A agenda socioambiental é interessante para as populações de baixa renda?

A agenda socioambiental é interessante para as populações de baixa renda?

Lendo um texto do economista José Eli da Veiga sobre a pobreza no Brasil, me deparei com questões interessantes, e julguei pertinente compartilhá-las neste blog.

O foco do economista foi a pobreza, o meu será o saneamento básico. Sabe-se que a falta de acesso ao saneamento básico abre as portas dos nossos organismos para a ocorrência de infecções parasitárias. Segundo Varella (2010), essas infecções, quando ocorridas repetidas vezes até os cinco anos de idade, podem comprometer o desenvolvimento intelectual de uma criança, pois preciosas energias que seriam destinadas ao desenvolvimento do cérebro, são direcionadas ao sistema imunológico na luta contra a parasitose. “Do ponto de vista energético, o cérebro é o órgão do corpo humano que mais consome energia: 87% no recém-nascido, 44% aos cinco anos; 34% aos dez; 23% nos homens e 27% nas mulheres adultas” (Varella, 2010).

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PROJETO BRASIL

PROJETO BRASIL


O Projeto Expedição VILLAS-BÔAS que está inserido nos objetivos da Fundação VILLAS-BÔAS, a tempo vem difundindo nacionalmente que a solução para o Brasil, principalmente para a Amazônia Legal e Mata Atlântica, é “O Reflorestamento”. Ao longo da década, o mundo foi alertado das mudanças climáticas e da evolução das queimadas e derrubadas criminosas, fruto da ação de homens gananciosos, aos quais não irei chamar de empreendedores nem de pecuaristas, pois não merecem nem um pouco o meu respeito nem de toda a sociedade brasileira. Eu mesmo conheço respeitáveis pecuaristas e agricultores, que geram e mantêm seus negócios com responsabilidades, como também aqueles que não conhecem o que é manejo florestal, não irei chamar de madeireiros e sim de vilões da floresta.

Agora vamos ao PROJETO BRASIL, o que a Fundação VILLAS-BÔAS propõe para uma grande reflexão nacional:

Sem área produtiva na Amazônia, ou qualquer região deste imenso Brasil, não há salvação. Com esta afirmação é que lutamos pela vida. Não há um segmento sequer que possa afirmar o contrário, ou até mesmo os defensores do Terceiro Setor que lutam pela salvação do planeta. Se o Terceiro Setor não tem subsídio, seja ele nacional ou internacional, seja do lucro das empresas, ou da contribuição dos adeptos que ganham seus salários honestamente que estão empregados nas empresas ou no primeiro setor ou autônomos, ou o governo que arrecada seus impostos quer seja ele territorial, predial, rural, prestação de serviços e venda mercantil, para isto tem que haver ciclo de operação financeira e temos que pensar que só o TRIPÉ dará a solução de toda a equação do problema. Em primeiro lugar o HOMEM e sua FAMÍLIA, contando com a PROTEÇÃO DIVINA, em segundo lugar a NATUREZA e em terceiro lugar a ECONOMIA seja ela qual for. Mesmo mudando a ordem, mas mantendo o TRIPÉ, teremos a solução.

Agora o que não podemos aceitar é a falta de responsabilidade dos nossos políticos, que na sua maioridade são da bancada ruralista, apoiados por outros seguimentos, em mudar o Código Florestal de uma forma arrogante e que não vai ao encontro do anseio nacional a respeito de um tema discutido internacionalmente. Vamos mais fundo ainda que foram as declarações do ex-Presidente, da atual Presidente e dos Ministros de Estado, dando o tom de voz na última conferência sobre mudanças climáticas promovida pela ONU, a COP15, na gelada Copenhague na Dinamarca, dizendo, em nome de todos nós brasileiros, que o país diminuiria de forma voluntária em até 39% suas emissões de gases de efeito estufa até 2020. Será que a presidente Dilma Russef se lembrará deste episódio e das promessas de campanha e o que prometera na televisão sobre a Sustentabilidade Ambiental?

