BOTO SAFADO

por Mônica Martins*

No alto da floresta tropical, em alguns locais escolhidos pelo dedo da natureza, a terra é invadida pelo Rio Amazonas. Suas águas chegam a roçar as “cabeleiras” altas das árvores.

- Vem almoçar! – gritou a mãe para a mocinha, que dava milho às galinhas.

Durante um período de até seis meses, a terra do Alto Amazonas é fertilizada com os ricos organismos que a penetram, preparando-a para o plantio dos moradores ribeirinhos, para alimentar milhares de bocas famintas, muitas delas paupérrimas.

– Tô iiindo! – respondeu a moça de pele morena, de uns 15 anos. Jogou o resto do milho depressa, e abaixou as saias cobrindo as pernas torneadas.

Foi nesse tempo de cheia, de espera pela entressafra, que essa história começou. Aqui e acolá, de repente, como saído de um conto de fadas, o boto cor-de-rosa apareceu, pulando em arcos a paisagem.

– Deixa um pouco pra mim! – gritou a moça, enquanto disputava um lugar à mesa com seis irmãos.

Ali perto, o corpo avantajado do boto, de mais de dois metros e recheado com 150 quilos de carne escarlate, singra as águas do rio.

– Deixa ela sentar! – resmungou o pai aos filhos. Na mesa era só arroz e feijão. Tempos de poluição e pouco peixe.

Na cola do boto rosa, um outro boto preto que nem carvão, “chinela” nas águas. Forma uma trilha de rodelas brilhantes por onde afunda. O musgo encobre as valas como um tapete verde flutuante e visguento.

– Não tem comida aqui! – exclama a moça, olhando inconformada as panelas amassadas, onde só tinha raspa.

Os dois botos pareciam disputar petisco. Gotas rosa e negra descomunais alternavam o seu plunft… plunft… plunft…, desviando agilmente do emaranhado de gravetos e troncos, salpicados no caminho aquático.

– Pega o que tem e para de reclamar! – ralha a mãe.

Um salto colossal do boto rosa dá vantagem sobre o boto preto, chamado pelos habitantes de tucuxi. O rosa é engolido pela água verdolenga, que o cospe logo com um brilhante peixinho ao bico, deixando o amigo no seco.

– Mas estou com muita fome, resmunga a menina. A mãe investiga a filha de soslaio. Nota que está bem mais gordinha e se punha a comer como nunca.

Sintonizados em outra, os amigos pulam alegres rumo ao leito aberto do rio, até o boto sentir falta do tucuxi. Olha para trás, espreme os olhos, quase não via nada. Já perdera boa parte da visão dos ancestrais golfinhos marinhos que vieram para cá há uns 15 milhões de anos – as águas barrentas, na adaptação, fizera uns estragos com o tempo.

– E essa barriga aí? – estocou a mãe para a filha, ao que todos na mesa pararam de comer.

O boto rosa tem uma arma secreta. Produz uns estalitos de alta frequência. Da parte gorda da sua cabeça, o chamado “melão”, sai uma onda supersônica. Bate nas coisas em frente. Volta como eco dando visão exata do mapa à sua volta. Afinal, a natureza sempre dá jeito de resolver os acidentes de percurso.

– Não sei de nada – responde a menina, perdendo o rumo da colher, que cai no prato de alumínio, soando como um sino.

– Blémmmmmm….

No fundo do rio, um cemitério fantasmagórico com carcaças de botos aparece debaixo das águas. Como aranhas presas em teias vegetais se desfiam na planície alagada. Lamenta, pois botos são criaturas dóceis, e também sentem.

– Levanta já!!! – grita o pai, sob os olhares arregalados de todos: – Quero ver essa barriga direito!

O boto rosa volta à superfície. Se excita com a brincadeira de pegar o tucuxi. Emitindo ondas sonoras, logo encontra o amigo. Um pouco deselegante, quase de ponta cabeça. Bastante machucado por se debater, luta por se safar das plantas, estando já quase sem ar.

– Pai, eu não tenho culpa! – diz a menina ofegante, olhos negros brilhantes, enquanto puxava a blusa, na vã tentativa de encobrir a proeminente barriga.

O boto rosa é prestativo. É tido como cão pastor do Amazonas, por ajudar os pescadores a juntar a pesca. Claro que tinha gente que achava que eles só estragavam tudo. Mas das histórias que dão conta, salva muitas vidas de náufragos em desespero. As más línguas dizem que dá preferência às mulheres.

– Quem foi o desgraçado?! – vocifera o pai, cerrando o punho e batendo na mesa num estrondo ameaçador. A mãe contém os irmãos prontos para o bote na irmã.

– Faaala, menina! – berra o pai uma vez mais, enquanto o irmão mais velho a sacode pelo braço.

Tem gente que diz que o boto não liga para essas besteiras de sexo: simplesmente ajuda alguém. Apesar de ser prestativo e amigável, isso não o salva da má fama. Tem quem o veja como capeta, “uma peste”, dizem. Vai entender…

– Foi o boto! – diz a menina por fim, lutando para se livrar do safanão. – Foi ele que me abusou, paizinho.

Com o bico longo, dentes afiados como serrote, o boto rosa mergulha e acha o tucuxi. Ele está aflito. Gira a cabeça para afastar as plantas. Usa a nadadeira para tirar os gravetos e libertar o amigo. Porém, um espinho rasga sua pele. O sangue sai como cabelo de Medusa, cobras vermelhas se esticando.

O pai, indeciso, no meio da sala: – O boto? grunhiu. –  Pois foi o boto, diz a moça, com a carinha mais santa do mundo.

O boto fez uma careta. Dor no baixo ventre.  Talvez do esforço ou do peixe que comeu. Nadou daí, pontilhando um colar de bolinhas coloridas no caminho. Sim, esses mamíferos, de sangue quente como o nosso, da família dos cetáceos (baleias e golfinhos), soltam pum sim senhor, e até que dão um arzinho onírico ao contexto.

– Diz onde esse sedutor te pegou! – fala o pai, pegando com firmeza os cabelos da filha.

Na retaguarda do boto rosa, o tucuxi se lamentava. O via mais como um dirigível-borbulhante-desagradável – aliás.

– Foi beirada do rio, paizinho… ele me enganou… todo bonitão com seu chapéu branco.

Para quem entende golfinês, o tucuxi, na cola do rosa, dizia algo como: “Por que esse cara sempre leva a melhor?”

– Maldito chapéu! Maldito boto! – berra o pai, que era pescador.

Em vão os esforços de driblar a artilharia pesada. Em golfinez, agora o tucuxi dizia algo como: “Me erra… me erra!”

Na roda de amigos, pouco tempo depois, o pai conta a triste história. Teve quem riu e pensou: “tem pai que é cego”. Outros só suspiravam, entediados, com mais uma história de pescador dando conta de tantos “filhos de botos” no povoado. A maioria, porém, não tinha menor dúvida. O boto desonra suas mulheres. Assim ouviram tantas vezes nas rodas de fogueira: o boto é safado!

Detrás das cortinas da floresta amazônica… Botos! Botos! Botos! Pulam pra lá e pra cá! Exibem seus bailados alados! Piruetas!… Saltos rosas em raios! Um show particular!

Foi desde esse dia que o pobre pescador passou a jurar, aos quatro cantos do Amazonas, que sua filha, Lindalva Natalina Ferreira dos Santos, tinha sido mais uma das vítimas do Don Juan do Amazonas: o boto cor-de-rosa.

– Aquele SAFADOOOooo!!! – ecoou o grito do pai pela selva afora, tomado por um ataque de fúria, enquanto pegava as armas com os filhos para dar cabo do terrível sedutor.

A lenda é a lei

Reza a lenda que, em noites de lua cheia, nas festas juninas, o boto cor-de-rosa se transforma. Na parte de cima vira homem. Embaixo, continua animal… e dos mais indecentes. Todo sedutor, a criatura usa um chapéu branco para esconder o orifício na cabeça, por onde respira.

