... QUANDO NÃO “DÁ CERTO” ...

... QUANDO NÃO “DÁ CERTO” ...

ANGÉLICA PASTORE

por: Angélica Pastori de Araujo

Historiadora, Geógrafa e Expedicionária da Fundação Villas-Bôas desde 2012

 

Há quase quatro anos atrás tive a honra de conhecer um Grão Mestre! Sim! Um Grão Mestre de uma ordem que criei para me ajudar a viver e conviver com as coisas frias e distantes deste mundo do século XXI e a qual me refiro como A Ordem Honrada da Cavalaria Medieval!

 

Estamos em tempos modernos, contemporâneos, multimidiáticos, virtuais globalizantes! Tudo e todos“são acessíveis” em fração de segundos e as pessoas ficam impacientes quando meros minutos de espera ao telefone, em uma conferencecallou em uma mera apresentação de slides de uma reunião ou aula ocorrem, o que deixa gente com nós do “Velho Código” calados e reflexivos a observar com um sorriso de Monalisa!

 

Assim vi meu querido Grão Mestre! Um homem experiente que viveu expressivas partes das várias faces históricas que nosso país já teve e que mesmo após tanto desencanto ainda vê o momento presente como ele realmente é: Um Presente!

 

Um chefe de pesquisa que valoriza tudo, nossa ansiedade, nossa vontade desenfreada, nosso deslumbramento muitas vezes exagerado. Um homem experiente na ciência aplicada, cuidadoso com as palavras na fala pública, na fala restrita e na palavra escrita e que com muita parcimônia nos leva a ver nossas falhas, ver que as tomadas de decisões que escolhemos podem nos levar a mais erros a despeito de nosso entusiasmo e de nossa boa intenção!

 

Rapidamente me tornei sua redatora, assessora de comunicação, assistente, divulgadora e o que mais poderia e saberia fazer! E considero-o Meu Chefe de Pesquisa, Meu Grão Mestre da Ordem Honrada da Cavalaria Medieval! Meu exemplo de Cavaleiro seguidor do “Velho Código”! Alguém que segue os ditames desse “Velho Código” há muito mais tempo que eu! Alguém que já planejou, combateu, perdeu e venceu muitas e muitas batalhas! Alguém que já pagou o alto preço por sua origem, nome e história pessoal e de família! Alguém que sabe das agruras e alegrias do ganho e da perda...

Sim! Temos que falar de perdas!

Sim!Temos que falar de fracassos!

Sim temos que encarar essas possibilidades!

 

Como seres humanos - temos que considerar sua grande porcentagem em nossos caminhos e decisões. Faz parte de ser um humano, um típico exemplar de homo sapiens sapiens; considerar que podemos falhar, viver essa falha, ser capaz de levantar após monumental queda e perda, olhar para trás e analisar os pedaços do que se quebrou e os rastros do que se perdeu como vestígios que nos darão a chave para o entendimento do porquê de nossos propósitos terem chegado a esse triste mas momentâneo fim!

 

Como cientistas, homens e mulheres que valorizam o conhecimento, temos que encarar a possibilidade da falha, do fracasso e da perda na forma de hipóteses, crises previstas e ter um plano de gestão para elas préescrito! Faz parte da maturidade considerá-los como bastante prováveis! Faz parte da maturidade da maturidade intelectual pensar em sua existência e considerar sua força em nossos cálculos de prejuízos prováveis e é da Ciência o ritmo de elaborar teorias, coletar dados, gerar modelos, testá-los, verificar que não funcionam, investigar o porquê do não funcionamento, desmontar todas as estruturas empregadas, descobrir onde ocorreram as falhas, se humanas, técnicas ou ambas e recomeçar!

 

Nos dois casos trata-se de uma empreitada e tanto! Muita gente – e sem sombra de dúvida eu estou inclusa – precisa de ajuda profissional qualificada para suportar a lida com as perdas, fracassos e derrota, que – como diz Trotsky – tomam mais tempo da nossa vida do que gostaríamos ou sequer imaginaríamos...

ANGÉLICA PASTORI 2012 2016

Tínhamos um sonho na Fundação Villas-Bôas em 2012! E lutamos muito nesse ano e em 2013 com novos guerreiros e guerreiras que vieram – eu nessa leva – com muitas propostas interessantes de divulgação! Viajamos, divulgamos por universidades importantes do estado de São Paulo, parte da equipe foi ao local-alvo de nossos trabalhos O Golfo do Marajó e realizou um trabalho de campo com dados, informações e conhecimentos suficientes para incrementar ainda mais a enorme série de programas já existentes graças ao trabalho de nosso Chefe de Pesquisa, em prol daqueles cuja voz não é ouvida! Nunca foi ouvida e – agora mesmo neste momento em que escrevo – padece de malária, omissão de socorro, negligência e abandono!

 GEPEA SUMAUMA UNESP DE FRANCA 1

Não sei identificar no que falhamos exatamente. O encantamento ao apresentar os programas propostos na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e na Universidade do Estado de São Paulo, campus Franca, foi absoluto. Falo do ângulo de apresentadora mesmo! Muita gente interessada!

 

Mas os programas não decolaram. As assinaturas solicitadas para uma das ações previstas em nossos programas o

 

Abaixo-assinado para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. (PDTSAM)

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VBMARAJO

continuam até hoje na casa das 700 assinaturas!

Um sério número! 700 assinaturas em mais de quatro anos de divulgação da plataforma de programas!

Por que este número lastimável?

A despeito de todos os nossos esforços?

 EVENTO EQUIPE BH 5

Nossas viagens, nossas palestras, nossas oficinas, apresentações, planos de ação, ações, avaliações das ações, projetos e programas feitos com tanto esmero!

 IMG 7350

Nosso trabalho de campo, tão emocionantes a fotos que as mídias sociais resgatam com o cabeçalho “há três anos atrás!”! Há três anos atrás???

Como chegamos a esses números?

Nossa pesquisa de gabinete!

Nossa atividade nas mídias sociais!

Nossos apoiadores!

Nada! Nada! Nada disso vingou!

Nada! Nada! Nada fez esses números mudarem!

