HIDROCIDADANIA

HIDROCIDADANIA

por: Chico Canindé

PO-ÉTICA TEATRO D’SÁGUAS

OFICINA DE HIDROCRIAÇÃO

Educação e cultura em prol da biodiversidade através da água

A problemática da água vem se agravando no mundo de forma assombrosamente rápida. As guerras e disputas pelo controle de suas reservas já se anunciam. Tratar deste problema a muito deixou de ser um modismo, é hoje o legado que deixaremos para as gerações futuras e quem melhor que o adolescente este elo entre a geração passada e a futura para atuar como agente desta causa.

Quando o Arte-educador Chico Canindé começou a desenvolver o conceito da Hidrocidadania esta era uma expressão artística da sua sensibilidade frente a esta problemática da água, mas com o tempo e com o amadurecimento artístico e pessoal deste profissional da educação a proposta criou corpo, hoje o que começou como uma expressão artística tornou-se uma poderosa ferramenta de estudo e preservação de nossos recursos hídricos.

A Hidrocidadania se espalhou conquistou adeptos e estudiosos, e hoje aos poucos vem se transformando numa nova pedagogia. Com bases fortes nos trabalhos e estudos de pensadores como Paulo Freire na educação (Pedagogia do Oprimido) e Augusto Boal nas artes cênicas (Teatro do Oprimido), suas idéias e praticas transmutaram-se na “Pedagogia da Hidrocidadania”, atraindo pessoas hoje de diversas partes do mundo no interesse de se aprofundar neste trabalho.

 

O conceito da Hidrocidadania na pratica é muito fácil de absorver a idéia é observar e tratar os mais diversos problemas e mazelas dos dias modernos a partir dos ensinamentos do próprio planeta, ao observar e estudar Hidro - Estrutura planetária.  

O objetivo das oficinas é realizar um ciclo de trabalhos no período de três meses durante o segundo semestre de 2009, Workshop de formação em HIDROCIDADANIA relacionado à PRESERVAÇÃO DAS AGUAS NO DIA-A-DIA.

A base do estudo que é pautada na cultura dos GRANDES PENSADORES da educação será uma introdução à Linguagem da HIDROCIDADANIA na transformação do Adolescente como uma agente ambiental um ser capaz de influenciar a sociedade como um todo. A presente proposta tem por objetivo desenvolver ações que promovam o desenvolvimento do adolescente através da integração social e do autoconhecimento, utilizando ferramentas lúdicas da educação e das manifestações culturais e artísticas.

Os alunos terão aulas teóricas e práticas sobre todas as etapas dos quatro pilares da educação: o ser, conhecer, conviver e o fazer e na seqüência o preparo destes para multiplicarem o conceito da HIDROCIDADANIA.

O público é formado por um publico intermediário entre 15 e 28 anos.

 

Proponente

COOPRED -       Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo. Profissionais Em Educação.

Quem Somos

Formada inicialmente por profissionais da educação, consolida a estrutura no enfoque principal da prestação de serviços junto a instituições públicas e comerciais.

Norteando soluções para o momento contemporâneo administrativo financeiro e social nos diversos segmentos onde o conceito cooperativista demonstra salutar eficácia.

Nossa estrutura é gerenciada principalmente por educadores profissionais; voltados a formatar um caminho desafiador em direção à reflexão e prática do conceito da geração de renda responsável e integrada a manutenção e preservação de biodiversidade (proposta pela UNESCO e pela Agenda 21).

A mais de dez anos no mercado, agrupo profissionais com grande reconhecimento público; como empresa preocupada com a qualidade dos trabalhos ofertados, a COOPRED não abre não da qualidade e qualificação de seus cooperados.

História

Desde o seu surgimento a COOPRED - Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo – Profissionais em Educação, consolida-se como uma forma viável de prestação de serviços na área educacional, pela seriedade e comprometimento que revela em suas diversas ações.

Fundada em fevereiro de 1999, desde o início, seus principais objetivos foi programar e executar ações através do estudo, pesquisa e da reflexão coletiva.

Desenvolvendo metodologias e políticas educacionais mais democráticas e consensuais.

Reconhecendo as dificuldades de se obter ferramentas adequadas e necessárias ao desenvolvimento e formação continuada dos profissionais que buscam uma prática cooperativista e Bio-responsável: a COOPRED – Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo, além de se preocupar com esta questão, analisa, sistematiza, indica e produz materiais que auxiliam os envolvidos no processo educativo.

Estas ferramentas educativas servem como fonte de análise e pesquisa aos profissionais, passando a serem utilizadas como plataforma para a construção, divulgação e multiplicação de idéias e conquistas.

Por intermédio de frentes de gestão – os profissionais da COOPRED atuam na implantação e nas melhorias didáticas pedagógicas bem como no suporte administrativo financeiro e de marketing.

Desenvolvendo estudos, projetos e pesquisas educacionais, incluindo o registro e a divulgação dos resultados de produções intelectuais.

 

Introdução

A problemática da água vem se agravando no mundo de forma assombrosamente rápida. As guerras e disputas pelo controle de suas reservas já se anunciam. Tratar deste problema a muito deixou de ser um modismo, é hoje o legado que deixaremos para as gerações futuras e quem melhor que o adolescente este elo entre a geração passada e a futura para atuar como agente desta causa.