O boto e o tucuxi caem no festão. Alegria pega fogo na água. Uma “botinha” linda “paga pau”. Aliás, o boto era jeitoso. Tinha um rosa interessante, com manchas cinzas. Contava pontos seu laranja brilhante debaixo d’água. Tudo de bom!!! Ainda mais para a “botinha” de sete anos em questão, prontinha para dar botinhos à natureza.

Armados até os dentes, o pai e os seis filhos entram na canoa para capar um boto safado.

O boto invade as rodas de danças em busca da escolhida. Geralmente caça as bonitas, não importa se solteiras ou casadas. Sensual, não tira os olhos hipnóticos da jovem. Mostra interesse e paixão (só elogios e sorrisos), dança grudado e divinamente bem.

Ela examina de cabo a rabo. O boto dá piruetas, se exibe no jogo rosa do amor. Parece que vai rolar. Mas vem um outro boto, fura olho, interessante e mela tudo. Ele dá saltos múltiplos, parecendo uma voadeira. Nessa, o boto rosa dançou.

- É hoje que esse cabra safado do boto vai dançar! – bradou o pai, remedado  pelos filhos… ééé… dançar… dançar… dançar.

O boto fala pouco. Seu suspiro derrama desejo no ouvido. É irresistível seu cheiro.  Quando percebe, a moça já está no mato e no papo, em carícias e beijos loucos. Ele tem magia doce e desejável. Quase em estado de sonho, ela se liberta das roupas, e entrega sua virgindade e alma sem pensar.

Ondulando o corpo, num vai e vem rápido, acima d’água, o boto nada como se estivesse numa relação sexual. Olhar meigo, sangue quente, pele rosa, os botos têm órgãos sexuais semelhantes aos dos humanos.

– Eu sempre avisava: ”Toma cuidado com o boto, Lindalva, ele é safado”, choramingava agora o pai, envolvendo os filhos em olhares inconsoláveis.

A fêmea do boto não fica atrás. Sedutora, dizem, enlouquece os pescadores na beirada do rio, e além de quente tem lubrificação. A semelhança de como nadam, com as artes do sexo, apimentou o imaginário popular, de que botos seriam exímios amantes… e safados!

– Meus fio… cuidado… não vão coisar com a muié do boto – falou o velho pescador, ao que todos se benzeram, no cochicho de cruz-credo.

Depois de “fazer a caveira do boto”, o acerto de contas costuma ser um pulinho. Ex-namorados ciumentos e pais vingativos promovem a tal caça às bruxas. Versão tupiniquim? “Acabar com o boto safado”.

A linda “botinha” cinza correu para o boto exibido, deixando o boto rosa inconformado.

– Não é hora de chorar, meu pai, falou o irmão mais velho. Esse sem vergonha abusou, fez mal e deflorou nossas mulheres… Vamo furá um boto hoje! – berrou, enquanto fincava o remo com força na água.

O rosa se chateou só até o tucuxi passar atrás de um lagostim. Então, começou uma disputa irada. O boto sabia que hoje era o dia dele…

O tititi do vilarejo é que, revoltados com algum paquerador nas festas, maridos ou familiares apontam o boto como o assassino. Assim, quando os “inconvenientes” surgem inertes perto do rio, quem é o assassino? Claro, o safado do boto!

Está valendo tudo na perseguição ao peixe nessa temporada! Cabeçada, rabada, cercada, pulada… um fuzuê delicioso!

– Boto desgraçado! simbila o filho mais novo. Ao que todos no barco respondem num vozerão: Boto safado!

Os botos aprenderam a viver na água doce. Certamente, nunca imaginaram o que experimentariam agora. Quando o mar recuou dali, ficaram na bacia amazônica, dando adeus aos golfinhos oceânicos, para viver o sal da ignorância dos homens.

Valia tudo na arte da caça. Inclusive o golpe baixo dos puns. O boto rosa estava impossível, deixando o tucuxi atordoado, e o amigo com mais munição para novas estripulias.

– Vamos acabar com ele! – o menino, intrépido, dá o grito de guerra, já pensando em estrear seu facão novo. – Simbora! – berrou o pai. O grupo ativou o ritmo dos remos, tomados pela comoção que sentiram.  – Hoje o safado não escapa!

Minha senhora! Resolve solidão, reprime menina fogosa, livra amante de morte. Safa a cara dos pervertidos. Absolve assassinos, que se vingam dos engraçadinhos nas festas. Por cima de tudo, ainda dá dinheiro para a comunidade. Vai um boto safado aí, minha genteee?

A “botinha” passa novamente no radar do boto rosa. Ele esquece da comida. Do seu cinto de poder, saca a segunda arma ultra-secreta-infalível… o máximo da arte de sedução. Aí, sim, tudo comprovado e catalogado cientificamente. Já falo o verdadeiro segredo do tcham do boto cor-de-rosa!

O barco dos pescadores sai do afluente e entra no Rio Amazonas. Lá estavam eles! Os botos! Saltitantes e safados, nadando naquela pouca vergonha.

Se não bastasse a onda de insensatez e vingança que abate os botos, uma indústria profissional comercializa suas partes. A suposta potência sexual do golfinho do amazonas, exerce atração popular. Todos querem ter seu charme e poder sedutor. Ainda que isso reserve ao boto uma morte terrível. “Ele é safado, tanto melhor.”

O boto rosa desaparece nas águas, depois de um pinote fabuloso. Quando desponta de novo, todos os outros botos que nadam por ali ficam admirados. A “botinha” linda deixa cair o queixo. O boto rival se encolhe na água. O tucuxi diz em golfinez: “Esse é o caraaa!!!”.

– Eu sabia que achava esse cabra safado, rosnou o pai, pegando a faca. Os filhos com arpões tomam posição e a canoa avança rapidamente.

Olhos, mandíbula e órgãos sexuais dos botos são vendidos como amuletos nas feiras do Norte e Nordeste do Brasil. Seus testículos viram poções afrodisíacas, com promessas de magia sexual e poder de sedução para barbados e rabos de saias.

Apoteótico! Fascinante! Explendido! Viajante! Sexy! Extra! O boto cor-de-rosa desfila… tcham… tcham… tchammm… Com uma vistosa pedra vermelha no seu longo bicooo!!! Proeza só comparada ao macaco e homem, únicos que se servem de um objeto para “causar”. A fêmea caiu no xaveco. Aquilo era o máximo! Ah… esse boto tinha pegada… ôôô…. se tinha.

A canoa diminuiu a velocidade quando os pescadores chegaram perto de onde estavam os botos. Havia mais uns três barcos ali. Os pássaros aguardavam as sobras da pescaria, sobrevoando o lugar.

Muitos botos ainda encontram o fim em acidentes, presos em redes de pescadores, hélices de barcos. Algumas vezes ficam emaranhados, e morrem afogados. Em outras, do mercúrio liberado nos garimpos.

Os jovens botos, apaixonados, agora saltitam para lá e para cá. É do carvalho! A floresta está encantada! O amor está na água! E o boto, alegre que só.

O irmão mais moço lançou o arpão, mas errou. O boto, numa manobra, vazou pra debaixo do barco. Então, o mais velho lançou rede. Quando puxou, veio junto o boto. “Já era”, falou a mulher do barco ao lado.

As fêmeas do boto cor-de-rosa têm destino pior. Os machos são mutilados ao serem capturados e morrem em seguida. Já as fêmeas, não é incomum, são feitas de mulher de pescador. Servem por dias ao apetite estranho dos homens, ficando até com borbulhas na pele por conta do sol. Já foram vistas tentando proteger seus filhotes nessa situação.

Do pescoço, o sangue jorrou no barco como num garrafão de vinho, abundante e quente, formando um rio vermelho no corpo rosa do boto. Quem desligou o ar??? Pensou o boto em golfinês. O tucuxi e a “botinha” estavam com o coração em pedaços.

– Boto safado! – disse o pai, enquanto cortava o sexo do golfinho, o colocando com cuidado numa caixa. Deu um suspiro… – Lindalva, minha filha, está vingada.

Os pescadores cortam as partes mais vantajosas. O sexo vale bom dinheiro como poções no comércio de sedução. A carne serve de isca para pescar o piracatinga. Peixe mais nobre, alcança bons preços em Bogotá, Colômbia, irrigando a economia amazonense empobrecida. Bem que podiam usar a carne de porco, dizem, mas não arredam pé do boto. “Ele é safado.”

