Marajó e o desenvolvimento sustentável

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O arquipélago do Marajó ocupa um espaço emblemático no pensamento dos brasileiros: serve de referência mítica, devido à sua exuberância; ao mesmo tempo nos mostra as mais duras realidades dos que vivem excluídos.

 

O Marajo é muito rico

 

É o maior conjunto de ilhas fluviomarinhas do mundo, sua posição geográfica que o faz partilhar de diferentes biomas em uma latitude ensolarada durante todo o ano, resulta na profusão de vida, com alto grau de biodiversidade. As ilhas também são sítios históricos e culturais dos povos que nela se desenvolveram através do sincretismo, gerando mestiços diversos como a própria natureza que os acolheu.

 

O Marajó é muito pobre

 

Com algumas exceções nas cidades turísticas da ilha, a população nunca foi elevada a condição de cidadã, suas necessidades não foram consideradas e suas vontades não foram estimuladas sob a ótica do Estado, que deve ser a da melhoria das condições de vida aliada à igualdade de direitos.

Entregue ao acaso e à distância, mais afetiva que geográfica, o marajoara ficou à deriva nas cheias e vazantes; exposto aos fazendeiros, grileiros, viajantes mal intencionados, às ondas de rádio e tv, ao analfabetismo, doenças, sem um planejamento estrutural de suas comunidades. O que o mestiço dos rios aprendeu foi o que pôde chegar até lá, e o mestiço marajoara muitas coisas esqueceu. 

 

Desenvolvimento sustentável

 

O que resta no Marajó ainda é tudo. Diferente dos excluídos das grandes cidades, o marajoara ainda tem uma Natureza pulsante no cotidiano de sua vida; o peixe, o açaí e a caça conferem uma certa segurança alimentar a esses ribeirinhos; há terra fértil para o cultivo; os saberes tradicionais quando adormecidos, podem ser revigorados.

O Marajó precisa desenvolver uma economia ecológica (vide bibliografia, ao final do texto) fruto da escolha consciente e esclarecida dos seus habitantes, com o ritmo, gestão e interesses locais.

O fortalecimento intelectual, econômico e da saúde dos marajoaras é o que vai proporcionar sua emancipação.

Bibliografia: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=285

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