Sanitário ecológico feito com bambu

Sanitário ecológico feito com bambu

Alan_Mortean

por Alan Mortean

Entre os dias 8 e 12 de agosto participei de um curso sobre uma metodologia participativa para se trabalhar com comunidades, onde se leva os próprios participantes a identificarem os problemas que sua comunidade possui. Essa metodologia se chama SARAR. Foi uma grande experiência pessoal, sobre a qual vou escrever um dia desses.

Participando desse curso havia uma arquiteta colombiana chamada Mónica que possui muita experiência com construções com bambu. Durante a visita ao centro demonstrativo da organização SARAR SC, onde faço meu voluntariado, surgiu a idéia de Mónica permanecer mais duas semanas aqui no México para dar uma oficina de construção de um sanitário ecológico feito de bambu.

A oficina foi um sucesso, apesar de ter sido planejada e divulgada em um tempo tão curto. Nos seus três dias de duração, contou com a participação de aproximadamente 20 pessoas. Nesse período, aprendemos muito sobre os diversos tipos de bambu que existem, suas características, de onde vieram, seus principais usos, além de aprendermos sobre como cortar um bambu, que é algo bastante interessante. Tudo isso na prática, pois o primeiro dia de oficina foi na chácara onde vive um gringo (ele mesmo se chama assim) de 2 metros de altura, com um sotaque texano bem característico. Imagine um estadunidense falando português, com todo aquele sotaque, pois é o mesmo com o espanhol. Ele se chama Clinton e é completamente apaixonado por bambus, aponto de batizar sua chácara de “bambulândia”. Formado em arquitetura, nos contou que sua paixão começou quando, por curiosidade, leu um livro sobre bambu que encontrou na biblioteca de sua universidade. Hoje, com 64 anos e mais energia que muitas pessoas de vinte e tantos, possui um grande conhecimento sobre cultivo de bambus, acumulado ao longo de sua vida.

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Figura 1: Clinton, de blusa preta à direita, explicando sobre o corte de bambu, utilizando como exemplo uma espécie chinesa

Pra mostrar que aprendi alguma coisa nessa oficina, vou falar sobre o corte do bambu. Os fatores a serem observados são:

- idade: para construção com bambu, utilizam-se plantas maduras, entre 4 e 5 anos, idade na qual atingem sua maior resistência;

- estação de corte: a melhor época é o inverno, quando a planta acumula nutrientes em suas raízes para lançar os brotos na primavera; nessa época o bambu tem menos açúcares e, por isso, atrai menos os insetos, tendo uma vida útil maior na construção. Há construções feitas de terra com armação de bambu, que duraram 200 anos;

- período: madrugada, alguma horas antes do amanhecer, pois nessas horas a planta ainda não começou a fazer a fotossíntese, há menos fluidos passando por ela, o que significa um material com menos água, mais leve e com mais durabilidade;

- fase da lua: aqui há algo que me chamou a atenção, por ser uma conexão entre saber popular e ciência. O saber popular diz que a melhor época pra cortar bambu é na época de lua minguante. Mas, por quê? Nesta fase, a lua está mais distante da Terra, o que significa que exerce uma atração gravitacional menor na Terra, ou seja, essa atração gravitacional menor faz com que o bambu tenha menos fluidos em sua extensão, oferecendo os mesmos benefícios citados no item anterior;

Portanto, concluímos que a melhor época pra cortar bambu para usá-lo para construção é quando a planta tem entre 4 e 5 anos, durante o inverno, antes de amanhecer, em lua minguante.

Depois do corte, é necessário deixar o bambu em repouso, em pé, sem contato com a terra, por 2 ou 3 semanas para assegurar que esteja o mais seco possível antes que receba tratamentos anti fungos e parasitas. Antes eram utilizados compostos com metais pesados, que são tóxicos à saúde. Atualmente, recomenda-se um tratamento à base de ácido bórico e um sal chamado tetraborato de sódio, que são bem menos tóxicos quando manipulados. Há várias técnicas para se tratar o bambu, das quais aprendemos três diferentes.

Depois de cortar e tratar o bambu, fomos à prática e aprendemos algumas técnicas de construção utilizando-se a planta, com o objetivo de se construir o sanitário ecológico. Aprendemos detalhes de encaixes e fixação das varas, como fazer as paredes, entre outras coisas. Como o tempo da oficina foi bem curto, três dias, não tivemos tempo suficiente para terminar o sanitário ecológico, fizemos uma parede e iniciamos o teto. A parte boa disso é que eu vou ajudar a terminá-lo, portanto, vou ter mais experiência! Quando terminarmos a obra, envio uma foto aqui no Nosso Blog.

Há vários detalhes a serem respeitados para a construção com bambu e algo interessante é que, por ser um material natural, possui diferentes diâmetros e diferentes tamanhos, não é todo padronizado como a madeira que compramos. Portanto, o trabalho com bambu requer jogo de cintura no momento de construir, sendo a criatividade uma competência importante para seus manipuladores.

