Proclamação da República: Vamos mudar também a situação do Marajó?

 

Proclamação da República: Vamos mudar também a situação do Marajó?

ALESSANDRA

 

 

 

 Alesandra Harmath Branco

Com o passar dos anos, a Monarquia foi perdendo seu poder político principalmente após os desentendimentos com a Igreja Católica e com o grande enfraquecimento do exército após a Guerra do Paraguai.

Em novembro de 1889, um levante militar dirigido pelo Marechal Manoel Deodoro da Fonseca obrigou Dom Pedro II a abdicar o trono. Foi assim, que no dia 15 de novembro daquele ano, foi proclamada a República do Brasil, no Rio de Janeiro, no Quartel General do Exército. Em seguida, uma série de reformas de inspiração Republicana foi decretada, entre elas, a separação do Estado e da Igreja.

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A redação de uma nova Constituição foi finalizada em junho de 1890. Inspirada na Constituição dos Estados Unidos, foi adotada em fevereiro de 1891, primeira Constituição Republicana, fazendo do Brasil uma República Federal, sob o título de Estados Unidos do Brasil. Deodoro da Fonseca foi o primeiro Presidente eleito do Brasil.

Após 67 anos, a Monarquia chegava ao fim e tinha início à República Brasileira com Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de Presidente do Brasil. A partir de então, o país seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço! Uma consolidação da democracia no Brasil.

O termo democracia é de origem grega (δημοκρατία, dēmokratía) e quer dizer “poder do povo”. Na Grécia antiga, o termo foi muitas vezes empregado de forma depreciativa, uma vez que a maior parte dos intelectuais gregos, entre eles Platão e Aristóteles, era contrária a um governo de iniciativa popular.

O conceito de democracia, embora estreitamente vinculado à ideia de lei e ao constitucionalismo, não se resume à igualdade jurídica e também depende do acesso democrático a espaços e benefícios ma espaços e benefícios sociais diversos.

No Brasil existe uma minoria muito rica e uma maioria muito pobre . Este é o caso do Arquipélago do Marajó que possui 41 mil pessoas abaixo da linha da pobreza. A Fundação Villas Bôas possui um Projeto para ajudar as comunidades ribeirinhas, quilombolas e índios.

Este inclui o desenvolvimento socioambiental, ou seja, apresentar a comunidade toda uma estrutura de desenvolvimento de técnicas utilizadas para ajudar na educação e no desenvolvimento da cultura local. Além disso, focará na assistência sanitária, médica e psicológica, levando profissionais habilitados para realizares essas atividades.

A Fundação Villas Bôas está divulgando um Abaixo assinado para levar ao Palácio do Planalto as demandas não cumpridas do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó (PSTSAM). Esse plano poderá ajudar na mudança de vida das comunidades e promover sua sustentabilidade através da quantia prometida de 2 milhões para realizações de ações e projetos em todo território do Marajó.

Acesse o site da Petição Pública: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VBMARAJO e entre também no nosso Portal para ler mais sobre nossos projetos, matérias, notícias, blog e chat online, onde pode deixar sua pergunta que responderemos com muito prazer:


Fontes

ü  Animação da proclamação da república realizada pelo aluno Thiago Fagner Dekster, do curso de Pós-graduação de Gestão Pública Municipal do Cead - Ifes.

ü  http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia

Tibá

Tibá

ALAN_FREDERICO_MORTEANPor Alan Frederico Mortean

...but in reality, nothing is more damaging to the adventurous spirit within a man than a secure future.” – Chris McCandless, Into the Wild.

“Na realidade, nada é mais prejudicial a um espírito aventureiro de um homem do que um futuro seguro” – Chris McCandless, livro Na Natureza Selvagem.

Texto que rascunhei dia 27 de agosto de 2012, e que agora publico no Blog da Expedição Villas-Bôas:

Estou no Tibá – tecnologia intuitiva e bioarquitetura - há um dia. Caramba, um dia somente. Parece que foi mais tempo, acabei de notar isso. Por que pensei que foi mais tempo? O dia foi intenso, muita novidade. Conheci novas pessoas, pessoas que tem pensamentos parecidos e que compartilham alguns objetivos comuns. É realmente um prazer estar aqui entre elas.

