VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DA ILHA DO MARAJÓ?

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DA ILHA DO MARAJÓ?

por: Marcela Silva

Até pouco tempo, toda vez que eu ouvia alguém mencionar esse arquipélago, logo o associava a sua riqueza cultural, às belezas naturais, às danças envolventes, às músicas animadas e convidativas, enfim, meu conhecimento, assim como o da grande maioria dos brasileiros, estava direcionado ao enorme potencial turístico que a ilha oferece.

Mas não é bem assim. Você sabia que esse “maravilhoso” arquipélago é um dos lugares do Brasil que mais sofre com a precariedade nos serviços públicos, como saúde, educação, segurança pública e saneamento básico?

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Você sabia que lá há atividades criminosas, como prostituição infantil, tráfico de drogas, flagelos que aumentam a cada dia diante da omissão de nossos governantes?

Você sabia que nas “belas” paisagens ribeirinhas, a exploração sexual infantil ganha, diariamente, contornos dramáticos? Que populações esquecidas pelo poder público veem a pureza de suas crianças irem embora juntamente com a água dos rios?

Sou mineira, resido a, aproximadamente, 2190 Km de distância de toda esta realidade, mas não posso me calar, fechar os olhos e me omitir. É necessário alertar a população sobre fatos ocultos, abafados, que ficam escondidinhos por não serem do interesse dos poderosos. A pobreza desse povo não interessa nem aos governantes da própria região. Já parou pra pensar por que estas informações não chegam ao nosso conhecimento?

Pois bem. Preste atenção. Veja que promessas de investimentos para o desenvolvimento da região aumentam nos anos eleitorais. Desde 2007, a ilha anseia pelo recebimento de uma verba econômico-social que até hoje não saiu do papel.

Enquanto isso, a população sofre com a defasagem no atendimento à saúde com os elevados casos de malária – que em determinadas épocas do ano acomete metade da população de muitos municípios – maltratando e ameaçando até mesmo com a morte o futuro de milhares de brasileiros.

Sofre com a falta de saneamento básico, com esgoto a céu aberto e lixo acumulado no meio da rua, e a maioria da população continua vivendo em condições subumanas em casas que se localizam em regiões alagadiças, o que acomete a saúde de todos.

Sofre com postos de saúde e hospitais precários: é inadmissível que, em pleno século XXI, tenhamos que noticiar crianças morrendo dentro das unidades de assistência por não terem os equipamentos básicos para prestar o devido socorro; assistir a mulheres e homens tendo negados seus direitos de acesso ao serviço por falta de leitos, medicamentos ou profissionais, e verificar que, quando há socorro, ocorre em péssimas condições, com pacientes sendo transportados em macas improvisadas em carrinhos de mão, sem a menor higiene e cuidado, para tentar ser atendidos e terem suas dores amenizadas.

Quanto sofrimento e lágrimas serão necessários para chamar a atenção da nossa sociedade?

E onde estão os serviços públicos? E a infraestrutura, que vai de desde a construção de hospitais e fornecimento dos materiais necessários para seu funcionamento até a consolidação de uma rede de transportes e preparação médica adequada?

O presidente Lula, em 2007, visitou a Ilha do Marajó com um mega Plano, que prevê quase 300 ações para diversas áreas. Teve todo o nosso apoio para tirar o Arquipélago do Marajó da MISÉRIA, através do "PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ". Até quando o Plano ficará no papel?

Nosso arquipélago, com toda sua beleza, encontra-se, na verdade, em uma realidade muito diferente da que muitos imaginam. A Ilha do Marajó está amarga, triste, realmente “ilhada”, solitária, e vive à margem da sociedade, esquecida, com tanta precariedade...

A pobreza e o desespero levam os marajoaras a ações como as que aqui descrevi como única alternativa de sobrevivência, triste destino. A região marajoara grita por justiça. E nós? Vamos continuarmos omissos?

Eis meu desabafo, minha indignação; eis meu grito de revolta.

Não quero ser apenas uma cidadã, quero ser parte de um povo unido, que faça a diferença, ainda que seja mínima, mas que mostre à presidenta Dilma que o Brasil se importa com o Arquipélago do Marajó e para exigirmos dela o mesmo. Até quando O Marajó permanecerá relegado a segundo, terceiro, quarto ou “último” plano por não render muitos votos aos políticos?

Há brasileiros que estão acordados, sim, há. Acorde você também. Foi lançada, nesta última terça-feira, dia 05 de junho de 2012 - pela Fundação Villas Boas (da qual faço parte), que promove projetos para o desenvolvimento social, ambiental e econômico em todo o Brasil, em parceria com a sociedade civil, visando assegurar a proteção dos recursos naturais locais e garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações, uma PETIÇÃO PÚBLICA PARA QUE O PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO SAIA DO PAPEL.