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Figura 2: foto final da oficina, mostrando uma parte do que construímos no último dia

Para finalizar, por que utilizar bambu para construção? Aqui vão minhas opiniões pessoais: é um material que cresce rápido, em um ano já alcança 100% de sua altura (há espécies que crescem 30cm por dia no seu período de desenvolvimento), o que facilita um manejo sustentável; é bonito, possui várias cores, entre elas o negro e o verde; é versátil e, além disso, há boas experiências em construções com bambu no Brasil e na Colômbia, sem contar na Ásia.

Links:

www.bambubrasileiro.com

www.bambugudua.org

http://wikieducator.org/Bamboo - nesse link é possível fazer um curso on-line sobre bambu provido pela Rede Internacional de Bambu. Pra isso, é necessário fazer um registro no site

www.sarar-t.org – organização que preparou a oficina, e onde faço trabalho voluntário

BOTO SAFADO

por Mônica Martins*

No alto da floresta tropical, em alguns locais escolhidos pelo dedo da natureza, a terra é invadida pelo Rio Amazonas. Suas águas chegam a roçar as “cabeleiras” altas das árvores.

- Vem almoçar! – gritou a mãe para a mocinha, que dava milho às galinhas.

Durante um período de até seis meses, a terra do Alto Amazonas é fertilizada com os ricos organismos que a penetram, preparando-a para o plantio dos moradores ribeirinhos, para alimentar milhares de bocas famintas, muitas delas paupérrimas.

– Tô iiindo! – respondeu a moça de pele morena, de uns 15 anos. Jogou o resto do milho depressa, e abaixou as saias cobrindo as pernas torneadas.

Foi nesse tempo de cheia, de espera pela entressafra, que essa história começou. Aqui e acolá, de repente, como saído de um conto de fadas, o boto cor-de-rosa apareceu, pulando em arcos a paisagem.

– Deixa um pouco pra mim! – gritou a moça, enquanto disputava um lugar à mesa com seis irmãos.

Ali perto, o corpo avantajado do boto, de mais de dois metros e recheado com 150 quilos de carne escarlate, singra as águas do rio.

– Deixa ela sentar! – resmungou o pai aos filhos. Na mesa era só arroz e feijão. Tempos de poluição e pouco peixe.

Na cola do boto rosa, um outro boto preto que nem carvão, “chinela” nas águas. Forma uma trilha de rodelas brilhantes por onde afunda. O musgo encobre as valas como um tapete verde flutuante e visguento.

– Não tem comida aqui! – exclama a moça, olhando inconformada as panelas amassadas, onde só tinha raspa.

Os dois botos pareciam disputar petisco. Gotas rosa e negra descomunais alternavam o seu plunft… plunft… plunft…, desviando agilmente do emaranhado de gravetos e troncos, salpicados no caminho aquático.

– Pega o que tem e para de reclamar! – ralha a mãe.

Um salto colossal do boto rosa dá vantagem sobre o boto preto, chamado pelos habitantes de tucuxi. O rosa é engolido pela água verdolenga, que o cospe logo com um brilhante peixinho ao bico, deixando o amigo no seco.

– Mas estou com muita fome, resmunga a menina. A mãe investiga a filha de soslaio. Nota que está bem mais gordinha e se punha a comer como nunca.

Sintonizados em outra, os amigos pulam alegres rumo ao leito aberto do rio, até o boto sentir falta do tucuxi. Olha para trás, espreme os olhos, quase não via nada. Já perdera boa parte da visão dos ancestrais golfinhos marinhos que vieram para cá há uns 15 milhões de anos – as águas barrentas, na adaptação, fizera uns estragos com o tempo.

– E essa barriga aí? – estocou a mãe para a filha, ao que todos na mesa pararam de comer.

O boto rosa tem uma arma secreta. Produz uns estalitos de alta frequência. Da parte gorda da sua cabeça, o chamado “melão”, sai uma onda supersônica. Bate nas coisas em frente. Volta como eco dando visão exata do mapa à sua volta. Afinal, a natureza sempre dá jeito de resolver os acidentes de percurso.

– Não sei de nada – responde a menina, perdendo o rumo da colher, que cai no prato de alumínio, soando como um sino.

– Blémmmmmm….

No fundo do rio, um cemitério fantasmagórico com carcaças de botos aparece debaixo das águas. Como aranhas presas em teias vegetais se desfiam na planície alagada. Lamenta, pois botos são criaturas dóceis, e também sentem.

– Levanta já!!! – grita o pai, sob os olhares arregalados de todos: – Quero ver essa barriga direito!

O boto rosa volta à superfície. Se excita com a brincadeira de pegar o tucuxi. Emitindo ondas sonoras, logo encontra o amigo. Um pouco deselegante, quase de ponta cabeça. Bastante machucado por se debater, luta por se safar das plantas, estando já quase sem ar.

– Pai, eu não tenho culpa! – diz a menina ofegante, olhos negros brilhantes, enquanto puxava a blusa, na vã tentativa de encobrir a proeminente barriga.

O boto rosa é prestativo. É tido como cão pastor do Amazonas, por ajudar os pescadores a juntar a pesca. Claro que tinha gente que achava que eles só estragavam tudo. Mas das histórias que dão conta, salva muitas vidas de náufragos em desespero. As más línguas dizem que dá preferência às mulheres.