Hoje, após o primeiro dia de trabalho, estava na varanda conversando com um belga, que também está participando do programa de Aprendiz Tibá 2012. Ele quase não fala português e eu não falo belga, então nos entendemos no inglês. Conversa vai, conversa vem, percebi que temos pensamentos em comum, como notei aqui com várias pessoas (é tão bom ser aceito e conhecer pessoas com objetivo comuns aos meus), e ele me disse mais ou menos isso “Você já pensou no que estamos fazendo? Nós vamos para a zona rural, afastados da sociedade, trabalhamos de graça ajudando um cara a construir sua casa, e o mais louco, ainda pagamos por isso.”

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Figura 1: Aprendizes Tibá

“Heeeeey man”, eu nunca tinha pensado nisso antes. Para o mundo “normal”, sendo “normal” todo o comportamento esperado das pessoas que vivem em nossa sociedade capitalista ocidental neoliberalista (como diria Ross Jackson em seu livro Occupy World Street), comportamento ligado ao consumo de bens inúteis, ao amor pelo dinheiro e desamor pelos nossos irmãos (quase sempre vistos como competidores), um mundo baseado numa ganância sem limites, assim como deve ser sem limites o crescimento econômico e o crescimento do PIB (e o crescimento das desigualdades); para esse mundo, o que estamos fazendo não faz o menor sentido.

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Figura 2: trabalho coletivo

"Não é sinal de saúde estar ajustado e uma sociedade extremamente doente" - Racionais MC's.

Para essa sociedade doente, não tenho vergonha de parecer maluco, idealista, sonhador, radical, bicho-grilo e outros adjetivos mais ou menos carinhosos... Afinal de contas, na sociedade, todos querem parecer diferentes, exclusivos, mas acabam todos sendo iguais, mais do mesmo.

Todos querem um futuro seguro, seja lá o que isso quer dizer. A reflexão é: se você acha que tem um futuro seguro, se você vislumbra essa possibilidade, você estará menos propenso a arriscar. E essa comodidade vai sugando nossas vidas, dia após dia... e vamos, aos poucos, nos tornando iguais àqueles aos quais criticávamos, reproduzindo uma forma de vida vazia, baseada tão só no ‘ter’ e não no ‘ser’, que é o mais importante, como disse Buda.

Vivemos um tempo de efervescência de idéias, um período de mudanças, que não sei onde conduzirá nossa humanidade, mas tenho certeza de que temos todas as condições de escolher um caminho mais calmo e tranquilo para nossas vidas e para a de nossos irmãos, que é a opção de adotar uma vida mais simples. Para isso, algo fundamental é ter humildade, e aceitar que nossa sociedade, supostamente tão evoluída, irá colapsar se continuarmos agindo como se vivêssemos num planeta com recursos infinitos. Essa humildade nos fará olhar para trás e para os lados, para ver exemplos belíssimos de como viviam nossos antepassados e de como vivem milhões de pessoas e grupos no mundo atualmente, causando pouco impacto ambiental, além de impactos sociais positivos. E o mais importante, vivem com felicidade, porque a vida é boa demais.

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Figura 3: Tibá

IMPACTOS AMBIENTAIS E SUAS CONSEQUÊNCIAS MUNDIAIS

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Por Maria Vilas Bôas (Monte Mor, natural de Ibirarema - SP)

IMPACTOS AMBIENTAIS E SUAS CONSEQUÊNCIAS MUNDIAIS

Nosso país ainda não tem uma política educacional totalmente estruturada e definida como desejam os brasileiros, principalmente quando se refere à Educação Ambiental. O Brasil por enfrentar vários problemas de ordem econômica e social, ‘fez vista grossa’, a essas duas questões, mesmo sabendo das várias discussões tanto de ordem acadêmica quanto de ordem civil, através de reivindicações de cidadãos sobre a preservação da natureza, mas deixou a desejar nesses aspectos de suma importância. Com isso anos foram-se passando e nós brasileiros fomos ficamos atrás da história em relação a vários outros países, tanto na questão Educacional, quanto na Educação Ambiental.

