que estarão envolvidos no processo, ganha a cidade, o comercio, o turismo, toda a sociedade. Com isso temos a certeza de ganho real: cursos de artes e ofícios, inclusão digital, culturas certificadas para atenderem demanda interna e exportarem seus produtos. Com o projeto que propomos, o mundo voltará os olhos para Amazônia, mas com outra ótica. Portanto, o mundo não está "de olho" no desmatamento no país, esta "de olho" sim é no estoque que temos em minérios, plantas medicinais, madeira, e na terra fértil que temos com potencial para alimentarmos o mundo. O objetivo é captar esses recursos para reflorestarmos a Amazônia com Responsabilidade Sócio-ambiental. Não será difícil para o governo brasileiro captar esse dinheiro, pois haverá argumento substancial. O empresariado em todos os seguimentos e o pequeno agricultor que as duras penas mal consegue manter-se no campo, que dirá reflorestar suas terras, poderão receber recursos para sua legalização e continuar na sua luta pela vida. Dessa forma haverá interesse dos grandes empreendedores do agronegócio, como nos permitirá, também, fazer uma política mais séria e de sustentabilidade técnica para a agricultura familiar e, como disse nas primeiras respostas, garantir emprego e cidadania em todos os sentidos.

Só acreditaremos em desenvolvimento sustentável, quando passarmos a limpo a nossa história, respeitando o próximo de forma digna e que esses se transformem em cidadãos de fato e de direito. Hoje pessoas que são vistas como estorvos ou como problemas, ficando à sorte em que Deus proverá.

Só haverá desenvolvimento sustentável, quando todos saírem ganhando, o setor produtivo, o meio ambiente e o homem. A isto chamamos tripé sustentável.

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Casa de  um ribeirinho Marajoara

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crianças ribeirinhas chegando a escola

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Paulo Teixeira e Paulo VILLAS-BÔAS Visita planejamento 1a fase Ilha do Marajó

Rio Anajobim

 

Edital 01/2010

Encerrado !

Edital 001/2010/FVB- EVB - GESTÃO DE PROGRAMA AMBIENTAL

PROCESSO SELETIVO DE CONTRATAҪÃO TEMPORÁRIA DE ORGANIZAҪÕES NÃO GOVERNAMENTAIS PARA A EXECUҪÃO DE PROJETOS NA

EXPEDIҪÃO VILLAS-BÔAS PELO BRASIL.


A FUNDAÇÃO VILLAS-BOAS - FVB, visando implementar o programa de projetos da EXPEDIÇÃO VILLAS-BÔAS pelo Brasil -EVB, por intermédio do Polo Europa – Gestão de Programa Ambiental, e no uso de suas atribuições legais e em cumprimento das normas previstas, torna pública a abertura de inscrições e estabelece normas relativas à realização de Processo de análise, formatação, contratação temporária de projetos de Organizações não governamentais.


I- DO OBJETIVO

O presente Edital tem por objetivo realizar o chamamento de Organizações não governamentais, com comprovada experiência na área visando a formação de equipes para a execução da 1ª fase da 1ª etapa – Ilha de Marajó, em parceria com técnicos de empresas européias, à iniciar em janeiro/fevereiro 2011 com duração prevista de 4 meses podendo extender-se em até 6 meses.

1- As Organizações não governamentais poderão pleitear até 02 projetos diferentes dentre as diversas modalidades apresentadas.

2- As atividades desenvolvidas pela EVB serão realizadas nos municípios e distritos: Salvaterra, Soure, Prainha, Joanes, Campina, Chaves, Camara do Marajó, Cachoeira do Arari, São Pedro, Porto Alegre, Genipapo, Santa Cruz do Arari, Anajás, Afuá, Ponta de Pedras, Muana, São Sebastião de Boa Vista, Curralinho, Breves, Gurupa, Melgaço, Portel, Acangata, incluindo subrotas.

Executados em próprios municipais ou em outros locais indicados e selecionados pela coordenação logística da EVB.

3- As atividades das Organizações não governamentais poderão ter duração mínima de 2 semanas e duração máxima de acôrdo com o período máximo da 1ª fase da 1ª etapa da expedição no local.


II- DO CRONOGRAMA DE PARTICIPAҪÃO DE PROCESSO SELETIVO

1- Retirada de modelo padrão de projeto através do portal internet da FVB.   Modelo de Projeto

2- Pagamento de taxa de inscrição através de depósito bancário identificado no valor de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) por projeto, de 14 de junho até o dia 15 de julho em favor de:

Instituto Econômico Social e Sustentavel do Brasil – Fundação Villas-Bôas

CNPJ 10 457 162/0001-07 - Banco Bradesco ag 2157 conta corrente 30.000-4


* A taxa de inscrição corresponde ao agendamento, formatação, tradução em linguas inglêsa e francêsa.


3- Período de entrega de projeto: 01 de julho a 31 de julho de 2010

a- A entrega será feita através de email com projeto anexo - extensão PDF, no endereço:

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

b- Áreas propostas para cursos/palestras/dinâmicas de grupo destinadas à população da Ilha de Marajó ministradas em locais urbanos ou "in loco". Exemplos:

b1- Educação, ética, civismo e cidadania – Formação de associações, cooperativas.

b2- Educação Ambiental teórico – Noções de meio ambiente e 3 Rs;

b3- Turismo receptivo – recepcionista de hotel, guia urbano e rural;

c- Áreas propostas para ensino prático a ser desenvolvido na fazenda modelo “Campo Limpo”/FVB ou “in loco”. Exemplos:

c1- Apicultura (do básico à susbstituição de “rainhas”);

c2- Piscicultura (Implantação e manejo, técnica de soltura, monitoramento da qualidade da água, viabilidade econômica);

c3- Fabricação de queijo de búfala (a ser ministrado em pequena fabrica na fazenda modelo);

c4- Tratamento de água- agentes alternativos ( parceria com técnicos franceses )

c5- Técnicas de preparação do solo ( parceria com técnicos franceses )

C6- Horta comunitária;

C7- Manejo açai (mínimo impacto);

C8- Manejo mandioca (mínimo impacto);

C9- Manejo Florestal ( exploração de impacto reduzido EIR )

C10- Técnicas de corte aplicadas em EIR (segurança do trabalho, queda direcionada de árvores, aproveitamento de toras, manutenção de equipamento, minimização de impacto);

C11- Outros (livre proposição).


