E a saúde no Marajó?

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E A SAÚDE NO MARAJÓ?

O Arquipélago do Marajó, com suas duas mil e quinhentas ilhas e ilhotas é um território muito vasto, onde cabem 25 municípios de São Paulo. Porém, diferentemente do coração econômico do país, possui uma população relativamente pequena, de cerca de 420 mil pessoas.
Aqui, nesta região com tamanha riqueza vegetal e animal, com uma hidrografia invejável, cercada de belezas naturais, seus habitantes ainda vivem com problemas estruturais, como a saúde pública ineficiente. Na região, a taxa de mortalidade infantil é de 22,41 para cada 1000 nascidos vivos, a segunda mais alta do estado do Pará, enquanto a média estadual é de 18,66. Quando se fala em leitos hospitalares, por 1000 habitantes, o Arquipélago apresenta um valor de 0,89, o menor entre todas as regiões do estado. Esse mesmo indicador, para o Pará é de 2,23. Se analisarmos o número de médicos por 10 mil habitantes, chegamos ao valor lamentável de 1,31... é isso mesmo, há um médico para cuidar de 10 mil pessoas no Marajó, enquanto a média brasileira é de cerca de 15 médicos para cada 10 mil habitantes.
Em relação ao PIB (produto interno bruto) per capita: no Marajó, o valor é de R$2647,22, o menor entre as regiões, enquanto no Pará, o valor é de R$7992,71.

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Figura 1: projeto da FVB de Educação Sexual

Juntando a falta de leitos hospitalares, de médicos e o transporte demorado entre o Marajó e a capital do estado, Belém O município está distante aproximadamente 350 Km em linha reta de Belém, a capital do estado do Pará. O tempo de viagem, por exemplo, de Gurupá que tem na rede hidrográfica sua principal via de comunicação e acesso. A viagem fluvial entre Belém e Gurupá, com aproximadamente 500 km de rios e furos, dura de 24 a 30 horas. Por via aérea, o tempo de vôo em aviões fretados é de uma hora e meia, a probabilidade de uma pessoa portadora de uma doença grave se recuperar é fatalmente diminuída.
Apesar de todos esses fatores, a expectativa de vida na região é de 77,90 anos, a maior no estado, cujas pessoas possuem uma expectativa média de vida de 72,84 anos. Isso mostra o grande potencial que possui o Marajó, para a adoção de um desenvolvimento que seja realmente sustentável, segundo o economista Ignacy Sachs, que abranja as dimensões social, ambiental, econômica, política, territorial e cultural, em conjunto, um desenvolvimento que não seja pensado a quatro paredes, favorecendo uns em detrimento de milhares de outros.
O desenvolvimento sustentável só é alcançado com a participação popular; ninguém melhor que a população para apontar seus problemas e dar idéias de como resolvê-los.
A Fundação Villas-Bôas acredita na atuação em conjunto com as comunidades para propor soluções para seus problemas. Possuímos dois projetos, atualmente, diretamente relacionados à saúde, que é o de Educação Sexual e o de Combate à Mortalidade Infantil, além do projeto de Saneamento Ecológico, que influi positivamente na saúde das populações através de um tratamento adequado dos excrementos humanos de acordo com padrões internacionais.

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Figura 2: projeto da FVB de Combate à Mortalidade Infantil

A Fundação Villas-Bôas, além de disponibilizar seus projetos para o desenvolvimento do Marajó, apóia a aplicação do PDTSAM (Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó) por parte do governo federal, um plano com um nome muito bonito, com várias ações e prioridades, mas que, infelizmente, não saiu do papel. Em julho de 2012 ele está cumprindo 6 anos! Enquanto o país gasta dezenas (ou centenas? Ninguém sabe ao certo, nem mesmo o governo) de bilhões com mega eventos, não são destinados ao Marajó os dois bilhões de reais prometidos há seis anos, em pomposa cerimônia com a presença do então presidente Lula.

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Figura 3:  cacimba onde é armazenada a água para consumo em uma vila ribeirinha do Marajó. A cacimba está a poucos metros de uma fossa negra.

Expressando nossa revolta, junto com a revolta dos mais de 400 mil marajoaras, criamos uma petição pública para a população brasileira tomar conhecimento da situação de abandono em que vive esse povo e fazer a sua parte, assinando-a e divulgando-a com seus amigos e familiares!

O link da petição é o seguinte: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VBMARAJO

Uma atitude simples, que te custará 3 minutos, mas que pode definir o futuro do Marajó se tivermos assinaturas suficientes. Una-se a nós por essa campanha!!!


A Fundação Villas-Bôas promove projetos para o desenvolvimento social, ambiental e econômico em todo o Brasil, em parceria com a sociedade civil, visando assegurar a proteção dos recursos naturais locais e garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações.

FVB, seu coração batendo na Amazônia.

Referências:
Idesp, Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará
SEIR, Secretaria de Estado de Integração Regional
IBGE, Insitituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas

http://www.escolasmedicas.com.br

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