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Vários problemas ambientais têm raízes socioeconômicas, políticas e culturais, porém sabemos que esses não são resolvidos simplesmente por meios só tecnológicos, porque quando abordamos apenas a parte tecnológica é ter um prisma de cunho limitado e ingênuo, ou seja, estamos desconhecendo uma realidade importante, que é ter conhecimento de causa, comprometimento, determinação e espírito crítico, para tomarmos atitudes engajadas em relação às questões ambientais. Somente assim, poderemos dizer de fato, que temos uma formação de consciência ecológica participativa e legitimada como cidadãos brasileiros.

O desenvolvimento sustentável surgiu como enfrentamento da crise ecológica global, tendo como estratégica desenvolver a harmonia entre ecologia e economia, o que resulta em qualidade de vida, justiça social, desenvolvimento econômico e equilíbrio do meio ambiente, portanto, precisamos de metodologias inovadoras que venham colaborar com programas de Educação Ambiental, com a habilidade em ‘trabalhar’ de forma sustentável o patrimônio cultural e natural, com base em incentivo a sua conservação através da interpretação do ambiente promovendo o bem-estar de toda a população.

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A Fundação VILLAS-BÔAS, tem como objetivo o conservacionismo, cujo foco é o manejo de recursos naturais, baseado nas ciências biológicas e com crença numa tecnologia de ‘força’, para solucionar os problemas gerados, tendo como causas a falta de conhecimentos e os comportamentos inadequados em relação à preservação do meio ambiente. A Fundação ‘luta’, para ver nossas florestas em pé e preservadas e quer vivenciar a consolidação de uma qualidade de vida digna às populações que moram no Arquipélago do Marajó e, que essa população tenha perspectiva e esperança, que suas gerações futuras também vivam de forma digna com base na igualdade social.

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Na Constituição Federal Brasileira de 1988, o artigo 225, dá ênfase especial ao Princípio da Sustentabilidade, o qual garante o direito a um meio ambiente equilibrado para todos, impondo responsabilidade coletiva em defendê-lo e preservá-lo, com ativa participação de todos os cidadãos em conjunto com o Poder Público na tutela ambiental.

“Art. 225.Todo têm direito ao meio ambiente ecologicamente    equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e á coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Embora a Constituição tenha dado essa ênfase à importância do Princípio de Sustentabilidade, vemos que é o modelo de desenvolvimento capitalista, quem dita às regras, sendo incompatível com as exigências ecológicas, onde esta ecologização do Capitalismo acaba não se tornando possível e isso é lamentável a todos, principalmente para os cidadãos de baixa renda que diretamente sofrem os impactos de ordem ambiental, com o surgimento de vários problemas cotidianos como a falta de água, falta de alimentação, sistema de saúde precária, falta de espaços habitacionais seguros, etc.

Segundo pesquisas, as espécies vivas na terra oscilam em torno de dez bilhões ou mais, e a maior diversidade de espécies se concentra nas regiões tropicais. Climatologistas afirmam que a questão climática mudou muito nas últimas décadas e são processos de mudanças irreversíveis, porém muitos não dão o devido valor a uma questão tão importante, principalmente quando se refere à esfera política.

O mundo passa por transformações a bilhões de anos e essa evolução continua. Renomados cientistas no mundo têm apresentado muitos estudos a respeito. Sabemos que ainda existem muitos vulcões em atividades, jogando inúmeros gases na atmosfera, mas o que a Fundação VILLAS-BÔAS em suas diretrizes não aceita, é que a sociedade se isente por conta disso, de suas responsabilidades sobre esse aquecimento.

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O aquecimento global, e suas conseqüências são sem dúvida, uma  realidade em todo o planeta; oceanos, terra e ar estão sofrendo um aquecimento devastador. Nossa atmosfera, nosso solo e nossos rios, estão contaminados com pesticidas, uso inadequado de fertilizantes, queima das florestas, águas contaminadas, emissão de gases poluentes, bosques destruídos, áreas úmidas secando por conta de barragens, vales inundados para a preparação da terra em prol do cultivo rápido gerado pela ganância humana; tudo isso resulta na extinção de milhares de espécies, que ao perderem seu habitat natural acabam sendo vítimas em potencial dessas atitudes inesperadas e catastróficas.