 

Será a pauta? Será considerado “fora de moda” falar de um país que não se conhece? Afinal todo mundo nem precisa saber do que não conhece. Fica em sua zona de conforto e não questiona, não busca, não procura pela verdadeira face de seu país, de seus recantos e lugares mais remotos, se há pessoas por lá e como vivem... Se vivem! Esse tipo de assunto não dá manchete! Não se transforma em manchete de reportagem televisiva ou midiática! Não mobiliza pessoas! Não consegue milhares de assinaturas por minuto como uma das campanhas do greenpeace por um espécie de leão marinho rara que está em extinção no ártico por conta da exploração do petróleo ou no Ártico ou as campanhas do Avaaz contra a mutilação de mulheres muçulmanas em países do continente africano! Não se torna programa especial do canal OFF: o OFF DOCS ou ainda dos canais Nat Geo ou Discovery... Não dá voto, não elege agentes políticos do poder executivo ou legislativo!

 CENTRO COMERCIAL SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA

Será que falhamos em nossos Programas? A elaboração? O ponto de partida? A metodologia escrita? As problematizações? As metodologias escolhidas? A aplicabilidade do Plano de Comunicação? Será que falhamos na divulgação? Divulgamos mal? O que foi esse mal divulgar? Não fomos convincentes o suficiente para fazer as pessoas além de assinarem chamarem mais pessoas para assinar e se interessarem por convidar empresários da iniciativa privada para ver nossos programas? Não utilizamos nosso plano de comunicação – presente dos alunos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – adequadamente? Falhamos nos canais de comunicação que escolhemos para manifestar nossas intenções? Manifestamos mal o que pensamos e o que queremos ao ponto de depois de riquíssima apresentação – ainda acredito que é - tudo termina com “dois tapinhas nas costas e uma ou duas palavras sobre ‘lindo esse seu trabalho’, mas sempre terminando com ‘gostaria de poder contribuir, ajudar sabe? Mas o momento não é oportuno...’ ou então ‘a crise...’”, como nos conta nosso Grão Mestre voltando taciturno de mais uma reunião sem sucesso com mais um possível investidor, apoiador, patrocinador, colaborador que não vingou...

 

Enquanto isso as ilhas do Golfo sucumbem!

 

A malária, que já devora mais de metade da população da Ilha Principal, A Ilha do Marajó, só nos faz amargar ainda mais!

 

A falta de saneamento básico, a gravidez na pré-adolescência, a falta de postos de trabalho e de emprego, a pesca predatória, o extrativismo predatório, o turismo sexual, o tráfico e outras tantas atividades ilícitas só aceleram a decadência iminente e nos deixam depressivos!Depressivos por se tratar de um trabalho pelo qual há anos nos dedicamos apaixonadamente. O trabalho de lutar porum dos lugares mais belos do país, de arte e gente únicas. Mas que como tantos pontos remotos e belos do Brasil, enquanto não aparecem na Rede Globo de Televisão... Não existem!

 

Sim fracassamos! Fomos a Universidade de São Paulo e fracassamos, fomos à Universidade do Estado de São Paulo e fracassamos, fomos à própria ilha do Marajó, coletar dados e constatar possibilidades de resiliência e pontos de alta sensibilidade ambiental e socioambiental das populações e comunidades e fracassamos!

 

E o quanto antes encararmos isso e recomeçarmos melhor!

 

Levantemo-nos do chão cavaleiros e cavaleiras! Guerreiros e guerreiras! Mestres e mestras, jovens guerreiros e jovens guerreiras! Limpemos as feridas e coloquemos sobre elas unguentos e bandagens, recoloquemos nossas cotas de malha, grevas, dragonas e armaduras! Voltemos a polir nossos escudos e afiar nossas espadas! Conversemos com nossos cavalos e voltemos a abrir as cartas sobre a mesa da tenda principal de nossa base de operações! Vamos avaliar nossas falhas, enfrentar nossos fracassos e procrastinações! A hora é essa! Vamos! Agora! Todos!

 

Sentemo-nos todos em volta do fogo à noitinha e ouçamos a voz calma e os conselhos sábios de nosso Grão Mestre! Nosso Chefe de Pesquisa! Nosso Cavaleiro do “Velho Código”!

 VIAGEM MARAJÓ A GRANDE EXPEDIÇÃO

Abraços e – nas palavras de nosso Grão Mestre do Velho Código –

 

“Saudações Florestais”

 

Para você Paulo Celso Villas-Bôas com todo o amor e admiração desta sua fã, amiga e expedicionária,

 

GOVERNO PROMOVE GENOCÍDIO NO BRASIL - GUARANI-KAIOWÁS

GUARANI-KAIOWÁS E OUTRAS ETNIAS ESTÃO EM GUERRA CONTRA ESSE GOVERNO NEFASTO.
2 GUARANI KAIOWÁ EM GUERRA

MORTES ANUNCIADAS PELO GOVERNO DILMA QUE USA SEU MINISTRO DA JUSTIÇA COMO ESCUDO.

Guerra e morte anunciada em terras de Mato Grosso do Sul e em muitas outras regiões do país. Os conflitos onde os índios não têm solução de homologação de suas terras começam a dar as respostas não obtidas apesar das muitas vezes em que estiveram em Brasília.
Agora o que está em discussão é o plano do Foro de São Paulo (Dilma / Lula / FHC), usando o gramscismo como arma para que a população brasileira fique perplexa de ambos os lados em conflito. A insegurança jurídica é um farto preponderante nessas análises na qual, há décadas, vive o país.

O governo sabe disso muito bem e usa as revoltas dos indígenas para fomentar mais ainda esse caos onde índios, fazendeiros, posseiros e grileiros fazem o jogo que o governo quer. Eles não têm a solução sensata e justa para quem quer que seja, as comunidades indígenas não são os culpados.

Veja essa declaração:

Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo da Folha de São Paulo, a Ministra Katia Abreu disse que as demarcações estão paradas e continuarão paradas. “Não sai mais nada do jeito que está”. A essa  presidente, com dentes da personagem principal da estória de Mauricio de Souza, perguntamos: “Que tipo de coelhinha pensa usar essa tramóia com seu ministro da justiça consorciados com a rainha dos latifúndios? ”

 

ÍNDIO KATIA ABREU BARRA HOMOLOGAÇÕES

 

Lideranças indígenas, não se deixem ser manipulados por esse governo sórdido, e que apenas irá usá-los como pretexto de que vocês são os bandidos e não que assim agem por justiça e por justiça de direito.


Em outro vídeo uma índia desesperada, moradora de Brasília, pede para que os movimentos sociais como o MST e outros bonzinhos também entrem nessa briga em nome dos índios para a segurança dos mesmos. Isso nada mais é do que jogar a culpa em quem não tem mais o que esperar desse falso governo e não estão nem aí para o genocídio que acontecerá com certeza, como fez Hitler, que matava seus próprios pares e culpava os mais fracos. Dilma está contando sua história por trás dessa obsessão do comunismo e matando pessoas inocentes.
 