Quando o Arte-educador Chico Canindé começou a desenvolver o conceito da Hidrocidadania esta era uma expressão artística da sua sensibilidade frente a esta problemática da água, mas com o tempo e com o amadurecimento artístico e pessoal deste profissional da educação a proposta criou corpo, hoje o que começou como uma expressão artística tornou-se uma poderosa ferramenta de estudo e preservação de nossos recursos hídricos.

A Hidrocidadania se espalhou conquistou adeptos e estudiosos, e hoje aos poucos vem se transformando numa nova pedagogia. Com bases fortes nos trabalhos e estudos de pensadores como Paulo Freire na educação (Pedagogia do Oprimido) e Augusto Boal nas artes cênicas (Teatro do Oprimido), suas idéias e praticas transmutaram-se na “Pedagogia da Hidrocidadania”, atraindo pessoas hoje de diversas partes do mundo no interesse de se aprofundar neste trabalho.

O conceito da Hidrocidadania na pratica é muito fácil de absorver a idéia é observar e

O objetivo das oficinas é realizar um ciclo de trabalhos no período de três meses durante o segundo semestre de 2009, Workshop de formação em HIDROCIDADANIA relacionado à PRESERVAÇÃO DAS AGUAS NO DIA-A-DIA.

A base do estudo que é pautada na cultura dos GRANDES PENSADORES da educação será uma introdução à Linguagem da HIDROCIDADANIA na transformação do Adolescente como uma agente ambiental um ser capaz de influenciar a sociedade como um todo. A presente proposta tem por objetivo desenvolver ações que promovam o desenvolvimento do adolescente através da integração social e do autoconhecimento, utilizando ferramentas lúdicas da educação e das manifestações culturais e artísticas.

Os alunos terão aulas teóricas e práticas sobre todas as etapas dos quatro pilares da educação: o ser, conhecer, conviver e o fazer e na seqüência o preparo destes para multiplicarem o conceito da HIDROCIDADANIA.

O público é formado por um publico intermediário entre 15 e 28 anos.


Proponente

COOPRED - ······ Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo. Profissionais Em Educação.

Quem Somos

Formada inicialmente por profissionais da educação, consolida a estrutura no enfoque principal da prestação de serviços junto a instituições públicas e comerciais.

Norteando soluções para o momento contemporâneo administrativo financeiro e social nos diversos segmentos onde o conceito cooperativista demonstra salutar eficácia.

Nossa estrutura é gerenciada principalmente por educadores profissionais; voltados a formatar um caminho desafiador em direção à reflexão e prática do conceito da geração de renda responsável e integrada a manutenção e preservação de biodiversidade (proposta pela UNESCO e pela Agenda 21).

A mais de dez anos no mercado, agrupo profissionais com grande reconhecimento público; como empresa preocupada com a qualidade dos trabalhos ofertados, a COOPRED não abre não da qualidade e qualificação de seus cooperados.

História

Desde o seu surgimento a COOPRED - Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo – Profissionais em Educação, consolida-se como uma forma viável de prestação de serviços na área educacional, pela seriedade e comprometimento que revela em suas diversas ações.

Fundada em fevereiro de 1999, desde o início, seus principais objetivos foi programar e executar ações através do estudo, pesquisa e da reflexão coletiva.

Desenvolvendo metodologias e políticas educacionais mais democráticas e consensuais.

Reconhecendo as dificuldades de se obter ferramentas adequadas e necessárias ao desenvolvimento e formação continuada dos profissionais que buscam uma prática cooperativista e Bio-responsável: a COOPRED – Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo, além de se preocupar com esta questão, analisa, sistematiza, indica e produz materiais que auxiliam os envolvidos no processo educativo.

Estas ferramentas educativas servem como fonte de análise e pesquisa aos profissionais, passando a serem utilizadas como plataforma para a construção, divulgação e multiplicação de idéias e conquistas.

Por intermédio de frentes de gestão – os profissionais da COOPRED atuam na implantação e nas melhorias didáticas pedagógicas bem como no suporte administrativo financeiro e de marketing.

Desenvolvendo estudos, projetos e pesquisas educacionais, incluindo o registro e a divulgação dos resultados de produções intelectuais.

Missão

COOPRED – Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo – Profissionais em Educação tem por missão:

Atender as necessidades da formação educacional e profissional através do desenvolvimento social humano e cooperativista, agregando valores e rompendo paradigmas, de forma harmônica no equilíbrio da biodiversidade humana e planetária.

Visão

Ser referência em projetos educacionais cooperativos buscando aprimoramento contínuo e inovando sempre.

Valores

Ética, Transparência, Efetividade e Competência.

Conteúdos das Oficinas

Introdução a filosofia da Hidrocidadania

Introdução a cidadania Bio-responsável

A prática da Hidrocidadania no dia-a-dia

Jogos e dinâmicas de hidrocidadania (com o objetivo e despertar a participação critica - ativa)

Criação e confecção de bonecos (mamulengos)

Estimulo a confecção de textos (para teatro de animação)

Encerramento / Apresentação dos trabalhos

Pedagogia da Hidrocidadania

Nesta abordagem apenas propomos uma introdução à Pedagogia da Hidrocidadania, tentamos nos ater ao seu lado didático – filosófico, ao invés do lado técnico-pedagógico uma vez que neste trabalho essa será utilizada e aplicada por intermédio da prática artístico-cultural.

Antes de abordarmos necessariamente o conteúdo da oficina de hidro-criação é necessário entender estrutura em que esta se pauta, ou seja, a Pedagogia da Hidrocidadania.