Pela falta de ‘educação’ e ‘respeito’ da população mundial ao meio ambiente vai aí uma alerta a todos! Quando falamos em cuidar do planeta não é apenas cuidar do portão de nossas casas para dentro e sim da nossa cidade também, como se ela fosse nosso hall de entrada. Quando vários tipos de lixos são jogados nas ruas, calçadas, terrenos baldios, até menos um simples papel de bala, o resultado quando a chuva chega é ‘levar’ tudo isso para os bueiros e esses entupidos milhares de pessoas tem perdido móveis, casas, animais de estimação e até a vida por conta de grandes alagamentos. Como será que estamos agindo?

Pasmem, mas segundo uma pesquisa feita pelo Dr. William Cheung, da Universidade da Colúmbia Britânica (Nature Climate Change), publicada em (03/10/12) as alterações provocadas pelo aquecimento global diminuirão e muito o tamanho dos peixes, porque águas mais quentes armazenam menos oxigênio, o qual é vital para o crescimento deles, pois quando o oxigênio fica em escassez, à medida que peixes vão crescendo e precisam mais dele para sua sobrevivência o crescimento dos peixes para, e ocorrendo todo esse descontrole, acontece enfim a morte de vários animais marinhos por causa da chamada acidificação dos oceanos.

Será que nós brasileiros somos realmente conscientes que o oxigênio, sendo um dos gases mais importantes na dinâmica do nosso ecossistema aquático, porém com sua diminuição diária está causando a oxidação à respiração dos organismos aquáticos e milhares deles estão morrendo?

Sabia que a maior parte dos afluentes que chegam até os cursos d’água não só no Brasil, mas em vários países estão contaminados com águas residuais domésticas, processos fecais e esses contribuem para várias doenças e morte da população principalmente a população infantil?

Nosso futuro é mais preocupante do que se imagina, desastroso para a natureza e para a humanidade. Desequilíbrios mundiais estão se agravando, será que a humanidade está realmente fazendo sua parte para que esses desastres ambientais sejam sanados ou pelo menos diminuídos?

Estamos lutando na reabilitação da nossa fauna e flora brasileira de forma inteligente? Ou continuamos contribuindo de forma direta ou indireta com essa terrível degradação?

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A Fundação VILLAS-BÔAS, tem como lema em todas as suas ações, quando fala sobre Sustentabilidade, seja em qual ordem for, Ela sempre está embasada num “Tripé”, sustentado pelo Homem, Economia e Meio Ambiente, porque se faltar uma dessas ‘pernas’ tudo acaba apenas em mero discurso.

 A Fundação VILLAS-BÔAS sempre acredita num empreendimento inovador e consistente para o meio ambiente, onde esse seja o mais sustentável possível e rico ecologicamente, mas para que tudo isso ocorra a Fundação conta com a colaboração de todos os brasileiros.

Portanto, acesse o Portal da Fundação, conheça e leia sobre esse Projeto maravilhoso, assine a Petição Pública, compartilhe com amigos, parentes, familiares, enfim divulgue para o país inteiro o que a Fundação Villas-Bôas, já fez e continua fazendo.

É um trabalho sério, empreendedor e respeitado, inclusive, em países como a França e Estados Unidos.

Se você ama o planeta, em primeiro lugar ame seu país se mobilizando  como verdadeiro cidadão.

Assim esses impactos ambientais que levam as conseqüências mundiais, se não sanados, pelos menos serão minimizados com sua participação!

Site da Petição Pública:

www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=VBMARAJO

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ÁGUA PRECIOSIDADE POUCO VALORIZADA!

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Por Maria Vilas Bôas (Monte Mor, natural de Ibirarema - SP)

 

ÁGUA PRECIOSIDADE POUCO VALORIZADA!

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Mais de um bilhão de pessoas ainda não tem acesso à água potável no mundo. Com essa constatação percebe-se que a água limpa e pura mesmo sendo uma riqueza inestimável, está ficando cada dia mais escassa por ser de limite finito. Nenhuma espécie vegetal ou animal vive sem água. Muitos, porém por não enfrentarem essa realidade ainda, desperdiçam, poluem, secam rios por conta de irrigações inadequadas e fazem desvio dos cursos desses, não dando o devido valor a um bem tão precioso, porque imaginam que ela é um recurso natural infinito por cobrir 71% da superfície terrestre.