– Quem foi o desgraçado?! – vocifera o pai, cerrando o punho e batendo na mesa num estrondo ameaçador. A mãe contém os irmãos prontos para o bote na irmã.

– Faaala, menina! – berra o pai uma vez mais, enquanto o irmão mais velho a sacode pelo braço.

Tem gente que diz que o boto não liga para essas besteiras de sexo: simplesmente ajuda alguém. Apesar de ser prestativo e amigável, isso não o salva da má fama. Tem quem o veja como capeta, “uma peste”, dizem. Vai entender…

– Foi o boto! – diz a menina por fim, lutando para se livrar do safanão. – Foi ele que me abusou, paizinho.

Com o bico longo, dentes afiados como serrote, o boto rosa mergulha e acha o tucuxi. Ele está aflito. Gira a cabeça para afastar as plantas. Usa a nadadeira para tirar os gravetos e libertar o amigo. Porém, um espinho rasga sua pele. O sangue sai como cabelo de Medusa, cobras vermelhas se esticando.

O pai, indeciso, no meio da sala: – O boto? grunhiu. –  Pois foi o boto, diz a moça, com a carinha mais santa do mundo.

O boto fez uma careta. Dor no baixo ventre.  Talvez do esforço ou do peixe que comeu. Nadou daí, pontilhando um colar de bolinhas coloridas no caminho. Sim, esses mamíferos, de sangue quente como o nosso, da família dos cetáceos (baleias e golfinhos), soltam pum sim senhor, e até que dão um arzinho onírico ao contexto.

– Diz onde esse sedutor te pegou! – fala o pai, pegando com firmeza os cabelos da filha.

Na retaguarda do boto rosa, o tucuxi se lamentava. O via mais como um dirigível-borbulhante-desagradável – aliás.

– Foi beirada do rio, paizinho… ele me enganou… todo bonitão com seu chapéu branco.

Para quem entende golfinês, o tucuxi, na cola do rosa, dizia algo como: “Por que esse cara sempre leva a melhor?”

– Maldito chapéu! Maldito boto! – berra o pai, que era pescador.

Em vão os esforços de driblar a artilharia pesada. Em golfinez, agora o tucuxi dizia algo como: “Me erra… me erra!”

Na roda de amigos, pouco tempo depois, o pai conta a triste história. Teve quem riu e pensou: “tem pai que é cego”. Outros só suspiravam, entediados, com mais uma história de pescador dando conta de tantos “filhos de botos” no povoado. A maioria, porém, não tinha menor dúvida. O boto desonra suas mulheres. Assim ouviram tantas vezes nas rodas de fogueira: o boto é safado!

Detrás das cortinas da floresta amazônica… Botos! Botos! Botos! Pulam pra lá e pra cá! Exibem seus bailados alados! Piruetas!… Saltos rosas em raios! Um show particular!

Foi desde esse dia que o pobre pescador passou a jurar, aos quatro cantos do Amazonas, que sua filha, Lindalva Natalina Ferreira dos Santos, tinha sido mais uma das vítimas do Don Juan do Amazonas: o boto cor-de-rosa.

– Aquele SAFADOOOooo!!! – ecoou o grito do pai pela selva afora, tomado por um ataque de fúria, enquanto pegava as armas com os filhos para dar cabo do terrível sedutor.

A lenda é a lei

Reza a lenda que, em noites de lua cheia, nas festas juninas, o boto cor-de-rosa se transforma. Na parte de cima vira homem. Embaixo, continua animal… e dos mais indecentes. Todo sedutor, a criatura usa um chapéu branco para esconder o orifício na cabeça, por onde respira.

O boto e o tucuxi caem no festão. Alegria pega fogo na água. Uma “botinha” linda “paga pau”. Aliás, o boto era jeitoso. Tinha um rosa interessante, com manchas cinzas. Contava pontos seu laranja brilhante debaixo d’água. Tudo de bom!!! Ainda mais para a “botinha” de sete anos em questão, prontinha para dar botinhos à natureza.

Armados até os dentes, o pai e os seis filhos entram na canoa para capar um boto safado.

O boto invade as rodas de danças em busca da escolhida. Geralmente caça as bonitas, não importa se solteiras ou casadas. Sensual, não tira os olhos hipnóticos da jovem. Mostra interesse e paixão (só elogios e sorrisos), dança grudado e divinamente bem.

Ela examina de cabo a rabo. O boto dá piruetas, se exibe no jogo rosa do amor. Parece que vai rolar. Mas vem um outro boto, fura olho, interessante e mela tudo. Ele dá saltos múltiplos, parecendo uma voadeira. Nessa, o boto rosa dançou.

- É hoje que esse cabra safado do boto vai dançar! – bradou o pai, remedado  pelos filhos… ééé… dançar… dançar… dançar.

O boto fala pouco. Seu suspiro derrama desejo no ouvido. É irresistível seu cheiro.  Quando percebe, a moça já está no mato e no papo, em carícias e beijos loucos. Ele tem magia doce e desejável. Quase em estado de sonho, ela se liberta das roupas, e entrega sua virgindade e alma sem pensar.