4- Análise, formatação, tradução de projeto: Ordem de chegada do projeto

a- *Recomenda-se a instalação do programa skype (internet) para discussão de seu projeto com o escritório em Ananindeua -PA e polo de Gestão na França durante o processo seletivo e “prévia” da expedição . Endereços: expedicaovillasboas e FVB.France

b- *O atendimento em Paris será feito em língua brasileira.


III- DAS CONDIҪÕES DE PARTICIPAҪÃO

1- Poderão participar do presente chamamento, Organizações não Governamentais NACIONAIS, autorizadas a exercerem suas atividades e estabelecidas no território nacional e não impedidas de contratar com a Fundação Villas-Bôas – FVB.


IV- DOS CRITERIOS DE SELEҪÃO

1- Nos critérios de seleção de projetos, a FVB priorizará a aplicação e eficácia daqueles que estimularem os seguintes aspectos entre outros:

a) Qualificação voltada para a geração de trabalho e renda;

b) Sustentabilidade ( Econômica, Social e Ambiental );

c) Formação de multiplicadores;

d) Orçamentos totais de R$ 5.000,00 até R$ 150.000,00 para o período total de duração do seu projeto.

*Não serão analisados projetos sem o prévio pagamento da taxa de inscrição assim como NÃO serão analisados os que estiverem fora do modelo fornecido.


2- Caberá única e exclusivamente as Organizações não governamentais a responsabilidade de captação dos recursos adicionais necessários à concretização do projeto.


V- DO RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO

1- Cada projeto aprovado será notificado via internet, através do site www.fundacaovillasboas.org.br de 07 a 15 de agosto de 2010,

2- Não será devolvida a taxa de inscrição às candidatas não selecionadas em nenhuma hipótese.

3- Para a formalização do contrato, as Organizações não Governamentais deverão apresentar os seguintes documentos em até 2 mêses antes da partida da expedição para assinatura de contrato.

a- Cópia do CNPJ*;

b- Estatuto Social*;

c- Ata de eleição e posse da diretoria;

d- Cópia da inscrição no cadastro de contribuintes*;

e- Cópias dos documentos de cada participante da equipe designado pela Organização não governamental.

· Identidade ou passaporte nacional*;

· Atestado médico endereçado à FVB*;

· Certificado de vacinação – febre amarela e outros que se fizerem necessários*;

· Copia de contrato de plano/seguro saude (caso tenha);

· Certificado/Diploma ou carta de responsabilidade atestando a capacidade técnica emitida pelo presidente/Diretor da Organização não governamental*;

· Atestado de não antecendentes criminais*.

f- Seguro de equipamentos (se houver)


4- A Organização não governamental é responsável pela veracidade dos documentos de sua equipe.


VI- DA CONTRATAҪÃO

1- A contratação da Organização não governamental será efetivada em nosso escritorio juridico em Belém-PA – Rua Romualdo de Seixas, 1230 – Umarizal. Cep 66.055-200

2- O Responsável ou pessoa autorizada a assinar pela Organização não governamental deverá se apresentar em nosso escritório no horário acordado e por sua própria conta, munido dos documentos listados no sub-ítem 3 do ítem V, juntamente com o inventário completo ( incluindo pêso e medidas ) dos equipamentos e materiais a serem transportados para a execução da sua modalidade de projeto.

3- As equipes de cada organização não governamental estarão sob a responsabilidade da Fundação Villas-Bôas nos trechos Belém/Ilha de Marajó/Belém-PA durante a execução do projeto nos quesitos:

· Transporte

· Alimentação * Salvo em períodos “off” do componente;

· Estadia * Salvo períodos “off” do componente;

· Proteção à integridade física;

· Segurança do trabalho * Salvo em períodos “off” do componente.

a- Para os trechos - origem/Belém/origem - indicaremos agentes/agências de viagens no Rio de Janeiro e Belém que possibilitarão desconto para grupos e ou individual desde que o componente apresente carta de recomendação da FVB.

b- A organização não governamental deverá apresentar “escala de rotação de trabalho” detalhada da equipe.


4- A FVB-EVB zelará pela segurança dos equipamentos e materiais, bem como se encarregará do transporte dos mesmos durante execução da expedição.


VII- DA DIVULGAҪÃO E PUBLICIDADE DA EXPEDIҪÃO

1- Nenhuma Organização não governamental estará autorizada a fazer publicidade da sua participação na expedição da FVB-EVB vinculada à partidos políticos e a segmentos "não" socioambientais.

2- Será mencionada em nosso portal a participação das Organizações não governamentais que compuserem o grupo da 1ª fase fa 1ª etapa – Ilha de Marajó.

- Outras disposições serão discutidas ao longo do processo seletivo caso haja alguma alteração.

- A FVB se reserva ao direito de alterar datas, prazos e condições em qualquer tempo antes da formalização dos contratos.

- Ongs/Oscips com recursos proprios (sem ônus para a FVB-EVB ) poderão participar como parceiras.