Ajude você também! Grite! Assine! Manifeste-se!

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=VBMARAJO

http://www.fundacaovillasboas.com/

Até pouco tempo, toda vez que eu ouvia alguém mencionar esse arquipélago, logo o associava a sua riqueza cultural, às belezas naturais, às danças envolventes, às músicas animadas e convidativas, enfim, meu conhecimento, assim como o da grande maioria dos brasileiros, estava direcionado ao enorme potencial turístico que a ilha oferece.

Mas não é bem assim. Você sabia que esse “maravilhoso” arquipélago é um dos lugares do Brasil que mais sofre com a precariedade nos serviços públicos, como saúde, educação, segurança pública e saneamento básico?

Você sabia que lá há atividades criminosas, como prostituição infantil, tráfico de drogas, flagelos que aumentam a cada dia diante da omissão de nossos governantes?

Você sabia que nas “belas” paisagens ribeirinhas, a exploração sexual infantil ganha, diariamente, contornos dramáticos? Que populações esquecidas pelo poder público veem a pureza de suas crianças irem embora juntamente com a água dos rios?

Sou mineira, resido a, aproximadamente, 2190 Km de distância de toda esta realidade, mas não posso me calar, fechar os olhos e me omitir. É necessário alertar a população sobre fatos ocultos, abafados, que ficam escondidinhos por não serem do interesse dos poderosos. A pobreza desse povo não interessa nem aos governantes da própria região. Já parou pra pensar por que estas informações não chegam ao nosso conhecimento?

Pois bem. Preste atenção. Veja que promessas de investimentos para o desenvolvimento da região aumentam nos anos eleitorais. Desde 2007, a ilha anseia pelo recebimento de uma verba econômico-social que até hoje não saiu do papel.

Enquanto isso, a população sofre com a defasagem no atendimento à saúde com os elevados casos de malária – que em determinadas épocas do ano acomete metade da população de muitos municípios – maltratando e ameaçando até mesmo com a morte o futuro de milhares de brasileiros.

Sofre com a falta de saneamento básico, com esgoto a céu aberto e lixo acumulado no meio da rua, e a maioria da população continua vivendo em condições subumanas em casas que se localizam em regiões alagadiças, o que acomete a saúde de todos.

Sofre com postos de saúde e hospitais precários: é inadmissível que, em pleno século XXI, tenhamos que noticiar crianças morrendo dentro das unidades de assistência por não terem os equipamentos básicos para prestar o devido socorro; assistir a mulheres e homens tendo negados seus direitos de acesso ao serviço por falta de leitos, medicamentos ou profissionais, e verificar que, quando há socorro, ocorre em péssimas condições, com pacientes sendo transportados em macas improvisadas em carrinhos de mão, sem a menor higiene e cuidado, para tentar ser atendidos e terem suas dores amenizadas.

Quanto sofrimento e lágrimas serão necessários para chamar a atenção da nossa sociedade?

E onde estão os serviços públicos? E a infraestrutura, que vai de desde a construção de hospitais e fornecimento dos materiais necessários para seu funcionamento até a consolidação de uma rede de transportes e preparação médica adequada?

O presidente Lula, em 2007, visitou a Ilha do Marajó com um mega Plano, que prevê quase 300 ações para diversas áreas. Teve todo o nosso apoio para tirar o Arquipélago do Marajó da MISÉRIA, através do "PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ". Até quando o Plano ficará no papel?

Nosso arquipélago, com toda sua beleza, encontra-se, na verdade, em uma realidade muito diferente da que muitos imaginam. A Ilha do Marajó está amarga, triste, realmente “ilhada”, solitária, e vive à margem da sociedade, esquecida, com tanta precariedade...

A pobreza e o desespero levam os marajoaras a ações como as que aqui descrevi como única alternativa de sobrevivência, triste destino. A região marajoara grita por justiça. E nós? Vamos continuarmos omissos?

Eis meu desabafo, minha indignação; eis meu grito de revolta.

Não quero ser apenas uma cidadã, quero ser parte de um povo unido, que faça a diferença, ainda que seja mínima, mas que mostre à presidenta Dilma que o Brasil se importa com o Arquipélago do Marajó e para exigirmos dela o mesmo. Até quando O Marajó permanecerá relegado a segundo, terceiro, quarto ou “último” plano por não render muitos votos aos políticos?

Há brasileiros que estão acordados, sim, há. Acorde você também. Foi lançada, nesta última terça-feira, dia 05 de junho de 2012 - pela Fundação Villas Boas (da qual faço parte), que promove projetos para o desenvolvimento social, ambiental e econômico em todo o Brasil, em parceria com a sociedade civil, visando assegurar a proteção dos recursos naturais locais e garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações, uma PETIÇÃO PÚBLICA PARA QUE O PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO ARQUIPÉLAGO SAIA DO PAPEL.