Em agosto de 2013 várias lideranças estiveram em Brasília para essas reivindicações e o governo, por medo das manifestações de junho em todo Brasil e a futura eleição de 2014. Montou-se o circo da alegria e a própria presidente, em sinal de diálogo com a população brasileira, recebe as lideranças indígenas juntamente com o Ministro da Justiça Sr. José Eduardo Cardoso e o Ministro da Casa Civil Sr. Gilberto de Carvalho. As reivindicações entraram em um dos ouvidos e saiu pelo outro, e as lideranças indígenas mandadas de volta para suas comunidades em aviões da FAB.

 

DEMARCAÇÃO JÁ ÍNDIO


Em maio de 2015 novamente outras lideranças voltaram a Brasília para cobrar o prometido. O ministro culpa o judiciário pela demora, o que não é verdade conforme a frase da Sra. Kátia Abreu, pois em 2013 já havia em seu gabinete, ou até em sua gaveta, 21 processos de terras demarcadas e livres de quaisquer pendências administrativas ou judiciais. A Sra. Dilma não assinou porque não quis e não quer. Era assinar num dia e no outro poderia estar sendo publicado no Diário Oficial da União, como afirmou o indigenista ex-presidente da FUNAI e instituidor do ISA – Instituto Sócio Ambiental Márcio Santelli ao jornal Folha de São Paulo. – Hoje com certeza não estaria nessa problemática.
 

ÍNDIOS COM O MINISTRO DA JUSTIÇA

 

- Dezoito lideranças em maio de 2015 pediram para discutir com o governo, onde novamente ouviram mentiras do Sr. ministro, o qual negou-se a assinar 11 portarias de áreas que precisam seguir para homologação pela presidente Dilma Rousseff (PT). O ministro novamente negou, os líderes saíram da reunião e enviaram o recado registrado novamente na Folha de São Paulo: - “Estamos em guerra e muitos fazendeiros irão morrer por culpa dele (ministro da justiça)” que obviamente quer ver o circo pegar fogo e está morrendo de rir com tal situação juntamente com a sra. presidente.


É lógico que os indígenas têm razão, dos 817.693 índios brasileiros, (0,21% da população do país) de diversas etnias reivindicam a demarcação das terras às quais têm direito, de acordo com estudos antropológicos feitos nessas áreas a pedido do governo federal que comprovaram que as terras pertenceram aos ancestrais deles.


Por outro lado, vários fazendeiros comprovam que foram assentados pelo próprio governo pela reforma agrária e exibem títulos da terra. Outros são grileiros e assim por diante, pois vários cartórios registram 5 ou mais títulos de uma só terra, formando assim uma situação difícil para que se faça justiça a uma sociedade que produz em torno de uma cidade e escoa sua produção e receberam convites desse governo e de governos passados. Eles, os governantes, não fazem justiça das injustiças com seu próprio povo, seja branco ou índio.


 

ÍNDIO FAZENDEIRO MOSTRA TÍTULO DE TERRA

 

O país está falido por um péssimo governo que gasta mais do que arrecada e pela corrupção que assola em mega contratos tanto em território nacional como internacional, passando pelo BNDES. Hoje a Polícia Federal há de prender os ladrões de galinhas que são os diretores das estatais, como também os grandes que intermediaram com os presidentes de outros países em contratos que não cumpriram como manda a lei.


Como então o governo irá obedecer a Constituição Federal que diz que os índios têm, sim, direito às terras tradicionais, cujo orçamento, conforme sua apresentação para 2016, já tem um rombo de 30 bilhões, onde os parlamentares dizem que ultrapassa dos 70 bilhões? Como indenizar esses fazendeiros quando isso não está na contabilidade de 2016? Como então resolver essa questão sem mortes? Não que não seja possível e exequível; é o que eles (governo) querem mesmo. Mortes no campo e depois nos centros urbanos para dar o golpe fatal da tomada do comunismo no Brasil. Só não enxerga quem se faz de cego, pois um cidadão com deficiência visual enxerga muito mais, pois tem inteligência.


Então, os proprietários não sairão de “suas propriedades” e vão recorrer à justiça ou à bala, como já está ocorrendo, para permanecerem em suas terras. Por sua vez, os índios vivem em áreas diminutas e improvisadas, onde não podem produzir ou viver com a dignidade que lhes é peculiar, sofrendo espancamentos, estupros de índias inocentes, incêndios noturnos por capangas, para que também saiam dessas áreas. Desde 2003, 563 índios foram assassinados, e nessas duas semanas foram mortos mais 3 índios, dentre eles uma criança, conforme relatou em sua matéria publicada em nosso portal e vários blogs e revistas a nossa coordenadora regional de São Paulo – Maria Villas Bôas. Hoje dia 04, ela informa que são 8 mortos, fora os que estão desaparecidos. Muita gente ferida, crianças famintas, grávidas e não grávidas que foram amarradas e torturadas por horas.
-  Nós dizemos: BASTA de opressão e humilhação!
 
A isso chamamos de início de uma guerra civil de fato e declarada. Primeiro será no campo, longe dos grandes centros urbanos. Depois, seremos nós.  

Ou criamos coragem e postulamos com uma INTERVENÇÃO POPULAR URGENTE e ganhamos essa queda de braço contra esse comunismo anunciado ou seremos vítimas dessa escória.


 

Paulo VILLAS BÔAS 6

VILLAS-BÔAS Paulo Celso
Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS


Fontes:

http://www.valor.com.br/politica/3567454/indios-protestam-em-brasilia-e-pedem-audiencia-com-cardozo

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1330867-governo-usa-justica-como-desculpa-para-justificar-omissao-diz-especialista.shtml

http://www.mda.gov.br/sitemda/secretaria/serfal/apresenta%C3%A7%C3%A3o

http://www.axa.org.br/2014/08/programa-terra-legal-pretende-expedir-400-titulos-em-mato-grosso/

http://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/metade-dos-documentos-de-posse-de-terra-no-brasil-e-ilegal-7116.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/01/1570557-nao-existe-mais-latifundio-no-brasil-diz-nova-ministra-da-agricultura.shtml

http://www.questaoindigena.org/2015/01/nao-sai-mais-nada-do-jeito-que-esta-diz.html

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/15/politica/1402787022_962819.html

Sangues de GuaranisKaiowás novamente são‘derramados’ em terra sem lei!

