A importância dos projetos EVB no contexto da realidade marajoara

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No Pará, o maior foco de pobreza está em Marajó. Foi essa a conclusão do relatório do TCE (Tribunal de Contas do Estado) com dados do IBGE de 2008. Aline Brelaz, que descreveu as principais conclusões deste relatório, mostra a grande desigualdade entre a Ilha do Marajó e as demais cidades do Estado do Pará.

Quanto à saúde, por exemplo, o relatório aponta a falta de médicos para atender a população. Em Belém, o número de médicos é de 12,7 para cada mil habitantes, em Marajó esse número é de 1,1 médico para cada mil habitantes. Nesse sentindo a Fundação entra com o Projeto Verde Legal de hortas comunitárias com plantas medicinais, que ajudará a população a se tratar de doenças que muitas vezes podem ser tratadas com as plantas nativas, além de formação de cooperativas.

Segundo o relatório, apesar do crescimento do acesso aos serviços de saneamento básico, o Estado do Pará ainda não conseguiu atingir nem 50% do atendimento à população. Imagine no pedaço de Marajó! Tem-se a necessidade urgente de implantação de sistemas acessíveis de tratamento de água e esgoto que façam com que a população saiba gerir seu próprio sistema, não dependendo das políticas públicas excludentes. Nesse sentindo entram os Projetos de Saneamento Básico e Potabilidade da água, que ajudam também no combate à malária.

A alfabetização é considerada baixa, um dos fatores que influenciam nesse quadro é a carência de professores na região. Muitos que lecionam não são profissionais  da área, selecionados para tal função devido ao melhor conhecimento dentre os membros da comunidade. A Fundação Villas-Bôas entra em ação com os projetos de bibliotecas (Bibliotecas Kurumim), promovendo ações que inspiram as crianças a quererem aprender mais através de peças teatrais e publicação de livros de poemas escritos pelas próprias crianças.

Diante de tudo isso os problemas não acabam por aí: o grande estigma da região é prostituição infantil, com seus vícios – Entra então em ação o Projeto de Educação Sexual. O que fazer ao nos deparamos com tais situações? De fato os projetos da Fundação vão ajudar em muito em todos esses problemas, mas só isso não basta, é necessário a mobilização de todos para fazer com que esses projetos tenham continuidade com as próprias pessoas. Quem sabe, então, no próximo Censo do IBGE poderemos nos alegrar ao analisarmos os novos relatórios?

 

 

Fonte: Pará: Maior foco de pobreza está no Marajó. http://www.noticiasdaamazonia.com.br/6190-para-maior-foco-de-pobreza-esta-no-marajo/

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