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Se pararmos para analisar essa porcentagem, detectaremos que mesmo a terra tendo essa proporção de água do total dos recursos hídricos, os oceanos recebem em torno de 97% desse volume, os 3% que existe de água doce, as geleiras e calotas polares ficam com 2,4% e para lagos, represas e rios apenas sobram 0,6%, concorda que o total de água doce que sobra para a humanidade é muito pouco? Nós aqui no Sudeste e Sul do país, sabemos que o Brasil é rico em suas bacias hidrográficas e temos o maior rio do mundo, segundo o Impe, porém o que não aceitamos é que o rio Amazônas mesmo com toda sua extensão e volume de água, os ribeirinhos e habitantes do Arquipélago do Marajó, navegam em torno de três a cinco horas em busca de água potável com suas 'cacimbas e furos', para abastecerem suas casas.

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distribuição de água potável (projeto Kavera) - Ilha do Marajó - Mairo Arquipélago do Mundo - Água Doce

Diante dessa realidade, o que estamos fazendo em prol da preservação e valorização da dela? Se continuarmos atuando de forma irresponsável, sem dúvida estaremos provocando a própria não  sobrevivência de todo um planeta e com certeza assinando aos poucos nosso atestado de morte!

A humanidade e a economia estão crescendo, portanto, exige maiores demandas de água doce por conta desse crescimento, só que não paramos para refletir que com isso, uma das principais questões negativas é que há uma alarmante degradação da água com a qual nossa relação de uso com ela é poluição, desperdícios, contaminação dos lençóis freáticos, destruição e descaracterização de suas margens, que estão aumentando! Isso é como a ponta de um iceberg. Será que não correremos o risco de enfrentarmos Sabe por que penso assim? Porque a água passou a ser vista e controlada pelos interesses de lucros, água engarrafada assume uma comercialização com proporções enormes na economia e a cada dia a confrontos e mortes pela conquista de fontes naturais de água potável remanescentes daqui a alguns anos? comercialização aumenta mais.

Falando sobre a água e a questão do desvio do rio Xingu para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte?

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imagem da USINA DE BELO MONTE ACABADA

Com essa construção secará um enorme trecho conhecido como Volta Grande desenhado por ilhas, ilhotas, canais, lagos e de uma biodiversidade enorme que são fonte de alimento para seus habitantes, sem falar que é a única via de transporte para as etnias que lá habitam. Logo no início das obras, os indígenas já perceberam a piora na qualidade da água. Os manifestantes acusam o empreendimento de fechar o rio sem que tenha sido solucionada a transposição de barcos de um lado a outro da ensecadeira, como exige a Licença de Instalação outorgada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O Ministério Público pedia a suspensão da licença de instalação da hidrelétrica, concedida em junho de 2011 pelo Ibama, argumentando que a Norte Energia estava descumprindo as condicionantes ambientais. Como ficará essa situação tão séria e caótica?

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PARTE PRETA - Volta Grande do Xingu - interrompido pela Barragem da Usina da Belo Monte.

E aí nossos governantes? Por favor, respondam a pergunta que não quer se calar; nós brasileiros lendo o decreto nº. 778/2005, publicado em julho/2005 e acompanhando tudo o que está acontecendo, vemos todo esse trâmite como inconstitucional. Porque antes dele ter o apoio e autorização legislativa, os habitantes locais precisavam ser ouvidos pelo Poder Legislativo Federal e mesmo depois da posição dos habitantes, era preciso uma regulamentação através de uma Lei Complementar, porque Ela  que iria definir ressarcimentos, formas indenizatórias e compensações pelos danos sofridos pelos habitantes. Isso foi feito? Parece que não?

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Leito de um rio seco como ficará a Volta Grande do Xingu com a barragem da Volta Grande do Xingu.

Amo meu país e tenho muito orgulho de ser uma das voluntárias da Fundação VILLAS-BÔAS, cuja Fundação tem ‘lutado’ com todas suas forças contra essa barbárie, mas quando me deparo com esses descasos, sinto vergonha em dizer que sou  brasileira, além de tantas corrupções cometidas por pessoas que dizem ser nossos representantes.