Para assim deslumbrar os mecanismos pelos quais essa se aplica; seus conceitos e conteúdos didáticos e programáticos.

Por premissa as oficinas de hidro-criação não têm como função ensinar ninguém a ser artista, poeta, ator, escritor, etc.

O aprendizado, assim como as águas, corre como um rio; portanto nem o leito dos rios ou dos oceanos são bancos de memórias. Estes estão em constante transformação ao contrario do que imaginamos nem o fundo dos lagos encontra-se vazios.

No entanto o fundo dos lagos, mares e oceanos, guardam a memória genética da nossa ancestralidade na somatória do que somos.

Os participantes da oficina “crítico – ativos” são geradores de opiniões e trocar é o que importa neste trabalho, uma vez que tomamos o educando por um ser propenso ao desenvolvimento de raciocínio e não meros depósitos de idéias de outrem.

As oficinas de Hidro-criAção geridas pelo conceito da hidrocidadania é a ferramenta que nos apropriamos para quebrar as barreiras que impedem a comunicação do ser para com uma holística de maior compreensão do mundo e por sua vez das relações para com a natureza.

Um dos objetivos da oficina de hidro-criAção é perceber que as palavras nascem da percepção da existência das coisas e mesmo assim as palavras não são tudo.

O gesto, a visão, o sentir, o imaginar, são elementos que formam uma linguagem e cada uma delas é única e própria em si mesma. Como os movimentos, antes da consumação do gesto em fato.

Os fragmentos de uma folha são como as palavras fragmentos das frases e as letras fragmentos das palavras.

Os gestos são as falas do corpo que chamamos de expressão corporal.

Aliada as outras linguagens diferentes que temos se somam na expressão total, quando nos comunicamos com outros seres, independente da espécie.

A visão, o gesto, e o som são três aliados poderosos.

A palavra nasce dentro, antes de ser som, assim como a água da cacimba que vai ao rio,e de lá mundo afora; e nasceram do encontro de átomos diferentes.

Cada fonte tem sua flora, sua fauna, e cada ser dessa fauna e dessa flora, tem seu mundo particular; com definições políticas e sociais peculiares que é característica da vida em cada grupamento formado; assim os vários corpos sociais, com suas diferentes ações que se completam na dança da ciranda da vida.

Só com o conhecimento do universo dialetal, (contexto pelo qual se observa e se pode entender um determinado grupo do ponto de vista antropológico), dos participantes, poderemos nos aproximar; de forma respeitosa da sua poesia, da sua musica, da sua arte, nas diferenças de cada um com suas realidades individuais, coletivas e sua visão de mundo; tanto dos indivíduos, como dos grupos na união dos fragmentos para uma somatória de respeito às diferenças.

A oficina de hidro-criação se aproxima por definição pragmática da realidade social política e cultural para descobrir da melhor forma possível com os participantes como utilizar os instrumentos conhecidos dentro da dialética realidade local.

Onde as relações sejam postas a prova valorizando as tradições as crenças locais para que seus mitos e símbolos sirvam de elementos de reflexões.

Por definição a contrariedade do adestramento como forma de aprender algo a Pedagogia da Hidrocidadania busca um construir através das suas oficinas e “falestras” (falestras porque falamos) romper com a membrana que nos separa de um convívio melhor.

Como as água que estão em um constante construir de uma forma simples e ao mesmo tempo complexa onde por definição: soma-se a tese e não antítese da coexistência, muito embora ao longo dos tempos o caminho do desenvolvimento traçado pela espécie humana foi de um enorme sentimento de superioridade isolacionista como se vivêssemos sozinhos no planeta.

Os fatos mostram o contrario e ao tratar da Pedagogia da Hidrocidadania, temos o propósito de diminuir a distancia, provocada ao longo do tempo, entre o ser humano e a natureza, para o bem da espécie a que ele pertence.

As artes são elementos de comunicação hidrosociocultural muito valiosos. A pesquisa e o conhecimento são fundamentais para a revisão dos dados do texto.

Preocupar-se com o Diálogo a eficiência da comunicação sem perder o sentido da fluência das palavras como alimentadoras das idéias de criação sem que estas por sua vez se afastem de uma consciência mais ampla de eco-existência.

Tal como um rio a palavra flui de forma reta e enviesada. E como um rio fica tudo harmônico no sentido do que tudo ainda não era e passou a ser. A idéia lúdica é transparente como o espaço despoluído, depois passa a ser a forma concebida.

Desse momento em diante tudo será feito e refeito novamente, no sempre das corredeiras e na mudança promovida pela dança dos átomos. “Alfabetização Ecológica”.

Consciência do corpo da mente e do ambiente.

Vivência da causa do efeito das relações. Como visto o Caminho das águas rompe com o egoísmo e a estupidez da violência, quando abordamos os conceitos hidro-sociológicos do ambiente que nos cerca.

Promovendo uma nova filosofia de vida, estimulando o senso crítico e o consciente ético individual e coletivo. Engajado de forma sócio-cultural e ecologicamente fomentando o diálogo do equilíbrio e da paz entre à humanidade e a natureza.

A Pedagogia da Hidrocidadania trás o confronto para a superfície, onde de fato esta a tragédia com toda sua plenitude e expressão máxima do palco que é o mundo em que todos encenam.