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Abaixo-assinado para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. (PDTSAM)

MARIA_VILAS_BOAS_1Por Maria Vilas Bôas (Monte-Mor, SP)

Formada em Letras, Administração Escolar e Supervisão com Pós na área de educação, no Administrativo com as Ações Judiciais e parte do Tribunal de Contas.

ATÉ QUANDO O DESCASO POLÍTICO PELO ARQUIPÉLAGO DE MARAJÓ?

Nosso Arquipélago é constituído de belas matas, seres vivos em profusão e rios cheios de mistérios e encantos.

Os brasileiros são vistos de uma forma generalizada como pessoas que não sabem cuidar, aproveitar e preservar tanta riqueza onde 20% ou mais de espécies vegetais e animais do planeta estão em nosso país.

 Discordo, a verdade não é bem assim sabe por quê? Existem inúmeros exemplos de união de esforços para a garantia dessa sustentabilidade. Os exemplos os quais me refiro são ações pontuais sérias e comprometidas com resultados em pequena e média escala, mas que carregam consigo uma grande possibilidade de contribuição para a melhoria da qualidade ambiental dentro de um contexto de desordem global o qual todos estão passando.

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Existem várias iniciativas com poder de replicação, calcadas na mobilização social como a Fundação VILLAS-BÔAS com projetos significativos, inteligentes e possíveis de serem concretizados, como no Arquipélago de Marajó, porém esses projetos dependem de investimentos para alcançar resultados satisfatórios e concretos.

Ao analisar as fotos, vídeos e relatórios da realidade local os quais foram documentados pelo Presidente da Fundação VILLAS-BÔAS, Sr. Paulo Celso Villas Bôas e sua equipe, nas cidades de Muaná; Cachoeira do Arari, São Sebastião da Boa Vista, Ponta de Pedras entre outras (Pará), me deparei com muita precariedade e extrema degradação das condições de vida dos muanenses, mas também de forma geral das comunidades como: os caboclos, cafuzos, quilombolas, ribeirinhos etc. que habitam as ilhas do Arquipélago.

Fico a imaginar como os políticos desse país fazem vista grossa a tudo isso e se prometem alguma coisa é apenas em época eleitoreira, cujo principal objetivo é ‘ganhar’ votos dos paraenses, já que esse é o segundo maior Estado do país equivalente a (três Paraguais) e o mais populoso da região norte! Ah, disso os políticos sabem muito bem! Sabem também que esses projetos precisam ‘deslancharem’, para a real concretização do que é de extrema importância e urgência não apenas para a salvação do Arquipélago de Marajó, mas salvação de toda sociedade brasileira.

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Concorda que o interesse deles é bem maior nessa época eleitoreira quanto a chance de sucesso nas eleições ou reeleições num Estado como o Pará?

Tenho notado as inúmeras dificuldades dessa burocracia e politicagem tanto na esfera Estadual como na Federal desse país, quando se referem a projetos como esses, pela burocracia e morosidade por falta de vontade política pelos que dizem serem nossos representantes. Creio eu que os cidadãos do Pará também são conscientes disso, ou estou equivocada?

A Fundação VILLAS-BÔAS sabendo com clareza e com base no grande valor da dimensão biológica e na melhoria de vida dessas comunidades, tem reivindicado e batalhado arduamente num modelo de movimento ideal para o local, na perspectiva  sempre de um trabalho sério e concreto no que  se refere  a defesa e melhoria nas condições do Arquipélago e das comunidades Nele inseridas.

Portanto, a Fundação VILLAS-BÔAS não desiste e nem desistirá de seus propósitos, mesmo consciente de tantos obstáculos enfrentados, está a Fundação disposta a manter seus objetivos e continuar com suas reivindicações com importantes projetos com base no uso sustentável da biodiversidade em relação à conservação da natureza como: utilização racional dos recursos naturais e renováveis (ar, água, solo, flora e fauna) de modo a produzir maior benefício não só para a geração atual, mas manter esse potencial no sentido de garantir as necessidades de gerações futuras.

Reforço a tese de que o convívio harmonioso entre homem e natureza não só é possível, como também permite conquistas e satisfações que vão além da garantia de sobrevivência, mas ao pleno exercício da cidadania.

Entretanto, será que nossos governantes ainda ‘abraçarão’ essa tão grande e nobre causa? Vamos esperar para ver? Ou agirmos para mudar?

Se você também está indignado com as promessas não cumpridas e os descasos de planos de politicas eleitoreiras, sabem eles que nunca saíra do papel, unam-se á nós e assinem e compartilhem com a sociedade brasileira o nosso Abaixo-assinado para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. (PDTSAM). http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VBMARAJO.