Como pode ser discutida uma mudança onde não há como formular outras formas de proteção, como é o caso das áreas de reserva e das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais mais frágeis, como beira de rios, topos de morros e encostas, onde a vegetação original deve ser protegida. A última entrelinha que causou ranhuras de egos foi na substituição da palavra “preservada” por “conservada” no conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs), tranquilamente será um risco para o meio ambiente, pois o Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta terça-feira 10.05 parecer em que avalia as mudanças no Código Florestal como “retrocesso” à preservação do meio ambiente no Brasil. (ver notícia completa em: G1 - Globo.com - Autor: Débora Santos Do G1, em Brasília.)

O atual Código florestal demorou 10 anos para ser votado, por que não discutir um tema tão vital para a nação com serenidade, com lucidez e transparência - o que o atual relator não esta fazendo, apresentando estas entrelinhas um dia antes da votação, fazendo todos nós sofrermos com os sucessivos entraves e adiamentos da votação por conta das vírgulas, e que vírgulas hein!!! Exemplos de algumas que para bons entendedores com outras palavras eles redigiram que seja os próprios proprietários ou ocupantes das áreas rurais que informarão, através de mera declaração, as áreas situadas em APPs; outro capítulo: o engenheiro agrônomo contratado pelo proprietário da área que deve determinar quais seriam as providências de conservação do solo e da água.

Só nos resta esperar para ver como será apresentada a nova versão do Novo Código Florestal.

Eles sabem que nós brasileiros não somos idiotas e que a pressa está nas enormes multas aplicadas pelo IBAMA e outros órgãos nessas últimas décadas. E o crescimento do desmatamento nesses últimos dois meses como se fosse à bolsa de valores, apostando na aprovação do jeito que eles estão querendo nos empurrar goela abaixo? Esperamos que muitos destes políticos não se comparem com o palhaço Tiririca, mas se tornem deputados como o Sr. Deputado Francisco Everardo Oliveira Silva para fazer jus aos votos que receberam, e não para fazerem leis para o seu beneficio pessoal, não é mesmo senhores deputados da dita bancada ruralista?

Todos têm sua ambição, todos têm um interesse. Pelo que expomos sobre o Tripé acima, todos estão em busca da solução do problema, e que exista um PROJETO PARA O BRASIL ou PROJETO BRASIL como queiram, desde que não afete o bolso deles e vá contra o interesse nacional e não setorial. Se aprovarem nossa proposta, ponham legisladores com vontade de discutir uma proposta ambiental com os cientistas, juristas para ampliarem-na, estamos abertos para discussões sem sermos os donos da verdade ou da proposta. Quando há interesse, a economia investe na floresta, quando há um PROJETO PARA O BRASIL sério e que todos possam unir-se pelo interesse maior em mostrar que somos responsáveis sim, para o bem do país, chamaremos o dinheiro até internacional com muita facilidade, pois eles não têm equação para restaurar o processo lamentável que fizeram em suas florestas. Em 25 de março de 2.009, o governo da Noruega assinou um contrato de doação de US$ 110 milhões para o Fundo Amazônia para o Brasil reduzir, de forma efetiva, a emissão de gases poluentes causados pelo desmatamento, com esta proposta os países mais ricos dos quatro continentes colocaram seus dinheiros com certeza uma vez que eles precisam do nosso almoxarifado em pé. Isso é pouco? Veja como provocá-los a aplicarem massivamente seus dinheiros em nosso país.

COMO IMPLANTAR O PROJETO PARA O BRASIL ou PROJETO BRASIL

Vejamos:

Os madeireiros a cada hectare, em manejo sustentável (responsável), que tirarem da floresta, que plantem 3 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas, e receberão por isso.