Sangues de GuaranisKaiowás novamente são‘derramados’ em terra sem lei!

1 MARIA VILLAS BÔAS coordenadora FVB

Maria Villas Bôas
Coordenadora Estadual da Fundação VILLAS-BÔAS
Natural: Ibirarema/SP.

 

         No município de Antônio João em Mato Grosso do Sul a 402 km de Campo Grande, cerca de 300 guaranis Kaiowás foram atacados nesse ultimo sábado (29/08/15) por duzentos pistoleiros, que chegaram em dez caminhonetes atirando e impondo horror e desespero a todos, inclusive às crianças indígenas.

         Segundo a reportagem local, três índios foram assassinados, um bebê de apenas um ano de idade levou um tiro de borracha na cabeça, várias mulheres da etnia foram amarradas, torturadas e vários outros indígenas estão feridos.

os indios guaranis kaiowas vivem em aldeias superlotadas e reclamam que o unico cemiterio do local nao tem manutencao o uol visita a aldeia dos indios que estao isolados no mato grosso do sul 1352126242683 956x500

 

         A tristeza dos sobreviventes é absoluta. Estão sem alimentos e acuados sem acesso a nada, inclusive, muitas crianças estão extremamente famintas e aterrorizadas pelo que presenciaram. Na verdade nossos indígenas estão sofrendo genocídio e etnocídio ao longo de muitos anos concordam?

         Para tentar se justificar por mais um ataque brutal, ‘forçam’ boatos que os índios estavam ameaçando os fazendeiros, porém a reportagem local desmente essa versão.

         O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e a Força Nacional estavam no local depois das crueldades ocorridas, mas, e quando pararem de fazer essa ‘segurança’, nossos indígenas estarão seguros e com seus direitos garantidos?

         Sabemos que o motivo de tanta agressão e violência contra os Guaranis Kaiowás vem acontecendo há muito anos e sempre os fazendeiros acabam ‘levando vantagens’. Existe uma área de 9.300 hectares chamada de terra indígena NhanderuMarangatu, reivindicada por esses indígenas, a qual já foi homologada em 2005 pelo ex-presidente Lula, mas o então Nelson Jobin, que na época era Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) anulou esse ato por solicitação unânime dos ruralistas.

         Fica evidente que em Mato Grosso do Sul existe atitudes paramilitares, com o objetivo em manter conflitos fundiários até dizimarem os povos originários e com isso continuarem fazendo suas invasões e explorações nas terras indígenas.

indios guarani kaiowa veja

 

         Segundo o antropólogo Spensy Pimentel conforme levantamento feito e divulgadopelo CIMI (Conselho Indígena Missionário), ele afirma que acontece mais violência e assassinatos no Mato Grosso do Sul do que em todo o Brasil onde muitas lideranças já foram mortas. Mais de 45 mil indígenas vivem em extrema miséria onde 80% das famílias tem uma simples cesta básica. Mas por que ocorre isso? Ocorre, pelo fato deles serem impedidos de plantarem em suas próprias terras as quais foram tomadas, pescarem em seus rios, ou seja, viverem de forma digna como cidadãos valorizados e respeitados, o qual todos têm direito.

         Diante de situações tão graves, a pergunta que não quer calar é: Até quando acontecerá esse mesmo cenário e o governo continuará fazendo uso de indiferença e descaso não só aos indígenas Guaranís Kaiowás, porém a todos os povos indígenas do Brasil? Mais de 17 processos de demarcação estão finalizados e regularizados, aguardando apenas a assinatura da presidenta Dilma Roussef, segundo o CIMI, mas qual o porquê da presidenta não assinar?

Faz três meses que representantes do governo federal e lideranças indígenas se reuniram com o objetivo de buscar soluções para a pacificação de Mato Grosso do Sul, porém mais uma vez a comunidade é violentamente atacada. As (Atyguasu) assembléias organizadas pelos índios têm cobrado; incessantemente as identificações das suas áreas indígenas para que elas sejam desocupadas, mas a situação continua a mesma, nada é feito, nada muda!

Um dos motivos de tantas barbáries que já aconteceram e continuam acontecendo é a indecisão judicial e sua lentidão em tomadas de atitudes concretas, porque se atitudes firmes e verdadeiras não forem tomadas com urgência, essas tensões entre fazendeiros e indígenas continuarão.

         Se o Estatuto dos Povos Indígenas é legitimado, por que não tem sido cumprido e respeitado? O artigo 231 da Constituição Federal deixou de valer?

         O Povo brasileiro ‘cobra’ respostas!!!

        

QUAL A DIFERENÇA ENTRE VÍCIOS LÍCITOS E ILÍCITOS?

HOJE 29 DE AGOSTO DIA NACIONAL DE COMBATE AO TABAGISMO.

LIBERAÇÃO DA MACONHA


QUAL A DIFERENÇA ENTRE VÍCIOS LÍCITOS E ILÍCITOS?

Eu respondo:

NENHUMA!!

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DROGA É DROGA.

Na boca de maconheiro é rápido.

ÁLCOOL É PIOR QUE MACONHA.

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DROGA É UMA DROGA. - NÃO UTILIZE

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O maconheiro confunde a erva medicinal do uso para recreação.

Medíocres que idolatram FHC.

Defensores do uso recreativo e portador para consumo da erva diz que é um problema pessoal, e compara se ele quer se mutilar é um problema somente dele é ele que está fazendo o ato, por isso que devem descriminar o viciado.

Eu respondo de novo:

NÃO!!!

Doe também na família, a família também sofre principalmente os pais desse imbecil que se mutila pelo consumo ou por se cortar.

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Qual a diferença da maconha, cigarro ou álcool ou mesmo remédios de tarjas pretas?

Nenhuma!!! nenhuma mesmo!!!

 

Vejam:

 

Álcool mata 3,3 milhões de pessoas a cada ano

O álcool mata a cada ano 3,3 milhões de pessoas (uma em cada 20 mortes), mais do que a Aids, a tuberculose e a violência juntos, advertiu nesta segunda-feira (12) a ONU, que teme um agravamento da situação.

Mais de 200 doenças estão ligadas ao consumo de álcool, de acordo com um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), uma agência da ONU.

Em 2012, o uso nocivo do álcool matou 3,3 milhões de pessoas em todo o mundo, contra 2,5 milhões em 2005, segundo a OMS, que lamenta a falta de ação por parte das autoridades durante este período.