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LIXO – EDUCAÇÃO PARA TODOS

ALESSANDRA_HERMATHpor Alessandra Harmath -Coordenadora de Eduação Ambiental da Fundação VILLAS-BÔAS

Segundo o Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó, PDTSAM, elaborado pelo governo federal: “Fóruns municipais devem ser criados com o tema lixo e cidadania para o recolhimento e tratamento devido do lixo e demais resíduos sólidos. Quanto ao tratamento de resíduos sólidos criarem consórcios e organizar os catadores de lixo do Arquipélago.”

O problema do lixo é uma situação complicada no Arquipélago do Marajó. O governo deveria se conscientizar e fazer mutirões e oficinas ensinando ao povo e aos funcionários como trabalharem com o lixo, como separá-lo e porque separá-lo, pois o lixo que pode ser reciclável volta como dinheiro pra comunidade de catadores de lixo.

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São João da Boa Vista - Centro da Cidade, comécio e moscas, venda de carnes expostas com gancho e outros.

A foto no final do texto é de um lixão de Muaná com o lixo descartado de qualquer forma, contaminando o solo, rios, ar e consequentemente as pessoas, animais e propriedades que estão em seu entorno. Urubus vivem nesse lugar e podem trazer e espalhar doenças. A fumaça aparente são dos gases eliminados na atmosfera a céu aberto provocando um forte odor.

A Fundação e Expedição Villas-Bôas propõem à população, primeiramente, a Educação Ambiental sobre como lidar com o lixo. Profissionais habilitados montariam oficinas participativas juntamente com líderes e comunidade para discutir a problemática do lixo, abordando temas como lixo e saúde, coleta seletiva e compostagem.

Para realizar a Educação Ambiental começamos pela definição de lixo: tudo que não serve mais e jogamos fora. O dicionário de língua portuguesa define a palavra como sendo: coisas inúteis, imprestáveis, velhas, sem valor; aquilo que se varre para tornar uma casa limpa ou uma cidade; entulho; qualquer material produzido pelo homem que perde a utilidade e é descartável.

Porém, o que jogamos fora e consideramos sem valor pode ser aproveitado por outras pessoas. Por isso, devemos definir lixo como: tudo aquilo que foi descartado e que após determinado processo, pode ser útil e aproveitado pelo homem.

Os materiais que ainda podem ser usados para outros fins mesmo depois de serem descartados são chamados de materiais reaproveitáveis e aqueles materiais que precisam ser descartados, mas sofrem transformações e podem ser usados pelo homem são chamados de materiais recicláveis.

Por exemplo: uma poltrona feita com garrafas pet é um reaproveitamento, já a transformação física e química da garrafa pet em fibras de poliéster para a fabricação de tecidos para roupas é um processo de reciclagem.

Muito importante deixar claro para todas as pessoas que nós não reciclamos o lixo, quem recicla é a indústria. O que nós podemos fazer é preciclar[1] e também separar o lixo para reciclagem. Por isso devemos procurar a cooperativa de catadores da cidade ou o governo municipal e nos informarmos sobre como devemos proceder para encaminhar nossos resíduos à reciclagem.

Separar o lixo não é complicado e nem precisa separar por tipo de material, pois na maioria das cidades a coleta dos materiais recicláveis é feita por um veículo que não tem separações. Pode-se separar da seguinte maneira:

Separar o lixo em lixo seco e lixo úmido.

Lixo seco: papel, papelão, jornais, revistas, cadernos, folhas soltas, caixas e embalagens em geral, caixa de leite, caixas de papelão (desmontadas), metais (ferrosos e não ferrosos) latas em geral, alumínio, cobre, pequenas sucatas, copos de metal e de vidro, garrafas, potes e frascos de vidro (inteiros ou quebrados), plásticos (todos os tipos), garrafas PET, sacos e embalagens, brinquedos quebrados, utensílios domésticos quebrados.

Lixo úmido: cascas de frutas e legumes (lixo compostável), restos de comida, papel de banheiro, sujeira de vassoura e de cinzeiro. Para o lixo seco usar uma lata maior e para o lixo úmido uma lata menor com uma sacola de plástico de mercado (reutilização) dentro.

Não recicláveis: papel higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono, vidros planos, cerâmicas ou lâmpadas.

Pilhas e baterias não podem ser descartadas no lixo doméstico, pois contém metais pesados e, quando molhadas, contaminam o meio ambiente. Ligue para o serviço de limpeza pública de sua cidade para saber se há postos de entrega voluntária para pilhas e baterias. O mesmo vale para lâmpadas fluorescentes, que possuem um vapor tóxico em seu interior.

E os materiais que não tem mercado? Pois é, há materiais que certas cooperativas não recolhem porque não encontram compradores. Neste caso teremos que encontrar outra destinação.