No processo que já vimos que o setor produtivo, quer seja investidores em madeira para a celulose, ou mineral que precisa para queima de seus fornos em suas usinas mineradoras, estão plantando silvicultura, na região norte e na mata atlântica (Paricá, Pinus e outra espécie de ciclo rápido). A cada hectare que cortarem, que plantem seis hectares, de árvores nativas ou frutíferas, (pois eles não colhem 20 %, ou 35% ou mesmo 80 % como dita a lei.) em áreas alteradas ou degradadas e, como disse acima, receberá por isso.

Suponhamos que o fazendeiro ou agricultor que lute pela redução da floresta na Amazônia Legal e aumento de suas áreas, pois bem, aqueles que derrubaram mais de 50% (que não são poucos) e dão a desculpa de que foi antes da Lei dos 80%, estes terão que reflorestar suas áreas; quando chegar no limite, reflorestarão em outras áreas degradas, com 8 hectares de árvores nativas ou frutíferas para cada hectare que desmataram;

Para aqueles que derrubam ou queimam a floresta criminosamente ou as empresas que por acidente ou intencionalmente degradam rios e o meio ambiente, estes terão que plantar 12 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas, todos fiscalizados pelas Secretarias de Meio Ambiente de seus Estados e pelo Ministério Público, com seus nomes nos links dos sítios do governo por dez anos, obrigados a freqüentar Centros de Pesquisas, Universidades, Simpósios, Convenções, e as indústrias a contratarem profissionais como arquitetos, engenheiros civis, florestais, agrários, da pesca, geólogos, e tanto outros que se fizerem necessários. Deverão reparar o problema que se deu no meio ambiente, construir açudes e regenerar os rios afetados com a recomposição da flora, fauna e os peixes destas águas, terão que usar toda a mão de obra necessária, como os ribeirinhos, índios, quilombolas, o binômio, pois precisaremos coletar sementes, construir viveiros nos locais do reflorestamento.

Desta forma poderemos vender o MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) para os países interessados em manter nossas florestas em pé para cumprirem o que não conseguem com o alto índice de CO2 jogados na atmosfera. Com isto, falamos do interesse da economia e da floresta, pois, em pouco tempo, regeneraríamos grande parte da floresta; e o homem e sua família de miseráveis, que em parte ajudam a destruir a terra, são colocados na situação inversa, reflorestando e recebendo em paralelo, assistência para agricultura familiar para seu sustento, podendo até fazer intercâmbio nacional e internacional exportando seus produtos in natura e processados em forma de associações e cooperativas, podendo chegar uma renda de mais de 10 salários mínimos.

Quem sobrou neste tripé? Foi a proteção Divina que estará sempre nos abençoando por ver seus filhos com condições de se firmarem com saúde, paz no campo e na cidade, e vendo sua obra maior que é a natureza refeita para esta e futuras gerações.

Porque não discutirmos esta proposta senhores políticos, cientistas e sociedade organizada?

Utopia é para quem não sonha.

O verdadeiro utopista é quem não tem propostas, e pensam que nada é possível nesse Brasil.

Sustentabilidade Ambiental é para daqui a 20, 30 ou 50 anos ou mais, não é para hoje.


Paulo Celso VILLAS-BÔAS.

Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS

Marajó e o desenvolvimento sustentável

O arquipélago do Marajó ocupa um espaço emblemático no pensamento dos brasileiros: serve de referência mítica, devido à sua exuberância; ao mesmo tempo nos mostra as mais duras realidades dos que vivem excluídos.

 

O Marajo é muito rico

 

É o maior conjunto de ilhas fluviomarinhas do mundo, sua posição geográfica que o faz partilhar de diferentes biomas em uma latitude ensolarada durante todo o ano, resulta na profusão de vida, com alto grau de biodiversidade. As ilhas também são sítios históricos e culturais dos povos que nela se desenvolveram através do sincretismo, gerando mestiços diversos como a própria natureza que os acolheu.

 

O Marajó é muito pobre

 

Com algumas exceções nas cidades turísticas da ilha, a população nunca foi elevada a condição de cidadã, suas necessidades não foram consideradas e suas vontades não foram estimuladas sob a ótica do Estado, que deve ser a da melhoria das condições de vida aliada à igualdade de direitos.