"Dado o crescimento da população no mundo e o aumento esperado do consumo de álcool, o fardo das doenças atribuídas ao álcool pode aumentar, caso novas políticas de prevenção não sejam implementadas", alertou o diretor-geral adjunto do grupo de Doenças Não Transmissíveis da OMS, Oleg Chestnov.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2014/05/13/alcool-mata-33-milhoes-de-pessoas-a-cada-ano.htm

ALCOÓLATRA

 

De gole em gole Duas latinhas de cerveja já provocam os primeiros sintomas no cérebro

Levamos uma hora para processar 14 mg de álcool, o equivalente a:

350 ml de cerveja ou

150 ml de vinho ou

40 ml de uísque

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 30 mg

EFEITOS NO CORPO - Sensação de euforia e excitação. São os primeiros efeitos no cérebro

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 50 mg

EFEITOS NO CORPO - Redução da coordenação motora e alteração de humor. É o início da fase 2 de ação no cérebro

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 60 mg

EFEITOS NO CORPO - No Brasil, é proibido dirigir acima desse limite de álcool no organismo

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 100 mg

EFEITOS NO CORPO - Diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 200 mg

EFEITOS NO CORPO - Náusea e vômitos - olha o estômago se "irritando"... Fala arrastada e visão dupla

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 300 mg

EFEITOS NO CORPO - Sensação de anestesia, lapsos de memória e sonolência

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 400 mg

EFEITOS NO CORPO - Insuficiência respiratória, coma e até possibilidade de morte

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-o-alcool-age-no-corpo

 

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Cigarro mata 2 mil pessoas todo ano no DF, diz Secretaria de Saúde

Índice de fumantes caiu, mas ainda representa 10% da população.

Entidades estiveram na Câmara para pedir ações contra tabagismo.

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostram que que o número de fumantes na capital passou de 10,7% para 10% entre 2012 e 2015. O índice atual corresponde a 300 mil pessoas. Segundo a pasta, 2 mil pessoas morrem todos os anos no DF por doenças causadas pelo cigarro.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/cigarro-mata-2-mil-pessoas-todo-ano-no-df-diz-secretaria-de-saude.html

FUMANTE E NÃO FUMANTE

 

FUMAR PROVOCA:

- Redução do colesterol (HDL)

- Redução da liberação do oxigênio para os tecidos.

- Aumento da acidez do estômago.

- Irritação e inflamação de olhos, garganta e vias aéreas.

- Aumento da produção de radicais livres que lesam as células.

- Aceleração da arteriosclerose.

 

FUMAR AUMENTA:

- A pressão arterial.

- A freqüência cardíaca.

- O risco de doenças das coronárias, como angina do peito e infarto do miocárdio.

- O risco de má circulação nas pernas.

- O risco de impotência sexual.

 

Quem fuma corre três vezes mais risco de morrer de infarto (em homens com menos de 55 anos) e dez vezes maior risco de trombo embolia venosa e infarto (em mulheres que tomam anticoncepcionais)

 

DOENÇAS CEREBROVASCULARES:

Fumar triplica o risco de derrame cerebral (acidente vascular cerebral), sendo o hábito responsável por 25% das decorrências da doença.

 

 

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Decisão do STF sobre porte de droga terá 'repercussão geral'

Supremo começa a julgar nesta quinta descriminalização da posse.

Decisão poderá acabar com punição penal para usuários de maconha.

 

O Supremo Tribunal Federal deverá começar a decidir na tarde desta quinta-feira (13) se o porte de drogas para consumo pessoal deve continuar sendo um crime no Brasil. A decisão terá "repercussão geral", ou seja, terá de ser adotada em casos semelhantes nas instâncias inferiores do Judiciário (leia mais abaixo).

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/decisao-do-stf-sobre-porte-de-droga-tera-repercussao-geral.html

 

tarso genro maconheiro

PRODUTO QUE LHE DÁ HONRA: Ser pai da Sra. Luciana Genro.

 

Dados cientificamente colhidos sobre os consumidores regulares de maconha:


– Têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão;

– Têm duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar;

– É 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia;

– O risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior;

– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente;

– 40% têm dificuldades de ler um texto longo;

– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida;

– Têm oito pontos a menos nos testes de QI;

– 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade

- 100% deles defendem a descriminação…

 

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REMÉDIOS TARJA PRETAS

DOR:
- Com os parentes ou não que nos deixaram desse plano terreno para o espiritual, onde ficamos perplexos e arrasados por não termos a capacidade de “entender os pedidos de socorro”, “porque não queriam perder suas vidas” e aí se vê que não somos nada! Somos um grão de areia agindo para ser feliz e fazer as pessoas felizes, enquanto, ao contrário, as pessoas somente enxergam seus umbigos. Por outro lado não vê saída e entra em desespero. Em filosofias onde em sentimentos individuais não entendemos o porquê da perturbação mental, pois é um processo individual, chegam até a tomar remédios fortes. A economia selvagem corrói qualquer um e a dor é algo inexplicável, chegando assim aos extremos. Para sermos felizes temos que nos amar e assim, centrado nesse narcisismo, teremos a capacidade de amarmos o próximo ou até uma nação. Se não nos amamos, como poderemos amar o próximo ou socorrer a quem nos pede socorro? Hoje foram eles, amanhã poderá ser eu, com essa loucura dos tempos que vivemos hoje.

rivotril mafioso          RIVOTRIL

 

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VICIADOS NO FUMO LÍCITO E O MACONHEIRO ILÍCITO

DOR:
- Não podendo salvar as pessoas próximas com drogas lícitas e, pior, com as ilícitas, pessoas estas mais próximas que se possa imaginar, nos chamando de antiquado, intolerante, em suas recreações às escondidas de uma felicidade que não existe na sociedade coerente e livre qual seja a droga, sem violência e discriminação do que querem, É o amor de uma família que é destruída, fragmentada, esfacelada e amordaçada pelas drogas. Antidemocrático, deixa também ser contra o que hoje banalizaram, e não dando oportunidade para também expressarmos o que pensamos. Isso não pode der chamado de democracia se não houver o direito do contra ponto. Como salvar então os outros se não salvamos a nós mesmos e a nossa família, por respeitar o livre arbítrio de cada um? A ordem dos valores foi alterada nesse mundo, e no nosso Brasil. Temos que ficar calados. Tudo é motivo de discriminação. Direitos Humanos? De quem? Para quem?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE VÍCIOS LÍCITOS E ILÍCITOS?