Lembre-se de só o lixo úmido colocar na rua nos dias e horários certos de coleta convencional. Já o lixo seco deve ser esvaziado uma vez por semana, portanto esse sempre deve estar limpo para não atrair insetos. Leve o lixo seco para cooperativa de catadores de lixo mais perto de sua casa ou se tiver coleta seletiva, respeite o dia e horário. Se em sua casa você fizer compostagem e destinar os recicláveis à coleta seletiva, pode diminuir o peso de seu lixo em até 80%, em média.

Latas de conserva são de ferro, e as de refrigerante e cerveja geralmente são de alumínio. Elas devem ser acumuladas limpas e sem rótulo. As de alumínio podem ser amassadas como uma sanfoninha, o que economizará espaço.

Como você pode verificar, separar o lixo não é difícil, porém é necessária uma boa orientação para fazer tudo direitinho. Portanto, aulas práticas e explicativas de como lidar com o lixo seriam a primeira atividade de Educação Ambiental a ser realizada nas comunidades da Ilha do Marajó.



[1] Preciclar: significa a conscientização do consumidor em diminuir a produção de resíduos logo no ato da compra. Pode fazer isso comprando matérias de natureza reciclável e biodegradável.

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Lixão em um bairro da cidade de Muaná, Caminhão e trator da prefeitura faz buraco, aflora água e depois deposita o lixão

 

 

Ilha de Marajó ou Arquipélago de Marajó?

Por: Alan Frederico Mortean

Hoje iniciaremos uma série de matérias sobre o arquipélago do Marajó, que visam levar à população brasileira, informações críticas sobre esse local tão pouco conhecido por nós. Quais seus pontos fortes? Quais seus problemas? Quais as soluções para eles?
O Pará, um dos 27 estados do Brasil, é o segundo maior deles, com uma área de mais de 1,2 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a cerca de três Paraguais. Possui 144 municípios, contando com o recém criado município de Mojuí dos Campos, e é o mais populoso da região norte do país, com mais de sete milhões de habitantes. Sua capital é Belém, onde vivem cerca de dois milhões de habitantes. Os principais rios que banham o estado são o rio Amazonas, rio Tapajós, rio Tocantins, rio Xingu, rio Jari e rio Pará.
O estado pode ser dividido em 12 regiões, chamadas pelo Governo Estadual de Regiões de Integração, que possuem características parecidas relacionadas à concentração populacional, acessibilidade, complementaridade e interdependência econômica, entre outros indicadores.
Nosso foco, como citado no início, é o Arquipélago do Marajó, representado pela Região Marajó, que pode ser localizada no mapa do estado do Pará a seguir.

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Figura 1: estado do Pará dividido em 12 regiões. Fonte: adaptado do Governo do Estado do Pará


Você sabe a diferença entre Ilha de Marajó e Arquipélago de Marajó?
A Ilha de Marajó é a região localizada na foz do Rio Amazonas, ou seja, na desembocadura do maior rio do planeta, e possui uma área equivalente a 25 cidades de São Paulo, configurando-se na maior ilha fluviomarinha (formada pela interação tanto com o mar quanto com um rio) do mundo. O Arquipélago do Marajó é composto por mais de duas mil e quinhentas ilhas de vários tamanhos, sendo a Ilha de Marajó a maior delas.

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Figura 2: crianças marajoaras indo á escola de barco; Fonte: acervo próprio da Fundação Villas-Bôas


Entre as onze cidades mais importantes do Pará, segundo o Governo Estadual, nenhuma se localiza na região Marajó.
O pior IDH do estado do Pará está no município de Melgaço, no Marajó, com um valor de 0,525, enquanto o IDH médio do estado é 0,720. Se fosse um país, Melgaço estaria entre os 30% com menor IDH do mundo, perto de países como Laos e Camboja. Entre os dez piores IDHs do estado, aprecem cinco cidades marajoaras! São eles, Melgaço, Bagre, Chaves, Anajás e Curralinho.
E questões relacionadas à saúde, como expectativa de vida, taxa de mortalidade infantil, número de médicos e postos de saúde? Você já ouviu falar do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago de Marajó?
Falaremos disso nas próximas matérias, e também dos níveis de educação, saneamento básico e desenvolvimento econômico da região, além do mais importante, discutiremos soluções.
Marajó, conhecer para mudar.
Fundação Villas-Bôas, seu coração batendo na Amazônia.

Referências:
Diário do Pará, Anuário do Pará 2011-2012.
Governo do Estado do Pará, www.pa.gov.br.
Idesp, Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas.
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, IDH.

ASSINEM

Abaixo-assinado para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. (PDTSAM)

Para:Presidente da República Federativa do Brasil

A Fundação VILLAS-BÔAS – INSTITUTO ECONÔMICO SOCIAL E SUSTENTAVEL DO BRASIL chama o povo brasileiro para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. (PDTSAM)

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Decretos bem elaborados com várias articulações, mas que nunca saíram do papel.