A Pedagogia da Hidrocidadania ressalva a importância d´ságuas na Educação Ambiental·como ponto de partida; sendo suporte no apodera-mento do conhecimento como gestor.

Pelas águas podemos gerar o amor a dor, degradação, a poluição das águas, afetando diretamente a todos os estuários no ato de ir à beira do rio e nos movimentos hidro-mecânicos e fitar o chão seco do fundo do lago e na invertência das ações vertemos água salgada das fontes que chamamos olhos e estas não enchem os rios secos.

Educar pelas águas é desde a intimidade do ser, (re) despertar os sentidos, aguçar a percepção de mundo natural, sócio-cultural e o institucional dos direitos e deveres através da Hidrocidadania.

A Pedagogia da Hidrocidadania propõem a utilização de elementos geradores de uma realidade conhecida e dogmática, portanto deveras temos que confrontar o método com a quebra dos paradigmas das relações inter- locutivas ao observar, ler, interpretar, dramatizar, motivando ações concretas que ajudem a recuperar e preservar o equilíbrio ecológico.

Combatendo os excessos e desperdícios dos bens da natureza fomentando as transformações positivas no nosso comportamento com os rios e que podem protagonizar mudanças da realidade hidrosocioambiental em busca do justo equilíbrio e da paz nas relações entre os seres nas diferenças dos semelhantes e semelhança dos diferentes.

A Pedagogia da Hidrocidadania é um exercício cotidiano.

Pratica diária, promove a compreensão da língua e das coisas construídas, aflora os sons cores e movimentos para um mundo mais equilibrado.

No diálogo das águas e pelas águas, no crescente especial da forma de expressão, é um instrumento nobre em varias linguagens no diálogo entre indivíduos quando se busca uma cultura de paz. Toda criação tem conseqüências éticas e estéticas que podem ou não ser acompanhada de intervenção no ambiente com a transformação de objetos ou seres.

*(Àquilo que resultou na forma criada pode ser arte manufaturada ou um mero subproduto de uma reação das combinações entre elementos da natureza. Zé Cambito)

Em suma:

A Pedagogia da Hidrocidadania propõem que criação e a arte estão presentes naquilo que nós consumimos e descartamos como lixo ou resíduos produzindo um tipo de “arte” num outro sentido que lamentavelmente esgota a natureza, quebra o equilíbrio ambiental, prejudica a saúde e a vida de todos os seres.

Devemos ressaltar a pratica educacional ambiental como ponto de partida em um elemento primordial da vida, ou seja, a água.

Sua importância e relevância no dia-a-dia do planeta e de todos e tudo que nele se encontra é inquestionável. A urgência de utiliza - lá em todos os seguimentos e mecanismos de ensino torna-se latente como poderemos constatar na justificativa do Projeto Hidrocidadania.

A – Identificação do objeto a ser executado:

A oficina busca promover a disseminação da linguagem do Teatro de Animação Popular denominado MAMULENGO e da ARTE-EDUCAÇÃO-ambiental, ira trabalhar conceitos teóricos e práticos sobre hidrocidadania além de técnicas de confecção, elaboração e manipulação de bonecos e a criação de textos para animação. A proposta tem por objetivo desenvolver ações que promovam o desenvolvimento através da integração social, utilizando-se das ferramentas lúdicas da arte e das manifestações culturais e artísticas, conforme proposto pela Pedagogia da Hidrocidadania em consonância com o PCN – Parâmetro Curricular Nacional.

B – Metas a serem atingidas:

  • Disseminação Pedagogia da Hidrocidadania;

  • Disseminação a prática da cidadania bio-responsável;

  • Preservação das praticas de confecção e manipulação do mamulengo (tombado pela UNESCO como patrimônio memorial brasileiro);

  • Transformação no olhar hidrosociocultural do meio em que vive;

  • Formação continuada de todos os envolvidos no projeto, por intermédio das ferramentas apresentadas;

ÁREA/LINGUAGEM

Área: Artes Integradas

Linguagens: Meio-ambiente / Hidrocidadania ­/ Literatura / Cultura Popular

NOME DO PROJETO

Hidrocidadania – Oficinas Temáticas de “Hidro-CriAção”

INTRODUÇÃO:


Realizar no período de três meses durante o segundo semestre de 2009, oficinas de criação e confecção de bonecos e textos com ênfases no tema Hidrocidadania. Introdução à Linguagem da educação ambiental e da arte-educação na transformação da influência da sociedade, através do bem estar do eco-sistema e da bio-diversidade.

Os participantes terão aulas teóricas e práticas sobre todas as etapas/ferramentas da Pedagogia da Hidrocidadania e da confecção e construção de bonecos e da elaboração de textos vinculados a temática, lembrando que o conjunto de ações abordadas durante a oficina promove o desenvolvimento e estimulo: tátil, visual, auditivo, afetivo, cognitivo, motor do “bio-cidadão”.

OBJETIVO


A oficina de “Hidro-CriAção” tem como objetivo principal a busca do auto conhecimento do hidrocidadão Bio-responsável e a valorização do ser humano dentro de um conceito atual engajado na recuperação da consciência do individuo e da relação no seu meio ambiente.

Destinado a iniciantes e educadores, professores e moradores da região que atuem como educadores, freqüentadores e colaboradores de instituições sociais, culturais e educacionais e que tenham interesse de utilizar-se desta ferramenta no seu dia-a-dia.