Ondulando o corpo, num vai e vem rápido, acima d’água, o boto nada como se estivesse numa relação sexual. Olhar meigo, sangue quente, pele rosa, os botos têm órgãos sexuais semelhantes aos dos humanos.

– Eu sempre avisava: ”Toma cuidado com o boto, Lindalva, ele é safado”, choramingava agora o pai, envolvendo os filhos em olhares inconsoláveis.

A fêmea do boto não fica atrás. Sedutora, dizem, enlouquece os pescadores na beirada do rio, e além de quente tem lubrificação. A semelhança de como nadam, com as artes do sexo, apimentou o imaginário popular, de que botos seriam exímios amantes… e safados!

– Meus fio… cuidado… não vão coisar com a muié do boto – falou o velho pescador, ao que todos se benzeram, no cochicho de cruz-credo.

Depois de “fazer a caveira do boto”, o acerto de contas costuma ser um pulinho. Ex-namorados ciumentos e pais vingativos promovem a tal caça às bruxas. Versão tupiniquim? “Acabar com o boto safado”.

A linda “botinha” cinza correu para o boto exibido, deixando o boto rosa inconformado.

– Não é hora de chorar, meu pai, falou o irmão mais velho. Esse sem vergonha abusou, fez mal e deflorou nossas mulheres… Vamo furá um boto hoje! – berrou, enquanto fincava o remo com força na água.

O rosa se chateou só até o tucuxi passar atrás de um lagostim. Então, começou uma disputa irada. O boto sabia que hoje era o dia dele…

O tititi do vilarejo é que, revoltados com algum paquerador nas festas, maridos ou familiares apontam o boto como o assassino. Assim, quando os “inconvenientes” surgem inertes perto do rio, quem é o assassino? Claro, o safado do boto!

Está valendo tudo na perseguição ao peixe nessa temporada! Cabeçada, rabada, cercada, pulada… um fuzuê delicioso!

– Boto desgraçado! simbila o filho mais novo. Ao que todos no barco respondem num vozerão: Boto safado!

Os botos aprenderam a viver na água doce. Certamente, nunca imaginaram o que experimentariam agora. Quando o mar recuou dali, ficaram na bacia amazônica, dando adeus aos golfinhos oceânicos, para viver o sal da ignorância dos homens.

Valia tudo na arte da caça. Inclusive o golpe baixo dos puns. O boto rosa estava impossível, deixando o tucuxi atordoado, e o amigo com mais munição para novas estripulias.

– Vamos acabar com ele! – o menino, intrépido, dá o grito de guerra, já pensando em estrear seu facão novo. – Simbora! – berrou o pai. O grupo ativou o ritmo dos remos, tomados pela comoção que sentiram.  – Hoje o safado não escapa!

Minha senhora! Resolve solidão, reprime menina fogosa, livra amante de morte. Safa a cara dos pervertidos. Absolve assassinos, que se vingam dos engraçadinhos nas festas. Por cima de tudo, ainda dá dinheiro para a comunidade. Vai um boto safado aí, minha genteee?

A “botinha” passa novamente no radar do boto rosa. Ele esquece da comida. Do seu cinto de poder, saca a segunda arma ultra-secreta-infalível… o máximo da arte de sedução. Aí, sim, tudo comprovado e catalogado cientificamente. Já falo o verdadeiro segredo do tcham do boto cor-de-rosa!

O barco dos pescadores sai do afluente e entra no Rio Amazonas. Lá estavam eles! Os botos! Saltitantes e safados, nadando naquela pouca vergonha.

Se não bastasse a onda de insensatez e vingança que abate os botos, uma indústria profissional comercializa suas partes. A suposta potência sexual do golfinho do amazonas, exerce atração popular. Todos querem ter seu charme e poder sedutor. Ainda que isso reserve ao boto uma morte terrível. “Ele é safado, tanto melhor.”

O boto rosa desaparece nas águas, depois de um pinote fabuloso. Quando desponta de novo, todos os outros botos que nadam por ali ficam admirados. A “botinha” linda deixa cair o queixo. O boto rival se encolhe na água. O tucuxi diz em golfinez: “Esse é o caraaa!!!”.

– Eu sabia que achava esse cabra safado, rosnou o pai, pegando a faca. Os filhos com arpões tomam posição e a canoa avança rapidamente.

Olhos, mandíbula e órgãos sexuais dos botos são vendidos como amuletos nas feiras do Norte e Nordeste do Brasil. Seus testículos viram poções afrodisíacas, com promessas de magia sexual e poder de sedução para barbados e rabos de saias.

Apoteótico! Fascinante! Explendido! Viajante! Sexy! Extra! O boto cor-de-rosa desfila… tcham… tcham… tchammm… Com uma vistosa pedra vermelha no seu longo bicooo!!! Proeza só comparada ao macaco e homem, únicos que se servem de um objeto para “causar”. A fêmea caiu no xaveco. Aquilo era o máximo! Ah… esse boto tinha pegada… ôôô…. se tinha.

A canoa diminuiu a velocidade quando os pescadores chegaram perto de onde estavam os botos. Havia mais uns três barcos ali. Os pássaros aguardavam as sobras da pescaria, sobrevoando o lugar.

