MARAJÓ - MANIFESTO -

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Participe da petição pública a favor do Arquipélago do MARAJÓ - MANIFESTO -

por: Fernanda Zambonini


Quando o Plano de Desenvolvimento do Arquipélago do Marajó (PDTSAM) foi pensado pelo presidente Lula, em 2006, as demandas imediatas (percebidas) em Marajó eram regularização fundiária e a realização de obras voltadas à infraestrutura e combate à malária.

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Anajás, no arquipélago do Marajó, apresentou aumento na incidência de Malária (Foto: Ary Souza / O Liberal)

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/05/aumentam-casos-de-malaria-no-arquipelago-do-marajo.html

De imediato mesmo, só a distribuição de títulos de terra foi feita. Logo depois, o Plano incorporou as atividades que estavam sendo realizadas no Arquipélago e o Grupo de Trabalho Interministerial (responsável por elaborar o Plano) adicionou mais outras tantas ações observadas como importantes na Ilha. Como exemplo de atividade em andamento, podemos citar as obras que levarão energia de Tucuruí até muitas cidades do Marajó (desde 2009).

Ainda sim, isso é pouquíssimo. O que será que está dando errado para que o Plano, em essência tão bom, não seja logo aplicado no Arquipélago? Uma das razões imaginada seria a falta de congruência quando escreveram um Plano fora de um contexto de ação. Tudo partiu da vontade de mudar uma realidade. Escrever o PDTSAM deveria ser uma das etapas dentro de um planejamento ambiental completo: observar as necessidades dos cidadãos marajoaras; desenvolver ações para acabar com essas necessidades contemplando toda a cultura e vida da população e, através de um Plano; implantar esse Plano e verificar o sucesso ou fracasso das ações. Parece que só as duas primeiras coisas foram pensadas e a atividade de ação, a prática, a mudança efetiva foi deixada para ser pensada depois. De fato, o próprio plano deveria guiar as ações, indicando o melhor caminho para ser concretizado.

O que vemos são políticas desconexas com a realidade marajoara sendo aplicadas: leis ambientais contra a atividade madeireira e extrativismo de palmito serem aplicadas e acabarem com a renda de boa parte da população. Por exemplo, uma matéria no jornal online Voz do Marajó destaca que o “desemprego cheira a churrasco”, referindo-se aos trabalhadores que extraiam madeira na região e hoje vivem da venda de churrasco nas ruas de Breves (vide matéria de Orlando G. Miranda em http://www.vozdomarajo.com/artigos/orlandomiranda/2011/o-desemprego-que-cheira-a-churrasco.htm).

Isso não quer dizer que leis ambientais contra o extrativismo predatório e destrutivo não devam ser criadas e implantadas, mas quer dizer que as atividades desses trabalhadores deveriam ser substituídas, não se tira o sustento de um homem dessa forma. Com a aplicação do Plano as coisas talvez andassem de outra forma, já que ele contempla as dimensões social, ambiental e econômica. Ele dá diretrizes para que medidas como essas não sejam tomadas sem serem pensadas antes.

Por isso, a Fundação Villas-Bôas (FVB) dá apoio e está à frente da Petição Pública para que o PDTSAM vire ações concretas. Acredita que muitas coisas podem e devem ser feitas, principalmente se o povo está atento e há colaboração. Nesse sentido, a FVB chama você e a todo povo brasileiro a apoiar essa Petição Pública disponível em http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VBMARAJO.

Conheça também os propósitos da Fundação, seus valores e projetos. Ajude-a apoiando com doações e/ou voluntariado. Entre em www.expedicaovillasboas.com.br e saiba mais.

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Figura 1 Entrega de títulos aos ribeirinhos em 2006. Fonte: Informativo Plano Marajó de julho de 2009. Disponível em: http://www.mi.gov.br/desenvolvimentoregional/marajo/.

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