JUSTIFICATIVA

A questão da preservação da água vai além da discutição promovida por ecologistas e ambientalista, ela se estende a economia, aos hábitos e costumes não de um povo mais de toda a raça humana, antes de dissertar nossa justificativa proponho a observação de alguns dados que de forma concisa traça um panorama global sobre a questão da água:

A água no século 21, outros dados e curiosidades.

(Publicados pela Folha de S.Paulo de 02/07/99, pág. 5 do caderno especial "Ano 2000 água, comida e energia")

Como se divide a água no planeta:

  • 97,5% salgada;
  • 2,493% em geleiras e subterrâneas de difícil acesso;
  • 0,007% doce e de fácil acesso.
  • O estoque de água potável hoje disponível no planeta é de 12,5 mil km3.
  • O Brasil tem 12% da água doce corrente do mundo.
  • Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37%.
  • Hoje, cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa.
  • A cada 8 segundos morre uma criança por doença relacionada à água, como disenteria e cólera.
  • 80% das enfermidades no mundo são contraídas por causa da água poluída.

Desperdício

  • Estima-se que em São Paulo as perdas cheguem a 40% da água tratada.
  • A Sabesp estima esse percentual entre 17 e 24%.
  • Nos países desenvolvidos, a tubulação acumula perdas de 30%.
  • A Grande São Paulo desperdiça 10m3 de água por segundo, volume que daria para abastecer 3 milhões de pessoas/dia.
  • Um banho de ducha de alta pressão consome 135 litros de água em 15 minutos.
  • Uma mangueira aberta por 30 minutos libera cerca de 560 litros.
  • Um esguicho libera cerca de 280 litros em 15 minutos.
  • Uma torneira aberta por 5 minutos desperdiça 80 litros de água.

Consumo

  • A agricultura concentra a maior parte da água consumida no planeta, com média de 70%. Alguns exemplos:

Índia

93%

Espanha

62%

México

86%

Brasil

59%

  • Nos Estados Unidos e alguns países europeus, o maior consumo se dá na indústria.

Consumo anual per capita no mundo

Mundo

645m3

América do Norte

1.680m3

América Latina e Caribe

402m3

Europa

626m3

Ásia

542m3

África

202m3

Oceania

586m3

Estados Unidos

1.870m3

Brasil

246m3

Rússia

521m3

China

461m3

Índia

612m3

Egito

952m3

Curiosidades

  • A irrigação começou a ser utilizada em 5.000 a.C., na Mesopotâmia e no Egito, juntamente com canais de drenagem.
  • A primeira represa de água foi construída no Egito em 2.900 a.C. pelo faraó Menes, para abastecer Memphis.
  • O primeiro sistema eficiente de distribuição de água e esgoto foi construído na Índia, na cidade de Mohenjo-daro.
  • A primeira usina de dessalinização de águas surgiu no Chile no século 18. Utilizava energia solar para evaporar e condensar a água.
  • A primeira grande usina de dessalinização foi instalada no Kuait em 1949.
  • A primeira estação de tratamento de água foi construída em Londres em 1829.

Preço

  • O preço médio da água encanada no mundo é de US$ 1,80 por m3.

Investimento

  • Para tentar uma solução para o problema de desabastecimento de água, o Banco Mundial estima a necessidade de investimentos entre US$ 600 e 800 bilhões nos próximos dez anos.
  • A ONU estima um custo de US$ 50 por pessoa.

Sobrevivência

  • Deixando de beber água, uma pessoa tem apenas três dias de vida. Em 72 horas perde 13 litros de água do corpo e morre. A água é mais essencial à sobrevivência do que a comida. Sem alimento, uma pessoa pode resistir até 40 dias.

Em suma:

Como dissemos a questão da água é problema da humanidade é não apenas de órgãos públicos, por isso a importância de se tratar o assunto das mais diversas formas possíveis e o que melhor que o teatro de animação no caso do mamulengo que é proveniente do nordeste brasileiro e tem a questão da água tão presente em sua dramaturgia. Outra grande razão é a literatura inspirada no cordel a qual aplicaremos nas aulas de criação de texto.

Assim como a problemática que envolve a água e a cultura popular é de responsabilidade de todos então, que melhor forma de preservar, disseminar, recriar, reaprender do que unir as duas em uma oficina. Por estes motivos acreditamos na relevância deste trabalho junto a comunidade em geral.

DESENVOLVIMENTO E CRONOGRAMA:

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – I

Mês 1 - Aula N° 1 - 1ª Semana

Descrição: Introdução aos quatro pilares da educação Metodologia: Narração dissertativa Apresentação slides PowerPoint Apresentação Vídeos

Descrição ( x ) Teórica ( ) Prática

Duração 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – II

Mês 1 - Aula 2 - 2ª Semana

Descrição: Conhecendo a importância do seu ser Metodologia Apresentação e triagem material confecção Apresentação das técnicas

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – III

Mês 1 - Aula 3 - 3ª Semana

Descrição: Concepção da importância do conhecer Metodologia Confeccionando o Básico Finalizando um processo técnica em arte terapia de origem Junguiana)

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – IV

Mês 1 - Aula 4 - 4ª Semana

Descrição: A importância do conviver Metodologia Conhecendo as técnicas Básicas Iniciando um processo (técnica Guestald desenvolvimento próprio)