Muitos botos ainda encontram o fim em acidentes, presos em redes de pescadores, hélices de barcos. Algumas vezes ficam emaranhados, e morrem afogados. Em outras, do mercúrio liberado nos garimpos.

Os jovens botos, apaixonados, agora saltitam para lá e para cá. É do carvalho! A floresta está encantada! O amor está na água! E o boto, alegre que só.

O irmão mais moço lançou o arpão, mas errou. O boto, numa manobra, vazou pra debaixo do barco. Então, o mais velho lançou rede. Quando puxou, veio junto o boto. “Já era”, falou a mulher do barco ao lado.

As fêmeas do boto cor-de-rosa têm destino pior. Os machos são mutilados ao serem capturados e morrem em seguida. Já as fêmeas, não é incomum, são feitas de mulher de pescador. Servem por dias ao apetite estranho dos homens, ficando até com borbulhas na pele por conta do sol. Já foram vistas tentando proteger seus filhotes nessa situação.

Do pescoço, o sangue jorrou no barco como num garrafão de vinho, abundante e quente, formando um rio vermelho no corpo rosa do boto. Quem desligou o ar??? Pensou o boto em golfinês. O tucuxi e a “botinha” estavam com o coração em pedaços.

– Boto safado! – disse o pai, enquanto cortava o sexo do golfinho, o colocando com cuidado numa caixa. Deu um suspiro… – Lindalva, minha filha, está vingada.

Os pescadores cortam as partes mais vantajosas. O sexo vale bom dinheiro como poções no comércio de sedução. A carne serve de isca para pescar o piracatinga. Peixe mais nobre, alcança bons preços em Bogotá, Colômbia, irrigando a economia amazonense empobrecida. Bem que podiam usar a carne de porco, dizem, mas não arredam pé do boto. “Ele é safado.”

“Foi numa boa hora. Já era tempo de voltar”, pensou o boto em golfinês, mergulhar no oceano céu. Rever os primos golfinhos do pré-colombiano. Afinal, viveu muito, deu até onde deu. Quis dar o rosa do amor ao homem, mas o pobre não entendeu. Nunca reagiu aos tapas que recebeu, e não o faria agora. Suspira uma vez mais e mergulha no azul afora.

Abatida a presa, os pescadores manobram o barco. O dia tinha sido difícil. Tiveram de lavar a honra da única menina da família. Agora tudo estava em pratos limpos. Já podiam pescar sossegados. Tinham isca de boto suficiente para uma boa pescaria, talvez comessem carne de porco no domingo.

O olho do boto também vira amuleto da sorte sexual. Os botos, sobre isso,  pensavam que a humanidade enlouqueceu de vez. Sempre se ferraram com os homens! Por que acham que ele daria sorte?!

A “botinha” linda e o tucuxi resolveram zarpar. Já não dava pra ajudar o amigo. Vazavam dali, quando a “botinha” viu uma cobra vermelha sair debaixo do barco. Como que puxando um cordão, veio o boto. Vivinho da silva! E rosado como sempre. Outro boto foi no lugar dele. Eles se alegram! Com a nadadeira ainda ferida pelos espinhos, e sangrando, o boto chama os amigos, que fogem, submersos, para a floresta alagada.

Bem longe dali, Lindalva tirou as roupas e entrou no rio. Atrás dela veio o vizinho, que não trazia nenhum dos seus cinco filhos. – Vem cá pro seu botão minha oncinha.

Botos são sedutores pelo sorriso doce. Sempre tentando interagir com as pessoas. Brincalhões, aquecem os corações. Além de tudo devoram as piranhas (a dos rios), dando mais segurança aos viajantes de canoa. Difícil entender como despertaram o desejo dos humanos, que os vilipendia e sacrifica por suas próprias perversões.

– Antes, bebe isso aqui – falou a menina fogosa, mostrando um vidrinho cintilante que roçava entre os seios. – É xarope das coisas do boto, riu, pensando que aquilo atiçaria fogo no bailado do amor.

Dando uma rabada no tucuxi, que o mandou pro meio das folhagens, o boto cor-de-rosa agora salta com vigor pelas águas atrás da “botinha” linda. Começa um magnífico bailado de sedução, prometendo novas vidas à floresta.

Todo esse contexto está levando o boto-cor-de-rosa à beira da extinção. A população de botos é calculada em uns 13 mil indivíduos. Cuidado ao comprar um perfume ou algum produto de boto cor-de-rosa pela internet. Sem saber, você pode contribuir com extermínio do golfinho do Amazonas.

- Dá’qui esse purgante, oncinha! É hoje que a jurupóca vai piar!

A fiscalização adequada, legislação e conscientização são páginas de um livro real a ser testificado pela sociedade sobre a existência do boto cor-de-rosa. Se algo escrito feliz, não dá para saber. Tome a pena, quem sabe o ajude escrever.

No coração do Amazonas, na solidão da mata mal fechada, os botos botam fogo no amor.

Nos braços da sociedade, a lenda do boto cor-de-rosa penetra na realidade, come, cospe, fecunda, distorce.  De um lado a sorte, do outro a morte.

– Boto safadooo… cantou a moça, em mi menor, agudo como o efeito placebo.

Sonho, alegria, explosão. O boto cor-de-rosa vivia um final feliz, como chafariz!!!