Por que, Vossa Excelência Senhora Presidenta Dilma Rousseff?

Gostaríamos de manifestar o nosso amor pelo nosso país. Mas como?

O Arquipélago do Marajó é uma das regiões mais belas do território brasileiro, mas possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado do Pará.


Esse Plano poderia mudar a vida de muitas pessoas e promover a sustentabilidade desse arquipélago, através da injeção do prometido 2 bilhões de reais em todo seu território. Nada foi feito, não é? - Mas o governo gastará mais do que 30 bilhões com a Usina de Belo Monte e mais de 40 bilhões de reais nas Olimpíadas do Rio de janeiro. Para a Copa no Brasil, estimativas falam em mais de 80 bilhões de reais, que o país honrará não é?

Senhora Presidente, seria tão difícil destinar um montante insignificante diante deste destinado a essas obras faraônicas para fazer algo certo e significativo como o PDTSAM? Por que não honrar o que fora prometido?


O Decreto presidencial de criação do plano (julho/2006) foi assinado por 18 instituições federais, dentre elas 12 ministérios e 20 instituições da alçada estadual, sendo 18 secretarias de Estado.


Todo o Arquipélago seria beneficiado, 190 ações de suma importância estariam sendo realizadas se os recursos fossem liberados.


O Arquipélago do Marajó hoje sofre com surtos de malária, prostituição infantil, tráfico humano, tráfico de drogas, falta de estrutura em serviços básicos como saúde, saneamento básico (praticamente inexistentes), difícil acesso a água potável e educação, resultando num engessamento ambiental, social e econômico dessas populações.


O que falta para esses projetos serem executados? Eleições? Simplificar a burocracia dos processos? Ou vontade política séria?

A área do PDTSAM compreende 16 municípios do Marajó: Cachoeira do Arari, Chaves, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, Soure, Afuá, Anajás, Breves, Curralinho, São Sebastião da Boa Vista, Bagre, Gurupá, Melgaço e Portel o que equivale a uma extensão territorial de 104.140 km². O produto interno bruto (PIB) do Marajó é igual a R$ 2.264, sendo inferior a média do estado. A média do Pará é de R$ 4.992.


Todas as cidades possuem outros problemas, além do PIB baixo, como, por exemplo, a cidade de Breves, onde o Senhor ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva esteve anunciando o Plano.

Nessa cidade, estima-se 10.000 desempregados devido ao fechamento de algumas fábricas, já que seus projetos de manejo foram bloqueados pelas novas Leis Ambientais, como a extração de palmitos. Falta de planejamento? Isso sem mencionar as mais longínquas comunidades dos centros urbanos desse arquipélago, totalmente abandonados.


Repudiamos o descaso dos governantes e conclamamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, com os direitos humanos, com o progresso social e a sustentabilidade e com a construção de um país mais solidário e fraterno a se mobilizarem para que possamos levar nosso manifesto ao Palácio do Planalto e lutar por um Marajó desenvolvido e visível aos olhos do Brasil.

(http://www.integracao.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=9408a880-6ec0-4be0-9cb7-feb01c4a6256&groupId=24915 )

( http://www.amam-marajo.org/noticia_detalhes.asp?codigo=439 )

Fonte: Belo Monte:

(http://oglobo.globo.com/ece_incoming/o-custo-de-belo-monte-2901172).

(http://www.portal2014.org.br/noticias/7676/CUSTO+DA+OLIMPIADA+DO+RIO+QUASE+DUPLICA+EM+DOIS+ANOS.html).

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/06/29/copa-no-brasil-podera-ser-mais-cara-do-que-todas-as-outras-juntas.htm

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SEJA UM VOLUNTÁRIO DA FORÇA TAREFA DA FUNDAÇÃO VILLAS-BÔAS

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Voluntários para o Núcleo de Marketing e Estratégia de Negócios

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A Fundação VILLAS-BÔAS busca voluntários para compor sua estrutura organizacional;

Procuramos profissionais das áreas: Economistas, publicitários, administradores e todos que disponibilizarem de tempo para exercer voluntariado.

A elaboração dessa nova dinâmica de trabalho visa otimizar as metas a serem alcançadas por todos os participantes da Fundação VILLAS-BÔAS.

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NÚCLEO: MARKETING.

Este Núcleo contempla os colaboradores que responsáveis pela divulgação  da FVB.
Ações:
- Divulgar a FVB por meio de mala direta, sites de jornais, revistas, blogs, sites de relacionamento como o Facebook e o Orkut, Twitter e outros tantos.
- Criação de Boletins Informativos para envios constantes aos nossos seguidores, estampando nossas ações de forma jornalística, motivando-os para visitação do nosso portal, e que entrem em nossa comunidade virtual, postando temas e tópicos que se refiram as nossas lutas e assim por diante.
- Divulgar por todos os meios a promoção de Captação de Sócios.