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – V

Mês 2 - Aula 5 - 5ª Semana

Descrição: A relevância é o fazer Metodologia Conhecendo as técnicas Básicas do criar Finalizando um processo (técnica de informar e formar, desenvolvimento próprio)

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – VI

Mês 2 - Aula 6 - 6ª Semana

Descrição: A relevância é o fazer Metodologia Finalização das atividades com a apresentação de uma monografia sobre a função do educador como continuo educando.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – VII

Mês 2 - Aula 7 - 7ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia Introdução a HIDROCIDADANIA e a função do arte-educador como agente ambiental na conservação da água.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – VIII

Mês 2 - Aula 8 - 8ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia HIDROCIDADANIA no dia-a-dia do educador.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – IX

Mês 3 - Aula 9 - 9ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia HIDROCIDADANIA do conceito a prática - Valorizando a Vida preservando a agua.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – X

Mês 3 - Aula 10 - 10ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia encerramento dos trabalhos um balanço analítico sobre a HIDROCIDADANIA.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

FORMA DE SELEÇÃO:


Com o objetivo de proporcionar a Democratização ao Acesso as aulas da oficina de HIDROCIDADANIA – OFICINAS TEMÁTICAS DE HIDRO-CRI-AÇÃO. Propomos;

Sugestão para seleção de alunos para a Oficina de Iniciação

  1. Entrevista
  2. Analise sócio econômico
  3. Ordem de inscrição

RECURSOS MATERIAIS:

MATERIAL DE USO PERMANENTE

TIPO

REFERÊNCIA

QUANTIDADE

FREQÜÊNCIA DE USO

01

SALA DE AULA

MINIMO DE 10 X 10 MT.

01

DIARIO

02

Mesas




03

Cadeiras




MATERIAL DE CONSUMO

TIPO

REFERÊNCIA

QUANTIDADE

FREQÜÊNCIA DE USO

O material de consumo será reciclável e de responsabilidade dos alunos a sua captação.

EQUIPAMENTOS

TIPO

FREQÜÊNCIA DE USO

01

Data show

Todas as aulas

02

Tela data show

03

Computador ou notebook

04

Equipamento de som

AVALIAÇÃO:


FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO E CAPACITAÇÃO

TIPO

FREQÜÊNCIA DE USO

01

Fica a critério da contratante, definir a ferramenta a ser adotada.


SINOPSE DO PROJETO

O projeto propõe-se a trabalhar com o Público local na construção da consciência proposta, através do teatro de mamulengo e da elaboração de dramaturgia própria com ênfases na questão da água, a técnica hidro-criAção tem o objetivo principal do conhecimento e propagação da hidrocidadania bio–responsável, composição da consciência da biodiversidade, improvisações de linguagem, e trabalho em grupo estimulando o participante a pratica da cidadania bio-responsável.

Pela primeira vez na historia do Brasil as questões ambientais e a cultura popular faz parte dos parâmetros nacionais da educação. (LDB - 2006)

______________________________

Chico Canindé

Jornalista - Arte Educador

DRT\01051 e MTB\32.640

EDUCAÇÃO E CULTURA EM PROL DA BIODIVERSIDADE ATRAVÉS DA ÁGUA Zé Cambito 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A agenda socioambiental é interessante para as populações de baixa renda?

A agenda socioambiental é interessante para as populações de baixa renda?

Lendo um texto do economista José Eli da Veiga sobre a pobreza no Brasil, me deparei com questões interessantes, e julguei pertinente compartilhá-las neste blog.

O foco do economista foi a pobreza, o meu será o saneamento básico. Sabe-se que a falta de acesso ao saneamento básico abre as portas dos nossos organismos para a ocorrência de infecções parasitárias. Segundo Varella (2010), essas infecções, quando ocorridas repetidas vezes até os cinco anos de idade, podem comprometer o desenvolvimento intelectual de uma criança, pois preciosas energias que seriam destinadas ao desenvolvimento do cérebro, são direcionadas ao sistema imunológico na luta contra a parasitose. “Do ponto de vista energético, o cérebro é o órgão do corpo humano que mais consome energia: 87% no recém-nascido, 44% aos cinco anos; 34% aos dez; 23% nos homens e 27% nas mulheres adultas” (Varella, 2010).

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PROJETO BRASIL

PROJETO BRASIL


O Projeto Expedição VILLAS-BÔAS que está inserido nos objetivos da Fundação VILLAS-BÔAS, a tempo vem difundindo nacionalmente que a solução para o Brasil, principalmente para a Amazônia Legal e Mata Atlântica, é “O Reflorestamento”. Ao longo da década, o mundo foi alertado das mudanças climáticas e da evolução das queimadas e derrubadas criminosas, fruto da ação de homens gananciosos, aos quais não irei chamar de empreendedores nem de pecuaristas, pois não merecem nem um pouco o meu respeito nem de toda a sociedade brasileira. Eu mesmo conheço respeitáveis pecuaristas e agricultores, que geram e mantêm seus negócios com responsabilidades, como também aqueles que não conhecem o que é manejo florestal, não irei chamar de madeireiros e sim de vilões da floresta.