– Olha lá, Chiquinha, o boto coisando!

– Boto safado!

* Mônica Martins é jornalista e cronista.

Fechar o ciclo

Adubar a terra, plantar as sementes, cultivá-las, regando e podando as plantas quando necessário, realizar a colheita, comercializar (ou não), consumir o produto, urinar, defecar. Depois daí, não sabemos ao certo o que ocorre com nossos dejetos; em 44% dos domicílios brasileiros eles são coletados por redes de esgotamento sanitário (no Distrito Federal, 86,3% dos habitantes contam com esse serviço, contra 1,7% no Pará), e, desses, 68,8% recebem algum tipo de tratamento antes de serem despejados no ambiente. Em outras palavras, 30% do esgoto produzido no Brasil recebe algum tipo de tratamento, o restante é lançado em rios, para azar dos municípios que captam essa mesma água um pouco mais adiante. Você sabe para onde vão os dejetos que você produz?

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SEJA UM VOLUNTÁRIO DA FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS!

A Fundação Villas-Bôas foi criada com o objetivo de levar às localidades mais vulneráveis, projetos com alternativas para a melhoria das condições de vida das pessoas, de acordo com as necessidades básicas destas, visando também às questões ambientais. A abrangência é todo o território nacional, por meio de uma expedição que durará aproximadamente 8 anos! Mas iremos por partes, começando pela Ilha do Marajó. Neste momento, nosso maior impedimento é o financiamento. Por isso, o trabalho de voluntários é fundamental. Mas também tem uma contrapartida neste trabalho, porque a Fundação agrega pessoas de várias áreas, é como se fosse uma rede de contatos profissionais, e de amigos também!

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CAPTADORES DE RECURSOS PARA PROJETOS SOCIAIS

CAPTADORES DE RECURSOS PARA PROJETOS SOCIAIS

DOAÇÕES

- Fazer o bem sem olhar a quem.

- Interesses políticos e econômicos de determinados países financiando ONGs, dando a elas o título de boazinhas para a simpatia de muitos voluntários ativistas no mundo.

- Povos massacrados em nome do avanço econômico, em nome da fome mundial.

- A necessidade de investimentos para a melhoria dos países para o crescimento das regiões sem que o meio ambiente e os povos mais necessitados sejam massacrados.

- As indústrias de fundações e ONGs, para captação de recursos sem que os recursos cheguem aos destinos da captação de recursos.

- O papel dos Economistas e outros profissionais na Captação de Recursos.

Como fazer com que projetos socioambientais dêem realmente sustentabilidade ambiental e possam sim, sensibilizar empresas e instituições financiadoras, e mesmo o governo, em aprovar e investir em projetos viáveis.

A Diretoria do Conselho Regional de Economia do Pará- CORECON, aí falo do nome de seu dinâmico Presidente Eduardo Costa, preocupado com discussões de relevantes temas para o desenvolvimento do Estado do Pará e da região Amazônica não esquecendo o social, formou o primeiro Curso “Elaboração, Análise e Avaliação de  Projetos Sociais e Captação de Recursos”. Ministrado por uma profissional que é conhecedora do tema, a Professora Economista MSC. Mônica de N. C. Ferreira Nascimento. É de se destacar que, hoje, o CORECON tem colocado sua casa de portas abertas com atividades como: palestras, debates, não só com os economistas, mas com outros profissionais e segmentos como nossa Fundação a participarem dessas discussões.

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Prof. Eduardo Costa - Presidente do CORECON - Profa. MSC. Mônica Nascimento

Os concluintes desse primeiro curso saíram tão motivados, que fizeram um consórcio de rede para interagirem e colocarem em prática seus aprimoramentos profissionais para disponibilizar a outras instituições, prefeituras, governos e fundações e ONGs seus préstimos com alto desempenho num campo tão promissor como Captador de Recursos.

Colocamos os projetos pilotos com o nome dos participantes das equipes.

Primeiro, fizemos uma visita ao assentamento Abril Vermelho, localizado  na cidade de Santa Bárbara do Pará. Projeto investigativo.

Viagem ao Assentamento Abril Vermelho - Santa Barbara.- Pa.

Cursistas fazendo visita de reconhecimento e pesquisas.

Ao  final do curso as equipes apresentaram seus projetos em vários segmentos para serem avaliados e receberem seus certificados de conclusão do curso, que disponibilizamos aos simpatizantes da Fundação VILLAS-BÔAS.

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Equipe Evolução: Gracyette Aguiar, Kátia Vaz, Nélio Bordalo Filho, Paulo Sérgio Salles, Paulo Villas Bôas, Roberta Belo, Thalles Belo, com a professora Mônica Nascimento

Proposta de projeto: Capacitação para Jovens no bairro da Pedreira: Uma proposta de (re) inserção no mercado de trabalho. Tem como objetivo a criação de um espaço de capacitação breve de jovens, a fim de facilitar a (re) inserção no mercado de trabalho e geração de renda.

O público alvo será o jovem na faixa etária entre 15 a 24 anos, que se encontra em situação de risco social no bairro da Pedreira, em Belém-PA, oriundo de família com renda mensal de até dois salários mínimos.