Eu respondo:

NENHUMA!!

DROGA É UMA DROGA.
 

Paulo VILLAS BÔAS 6

VILLAS-BÔAS Paulo Celso

Presidente da Expedição e Fundação VILLAS-BÔAS

A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL

PALESTRA CESTÁRIO SETEMBRO

 

A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL COM UM BICO E DUAS BOCAS COMO PRODUTO DA CULTURA REGIONAL
RAIMUNDA BAZÍLIA MIRANDA (23/05/1933 - ),

Dona Mundica                     CESTARIA 2

DONA MUNDICA, UMA ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL


Por NASCIMENTO, J. B
Profo. João Batista do Nacimento

UFPA/ICEN/Matemática , versão ag\2015
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 www.jornalbeiradorio.ufpa.br/novo/index.php/2011/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica
Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. www.facebook.com/profile.php?id=100009348279475&sk=about&section=education


Em [12,13] relato da possível presença de objeto da cestaria paraense e que denomino de pairé-cametaense do tipo toroidal. Entretanto, tudo ficando mais como se fosse uma mera produção mais relacionada com esperteza com intuito de enganar turista, o que sempre reforçou o fato dos Museus de Cametá e Emílio Goeldi nada registrar, assim como não localizei ainda haver tal tipo de cestaria em nenhum outro lugar. Fatores esses que produzem situações de extrema rudeza educacional ao tentarmos trazê-lo à sala de aula quando estamos ainda ante um processo de ensino tendente repelir o que já não seja extremamente catalogado, porquanto, desconsidera o que não faz parte das referências mais básicas de muito tempo estabelecidas e, com mais força ainda, o que transpareça apenas simplória migalha cultural.

Além disso, desenho de objeto da mesma característica topológica, toroidal, faz parte de publicação com várias décadas, mas estão em biografias que raríssimos estudantes de graduação em matemática no Brasil estudam, portanto, exigiria adentrar em conteúdo que não faz parte da formação, o que poderia até gerar pânico, quando a necessidade mais urgente para sala de aula, se houvesse, seria algo com conexão cultural.

Como a metodologia do ensino que uso tenta se valer de elementos na superação dos fatores negativos que há nisso, como exporei um pouco, parte do trabalho que fiz baseado numa lembrança fez com que aluna relembrasse das habilidades da sua avó, nossa Engenheira de Pairé-Cametaense Toroidal, e possibilitasse, além de outras questões, obtermos A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL COM UM BICO E DUAS BOCAS COMO PRODUTO DA CULTURA REGIONAL.


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ASPECTOS DO CÁLCULO VETORIAL – Na quase totalidade das graduações no Brasil das áreas de Exatas e Engenharias, Cálculo Vetorial é um tópico dos mais avançados em matemática e encerra um conjunto em Cálculo Diferencial e Integral, geralmente subdivido em quatro disciplinas. No essencial, e de forma bem simples, como será tudo aqui, o básico a se aprender nesse é totalizar (fazer Integração) uma ação de valor numérico (função com valores reais) ou vetorial (caracteriza-se por ter intensidade, direção e sentido) e apenas nos casos mais comuns: tais ação num fio (Linha\Curva) ou numa placa em posição no espaço tridimensional (Superfície).

O que aqui chamo por Toro pode ser obtido colocando-se um círculo para girar ortogonalmente a outro que passa pelo seu centro e de raio maior, tipo uma rosquinha de padaria, pneu de carro, etc. Em Cálculo Vetorial, depois das superfícies esféricas, a próxima, quando se consegue, é a do Toro.

TORO 4


Def. Considere uma circunferência centrada em (0, a,0) e raio r<a. A figura, a casca de fato, obtida por girar essa mantendo o seu centro na circunferência do plano XY de centro (0,0,0) e raio a é um Toro Plano. Quando na circunferência original se move de (0,0, a + r) de um ângulo β, z = r. sen β e y = a + r. cos β. E ao girar esse segmento, OP, em torno do eixo-Z, de um ângulo ϕ, o valor de z fica inalterado, x = (a + r. cos β). sen ϕ e y = ( a + r. cos β). cos ϕ. Assim, Φ ( β , ϕ,) = ( (a + r. cos β). sem ϕ ( a + r. cos β). cos ϕ, r. sen β),0 ≤ β, ϕ≤ 2π

0 CÁLCULO 0

Na definição acima, relações entre β, ϕ podem produzir linha\curva enquanto duas variações independentes podem gerar superfície no Toro. Mais detalhes em [13 ]

ASPECTOS DA METODOLOGIA DO ENSINO – Nessa é pressuposto que Tecnologia é o que tenha no seu amargo condições concretas para produzir e gerar renda para uma comunidade. Já Inovação tem potencial de até gerar fábulas antes de virar Tecnologia. Porém, Inovação é fruto de realização humana quase sem explicação: como se aprende fazer o que não se sabia? Uma percepção disto na metodologia impõe estudar além do comum e, por vezes, por fora do mais comum. Outra é que a cultura é rica em condicionantes para Inovação. É nesse cenário que surgiu a busca por algo que preenchesse esses preceitos, além de motivar nas minhas disciplinas de Cálculo.

Como havia dito, esse recorte abaixo [10, pág. 2] nos mostra subconjunto do Toro numa perspectiva conceitual distante da comum no Cálculo clássico, portanto, não fica razoável direcionar a ação metodológica nessas disciplinas para esses.

SUBCONJUNTO DO TORO 6


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UMA ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL - Depois de alguns anos apenas trabalhando com uma vaga lembrança como relato em [12], quando fui ministrar em 2013, segundo semestre, Cálculo Vetorial no curso de Física, ao contrário do que sempre foi comum em todos outros casos, e até com a maioria dos colegas de turma, achar o que estava sendo dito em pairé mais invencionice, a discente Lilian Madian Baião Leão (18/07/1990 - , Mat. 201208140108/FÍSICA/UFPA) reconhecia pairé de duas bocas como algo de existência plena, cuja avó paterna, RAIMUNDA BAZÍLIA MIRANDA, DONA MUNDICA, da localidade de Maracú Espírito Santo\Cametá-Pa, tinha domínio de técnica e de trançado. O que chamo de CANTINHO DE UMA ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL [Foto abaixo, cedida por Lilian ] é a maior possibilidade na construção dessa lembrança, pois de muitos anos que não mais fazia tal tipo de pairé, além dela só ir lá em passeios esporádicos.