Agora vamos ao PROJETO BRASIL, o que a Fundação VILLAS-BÔAS propõe para uma grande reflexão nacional:

Sem área produtiva na Amazônia, ou qualquer região deste imenso Brasil, não há salvação. Com esta afirmação é que lutamos pela vida. Não há um segmento sequer que possa afirmar o contrário, ou até mesmo os defensores do Terceiro Setor que lutam pela salvação do planeta. Se o Terceiro Setor não tem subsídio, seja ele nacional ou internacional, seja do lucro das empresas, ou da contribuição dos adeptos que ganham seus salários honestamente que estão empregados nas empresas ou no primeiro setor ou autônomos, ou o governo que arrecada seus impostos quer seja ele territorial, predial, rural, prestação de serviços e venda mercantil, para isto tem que haver ciclo de operação financeira e temos que pensar que só o TRIPÉ dará a solução de toda a equação do problema. Em primeiro lugar o HOMEM e sua FAMÍLIA, contando com a PROTEÇÃO DIVINA, em segundo lugar a NATUREZA e em terceiro lugar a ECONOMIA seja ela qual for. Mesmo mudando a ordem, mas mantendo o TRIPÉ, teremos a solução.

Agora o que não podemos aceitar é a falta de responsabilidade dos nossos políticos, que na sua maioridade são da bancada ruralista, apoiados por outros seguimentos, em mudar o Código Florestal de uma forma arrogante e que não vai ao encontro do anseio nacional a respeito de um tema discutido internacionalmente. Vamos mais fundo ainda que foram as declarações do ex-Presidente, da atual Presidente e dos Ministros de Estado, dando o tom de voz na última conferência sobre mudanças climáticas promovida pela ONU, a COP15, na gelada Copenhague na Dinamarca, dizendo, em nome de todos nós brasileiros, que o país diminuiria de forma voluntária em até 39% suas emissões de gases de efeito estufa até 2020. Será que a presidente Dilma Russef se lembrará deste episódio e das promessas de campanha e o que prometera na televisão sobre a Sustentabilidade Ambiental?

Como pode ser discutida uma mudança onde não há como formular outras formas de proteção, como é o caso das áreas de reserva e das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais mais frágeis, como beira de rios, topos de morros e encostas, onde a vegetação original deve ser protegida. A última entrelinha que causou ranhuras de egos foi na substituição da palavra “preservada” por “conservada” no conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs), tranquilamente será um risco para o meio ambiente, pois o Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta terça-feira 10.05 parecer em que avalia as mudanças no Código Florestal como “retrocesso” à preservação do meio ambiente no Brasil. (ver notícia completa em: G1 - Globo.com - Autor: Débora Santos Do G1, em Brasília.)

O atual Código florestal demorou 10 anos para ser votado, por que não discutir um tema tão vital para a nação com serenidade, com lucidez e transparência - o que o atual relator não esta fazendo, apresentando estas entrelinhas um dia antes da votação, fazendo todos nós sofrermos com os sucessivos entraves e adiamentos da votação por conta das vírgulas, e que vírgulas hein!!! Exemplos de algumas que para bons entendedores com outras palavras eles redigiram que seja os próprios proprietários ou ocupantes das áreas rurais que informarão, através de mera declaração, as áreas situadas em APPs; outro capítulo: o engenheiro agrônomo contratado pelo proprietário da área que deve determinar quais seriam as providências de conservação do solo e da água.

Só nos resta esperar para ver como será apresentada a nova versão do Novo Código Florestal.

Eles sabem que nós brasileiros não somos idiotas e que a pressa está nas enormes multas aplicadas pelo IBAMA e outros órgãos nessas últimas décadas. E o crescimento do desmatamento nesses últimos dois meses como se fosse à bolsa de valores, apostando na aprovação do jeito que eles estão querendo nos empurrar goela abaixo? Esperamos que muitos destes políticos não se comparem com o palhaço Tiririca, mas se tornem deputados como o Sr. Deputado Francisco Everardo Oliveira Silva para fazer jus aos votos que receberam, e não para fazerem leis para o seu beneficio pessoal, não é mesmo senhores deputados da dita bancada ruralista?

Todos têm sua ambição, todos têm um interesse. Pelo que expomos sobre o Tripé acima, todos estão em busca da solução do problema, e que exista um PROJETO PARA O BRASIL ou PROJETO BRASIL como queiram, desde que não afete o bolso deles e vá contra o interesse nacional e não setorial. Se aprovarem nossa proposta, ponham legisladores com vontade de discutir uma proposta ambiental com os cientistas, juristas para ampliarem-na, estamos abertos para discussões sem sermos os donos da verdade ou da proposta. Quando há interesse, a economia investe na floresta, quando há um PROJETO PARA O BRASIL sério e que todos possam unir-se pelo interesse maior em mostrar que somos responsáveis sim, para o bem do país, chamaremos o dinheiro até internacional com muita facilidade, pois eles não têm equação para restaurar o processo lamentável que fizeram em suas florestas. Em 25 de março de 2.009, o governo da Noruega assinou um contrato de doação de US$ 110 milhões para o Fundo Amazônia para o Brasil reduzir, de forma efetiva, a emissão de gases poluentes causados pelo desmatamento, com esta proposta os países mais ricos dos quatro continentes colocaram seus dinheiros com certeza uma vez que eles precisam do nosso almoxarifado em pé. Isso é pouco? Veja como provocá-los a aplicarem massivamente seus dinheiros em nosso país.

COMO IMPLANTAR O PROJETO PARA O BRASIL ou PROJETO BRASIL

Vejamos:

Os madeireiros a cada hectare, em manejo sustentável (responsável), que tirarem da floresta, que plantem 3 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas, e receberão por isso.