VALOR TOTAL DO PROJETO: R$ 298.439,00

Prazo de implantação: 3 meses

Prazo de retorno: 6 meses

Equipe_Filhos_do_ura

Equipe Creche Filhos do Aurá: Antonio Sérgio P. dos Santos, Edivaldo Souza, Maria Luiza F. Cruz Rabelo, Jorge Luiz Durans de Almeida, Normando Pantoja Queiroz, Paulo Rogério C. Lobato, com a Profa. Mônica Nascimento

Proposta do projeto: O Projeto de implantação da Creche Pré-Escolar será instalado em uma área de 400m², localizada na comunidade Carlos Mariguela, no Bairro do Aurá, no município de Ananindeua/PA, próximo ao conhecido lixão do Aurá.

O objetivo é garantir o acesso ao ensino pré-escolar, por meio da implantação da Creche-Escola Filhos do Aurá, para atendimento de 100 (cem) crianças, na faixa etária de 2 (dois) a 6 (seis)  anos, bem como assistir a seus familiares, jovens e adultos, em situação de risco social, moradores da comunidade  Carlos Mariguela, no bairro do Aurá, no Município de Ananindeua/PA.

Prazo de implantação: 12 meses

Prazo de retorno: 24 meses.

Investimentos Fixos

Total: R$31.800,00

Custos Fixos (mensal)

Total: R$24.455,00

Custos Variáveis

Total: R$3.100,00

Equipe_Veja_Bem

Equipe Veja Bem: André Luiz Mello Amarante, Laércio Sarubi Batista, Leonardo Levy Ferreira dos Santos, Manoel de Jesus Monteiro Brito, Valdenor Monteiro Brito, Udson Pacheco de Souza, Walter Pinheiro Pereira, com a Profa. Mônica Nascimento

Proposta do projeto: Fomentar o acesso das crianças e adolescentes a práticas esportivas e culturais, gerando uma nova cultura e perspectiva de vida, tendo como instrumento fundamental a arte da capoeira para retirada de crianças e adolescentes de situações de risco no bairro do Jurunas, em especial no entorno do Centro Comunitário “Dos Moradores da Timbiras e Adjacências”.

Serão levados em consideração três critérios para seleção dos alunos participantes: 1º - Idade: Só poderão participar do projeto crianças e adolescentes na faixa etária de 06 a 17 Anos. 2º - Matrícula Escolar: Só poderão participar do projeto crianças e adolescentes que estejam regularmente matriculados. 3º - Renda: Terão preferência na participação do projeto as crianças e adolescentes que possuírem a menor renda familiar.

Implantação: 1 mês

Prazo do projeto: 3 anos

Total para 3 anos: R$. 171.189,00

Equipe_Pindoval

Equipe Pindoval: Erick Costa, Geovana Sidônio, Marcilio Matos, Marta Takis, Rui Galvarino, Saulo Cavalcante, com a profa. Mônica Nascimento

Proposta do projeto: Devido ao baixo desenvolvimento econômico na comunidade rural de Pindoval faz-se necessário a elaboração de um projeto social de agricultura familiar de diversificação da produção e dinamização da comercialização, com o fim de promover o bem estar econômico e social da comunidade.

O projeto a principio procurava atender a toda comunidade, aproximadamente 50 famílias, através de uma abordagem às lideranças comunitárias da região, mas apenas 30 famílias aderiram ao projeto.

A equipe de abordagem à comunidade foi composta por Assistente Social, Psicólogo, Ambientalista, Agrônomo e Projetista.

Implantação do projeto: 3 meses

Prazo do projeto: 5 anos.

Equipe_Amor_por_Belm

Equipe Amor por Belém: Jardiel Alves, Jairlina Souza Danasceno, Maria da Conceição Paiva, Rita Ferreira, com a Profa. Mônica Nascimento

O objetivo do projeto é a redução da quantidade de lixo, da poluição visual e do trânsito confuso no entorno do Shopping Castanheira.

O projeto é auxiliar e contribuir para a formulação de políticas públicas sobre gestão ambiental, dentro do conceito de sustentabilidade, através de quatro vertentes de trabalho: Reestruturação Comercial, Conscientização Ambiental, Preservação dos Equipamentos Públicos, Participação dos Gestores Municipais.

Prazo do projeto: 1 ano

Total do projeto: R$ 100.000,00

Equipe_Recomeo_de_Tudo

Equipe Recomeço de Tudo: Ana Cleide Teles, Emília Synara Mendes, Jocilene Silva, Leila Silva, Rosilene Lima, Rosangela Santos com a Profa. Mônica Nascimento

Objetivo do Projeto: Constituir um programa de escola sustentável; Facilitar o acesso escolar com a construção da escola; Fortalecer a diminuição da evasão escolar por meio de atividades, apoiada nos conteúdos trabalhados em sala de aula de acordo com a realidade do assentamento Abril Vermelho; Qualificar os alunos por meio de oficinas sustentáveis voltadas para atividades desenvolvidas no assentamento; Elevar o nível de escolaridade da população local;

Implantação de uma escola sustentável da alfabetização ao Fundamental I no assentamento Abril Vermelho, visando atender a uma demanda de aproximadamente 370 famílias.