FOTO CEDIDA POR LILIAN 7


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Faço dois recortes na história. Como registro em [12], em ag\2014 encontrei na internet uma peça de pairé toroidal de um bico e duas bocas disponível para venda. Na época tentei fazer contato sem sucesso. Em, 17\jul\2015, Carmen Américo, www.facebook.com/carmen.americo, Doutoranda em Desenvolvimento Sustentável na UFPA, sendo um dos capítulos sobre saberes e tecnologias das comunidades tradicionais amazônidas, proprietária da loja virtual que consta o dito pairé, www.elo7.com.br/cesto-amazonico-max-45cm-compr/dp/1C9024, acesso jul\15, fez contato, enviou-me nova foto ao lado, mas nada revelou que possamos registrar da propriedade intelectual desse.

CESTO DE UMA PONTA E DOIS BICOS 8

 

Em 15\04\2015 recebi o seguinte e-mail em resposta de pedido meu de ajuda na pesquisa, confirmando não haver no Museu Goeldi:
Prezado João,

Após minucioso exame em nosso acervo não identificamos qualquer peça que apresente topologia toroidal ou cilindro maleável com duas bocas.

Quanto à forma de uso e à geometria elíptica descritos em seu trabalho, podem ser encontradas em nosso acervo somente nos objetos classificados como "cesto-cargueiro bornaliforme", vulgarmente conhecidos como 'cofos', sobre os quais pode encontrar informação relevante nas páginas 4 e 5 deste documento.

Recomendo que entre em contato com outros museus etnográficos da Região (consulte aqui) e que acesse demais entidades que trabalhem com a cultura indígena amazônica, das quais cito a Rede Museus da Amazônia e a loja especializada O Araribá.

Aguardamos informações adicionais que nos permitam refinar a busca realizada no acervo.

Registro aqui meus agradecimentos à colega Graça Santana que prestou auxílio no atendimento a esta solicitação.

Cordialmente,
Leonardo Machado Lopes
Museu Paraense Emílio Goeldi
Coordenação de Ciências Humanas
Acervo Etnográfico - RT Curt Nimuendaju
Tel: (91) 3075-6124, (91) 98299-1810


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Retornado, Lilian Madian Baião Leão, envia para sua tia Maria Elza Miranda Leão (11/03/1963 – ), residente em Maracú Espírito Santo, um desenho de minha autoria - o que denomino de Ubi Gerdes do Carmo - quando essa confirma que já tinha feito pairé toroidal de um bico e duas bocas, ensinada que fora pela sua mãe. E como a saúde de Dona Mundica exigia cuidados, não podendo fazer, essa se dispõe refazer oficina para relembrar e confeccionar. Assim, em 17\06\2015, Lilian publica no seu Facebook, www.facebook.com/lilian.madian?fref=ts, uma foto de um pairé toroidal que essa confeccionou, assim como envia outras fotos mostrando todo o processo [fotos abaixo] e, portanto, A PROVA DA EXISTÊNCIA DO PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL COM UM BICO E DUAS BOCAS COMO PRODUTO DA CULTURA REGIONAL.

PAIRÉ CAMETAENSE                    LILIAN MADIAN 9                  

TRABALHANDO O CESTÁRIO 10

Esta narrativa também consagra em definitivo a avó paterna dessa, RAIMUNDA BAZÍLIA MIRANDA, DONA MUNDICA, como uma ENGENHEIRA DE PAIRÉ-CAMETAENSE TOROIDAL. E, registremos, há depoimentos de familiares indicando que essa fazia com ainda quatro bocas.


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E um depoimento e definição desse pairé que chegou no meu e-mail é de autoria do colega de departamento Prof. Dr. Marcos Monteiro Diniz:
MATEMÁTICA & DIFERENCIABILIDADE & DESIGN

A matemática, pelo menos o mais comumente considerado por isso, tem como um dos seus subprodutos sociais a percepção estética ao influir em design, arquitetura, etc. O cálculo Diferencial e Integral, nomenclatura geral dos cálculos aqui referidos, traz nas suas primeiras lições o conceito de reta tangente e do qual deriva o de diferenciabilidade como de haver reta tangente com significante de que tal reta praticamente se confunde com o gráfico da função numa proximidade do ponto. E um caso de não diferenciabilidade é a presença de bico no ponto.

1 CÁLCULO 1

 

Obviamente, a noção de bico em matemática é em nível de exigência muito além do mesmo em termos de concepção social, havendo indicadores que esses dois juntos potencializaram na construção de uma sensível visão negativa do Pairé-Cametaense toroidal, no que diz respeito ao bico, portanto não são descartáveis nas influências que quase promoveram sua completa extinção. Por isso, é relevante esse e-mail que recebi:
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Oi João.

Interessante o pairé. Não conhecia. Não lembro de nenhum utensílio com este formato. De fato, ele é toroidal, com grupo fundamental ZxZ. Sem a alça de sustentação, teria por grupo fundamental apenas Z, e aí os ribeirinhos teriam que escolher: ou fariam uso do cilindro (que contém looping gerador do grupo fundamental) para colocar o alimento, ou usariam ali para enfiar o braço (ou a cabeça!) para transportá-lo.

Solução?

- Cria-se mais um looping, distinto do primeiro, para passar o braço (ou a mão, ou a cabeça!). Aí aparece o Z² e então braço não se mistura mais com o alimento!
Abraço, Marcos, em 6 de abril de 2015

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Em 2015-04-26, O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Olá João td bem?.
Segue anexo a foto de outro cestaria tipo pairé que encontrei na rua do mercado municipal de Cametá. Encontrei utensílios no formato quadrado, muito parecido com aquele que é utilizado para acomodar cuias do tacacá. Qualquer novidade lhe envio a foto.
Abraço.
André Luis Corrêa Magno, FASI/Campus Tocantins - CUTINS/UFPA,
www.facebook.com/alcmagno, http://lattes.cnpq.br/8294859935502867

FOTO DE ANDRE LUIS CORREA MAGNO 11

 

Além da presença do mesmo trançado do referido pairé-cametaense toroidal, a peça encontrada pelo prof. André Magno mostra outro aspecto cultural da região com viés único: o bico como elemento estético e, portanto, característico de uma arte.

ASPECTOS MATEMÁTICOS DAS TRANÇAS E NÓS – Tranças e nós fazem parte de estudos matemáticos, formam uma especialidade e as referências [1,4, 7,9,15] trazem conteúdo e bibliografias fundamentais para todo que quiser conhecer detalhes.