“Foi numa boa hora. Já era tempo de voltar”, pensou o boto em golfinês, mergulhar no oceano céu. Rever os primos golfinhos do pré-colombiano. Afinal, viveu muito, deu até onde deu. Quis dar o rosa do amor ao homem, mas o pobre não entendeu. Nunca reagiu aos tapas que recebeu, e não o faria agora. Suspira uma vez mais e mergulha no azul afora.

Abatida a presa, os pescadores manobram o barco. O dia tinha sido difícil. Tiveram de lavar a honra da única menina da família. Agora tudo estava em pratos limpos. Já podiam pescar sossegados. Tinham isca de boto suficiente para uma boa pescaria, talvez comessem carne de porco no domingo.

O olho do boto também vira amuleto da sorte sexual. Os botos, sobre isso,  pensavam que a humanidade enlouqueceu de vez. Sempre se ferraram com os homens! Por que acham que ele daria sorte?!

A “botinha” linda e o tucuxi resolveram zarpar. Já não dava pra ajudar o amigo. Vazavam dali, quando a “botinha” viu uma cobra vermelha sair debaixo do barco. Como que puxando um cordão, veio o boto. Vivinho da silva! E rosado como sempre. Outro boto foi no lugar dele. Eles se alegram! Com a nadadeira ainda ferida pelos espinhos, e sangrando, o boto chama os amigos, que fogem, submersos, para a floresta alagada.

Bem longe dali, Lindalva tirou as roupas e entrou no rio. Atrás dela veio o vizinho, que não trazia nenhum dos seus cinco filhos. – Vem cá pro seu botão minha oncinha.

Botos são sedutores pelo sorriso doce. Sempre tentando interagir com as pessoas. Brincalhões, aquecem os corações. Além de tudo devoram as piranhas (a dos rios), dando mais segurança aos viajantes de canoa. Difícil entender como despertaram o desejo dos humanos, que os vilipendia e sacrifica por suas próprias perversões.

– Antes, bebe isso aqui – falou a menina fogosa, mostrando um vidrinho cintilante que roçava entre os seios. – É xarope das coisas do boto, riu, pensando que aquilo atiçaria fogo no bailado do amor.

Dando uma rabada no tucuxi, que o mandou pro meio das folhagens, o boto cor-de-rosa agora salta com vigor pelas águas atrás da “botinha” linda. Começa um magnífico bailado de sedução, prometendo novas vidas à floresta.

Todo esse contexto está levando o boto-cor-de-rosa à beira da extinção. A população de botos é calculada em uns 13 mil indivíduos. Cuidado ao comprar um perfume ou algum produto de boto cor-de-rosa pela internet. Sem saber, você pode contribuir com extermínio do golfinho do Amazonas.

- Dá’qui esse purgante, oncinha! É hoje que a jurupóca vai piar!

A fiscalização adequada, legislação e conscientização são páginas de um livro real a ser testificado pela sociedade sobre a existência do boto cor-de-rosa. Se algo escrito feliz, não dá para saber. Tome a pena, quem sabe o ajude escrever.

No coração do Amazonas, na solidão da mata mal fechada, os botos botam fogo no amor.

Nos braços da sociedade, a lenda do boto cor-de-rosa penetra na realidade, come, cospe, fecunda, distorce.  De um lado a sorte, do outro a morte.

– Boto safadooo… cantou a moça, em mi menor, agudo como o efeito placebo.

Sonho, alegria, explosão. O boto cor-de-rosa vivia um final feliz, como chafariz!!!

– Olha lá, Chiquinha, o boto coisando!

– Boto safado!

* Mônica Martins é jornalista e cronista.

Fechar o ciclo

Adubar a terra, plantar as sementes, cultivá-las, regando e podando as plantas quando necessário, realizar a colheita, comercializar (ou não), consumir o produto, urinar, defecar. Depois daí, não sabemos ao certo o que ocorre com nossos dejetos; em 44% dos domicílios brasileiros eles são coletados por redes de esgotamento sanitário (no Distrito Federal, 86,3% dos habitantes contam com esse serviço, contra 1,7% no Pará), e, desses, 68,8% recebem algum tipo de tratamento antes de serem despejados no ambiente. Em outras palavras, 30% do esgoto produzido no Brasil recebe algum tipo de tratamento, o restante é lançado em rios, para azar dos municípios que captam essa mesma água um pouco mais adiante. Você sabe para onde vão os dejetos que você produz?

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SEJA UM VOLUNTÁRIO DA FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS!

A Fundação Villas-Bôas foi criada com o objetivo de levar às localidades mais vulneráveis, projetos com alternativas para a melhoria das condições de vida das pessoas, de acordo com as necessidades básicas destas, visando também às questões ambientais. A abrangência é todo o território nacional, por meio de uma expedição que durará aproximadamente 8 anos! Mas iremos por partes, começando pela Ilha do Marajó. Neste momento, nosso maior impedimento é o financiamento. Por isso, o trabalho de voluntários é fundamental. Mas também tem uma contrapartida neste trabalho, porque a Fundação agrega pessoas de várias áreas, é como se fosse uma rede de contatos profissionais, e de amigos também!

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CAPTADORES DE RECURSOS PARA PROJETOS SOCIAIS

CAPTADORES DE RECURSOS PARA PROJETOS SOCIAIS

DOAÇÕES

- Fazer o bem sem olhar a quem.

- Interesses políticos e econômicos de determinados países financiando ONGs, dando a elas o título de boazinhas para a simpatia de muitos voluntários ativistas no mundo.

- Povos massacrados em nome do avanço econômico, em nome da fome mundial.

- A necessidade de investimentos para a melhoria dos países para o crescimento das regiões sem que o meio ambiente e os povos mais necessitados sejam massacrados.

- As indústrias de fundações e ONGs, para captação de recursos sem que os recursos cheguem aos destinos da captação de recursos.

- O papel dos Economistas e outros profissionais na Captação de Recursos.

Como fazer com que projetos socioambientais dêem realmente sustentabilidade ambiental e possam sim, sensibilizar empresas e instituições financiadoras, e mesmo o governo, em aprovar e investir em projetos viáveis.

A Diretoria do Conselho Regional de Economia do Pará- CORECON, aí falo do nome de seu dinâmico Presidente Eduardo Costa, preocupado com discussões de relevantes temas para o desenvolvimento do Estado do Pará e da região Amazônica não esquecendo o social, formou o primeiro Curso “Elaboração, Análise e Avaliação de  Projetos Sociais e Captação de Recursos”. Ministrado por uma profissional que é conhecedora do tema, a Professora Economista MSC. Mônica de N. C. Ferreira Nascimento. É de se destacar que, hoje, o CORECON tem colocado sua casa de portas abertas com atividades como: palestras, debates, não só com os economistas, mas com outros profissionais e segmentos como nossa Fundação a participarem dessas discussões.

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Prof. Eduardo Costa - Presidente do CORECON - Profa. MSC. Mônica Nascimento

Os concluintes desse primeiro curso saíram tão motivados, que fizeram um consórcio de rede para interagirem e colocarem em prática seus aprimoramentos profissionais para disponibilizar a outras instituições, prefeituras, governos e fundações e ONGs seus préstimos com alto desempenho num campo tão promissor como Captador de Recursos.

Colocamos os projetos pilotos com o nome dos participantes das equipes.

Primeiro, fizemos uma visita ao assentamento Abril Vermelho, localizado  na cidade de Santa Bárbara do Pará. Projeto investigativo.

Viagem ao Assentamento Abril Vermelho - Santa Barbara.- Pa.

Cursistas fazendo visita de reconhecimento e pesquisas.

Ao  final do curso as equipes apresentaram seus projetos em vários segmentos para serem avaliados e receberem seus certificados de conclusão do curso, que disponibilizamos aos simpatizantes da Fundação VILLAS-BÔAS.