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NÚCLEO: ESTRÁTEGIA DE NEGÓCIOS.

Este Núcleo tem a função e a responsabilidade pela mobilização de empresas captadoras, profissionais do mesmo seguimento, ou empresas parceiras que queiram aportar recursos, por meio de doação em dinheiro ou equipamentos ou em materiais para a manutenção da instituição ou de projetos específicos.

Ações:

- Buscar padrinhos de expressão como nossa Embaixadora Nazaré Pereira para abraçar nossa causa e divulgar os projetos e a Fundação VILLAS-BÔAS, exemplo: Banda Calypso, Ronaldo Fenômeno.
- Inovar a Campanha de Sócios dando uma dinâmica em que possamos alavancar esse processo de uma forma mais convidativa aos interessados do setor.
- Busca de Empresas e empresários padrinhos dos projetos usando o portfólio da FVB.
- Verificação da legislação que incentiva ong’s através de isenções fiscais e tributárias para serem divulgadas aos parceiros potenciais.

CERTIFICADO DE PARCEIRO


O voluntário que cumprir satisfatoriamente com seus horários e responsabilidades, receberá um certificado de voluntário da Fundação VILLAS-BÔAS, com as ações realizadas e o período dedicado ao trabalho voluntário, a cada semestre que permanecer ativo na Força Tarefa.

O que aprendi na universidade

O que aprendi na universidade

Alan_MorteanAllan Mortean - Expedicionário da Fundção Villas-Bôas - Voluntário no México - Viajando para Cuba

Quando me perguntam o que estudei, qual a minha formação, respondo que terminei o curso de engenharia ambiental há pouco tempo. Talvez eu tenha que mudar essa resposta, pois já faz quase um ano que terminei a faculdade.

De tanto responder essa mesma pergunta, já criei uma resposta padrão, o que é mais cômodo, mas talvez não seja o melhor a fazer, pois ao fazer as coisas sempre da mesma forma, perdemos oportunidades de ver as coisas de novos pontos de vista e de adquirir novas experiências. Filosófico, não?

A resposta que dou é: sou engenheiro ambiental. Logo vem a pergunta seguinte: “e o que faz um engenheiro ambiental?”. Respondo que pode fazer muitas coisas, mas o foco do meu curso foi saneamento - e complemento - saneamento convencional, com projetos de grandes estações de tratamento de água e de esgotos, mas que, agora, nesse meu voluntariado aqui no México aprendi muito sobre uma outra visão... saneamento ecológico.

De tanto questionado sobre o que faz um engenheiro ambiental comecei a pensar na pergunta que é o título desse artigo: “O que aprendi na universidade?”. Depois de refletir um pouco e depois de quase um ano de formado, tenho algumas idéias que compartilho aqui.

A universidade, através de aulas e matérias, me ensinou grande parte do que sei de legislação ambiental, qualidade de água, tratamento de água, tratamento de esgoto e resíduos sólidos. Mas digo que coisas tão, ou mais importantes que essas, eu aprendi fora das salas de aula, pois, afinal de contas, a universidade está cheia de oportunidades:

- para os mais aplicados nos estudos e nas pesquisas, há projetos e bolsas de iniciação científica;

- para os mais aplicados nas festas, há grupos que se dedicam a organizar-las e a beber, muito;

- para os que curtem uma competição, há equipes de várias modalidades esportivas para participar;

- para os que curtem estar na arquibancada animando as equipes, há a bateria, que acompanha as equipes nos campeonatos universitários;

- para os que querem conhecer ambientes de trabalho de empresas, há as empresas Junior;

- para quem quer promover eventos acadêmicos, há os comitês organizadores de semanas de cursos, com palestras, oficinas, visitas técnicas, festas;

- para quem quer atuar para melhorar seu curso de alguma forma, há as secretarias acadêmicas;

- para quem quer melhorar o campus, há o centro acadêmico;

- para quem quer melhorar a universidade, há o diretório central de estudantes;

- para quem quer aplicar o terceiro membro do tripé ensino-pesquisa-extensão, o menos aplicado dos três, há grupos e projetos de extensão como o projeto Rondon e o USP Recicla;

- para quem quer aprender inglês, há cursos iniciantes e intermediários grátis;

- para quem quer ter uma experiência internacional, há várias oportunidades de intercâmbio;

- pra quem quer organizar a festa de formatura e todos os seus detalhes, há a comissão de formatura;

- para quem não quer fazer nada disso que listei acima, tenho certeza que há outras coisas que me esqueci de citar aqui;

Os cinco anos de universidade para mim abriram minha cabeça para novas oportunidades, coisas que nunca pensei que ia fazer um dia, como participar de uma operação do Projeto Rondon (projeto do Ministério da Defesa que leva universitários por 15 dias em regiões pobres do Brasil para trabalho voluntário) no Pará, no meio da floresta amazônica, uma experiência que me marcou positivamente.