O matemático Paulus Pierre Joseph Gerdes - Holanda, 11/11/1952, Moçambique 10/11/ 2014) [5,6,14] foi um especialista em trançados de cestaria e esse trecho de uma de suas obras é da mais alta relevância (g.n):
¨ Etnomatemática e a historiografia da matemática mostram, em conjunto, como os povos produziram ideias matemáticas a partir das suas atividades práticas. Em circunstâncias em certa medida similares, ideias semelhantes poderiam ter sido descobertas e\ou utilizadas, como os cesteiros Aguaruni e Ticuna da Amazônia peruana, que produzem cestos de pesca com buracos em forma de hexágonos regulares, tal como os cesteiros Makonde e Makhuwa, do nordeste de Moçambique na África austral, que também o fazem¨ [6, pág. 143]

E e-mail que reproduzo abaixo da matemática venezuelana Dra. Laura Morales traz por contribuições reafirmar este dito acima, pois das fotos enviadas há objetos com trança hexagonal, bem como, não haver nessas e ela afirmar jamais ter visto objeto cultural que fosse toroidal.

¨Saludos Prof. João, tengo estas artesanías en mi casa son del pueblo indígena Pemón, estado Bolívar en Venezuela. Disculpa las imágenes no son muy buenas, pero aprovecho de decirle que iré a dictar un curso de algebra a partir de mañana y podría fotografiar un poco la diversidad de sus artesanías.¨
Feliz Día, 2015-04-29 13:03
Dra. Laura Morales, O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

FOTO DE DRA. LAURA MORALES 13


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Já das diversas contribuições nacionais que recebi, sem que nenhuma indique positivamente algo em cestaria toroidal ou com bico, no trabalho de tese de Claudia Araújo Lorenzoni, CESTARIA GUARANI DO ESPÍRITO SANTO NUMA PERSPECTIVA ETNOMATEMÁTICA, Orientado pela Profª Drª Circe Mary Silva da Silva Dynnikov, [8], consta, como na pág. 118, Fotografia 37 – Tampa colorida de cesto, Três Palmeiras, 3 de março de 2009, sendo que em todo caso apresentado apenas tampa tem trançado hexagonal

 

CESTÁRIA GUARANI 14

Já pesquisando na internet, achei esses chapéus. O usado por Dilma transparece ser todo em trança hexagonal, mas ainda não chegou resposta da assessoria da Presidência de pedido que fiz de mais fotos, caso esse faça parte do acervo, em 20\08\2015. E o da Giselle claramente é só a aba e essa confirma tê-lo comprado em Belém-Pa.

PESIDENTE USANDO CHAPEÚ 15        GISELLE TRINDADE 16

Giselle Trindade - www.facebook.com/photo.php?fbid=828811337187526&set=a.156538347748165.36134.100001760017457&type=1&theater
Presidenta Dilma Rousseff


9
Museu de Cametá, www.facebook.com/photo.php?fbid=248391085254211&set=pb.100002499639262.-2207520000.1439739666.&type=3&theater, acesso ag\15

Finalizando, na página do Facebook do Museu de Cametá há uma foto de trabalhadora fazendo cestaria em trançado hexagonal. Portanto, juntamente com o caso já citado do pairé de duas bocas encontrado por Carmen Américo, coloca a região como em alto nível de conhecimento neste tipo de trançado.

TRABALHADORA CAMETÁ 17

 

REFERÊNCIAS

[1] Aldrovandi, R., e Junior, R. R., A Geometria e Física dos Nós de das Tranças - Ed. Livraria de Física, ISBN 978-85-7861-214-6, 2013

[2] Amorim, L. B., Cerâmica Marajoara - A Comunicação do Silêncio, Museu Emílio Goeldi, Belém-Pa, 2010

[3] Costa, Lucélida de Fátima Maia da, A Etnomatemática na Educação do Campo, em Contextos Indígena e Ribeirinho, seus Processos Cognitivos e Implicações à Formação de Professores, tese de mestrado, Orient. Prof. Dr. Evandro Ghedin, UEA, Manaus, 2012

[4] D'Ambrósio, Ubiratan, Métodos de Topologia: introdução e aplicações, Livros técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 1977.

[5] D’Ambrosio, U., - PAULUS GERDES – In Memoriam, http://professorubiratandambrosio.blogspot.com.br/2014/11/paulus-gerdes-in-memoriam.html, acesso ag\2014

[6] Gerdes, P., Geometria dos Trançados Bora Bora na Amazônia Peruana, Ed. Livraria de Física, ISBN 978-85-7861-086-9, 2010

[7] Lima, Elon Lages, Elementos de Topologia Geral, Livros Técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 1976.

[8] Lorenzoni, Claudia Araújo, Cestaria Guarani do Espírito Santo numa Perspectiva Etnomatemática, tese de doutorado, Orientadora: Profª Drª Circe Mary Silva da Silva Dynnikov, UFES\CE, VITÓRIA, 2010, http://portais4.ufes.br/posgrad/teses/nometese_357_LORENZONI%20Claudia_tese%20%281%29.pdf, acesso ag\15

[9] Massey, William S., Algebraic Topology, an introduction, Spriger Verlag, New York, 1977.


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[10] Minor, J. Morse Theory, Annals of Mathematics Studies Princeton University press, 1963, ISBN 0-691-08008-9, Princeton University Press

[11] MUSEU HISTÓRICO DE CAMETÁ RAIMUNDO PENAFORT DE SENA, E-MAIL: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

[12] Nascimento, J.B., Uma Bela Obra em Matemática e Engenharia, Blog FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS, www.expedicaovillasboas.com.br/web/index.php/nosso-blog/324-uma-bela-obra-em-matematica-e-engenharia, publicado em 12\08\2015, acesso ag\2015

[13] Nascimento, J. B., Alguns Aspectos do Cálculo Vetorial, Toro Plano e um Pairé-Cametaense (material didático, só disponível pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) 2013

[14] Paulus's Store, www.lulu.com/spotlight/pgerdes, acesso ag\2014

[15] Saraiva, J. C.V., Uma Introdução à Teoria do Nós, com aplicações a: Biologia e Física, Edição preliminar, São Luís - Ma, 2001

[16] Silva, F.A., A Variabilidade dos Trançados dos Asurini do Xingu: uma Reflexão Etnoarqueológica sobre Função, Estilo e Frequênciados Artefatos, Museu de Arqueologia e Etnologia\USP, Rev. Arqueologia, v.22, n.2, (ago-dez.2009), 17- 34, 2009