Equipe_Evoluo

Equipe Evolução: Gracyette Aguiar, Kátia Vaz, Nélio Bordalo Filho, Paulo Sérgio Salles, Paulo Villas Bôas, Roberta Belo, Thalles Belo, com a professora Mônica Nascimento

Proposta de projeto: Capacitação para Jovens no bairro da Pedreira: Uma proposta de (re) inserção no mercado de trabalho. Tem como objetivo a criação de um espaço de capacitação breve de jovens, a fim de facilitar a (re) inserção no mercado de trabalho e geração de renda.

O público alvo será o jovem na faixa etária entre 15 a 24 anos, que se encontra em situação de risco social no bairro da Pedreira, em Belém-PA, oriundo de família com renda mensal de até dois salários mínimos.

VALOR TOTAL DO PROJETO: R$ 298.439,00

Prazo de implantação: 3 meses

Prazo de retorno: 6 meses

Equipe_Filhos_do_ura

Equipe Creche Filhos do Aurá: Antonio Sérgio P. dos Santos, Edivaldo Souza, Maria Luiza F. Cruz Rabelo, Jorge Luiz Durans de Almeida, Normando Pantoja Queiroz, Paulo Rogério C. Lobato, com a Profa. Mônica Nascimento

Proposta do projeto: O Projeto de implantação da Creche Pré-Escolar será instalado em uma área de 400m², localizada na comunidade Carlos Mariguela, no Bairro do Aurá, no município de Ananindeua/PA, próximo ao conhecido lixão do Aurá.

O objetivo é garantir o acesso ao ensino pré-escolar, por meio da implantação da Creche-Escola Filhos do Aurá, para atendimento de 100 (cem) crianças, na faixa etária de 2 (dois) a 6 (seis)  anos, bem como assistir a seus familiares, jovens e adultos, em situação de risco social, moradores da comunidade  Carlos Mariguela, no bairro do Aurá, no Município de Ananindeua/PA.

Prazo de implantação: 12 meses

Prazo de retorno: 24 meses.

Investimentos Fixos

Total: R$31.800,00

Custos Fixos (mensal)

Total: R$24.455,00

Custos Variáveis

Total: R$3.100,00

Equipe_Veja_Bem

Equipe Veja Bem: André Luiz Mello Amarante, Laércio Sarubi Batista, Leonardo Levy Ferreira dos Santos, Manoel de Jesus Monteiro Brito, Valdenor Monteiro Brito, Udson Pacheco de Souza, Walter Pinheiro Pereira, com a Profa. Mônica Nascimento

Proposta do projeto: Fomentar o acesso das crianças e adolescentes a práticas esportivas e culturais, gerando uma nova cultura e perspectiva de vida, tendo como instrumento fundamental a arte da capoeira para retirada de crianças e adolescentes de situações de risco no bairro do Jurunas, em especial no entorno do Centro Comunitário “Dos Moradores da Timbiras e Adjacências”.

Serão levados em consideração três critérios para seleção dos alunos participantes: 1º - Idade: Só poderão participar do projeto crianças e adolescentes na faixa etária de 06 a 17 Anos. 2º - Matrícula Escolar: Só poderão participar do projeto crianças e adolescentes que estejam regularmente matriculados. 3º - Renda: Terão preferência na participação do projeto as crianças e adolescentes que possuírem a menor renda familiar.

Implantação: 1 mês

Prazo do projeto: 3 anos

Total para 3 anos: R$. 171.189,00

Equipe_Pindoval

Equipe Pindoval: Erick Costa, Geovana Sidônio, Marcilio Matos, Marta Takis, Rui Galvarino, Saulo Cavalcante, com a profa. Mônica Nascimento

Proposta do projeto: Devido ao baixo desenvolvimento econômico na comunidade rural de Pindoval faz-se necessário a elaboração de um projeto social de agricultura familiar de diversificação da produção e dinamização da comercialização, com o fim de promover o bem estar econômico e social da comunidade.

O projeto a principio procurava atender a toda comunidade, aproximadamente 50 famílias, através de uma abordagem às lideranças comunitárias da região, mas apenas 30 famílias aderiram ao projeto.

A equipe de abordagem à comunidade foi composta por Assistente Social, Psicólogo, Ambientalista, Agrônomo e Projetista.

Implantação do projeto: 3 meses

Prazo do projeto: 5 anos.

Equipe_Amor_por_Belm

Equipe Amor por Belém: Jardiel Alves, Jairlina Souza Danasceno, Maria da Conceição Paiva, Rita Ferreira, com a Profa. Mônica Nascimento

O objetivo do projeto é a redução da quantidade de lixo, da poluição visual e do trânsito confuso no entorno do Shopping Castanheira.

O projeto é auxiliar e contribuir para a formulação de políticas públicas sobre gestão ambiental, dentro do conceito de sustentabilidade, através de quatro vertentes de trabalho: Reestruturação Comercial, Conscientização Ambiental, Preservação dos Equipamentos Públicos, Participação dos Gestores Municipais.

Prazo do projeto: 1 ano

Total do projeto: R$ 100.000,00

Equipe_Recomeo_de_Tudo

Equipe Recomeço de Tudo: Ana Cleide Teles, Emília Synara Mendes, Jocilene Silva, Leila Silva, Rosilene Lima, Rosangela Santos com a Profa. Mônica Nascimento

Objetivo do Projeto: Constituir um programa de escola sustentável; Facilitar o acesso escolar com a construção da escola; Fortalecer a diminuição da evasão escolar por meio de atividades, apoiada nos conteúdos trabalhados em sala de aula de acordo com a realidade do assentamento Abril Vermelho; Qualificar os alunos por meio de oficinas sustentáveis voltadas para atividades desenvolvidas no assentamento; Elevar o nível de escolaridade da população local;

Implantação de uma escola sustentável da alfabetização ao Fundamental I no assentamento Abril Vermelho, visando atender a uma demanda de aproximadamente 370 famílias.

Implantação do projeto: 3 meses

Prazo do projeto: 2 anos.

Quando temos propostas e objetivos e fazemos isso a tempo, colocamos à prova a captação de recursos para suas realizações e conseguimos  parceiros. Para isso, precisamos de ética e acima de tudo, que as propostas sejam feitas não por acaso e sim por missão, e que as pessoas envolvidas tenham respeito com os valores dos próximos. Acreditar é o princípio, em que o profissionalismo está acima de tudo. Nesse processo, a arrogância não tem espaço aos que querem fazer o bem e muito menos a mudanças de comportamento da sociedade no tripé: O homem, a natureza e a economia.

Para tal, deve-se pensar qual a política e seus objetivos em relação aos financiadores, como serão geridos os recursos e que tipo de prestações de contas dos recursos doados deve ser feita. Sempre a satisfação do dinheiro aportado é apresentada à prestação de contas com o doador, da mesma forma que para os membros da fundação.

A síndrome do dinheiro sujo sempre será uma preocupação das organizações sem fins lucrativos, porque não concordam como o dinheiro foi obtido. O captador deve procurar descobrir de onde veio o capital da empresa, do pequeno ou grande doador em potencial e se está dentro dos parâmetros éticos da organização.

Identificam-se como grande potencial de captação de recursos, a pesquisa de doadores potenciais, liderança e justificativa.

Vemos doadores potenciais, não só o financeiro, mas o voluntariado são identificados os potenciais de tornarem-se apoiadores de um trabalho que tem seus objetivos específicos, para daí trabalharem com potencias de pessoas ou instituições que possam financiar as organizações sem fins lucrativos.

Liderança se refere ao compromisso desses potenciais doadores voluntariados e que detêm papéis fundamentares dentro das organizações e sua capacidade de conseguir recursos dos vários setores de sua comunidade.

E por último a Justificativa, porque esses voluntários estão atrás de captação de recursos e arrecadando dinheiro. A necessidade das organizações em manterem campanhas resultantes de sua história, dando visibilidade e credibilidade que a organização precisa conservar para os futuros investidores.

Credibilidade se faz acatando todas as leis federais, estaduais e municipais, aplicáveis ao exercício da profissão, cuidando para que não haja, em nenhuma etapa de seu trabalho, qualquer ato ilícito ou de improbidade das partes envolvidas e por final o comprometimento com as organizações com respeito às hierarquias constituídas.