Entregue ao acaso e à distância, mais afetiva que geográfica, o marajoara ficou à deriva nas cheias e vazantes; exposto aos fazendeiros, grileiros, viajantes mal intencionados, às ondas de rádio e tv, ao analfabetismo, doenças, sem um planejamento estrutural de suas comunidades. O que o mestiço dos rios aprendeu foi o que pôde chegar até lá, e o mestiço marajoara muitas coisas esqueceu. 

 

Desenvolvimento sustentável

 

O que resta no Marajó ainda é tudo. Diferente dos excluídos das grandes cidades, o marajoara ainda tem uma Natureza pulsante no cotidiano de sua vida; o peixe, o açaí e a caça conferem uma certa segurança alimentar a esses ribeirinhos; há terra fértil para o cultivo; os saberes tradicionais quando adormecidos, podem ser revigorados.

O Marajó precisa desenvolver uma economia ecológica (vide bibliografia, ao final do texto) fruto da escolha consciente e esclarecida dos seus habitantes, com o ritmo, gestão e interesses locais.

O fortalecimento intelectual, econômico e da saúde dos marajoaras é o que vai proporcionar sua emancipação.

Bibliografia: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=285

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A importância dos projetos EVB no contexto da realidade marajoara

No Pará, o maior foco de pobreza está em Marajó. Foi essa a conclusão do relatório do TCE (Tribunal de Contas do Estado) com dados do IBGE de 2008. Aline Brelaz, que descreveu as principais conclusões deste relatório, mostra a grande desigualdade entre a Ilha do Marajó e as demais cidades do Estado do Pará.

Quanto à saúde, por exemplo, o relatório aponta a falta de médicos para atender a população. Em Belém, o número de médicos é de 12,7 para cada mil habitantes, em Marajó esse número é de 1,1 médico para cada mil habitantes. Nesse sentindo a Fundação entra com o Projeto Verde Legal de hortas comunitárias com plantas medicinais, que ajudará a população a se tratar de doenças que muitas vezes podem ser tratadas com as plantas nativas, além de formação de cooperativas.

Segundo o relatório, apesar do crescimento do acesso aos serviços de saneamento básico, o Estado do Pará ainda não conseguiu atingir nem 50% do atendimento à população. Imagine no pedaço de Marajó! Tem-se a necessidade urgente de implantação de sistemas acessíveis de tratamento de água e esgoto que façam com que a população saiba gerir seu próprio sistema, não dependendo das políticas públicas excludentes. Nesse sentindo entram os Projetos de Saneamento Básico e Potabilidade da água, que ajudam também no combate à malária.

A alfabetização é considerada baixa, um dos fatores que influenciam nesse quadro é a carência de professores na região. Muitos que lecionam não são profissionais  da área, selecionados para tal função devido ao melhor conhecimento dentre os membros da comunidade. A Fundação Villas-Bôas entra em ação com os projetos de bibliotecas (Bibliotecas Kurumim), promovendo ações que inspiram as crianças a quererem aprender mais através de peças teatrais e publicação de livros de poemas escritos pelas próprias crianças.

Diante de tudo isso os problemas não acabam por aí: o grande estigma da região é prostituição infantil, com seus vícios – Entra então em ação o Projeto de Educação Sexual. O que fazer ao nos deparamos com tais situações? De fato os projetos da Fundação vão ajudar em muito em todos esses problemas, mas só isso não basta, é necessário a mobilização de todos para fazer com que esses projetos tenham continuidade com as próprias pessoas. Quem sabe, então, no próximo Censo do IBGE poderemos nos alegrar ao analisarmos os novos relatórios?

 

 

Fonte: Pará: Maior foco de pobreza está no Marajó. http://www.noticiasdaamazonia.com.br/6190-para-maior-foco-de-pobreza-esta-no-marajo/