Sabe qual a conclusão que chego? Que a água mesmo sendo um recurso natural importante e inestimável, para muitos não é vista como uma das maiores preciosidades e dádiva da vida! Principalmente quando penso nas atitudes daqueles que garantem ser nossos representantes!

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DIA DAS CRIANÇAS - HOMENAGEM FVB - REFELXÃO

DIA DAS CRIANÇAS - HOMENAGEM FVB - REFELXÃO

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“Nós devemos às nossas crianças – os mais vulneráveis cidadãos em qualquer sociedade – uma vida livre da violência e do medo” Nelson Mandela.

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Os maus-tratos contra as nossas crianças são uma das formas de violência mais invisíveis na sociedade. No Brasil, o artigo 227 da Constituição Federal de 1988 diz “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direto à saúde, à alimentação, à cultura à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Em pleno século XXI, o trabalho escravo infantil no país se faz presente de maneira alarmante. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE – mostra que há no Brasil 5,5 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalham no país. Estariam nossas crianças crescendo livres? E onde estão os seus DIREITOS à saúde, à educação e tantos outros?

Um programa da BBC Brasil mostrou que crianças estão suprindo uma crescente demanda de turistas estrangeiros que viajam ao Brasil em busca de sexo. Na Ilha do Marajó a exploração sexual infantil é alarmante. Meninas com onze anos de idade, estimuladas pelas próprias famílias, esperam as balsas e os navios que transportam mercadorias atracarem para “venderem seus corpos” aos homens que chegam. Mães relatam ser a única alternativa para garantir a sobrevivência. Trocam a “pureza” de suas crianças pela garantia de não morrerem de fome. A Constituição está em vigor ou não passa de mero registro? O que se deve entender de “dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente com absoluta PRIORIDADE...”?

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O comportamento das crianças é determinado, em um primeiro momento, pela família e, em um segundo momento, pelas outras interações sociais, psicológicas e culturais, como, por exemplo, o contato com os colegas da escola; e, num terceiro momento, pela mídia, tão eficaz quanto os outros, capaz de influenciar com uma potência inimaginável.

Agressões intrafamiliares são noticiadas diariamente. A criança cresce num ambiente onde a violência é constante. O ambiente que deveria trazer segurança, em muitos casos, traz o medo. E crianças crescem vivenciando uma experiência negativa, que tem a capacidade de acabar com o mais belo delas.

Olhem como estão nossas crianças! Nossas crianças estão crescendo órfãs de pais, de sociedade e de Estado. Estão abandonadas e desprotegidas. Diante de tanto descaso, escrevo para fazer você reviver, relembrar, quem sabe... para abrir os seus olhos... pois, afinal, desafio você, leitor, a responder comigo: “O que é ser criança?” E, assim, refletir sobre nosso papel na preparação dessas pequeninas sementes.

Crianças são criaturas mágicas capazes de fazer com que a realidade e a fantasia andem lado a lado. É um ser em crescimento, capaz de agir, interagir, descobrir e transformar o mundo.

Não devemos ver as crianças apenas como um receptáculo vazio e pronto a ser preenchido por informações, ou, simplesmente, ignorá-las. Devemos enxergar a criança como um ser produtor de cultura: fazeres e saberes. Devemos olhar nossas crianças e valorizá-las. Transmitir o amor, o carinho, a segurança, tão necessários.

Afinal, ser criança é ter a inocência da infância e a compostura da maturidade. É ter a energia para estar em toda parte: em cima de, embaixo de, dentro de, subindo em, balançando-se, correndo em volta de, pulando para. Ninguém se diverte tanto com árvores, cachorros e mosquitos.

Que este Dia da Criança não seja somente uma data “inventada”, como propôs o então presidente Arthur Bernardes quando assinou o decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924. Que este dia, 12 DE OUTUBRO, traga a reflexão TÃO necessária para a transformação, para o amadurecimento, ausente em tantos setores; e que as palavras de Nelson Mandela possam estar presentes assim como todo bom exemplo, porque, como todos nós sabemos, “as palavras convencem, mas os exemplos arrastam” e, se assim o fizermos, é provável que nossas crianças cresçam com um brilho no olhar, aquele brilho verdadeiro que deve ter sempre, pois o coração de uma criança é campo favorável à semeadura do bem. FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

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