UMA BELA OBRA EM MATEMÁTICA E ENGENHARIA

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SEMANA DA MATÉMATICA

Dia 09 de Setembro = às 14;00hs Auditório do Setorial Básico da UFPA

 O Professor estará ministrando palestra em Matemática e Pairé-Cametaense

UMA BELA OBRA EM MATEMÁTICA E ENGENHARIA

Sem a pesquisa não vamos a lugar algum.
Sem o conhecimento não somos ninguém, apenas mais um

Este rico trabalho do professor João Batista do Nascimento – professor de matemática e grande amante da arte indígena nos traz um riquíssimo trabalho de uma obra de cestaria em engenharia e matemática.
Obra para ser analisada ontem, hoje e amanha onde o conhecimento é milenar passando de ancestrais aos dias atuais.

Paulo VILLAS-BÔAS
Presidente da Fundação VILLAS-BÔAS

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UMA BELA OBRA EM MATEMÁTICA E ENGENHARIA

Profo. João Batista do Nacimento

Autor: NASCIMENTO, J. B
UFPA/ICEN/Matemática
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527
www.jornalbeiradorio.ufpa.br/novo/index.php/2011/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica
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www.facebook.com/profile.php?id=100009348279475&sk=about&section=education

 

PAIRÉ CAMETAENSE

Embora de design esplendido e haver facilidade em fazê-lo com cerâmica, plástico, vidro, porcelana e similares, é de extrema raridade encontrá-lo por não satisfazer certos critérios utilitaristas de viés econômico que imprimem tendência de se desprezar, mesmo que se perca em beleza estética e identidade cultural. Por outro lado, confeccioná-lo em fibra natural exige que essa seja de um tipo extremamente rara, habilidade apurada e técnica de alto nível.

É preciso lembrar que indígena ao se deslocar prescinde, por questão de sobrevivência, andar com mãos ocupadas apenas por instrumentos de defesa e ataque, porquanto, seus utensílios em cestaria devem privilegiar carregar com alça no ombro ou essa presa na testa, apoiando-se o peso nas costas, cuja exigência fundamental é haver simetria na distribuição de conteúdo. Do ponto de vista puramente matemático, cilindro maleável com alça ligando suas bocas, cuja aparência dizemos ser topologicamente toroidal, ¨rosquinha¨, satisfaz este requisito. Por outro lado, Cametá-Pa tem uma particularidade:

¨situa-se à margem esquerda do Rio Tocantins, num território habitado antigamente pelos índios caamutás e outras tribos tupinambás. A denominação "Cametá", de origem tupi, relaciona-se ao fato de os índios camutás construírem, nos troncos das árvores, casas para espera de caça conhecidas como ka'amytá, que, em língua tupi, significa "armação elevada em copa de árvore" (através da junção de ka'a, mata e mytá, plataforma).¨
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Camet%C3%A1, acesso jun\14

Como tais armações eram de fibras naturais, mostra-se ser esses ancestrais exímios nessa arte, logo, compõe herança cultural. E nessa cidade, começo dos anos 90, quando o autor chegava de barco, de relance apenas, teve atenção voltada para ribeirinho que retirava da canoa cestas de fibras naturais no formado toroidal, cheias de camarões, que assentava em degrau do trapiche. A sua estabilidade de sustentação, primor em termos básicos de engenharia, acrescido do design refinado, foram marcantes.
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Esses foram os únicos então avistados, havendo versão deste até na cidade, encontrável comercialmente na internet, mas sem alça e com bico no fundo (foto abaixo), portanto, não servindo como utensílio doméstico, sendo adorno que se prega em parede para colocar flores e outros objetos. E as notícias que disponho desse como utensílio, que ora o denomino de Pairé-Cametaense, é haver raramente em comunidades das mais isoladas, portanto, trata-se de herança cultural já esquecida na parte urbana.
Podemos apontar como fatores desse processo de extinção do Pairé-Cametaense: facilidades dos meios de transportes; sua menor capacidade de conteúdo ante outros das mesmas dimensões e formato diferente; além das necessidades técnicas na sua confecção, tanto em termos de matéria prima como em habilidades manuais, o que exige mais trabalho, portanto, mais custoso. Além disto, impõe pesquisas na recuperação de princípios e técnicas do seu estrutural original em termos de engenharia e arquitetura.

CESTARIA 3

Fonte:http://img.elo7.com.br/product/244x194/352BAF/vaso-adorno-de-parede.jpg, acesso ag\14

Ao contrário do que se poderia imaginar, tais negativas justificam ações do educacional no seu entorno. Esses são viés que, ao mesmo tempo em que exigem educação de qualidade para que os abordem devidamente, valoriza essa como vetor de inserção social e (re)construtora de bens culturais. Sendo outro detalhe haver uma visão cosmológica desse pairé, pois possíveis correlações de saberes com elementos cósmicos são interessantes por abrirem possibilidade de harmonização de ação humana com parte do Cosmo. Assim, a terra girando em torno do sol forma um toro elíptico no qual fica contido esse, em termos de Teoria de Conjunto e Topologia, logo serve como exemplo para ser discutido na escola um pouco em cosmologia e ser pesquisado isto de povos indígenas.

Porquanto, concluindo, não apenas para Cametá-Pa, esse Pairé-Cametaense potencializa uma inserção valiosa da cultura indígena amazônida em termos tecnológicos e outras concepções, faltando apenas buscarmos métodos e parâmetros para trazê-lo para salas de aulas.

 

 

AGRADECIMENTOS:

LILIAN MADIAN BAIÃO LEÃO, MAT. 201208140108/FÍSICA/UFPA,
BENEDITO CARVALHO DOS SANTOS, MAT/UFPA/CAMETÁ,
ADILSON FARIAS, ICA/UFPA

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REFERÊNCIAS
AFONSO, G.B., Astronomia Indígena, Anais da 61ª Reunião Anual da SBPC - Manaus, AM - Julho/2009,
www.sbpcnet.org.br/livro/61ra/conferencias/CO_GermanoAfonso.pdf, nov/13

BARROS, O. S., Etnoastronomia Tembé-Tenetehara como matriz de abordagem (Etno)Matemática no Ensino Fundamental,
www.repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/1762, acesso nov/13

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BLOG MUSEU DO ÍNDIO / MINDIOESCOL
http://mindioescola.blogspot.com.br/2012/05/objetos-marcas-e-grafismos-colheres-de.html, acesso ag\14

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http://blogdoalexandrepantoja.blogspot.com.br/2010_12_17_archive.html, acesso ag\14

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http://irem.pucp.edu.pe/wp-content/uploads/2014/07/Libro_de_actas_2014-version_final-1.pdf, acesso ag\14

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www.mat.ufrgs.br/~portosil/polemi27.html, acesso ag\14

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