 

O captador deve receber pelo seu trabalho o percentual preestabelecido e compactuado com as organizações. Sempre compactuados em contratos, dando assim sigilo absoluto às informações dos doadores e respeitar o que foi acordado, de que não deverão ser transferidas para terceiros nem subtraídas, e assim não deverão ser cedidas para outras organizações.

O captador não deverá, por interesses do doador, mudar os projetos ou missões da organização em que trabalhe.

Existem em órgãos os direitos do doador e assim devem-se respeitá-los.

O captador de recursos, seja funcionário ou voluntário, deve estar comprometido com o progresso das condições de sustentabilidade da organização.

DOAÇÕES

A intenção dessa matéria é saber se você realmente quer modificar esse país, se você se horroriza com as mazelas da sociedade, do seu vizinho, do seu bairro, da sua cidade, de regiões, Estado ou mesmo do nosso país.

No nosso portal está a nossa missão principal, que são os projetos na Ilha do Marajó, é mostrar para o nosso país que podemos mudar o comportamento de nossos irmãos numa região com o menor IDH do Estado do Pará. Drogas, pedofilia, tráficos de seres humanos, ratos dos rios marajoaras (roubos e ataques em embarcações), falta de cultura, educação, saúde e um sem número de problemas que podemos sim reverter e reduzir todos os índices de problema, pois esses problemas não são nossos, é seu também.

Os projetos acima são realidades pesquisadas, elaboradas por profissionais multidisciplinares, na sua maioria economistas, e que desejam implementar seus projetos.

Você pode ajudar. Você deve ajudar. Como?

No sistema do Portal da Fundação VILLAS-BÔAS, pag seguro, ou depósito direto na conta da Fundação você faz a sua doação.

Envie um e-mail qual o projeto que você quer ajudar. Pronto.

Se você é um empresário e quer que sua empresa tenha uma projeção para os seus funcionários, clientes de responsabilidade socioambiental, entre em contato conosco, faça um contrato de mantenedor e tenha o selo da Fundação que a sua empresa está mudando essa realidade, pois hoje ninguém pode ficar de fora desse processo.

Seja um motivador nessa campanha, caso queira ser um voluntário da FVB, escreva para nós e seja uma das peças para fazermos multiplicadores e realizarmos todos os nossos projetos.

Aguardamos seu gesto de cidadania, de brasilidade, de falar eu quero mudar e entender o porquê de não podemos ficar de braços cruzados esperando que tudo dependa do governo. Podemos cobrá-lo de outra forma, só o despertar da sociedade debatendo e participando dos temas polêmicos é que os legisladores e executivos darão outro rumo para essa nação.

Você é muito importante para FVB.

Muito obrigado.

Paulo_Villas_Boas

Paulo VILLAS-BÔAS

Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil.

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HIDROCIDADANIA

HIDROCIDADANIA

por: Chico Canindé

PO-ÉTICA TEATRO D’SÁGUAS

OFICINA DE HIDROCRIAÇÃO

Educação e cultura em prol da biodiversidade através da água

A problemática da água vem se agravando no mundo de forma assombrosamente rápida. As guerras e disputas pelo controle de suas reservas já se anunciam. Tratar deste problema a muito deixou de ser um modismo, é hoje o legado que deixaremos para as gerações futuras e quem melhor que o adolescente este elo entre a geração passada e a futura para atuar como agente desta causa.

Quando o Arte-educador Chico Canindé começou a desenvolver o conceito da Hidrocidadania esta era uma expressão artística da sua sensibilidade frente a esta problemática da água, mas com o tempo e com o amadurecimento artístico e pessoal deste profissional da educação a proposta criou corpo, hoje o que começou como uma expressão artística tornou-se uma poderosa ferramenta de estudo e preservação de nossos recursos hídricos.

A Hidrocidadania se espalhou conquistou adeptos e estudiosos, e hoje aos poucos vem se transformando numa nova pedagogia. Com bases fortes nos trabalhos e estudos de pensadores como Paulo Freire na educação (Pedagogia do Oprimido) e Augusto Boal nas artes cênicas (Teatro do Oprimido), suas idéias e praticas transmutaram-se na “Pedagogia da Hidrocidadania”, atraindo pessoas hoje de diversas partes do mundo no interesse de se aprofundar neste trabalho.

 

O conceito da Hidrocidadania na pratica é muito fácil de absorver a idéia é observar e tratar os mais diversos problemas e mazelas dos dias modernos a partir dos ensinamentos do próprio planeta, ao observar e estudar Hidro - Estrutura planetária.  

O objetivo das oficinas é realizar um ciclo de trabalhos no período de três meses durante o segundo semestre de 2009, Workshop de formação em HIDROCIDADANIA relacionado à PRESERVAÇÃO DAS AGUAS NO DIA-A-DIA.

A base do estudo que é pautada na cultura dos GRANDES PENSADORES da educação será uma introdução à Linguagem da HIDROCIDADANIA na transformação do Adolescente como uma agente ambiental um ser capaz de influenciar a sociedade como um todo. A presente proposta tem por objetivo desenvolver ações que promovam o desenvolvimento do adolescente através da integração social e do autoconhecimento, utilizando ferramentas lúdicas da educação e das manifestações culturais e artísticas.

Os alunos terão aulas teóricas e práticas sobre todas as etapas dos quatro pilares da educação: o ser, conhecer, conviver e o fazer e na seqüência o preparo destes para multiplicarem o conceito da HIDROCIDADANIA.

O público é formado por um publico intermediário entre 15 e 28 anos.

 

Proponente

COOPRED -       Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo. Profissionais Em Educação.

Quem Somos

Formada inicialmente por profissionais da educação, consolida a estrutura no enfoque principal da prestação de serviços junto a instituições públicas e comerciais.

Norteando soluções para o momento contemporâneo administrativo financeiro e social nos diversos segmentos onde o conceito cooperativista demonstra salutar eficácia.

Nossa estrutura é gerenciada principalmente por educadores profissionais; voltados a formatar um caminho desafiador em direção à reflexão e prática do conceito da geração de renda responsável e integrada a manutenção e preservação de biodiversidade (proposta pela UNESCO e pela Agenda 21).

A mais de dez anos no mercado, agrupo profissionais com grande reconhecimento público; como empresa preocupada com a qualidade dos trabalhos ofertados, a COOPRED não abre não da qualidade e qualificação de seus cooperados.

História

Desde o seu surgimento a COOPRED - Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo – Profissionais em Educação, consolida-se como uma forma viável de prestação de serviços na área educacional, pela seriedade e comprometimento que revela em suas diversas ações.

Fundada em fevereiro de 1999, desde o início, seus principais objetivos foi programar e executar ações através do estudo, pesquisa e da reflexão coletiva.

Desenvolvendo metodologias e políticas educacionais mais democráticas e consensuais.

Reconhecendo as dificuldades de se obter ferramentas adequadas e necessárias ao desenvolvimento e formação continuada dos profissionais que buscam uma prática cooperativista e Bio-responsável: a COOPRED – Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo, além de se preocupar com esta questão, analisa, sistematiza, indica e produz materiais que auxiliam os envolvidos no processo educativo.

Estas ferramentas educativas servem como fonte de análise e pesquisa aos profissionais, passando a serem utilizadas como plataforma para a construção, divulgação e multiplicação de idéias e conquistas.

Por intermédio de frentes de gestão – os profissionais da COOPRED atuam na implantação e nas melhorias didáticas pedagógicas bem como no suporte administrativo financeiro e de marketing.

Desenvolvendo estudos, projetos e pesquisas educacionais, incluindo o registro e a divulgação dos resultados de produções intelectuais.

 

Introdução

A problemática da água vem se agravando no mundo de forma assombrosamente rápida. As guerras e disputas pelo controle de suas reservas já se anunciam. Tratar deste problema a muito deixou de ser um modismo, é hoje o legado que deixaremos para as gerações futuras e quem melhor que o adolescente este elo entre a geração passada e a futura para atuar como agente desta causa.

Quando o Arte-educador Chico Canindé começou a desenvolver o conceito da Hidrocidadania esta era uma expressão artística da sua sensibilidade frente a esta problemática da água, mas com o tempo e com o amadurecimento artístico e pessoal deste profissional da educação a proposta criou corpo, hoje o que começou como uma expressão artística tornou-se uma poderosa ferramenta de estudo e preservação de nossos recursos hídricos.