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atividade de plantio de árvores durante o Projeto Rondon, em Alenquer, Pará

Outro programa importantíssimo para mim foi o USP Recicla, do qual participei durante a segunda metade da minha graduação. Foi um tempo onde aprendi muito sobre nossa sociedade de consumo, desenvolvendo um pensamento mais crítico em relação à geração de lixo, conheci e trabalhei (e trabalho) com o princípio dos 3R (reduzir, reutilizar e reciclar), compostagem, coleta seletiva e tive a oportunidade de trabalhar pela primeira vez com oficinas para estudantes do ensino médio, o que foi importante como experiência prévia a uma parte do trabalho que realizo agora.

Além disso, essa experiência no programa me proporcionou ser coautor de um guia prático sobre organização de eventos mais sustentáveis, o que gerou um novo projeto e hoje há um estagiário trabalhando com esse tema no USP Recicla. O guia pode ser baixado gratuitamente em: http://www.projetosustentabilidade.sc.usp.br/index.php/Biblioteca/Documentos/Organizacao-de-eventos. Paralelo a isso, fiz o meu trabalho de graduação usando o mesmo tema, e participei da organização da Semana da Engenharia Ambiental, onde apliquei alguns conceitos do guia. Digo que minha graduação pode ser separada em antes e depois do USP Recicla, pois, de certa forma, tudo o que fiz na metade final do meu curso tinha alguma ligação com o programa.

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Figura 2: Capa do guia

Outro período essencial para mim na universidade, o que pode parecer um escândalo para muitos, foram os meses de greve no segundo ano de curso (2007). Foi uma greve movida pelos estudantes, funcionários e parte dos professores, contra um decreto do então governador de São Paulo, que tinha como medida principal submeter todas as decisões dos reitores das três universidades públicas de São Paulo para sua aprovação ou desaprovação final. Houve uma grande mobilização estudantil nos campi das três universidades, e no campus onde eu estudava não foi diferente. Participei ativamente da greve e aprendi muito sobre as relações de poder na universidade e na sociedade, perdi a inocência de pensar que a elite científica da sociedade é também a elite democrática, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Vi na prática a Rede Globo e a revista Veja distorcendo e mal informando as pessoas sobre as razões das mobilizações do movimento estudantil, vi a grande capacidade que temos, como indivíduos, de obter resultados positivos ao nos mobilizarmos por uma causa, pois o decreto foi revogado e tivemos outros ganhos, como um ônibus novo para o transporte entre os dois campi que existem na cidade, a construção de um novo alojamento para estudantes e, depois, conseguimos uma melhora na qualidade da alimentação servida no restaurante universitário.

Tive uma experiência participando da comissão de formatura também, muito rica no sentido de conviver com pessoas que tinham gostos, prioridades e disponibilidade de dinheiro muito diferentes das minhas (leia-se: muito maiores). Conviver com pessoas diferentes propicia boas oportunidades de aprendizagem.

Além de tudo isso, outra coisa importantíssima é a rede de amigos e contatos que pode ser criada na universidade. Os palestrantes, professores e companheiros de curso ou de universidade podem nos prover várias oportunidades, como a oportunidade que estou tendo de fazer esse voluntariado no México, contato obtido com um companheiro de curso chamado Felipe (ou Hare), algo que eu nem sonhava em fazer e nem sabia que existia antes desse período de cinco anos.

A universidade abriu para mim, vagarosamente, durante o período que lá estive, um grande leque de oportunidades, porém... há tanta coisa que a escola e a universidade não ensinam... há uns dias ouvi a seguinte reflexão de um arquiteto mexicano, referência desenhos para saneamento ecológico: “A universidade nos transmite conhecimento, mas não sabedoria. Sabedoria a gente encontra conversando com aquele senhor lavrador que olha pro céu e sabe se vai chover ou não, olha pro sol e sabe que horas são, que espreme um pouco de barro com as mãos e sabe se essa terra é boa ou não pra construir uma casa de adobe... isso a escola não ensina, a universidade me ensinou a ser um vendedor de cimento e malha de ferro”. Um agrônomo agregou em seguida: “minha universidade me formou um vendedor de agrotóxicos”. Eu me pergunto: minha universidade me formou o que? E a sua, te formou o que?

Antes que eu esqueça: estudei engenharia ambiental na universidade de São Paulo, campus de São Carlos e atualmente faço um trabalho voluntário na área de saneamento ecológico em três pequenas comunidades no México, pra ver se encontro a sabedoria.