Implantação do projeto: 3 meses

Prazo do projeto: 2 anos.

Quando temos propostas e objetivos e fazemos isso a tempo, colocamos à prova a captação de recursos para suas realizações e conseguimos  parceiros. Para isso, precisamos de ética e acima de tudo, que as propostas sejam feitas não por acaso e sim por missão, e que as pessoas envolvidas tenham respeito com os valores dos próximos. Acreditar é o princípio, em que o profissionalismo está acima de tudo. Nesse processo, a arrogância não tem espaço aos que querem fazer o bem e muito menos a mudanças de comportamento da sociedade no tripé: O homem, a natureza e a economia.

Para tal, deve-se pensar qual a política e seus objetivos em relação aos financiadores, como serão geridos os recursos e que tipo de prestações de contas dos recursos doados deve ser feita. Sempre a satisfação do dinheiro aportado é apresentada à prestação de contas com o doador, da mesma forma que para os membros da fundação.

A síndrome do dinheiro sujo sempre será uma preocupação das organizações sem fins lucrativos, porque não concordam como o dinheiro foi obtido. O captador deve procurar descobrir de onde veio o capital da empresa, do pequeno ou grande doador em potencial e se está dentro dos parâmetros éticos da organização.

Identificam-se como grande potencial de captação de recursos, a pesquisa de doadores potenciais, liderança e justificativa.

Vemos doadores potenciais, não só o financeiro, mas o voluntariado são identificados os potenciais de tornarem-se apoiadores de um trabalho que tem seus objetivos específicos, para daí trabalharem com potencias de pessoas ou instituições que possam financiar as organizações sem fins lucrativos.

Liderança se refere ao compromisso desses potenciais doadores voluntariados e que detêm papéis fundamentares dentro das organizações e sua capacidade de conseguir recursos dos vários setores de sua comunidade.

E por último a Justificativa, porque esses voluntários estão atrás de captação de recursos e arrecadando dinheiro. A necessidade das organizações em manterem campanhas resultantes de sua história, dando visibilidade e credibilidade que a organização precisa conservar para os futuros investidores.

Credibilidade se faz acatando todas as leis federais, estaduais e municipais, aplicáveis ao exercício da profissão, cuidando para que não haja, em nenhuma etapa de seu trabalho, qualquer ato ilícito ou de improbidade das partes envolvidas e por final o comprometimento com as organizações com respeito às hierarquias constituídas.

 

O captador deve receber pelo seu trabalho o percentual preestabelecido e compactuado com as organizações. Sempre compactuados em contratos, dando assim sigilo absoluto às informações dos doadores e respeitar o que foi acordado, de que não deverão ser transferidas para terceiros nem subtraídas, e assim não deverão ser cedidas para outras organizações.

O captador não deverá, por interesses do doador, mudar os projetos ou missões da organização em que trabalhe.

Existem em órgãos os direitos do doador e assim devem-se respeitá-los.

O captador de recursos, seja funcionário ou voluntário, deve estar comprometido com o progresso das condições de sustentabilidade da organização.

DOAÇÕES

A intenção dessa matéria é saber se você realmente quer modificar esse país, se você se horroriza com as mazelas da sociedade, do seu vizinho, do seu bairro, da sua cidade, de regiões, Estado ou mesmo do nosso país.

No nosso portal está a nossa missão principal, que são os projetos na Ilha do Marajó, é mostrar para o nosso país que podemos mudar o comportamento de nossos irmãos numa região com o menor IDH do Estado do Pará. Drogas, pedofilia, tráficos de seres humanos, ratos dos rios marajoaras (roubos e ataques em embarcações), falta de cultura, educação, saúde e um sem número de problemas que podemos sim reverter e reduzir todos os índices de problema, pois esses problemas não são nossos, é seu também.

Os projetos acima são realidades pesquisadas, elaboradas por profissionais multidisciplinares, na sua maioria economistas, e que desejam implementar seus projetos.

Você pode ajudar. Você deve ajudar. Como?

No sistema do Portal da Fundação VILLAS-BÔAS, pag seguro, ou depósito direto na conta da Fundação você faz a sua doação.

Envie um e-mail qual o projeto que você quer ajudar. Pronto.

Se você é um empresário e quer que sua empresa tenha uma projeção para os seus funcionários, clientes de responsabilidade socioambiental, entre em contato conosco, faça um contrato de mantenedor e tenha o selo da Fundação que a sua empresa está mudando essa realidade, pois hoje ninguém pode ficar de fora desse processo.

Seja um motivador nessa campanha, caso queira ser um voluntário da FVB, escreva para nós e seja uma das peças para fazermos multiplicadores e realizarmos todos os nossos projetos.

Aguardamos seu gesto de cidadania, de brasilidade, de falar eu quero mudar e entender o porquê de não podemos ficar de braços cruzados esperando que tudo dependa do governo. Podemos cobrá-lo de outra forma, só o despertar da sociedade debatendo e participando dos temas polêmicos é que os legisladores e executivos darão outro rumo para essa nação.

Você é muito importante para FVB.

Muito obrigado.

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Paulo VILLAS-BÔAS

Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil.

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