A Hidrocidadania se espalhou conquistou adeptos e estudiosos, e hoje aos poucos vem se transformando numa nova pedagogia. Com bases fortes nos trabalhos e estudos de pensadores como Paulo Freire na educação (Pedagogia do Oprimido) e Augusto Boal nas artes cênicas (Teatro do Oprimido), suas idéias e praticas transmutaram-se na “Pedagogia da Hidrocidadania”, atraindo pessoas hoje de diversas partes do mundo no interesse de se aprofundar neste trabalho.

O conceito da Hidrocidadania na pratica é muito fácil de absorver a idéia é observar e

O objetivo das oficinas é realizar um ciclo de trabalhos no período de três meses durante o segundo semestre de 2009, Workshop de formação em HIDROCIDADANIA relacionado à PRESERVAÇÃO DAS AGUAS NO DIA-A-DIA.

A base do estudo que é pautada na cultura dos GRANDES PENSADORES da educação será uma introdução à Linguagem da HIDROCIDADANIA na transformação do Adolescente como uma agente ambiental um ser capaz de influenciar a sociedade como um todo. A presente proposta tem por objetivo desenvolver ações que promovam o desenvolvimento do adolescente através da integração social e do autoconhecimento, utilizando ferramentas lúdicas da educação e das manifestações culturais e artísticas.

Os alunos terão aulas teóricas e práticas sobre todas as etapas dos quatro pilares da educação: o ser, conhecer, conviver e o fazer e na seqüência o preparo destes para multiplicarem o conceito da HIDROCIDADANIA.

O público é formado por um publico intermediário entre 15 e 28 anos.


Proponente

COOPRED - ······ Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo. Profissionais Em Educação.

Quem Somos

Formada inicialmente por profissionais da educação, consolida a estrutura no enfoque principal da prestação de serviços junto a instituições públicas e comerciais.

Norteando soluções para o momento contemporâneo administrativo financeiro e social nos diversos segmentos onde o conceito cooperativista demonstra salutar eficácia.

Nossa estrutura é gerenciada principalmente por educadores profissionais; voltados a formatar um caminho desafiador em direção à reflexão e prática do conceito da geração de renda responsável e integrada a manutenção e preservação de biodiversidade (proposta pela UNESCO e pela Agenda 21).

A mais de dez anos no mercado, agrupo profissionais com grande reconhecimento público; como empresa preocupada com a qualidade dos trabalhos ofertados, a COOPRED não abre não da qualidade e qualificação de seus cooperados.

História

Desde o seu surgimento a COOPRED - Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo – Profissionais em Educação, consolida-se como uma forma viável de prestação de serviços na área educacional, pela seriedade e comprometimento que revela em suas diversas ações.

Fundada em fevereiro de 1999, desde o início, seus principais objetivos foi programar e executar ações através do estudo, pesquisa e da reflexão coletiva.

Desenvolvendo metodologias e políticas educacionais mais democráticas e consensuais.

Reconhecendo as dificuldades de se obter ferramentas adequadas e necessárias ao desenvolvimento e formação continuada dos profissionais que buscam uma prática cooperativista e Bio-responsável: a COOPRED – Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo, além de se preocupar com esta questão, analisa, sistematiza, indica e produz materiais que auxiliam os envolvidos no processo educativo.

Estas ferramentas educativas servem como fonte de análise e pesquisa aos profissionais, passando a serem utilizadas como plataforma para a construção, divulgação e multiplicação de idéias e conquistas.

Por intermédio de frentes de gestão – os profissionais da COOPRED atuam na implantação e nas melhorias didáticas pedagógicas bem como no suporte administrativo financeiro e de marketing.

Desenvolvendo estudos, projetos e pesquisas educacionais, incluindo o registro e a divulgação dos resultados de produções intelectuais.

Missão

COOPRED – Cooperativa Educacional do Estado de São Paulo – Profissionais em Educação tem por missão:

Atender as necessidades da formação educacional e profissional através do desenvolvimento social humano e cooperativista, agregando valores e rompendo paradigmas, de forma harmônica no equilíbrio da biodiversidade humana e planetária.

Visão

Ser referência em projetos educacionais cooperativos buscando aprimoramento contínuo e inovando sempre.

Valores

Ética, Transparência, Efetividade e Competência.

Conteúdos das Oficinas

Introdução a filosofia da Hidrocidadania

Introdução a cidadania Bio-responsável

A prática da Hidrocidadania no dia-a-dia

Jogos e dinâmicas de hidrocidadania (com o objetivo e despertar a participação critica - ativa)

Criação e confecção de bonecos (mamulengos)

Estimulo a confecção de textos (para teatro de animação)

Encerramento / Apresentação dos trabalhos

Pedagogia da Hidrocidadania

Nesta abordagem apenas propomos uma introdução à Pedagogia da Hidrocidadania, tentamos nos ater ao seu lado didático – filosófico, ao invés do lado técnico-pedagógico uma vez que neste trabalho essa será utilizada e aplicada por intermédio da prática artístico-cultural.

Antes de abordarmos necessariamente o conteúdo da oficina de hidro-criação é necessário entender estrutura em que esta se pauta, ou seja, a Pedagogia da Hidrocidadania.

Para assim deslumbrar os mecanismos pelos quais essa se aplica; seus conceitos e conteúdos didáticos e programáticos.

Por premissa as oficinas de hidro-criação não têm como função ensinar ninguém a ser artista, poeta, ator, escritor, etc.

O aprendizado, assim como as águas, corre como um rio; portanto nem o leito dos rios ou dos oceanos são bancos de memórias. Estes estão em constante transformação ao contrario do que imaginamos nem o fundo dos lagos encontra-se vazios.

No entanto o fundo dos lagos, mares e oceanos, guardam a memória genética da nossa ancestralidade na somatória do que somos.

Os participantes da oficina “crítico – ativos” são geradores de opiniões e trocar é o que importa neste trabalho, uma vez que tomamos o educando por um ser propenso ao desenvolvimento de raciocínio e não meros depósitos de idéias de outrem.

As oficinas de Hidro-criAção geridas pelo conceito da hidrocidadania é a ferramenta que nos apropriamos para quebrar as barreiras que impedem a comunicação do ser para com uma holística de maior compreensão do mundo e por sua vez das relações para com a natureza.

Um dos objetivos da oficina de hidro-criAção é perceber que as palavras nascem da percepção da existência das coisas e mesmo assim as palavras não são tudo.

O gesto, a visão, o sentir, o imaginar, são elementos que formam uma linguagem e cada uma delas é única e própria em si mesma. Como os movimentos, antes da consumação do gesto em fato.

Os fragmentos de uma folha são como as palavras fragmentos das frases e as letras fragmentos das palavras.

Os gestos são as falas do corpo que chamamos de expressão corporal.

Aliada as outras linguagens diferentes que temos se somam na expressão total, quando nos comunicamos com outros seres, independente da espécie.

A visão, o gesto, e o som são três aliados poderosos.

A palavra nasce dentro, antes de ser som, assim como a água da cacimba que vai ao rio,e de lá mundo afora; e nasceram do encontro de átomos diferentes.

Cada fonte tem sua flora, sua fauna, e cada ser dessa fauna e dessa flora, tem seu mundo particular; com definições políticas e sociais peculiares que é característica da vida em cada grupamento formado; assim os vários corpos sociais, com suas diferentes ações que se completam na dança da ciranda da vida.

Só com o conhecimento do universo dialetal, (contexto pelo qual se observa e se pode entender um determinado grupo do ponto de vista antropológico), dos participantes, poderemos nos aproximar; de forma respeitosa da sua poesia, da sua musica, da sua arte, nas diferenças de cada um com suas realidades individuais, coletivas e sua visão de mundo; tanto dos indivíduos, como dos grupos na união dos fragmentos para uma somatória de respeito às diferenças.

A oficina de hidro-criação se aproxima por definição pragmática da realidade social política e cultural para descobrir da melhor forma possível com os participantes como utilizar os instrumentos conhecidos dentro da dialética realidade local.