No processo que já vimos que o setor produtivo, quer seja investidores em madeira para a celulose, ou mineral que precisa para queima de seus fornos em suas usinas mineradoras, estão plantando silvicultura, na região norte e na mata atlântica (Paricá, Pinus e outra espécie de ciclo rápido). A cada hectare que cortarem, que plantem seis hectares, de árvores nativas ou frutíferas, (pois eles não colhem 20 %, ou 35% ou mesmo 80 % como dita a lei.) em áreas alteradas ou degradadas e, como disse acima, receberá por isso.

Suponhamos que o fazendeiro ou agricultor que lute pela redução da floresta na Amazônia Legal e aumento de suas áreas, pois bem, aqueles que derrubaram mais de 50% (que não são poucos) e dão a desculpa de que foi antes da Lei dos 80%, estes terão que reflorestar suas áreas; quando chegar no limite, reflorestarão em outras áreas degradas, com 8 hectares de árvores nativas ou frutíferas para cada hectare que desmataram;

Para aqueles que derrubam ou queimam a floresta criminosamente ou as empresas que por acidente ou intencionalmente degradam rios e o meio ambiente, estes terão que plantar 12 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas, todos fiscalizados pelas Secretarias de Meio Ambiente de seus Estados e pelo Ministério Público, com seus nomes nos links dos sítios do governo por dez anos, obrigados a freqüentar Centros de Pesquisas, Universidades, Simpósios, Convenções, e as indústrias a contratarem profissionais como arquitetos, engenheiros civis, florestais, agrários, da pesca, geólogos, e tanto outros que se fizerem necessários. Deverão reparar o problema que se deu no meio ambiente, construir açudes e regenerar os rios afetados com a recomposição da flora, fauna e os peixes destas águas, terão que usar toda a mão de obra necessária, como os ribeirinhos, índios, quilombolas, o binômio, pois precisaremos coletar sementes, construir viveiros nos locais do reflorestamento.

Desta forma poderemos vender o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) para os países interessados em manter nossas florestas em pé para cumprirem o que não conseguem com o alto índice de CO2 jogados na atmosfera. Com isto, falamos do interesse da economia e da floresta, pois, em pouco tempo, regeneraríamos grande parte da floresta; e o homem e sua família de miseráveis, que em parte ajudam a destruir a terra, são colocados na situação inversa, reflorestando e recebendo em paralelo, assistência para agricultura familiar para seu sustento, podendo até fazer intercâmbio nacional e internacional exportando seus produtos in natura e processados em forma de associações e cooperativas, podendo chegar uma renda de mais de 10 salários mínimos.

Quem sobrou neste tripé? Foi a proteção Divina que estará sempre nos abençoando por ver seus filhos com condições de se firmarem com saúde, paz no campo e na cidade, e vendo sua obra maior que é a natureza refeita para esta e futuras gerações.

Porque não discutirmos esta proposta senhores políticos, cientistas e sociedade organizada?

Utopia é para quem não sonha.

O verdadeiro utopista é quem não tem propostas, e pensam que nada é possível nesse Brasil.

Sustentabilidade Ambiental é para daqui a 20, 30 ou 50 anos ou mais, não é para hoje.


Paulo Celso VILLAS-BÔAS.

Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS

Marajó e o desenvolvimento sustentável

O arquipélago do Marajó ocupa um espaço emblemático no pensamento dos brasileiros: serve de referência mítica, devido à sua exuberância; ao mesmo tempo nos mostra as mais duras realidades dos que vivem excluídos.

 

O Marajo é muito rico

 

É o maior conjunto de ilhas fluviomarinhas do mundo, sua posição geográfica que o faz partilhar de diferentes biomas em uma latitude ensolarada durante todo o ano, resulta na profusão de vida, com alto grau de biodiversidade. As ilhas também são sítios históricos e culturais dos povos que nela se desenvolveram através do sincretismo, gerando mestiços diversos como a própria natureza que os acolheu.

 

O Marajó é muito pobre

 

Com algumas exceções nas cidades turísticas da ilha, a população nunca foi elevada a condição de cidadã, suas necessidades não foram consideradas e suas vontades não foram estimuladas sob a ótica do Estado, que deve ser a da melhoria das condições de vida aliada à igualdade de direitos.

Entregue ao acaso e à distância, mais afetiva que geográfica, o marajoara ficou à deriva nas cheias e vazantes; exposto aos fazendeiros, grileiros, viajantes mal intencionados, às ondas de rádio e tv, ao analfabetismo, doenças, sem um planejamento estrutural de suas comunidades. O que o mestiço dos rios aprendeu foi o que pôde chegar até lá, e o mestiço marajoara muitas coisas esqueceu. 

 

Desenvolvimento sustentável

 

O que resta no Marajó ainda é tudo. Diferente dos excluídos das grandes cidades, o marajoara ainda tem uma Natureza pulsante no cotidiano de sua vida; o peixe, o açaí e a caça conferem uma certa segurança alimentar a esses ribeirinhos; há terra fértil para o cultivo; os saberes tradicionais quando adormecidos, podem ser revigorados.

O Marajó precisa desenvolver uma economia ecológica (vide bibliografia, ao final do texto) fruto da escolha consciente e esclarecida dos seus habitantes, com o ritmo, gestão e interesses locais.

O fortalecimento intelectual, econômico e da saúde dos marajoaras é o que vai proporcionar sua emancipação.

Bibliografia: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=285

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