Onde as relações sejam postas a prova valorizando as tradições as crenças locais para que seus mitos e símbolos sirvam de elementos de reflexões.

Por definição a contrariedade do adestramento como forma de aprender algo a Pedagogia da Hidrocidadania busca um construir através das suas oficinas e “falestras” (falestras porque falamos) romper com a membrana que nos separa de um convívio melhor.

Como as água que estão em um constante construir de uma forma simples e ao mesmo tempo complexa onde por definição: soma-se a tese e não antítese da coexistência, muito embora ao longo dos tempos o caminho do desenvolvimento traçado pela espécie humana foi de um enorme sentimento de superioridade isolacionista como se vivêssemos sozinhos no planeta.

Os fatos mostram o contrario e ao tratar da Pedagogia da Hidrocidadania, temos o propósito de diminuir a distancia, provocada ao longo do tempo, entre o ser humano e a natureza, para o bem da espécie a que ele pertence.

As artes são elementos de comunicação hidrosociocultural muito valiosos. A pesquisa e o conhecimento são fundamentais para a revisão dos dados do texto.

Preocupar-se com o Diálogo a eficiência da comunicação sem perder o sentido da fluência das palavras como alimentadoras das idéias de criação sem que estas por sua vez se afastem de uma consciência mais ampla de eco-existência.

Tal como um rio a palavra flui de forma reta e enviesada. E como um rio fica tudo harmônico no sentido do que tudo ainda não era e passou a ser. A idéia lúdica é transparente como o espaço despoluído, depois passa a ser a forma concebida.

Desse momento em diante tudo será feito e refeito novamente, no sempre das corredeiras e na mudança promovida pela dança dos átomos. “Alfabetização Ecológica”.

Consciência do corpo da mente e do ambiente.

Vivência da causa do efeito das relações. Como visto o Caminho das águas rompe com o egoísmo e a estupidez da violência, quando abordamos os conceitos hidro-sociológicos do ambiente que nos cerca.

Promovendo uma nova filosofia de vida, estimulando o senso crítico e o consciente ético individual e coletivo. Engajado de forma sócio-cultural e ecologicamente fomentando o diálogo do equilíbrio e da paz entre à humanidade e a natureza.

A Pedagogia da Hidrocidadania trás o confronto para a superfície, onde de fato esta a tragédia com toda sua plenitude e expressão máxima do palco que é o mundo em que todos encenam.

A Pedagogia da Hidrocidadania ressalva a importância d´ságuas na Educação Ambiental·como ponto de partida; sendo suporte no apodera-mento do conhecimento como gestor.

Pelas águas podemos gerar o amor a dor, degradação, a poluição das águas, afetando diretamente a todos os estuários no ato de ir à beira do rio e nos movimentos hidro-mecânicos e fitar o chão seco do fundo do lago e na invertência das ações vertemos água salgada das fontes que chamamos olhos e estas não enchem os rios secos.

Educar pelas águas é desde a intimidade do ser, (re) despertar os sentidos, aguçar a percepção de mundo natural, sócio-cultural e o institucional dos direitos e deveres através da Hidrocidadania.

A Pedagogia da Hidrocidadania propõem a utilização de elementos geradores de uma realidade conhecida e dogmática, portanto deveras temos que confrontar o método com a quebra dos paradigmas das relações inter- locutivas ao observar, ler, interpretar, dramatizar, motivando ações concretas que ajudem a recuperar e preservar o equilíbrio ecológico.

Combatendo os excessos e desperdícios dos bens da natureza fomentando as transformações positivas no nosso comportamento com os rios e que podem protagonizar mudanças da realidade hidrosocioambiental em busca do justo equilíbrio e da paz nas relações entre os seres nas diferenças dos semelhantes e semelhança dos diferentes.

A Pedagogia da Hidrocidadania é um exercício cotidiano.

Pratica diária, promove a compreensão da língua e das coisas construídas, aflora os sons cores e movimentos para um mundo mais equilibrado.

No diálogo das águas e pelas águas, no crescente especial da forma de expressão, é um instrumento nobre em varias linguagens no diálogo entre indivíduos quando se busca uma cultura de paz. Toda criação tem conseqüências éticas e estéticas que podem ou não ser acompanhada de intervenção no ambiente com a transformação de objetos ou seres.

*(Àquilo que resultou na forma criada pode ser arte manufaturada ou um mero subproduto de uma reação das combinações entre elementos da natureza. Zé Cambito)

Em suma:

A Pedagogia da Hidrocidadania propõem que criação e a arte estão presentes naquilo que nós consumimos e descartamos como lixo ou resíduos produzindo um tipo de “arte” num outro sentido que lamentavelmente esgota a natureza, quebra o equilíbrio ambiental, prejudica a saúde e a vida de todos os seres.

Devemos ressaltar a pratica educacional ambiental como ponto de partida em um elemento primordial da vida, ou seja, a água.

Sua importância e relevância no dia-a-dia do planeta e de todos e tudo que nele se encontra é inquestionável. A urgência de utiliza - lá em todos os seguimentos e mecanismos de ensino torna-se latente como poderemos constatar na justificativa do Projeto Hidrocidadania.

A – Identificação do objeto a ser executado:

A oficina busca promover a disseminação da linguagem do Teatro de Animação Popular denominado MAMULENGO e da ARTE-EDUCAÇÃO-ambiental, ira trabalhar conceitos teóricos e práticos sobre hidrocidadania além de técnicas de confecção, elaboração e manipulação de bonecos e a criação de textos para animação. A proposta tem por objetivo desenvolver ações que promovam o desenvolvimento através da integração social, utilizando-se das ferramentas lúdicas da arte e das manifestações culturais e artísticas, conforme proposto pela Pedagogia da Hidrocidadania em consonância com o PCN – Parâmetro Curricular Nacional.

B – Metas a serem atingidas:

  • Disseminação Pedagogia da Hidrocidadania;

  • Disseminação a prática da cidadania bio-responsável;

  • Preservação das praticas de confecção e manipulação do mamulengo (tombado pela UNESCO como patrimônio memorial brasileiro);

  • Transformação no olhar hidrosociocultural do meio em que vive;

  • Formação continuada de todos os envolvidos no projeto, por intermédio das ferramentas apresentadas;

ÁREA/LINGUAGEM

Área: Artes Integradas

Linguagens: Meio-ambiente / Hidrocidadania ­/ Literatura / Cultura Popular

NOME DO PROJETO

Hidrocidadania – Oficinas Temáticas de “Hidro-CriAção”

INTRODUÇÃO:


Realizar no período de três meses durante o segundo semestre de 2009, oficinas de criação e confecção de bonecos e textos com ênfases no tema Hidrocidadania. Introdução à Linguagem da educação ambiental e da arte-educação na transformação da influência da sociedade, através do bem estar do eco-sistema e da bio-diversidade.

Os participantes terão aulas teóricas e práticas sobre todas as etapas/ferramentas da Pedagogia da Hidrocidadania e da confecção e construção de bonecos e da elaboração de textos vinculados a temática, lembrando que o conjunto de ações abordadas durante a oficina promove o desenvolvimento e estimulo: tátil, visual, auditivo, afetivo, cognitivo, motor do “bio-cidadão”.

OBJETIVO


A oficina de “Hidro-CriAção” tem como objetivo principal a busca do auto conhecimento do hidrocidadão Bio-responsável e a valorização do ser humano dentro de um conceito atual engajado na recuperação da consciência do individuo e da relação no seu meio ambiente.

Destinado a iniciantes e educadores, professores e moradores da região que atuem como educadores, freqüentadores e colaboradores de instituições sociais, culturais e educacionais e que tenham interesse de utilizar-se desta ferramenta no seu dia-a-dia.

JUSTIFICATIVA

A questão da preservação da água vai além da discutição promovida por ecologistas e ambientalista, ela se estende a economia, aos hábitos e costumes não de um povo mais de toda a raça humana, antes de dissertar nossa justificativa proponho a observação de alguns dados que de forma concisa traça um panorama global sobre a questão da água:

A água no século 21, outros dados e curiosidades.

(Publicados pela Folha de S.Paulo de 02/07/99, pág. 5 do caderno especial "Ano 2000 água, comida e energia")

Como se divide a água no planeta:

  • 97,5% salgada;
  • 2,493% em geleiras e subterrâneas de difícil acesso;
  • 0,007% doce e de fácil acesso.
  • O estoque de água potável hoje disponível no planeta é de 12,5 mil km3.
  • O Brasil tem 12% da água doce corrente do mundo.
  • Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37%.
  • Hoje, cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa.
  • A cada 8 segundos morre uma criança por doença relacionada à água, como disenteria e cólera.
  • 80% das enfermidades no mundo são contraídas por causa da água poluída.

Desperdício

  • Estima-se que em São Paulo as perdas cheguem a 40% da água tratada.
  • A Sabesp estima esse percentual entre 17 e 24%.
  • Nos países desenvolvidos, a tubulação acumula perdas de 30%.
  • A Grande São Paulo desperdiça 10m3 de água por segundo, volume que daria para abastecer 3 milhões de pessoas/dia.
  • Um banho de ducha de alta pressão consome 135 litros de água em 15 minutos.
  • Uma mangueira aberta por 30 minutos libera cerca de 560 litros.
  • Um esguicho libera cerca de 280 litros em 15 minutos.
  • Uma torneira aberta por 5 minutos desperdiça 80 litros de água.

Consumo

  • A agricultura concentra a maior parte da água consumida no planeta, com média de 70%. Alguns exemplos:

Índia

93%

Espanha

62%

México

86%

Brasil

59%

  • Nos Estados Unidos e alguns países europeus, o maior consumo se dá na indústria.

Consumo anual per capita no mundo

Mundo

645m3

América do Norte

1.680m3

América Latina e Caribe

402m3

Europa

626m3

Ásia

542m3

África

202m3

Oceania

586m3

Estados Unidos

1.870m3

Brasil

246m3

Rússia

521m3

China

461m3

Índia

612m3

Egito

952m3

Curiosidades

  • A irrigação começou a ser utilizada em 5.000 a.C., na Mesopotâmia e no Egito, juntamente com canais de drenagem.
  • A primeira represa de água foi construída no Egito em 2.900 a.C. pelo faraó Menes, para abastecer Memphis.
  • O primeiro sistema eficiente de distribuição de água e esgoto foi construído na Índia, na cidade de Mohenjo-daro.
  • A primeira usina de dessalinização de águas surgiu no Chile no século 18. Utilizava energia solar para evaporar e condensar a água.
  • A primeira grande usina de dessalinização foi instalada no Kuait em 1949.
  • A primeira estação de tratamento de água foi construída em Londres em 1829.

Preço

  • O preço médio da água encanada no mundo é de US$ 1,80 por m3.

Investimento

  • Para tentar uma solução para o problema de desabastecimento de água, o Banco Mundial estima a necessidade de investimentos entre US$ 600 e 800 bilhões nos próximos dez anos.
  • A ONU estima um custo de US$ 50 por pessoa.

Sobrevivência

  • Deixando de beber água, uma pessoa tem apenas três dias de vida. Em 72 horas perde 13 litros de água do corpo e morre. A água é mais essencial à sobrevivência do que a comida. Sem alimento, uma pessoa pode resistir até 40 dias.

Em suma:

Como dissemos a questão da água é problema da humanidade é não apenas de órgãos públicos, por isso a importância de se tratar o assunto das mais diversas formas possíveis e o que melhor que o teatro de animação no caso do mamulengo que é proveniente do nordeste brasileiro e tem a questão da água tão presente em sua dramaturgia. Outra grande razão é a literatura inspirada no cordel a qual aplicaremos nas aulas de criação de texto.

Assim como a problemática que envolve a água e a cultura popular é de responsabilidade de todos então, que melhor forma de preservar, disseminar, recriar, reaprender do que unir as duas em uma oficina. Por estes motivos acreditamos na relevância deste trabalho junto a comunidade em geral.

DESENVOLVIMENTO E CRONOGRAMA:

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – I

Mês 1 - Aula N° 1 - 1ª Semana

Descrição: Introdução aos quatro pilares da educação Metodologia: Narração dissertativa Apresentação slides PowerPoint Apresentação Vídeos

Descrição ( x ) Teórica ( ) Prática

Duração 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – II

Mês 1 - Aula 2 - 2ª Semana

Descrição: Conhecendo a importância do seu ser Metodologia Apresentação e triagem material confecção Apresentação das técnicas

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – III

Mês 1 - Aula 3 - 3ª Semana

Descrição: Concepção da importância do conhecer Metodologia Confeccionando o Básico Finalizando um processo técnica em arte terapia de origem Junguiana)

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – IV

Mês 1 - Aula 4 - 4ª Semana

Descrição: A importância do conviver Metodologia Conhecendo as técnicas Básicas Iniciando um processo (técnica Guestald desenvolvimento próprio)

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – V

Mês 2 - Aula 5 - 5ª Semana

Descrição: A relevância é o fazer Metodologia Conhecendo as técnicas Básicas do criar Finalizando um processo (técnica de informar e formar, desenvolvimento próprio)

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – VI

Mês 2 - Aula 6 - 6ª Semana

Descrição: A relevância é o fazer Metodologia Finalização das atividades com a apresentação de uma monografia sobre a função do educador como continuo educando.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – VII

Mês 2 - Aula 7 - 7ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia Introdução a HIDROCIDADANIA e a função do arte-educador como agente ambiental na conservação da água.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – VIII

Mês 2 - Aula 8 - 8ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia HIDROCIDADANIA no dia-a-dia do educador.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – IX

Mês 3 - Aula 9 - 9ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia HIDROCIDADANIA do conceito a prática - Valorizando a Vida preservando a agua.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – X

Mês 3 - Aula 10 - 10ª Semana

Descrição: HIDROCIDADANIA Metodologia encerramento dos trabalhos um balanço analítico sobre a HIDROCIDADANIA.

Descrição: (x) Teórica (x) Prática

Duração: 4 horas

FORMA DE SELEÇÃO:


Com o objetivo de proporcionar a Democratização ao Acesso as aulas da oficina de HIDROCIDADANIA – OFICINAS TEMÁTICAS DE HIDRO-CRI-AÇÃO. Propomos;

Sugestão para seleção de alunos para a Oficina de Iniciação

  1. Entrevista
  2. Analise sócio econômico
  3. Ordem de inscrição

RECURSOS MATERIAIS:

MATERIAL DE USO PERMANENTE

TIPO

REFERÊNCIA

QUANTIDADE

FREQÜÊNCIA DE USO

01

SALA DE AULA

MINIMO DE 10 X 10 MT.

01

DIARIO

02

Mesas




03

Cadeiras




MATERIAL DE CONSUMO

TIPO

REFERÊNCIA

QUANTIDADE

FREQÜÊNCIA DE USO

O material de consumo será reciclável e de responsabilidade dos alunos a sua captação.

EQUIPAMENTOS

TIPO

FREQÜÊNCIA DE USO

01

Data show

Todas as aulas

02

Tela data show

03

Computador ou notebook

04

Equipamento de som

AVALIAÇÃO:


FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO E CAPACITAÇÃO

TIPO

FREQÜÊNCIA DE USO

01

Fica a critério da contratante, definir a ferramenta a ser adotada.


SINOPSE DO PROJETO

O projeto propõe-se a trabalhar com o Público local na construção da consciência proposta, através do teatro de mamulengo e da elaboração de dramaturgia própria com ênfases na questão da água, a técnica hidro-criAção tem o objetivo principal do conhecimento e propagação da hidrocidadania bio–responsável, composição da consciência da biodiversidade, improvisações de linguagem, e trabalho em grupo estimulando o participante a pratica da cidadania bio-responsável.

Pela primeira vez na historia do Brasil as questões ambientais e a cultura popular faz parte dos parâmetros nacionais da educação. (LDB - 2006)

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Chico Canindé

Jornalista - Arte Educador

DRT\01051 e MTB\32.640

EDUCAÇÃO E CULTURA EM PROL DA BIODIVERSIDADE ATRAVÉS DA ÁGUA Zé Cambito 2009