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PROJETO BRASIL
Ontem, lendo os jornais como de hábito, li uma matéria com o titulo NÃO EXISTE PROJETO BRASIL. Esta é a opinião editada por alguns cientistas políticos, economistas e pesquisadores de reconhecimento nacional.
O Projeto Expedição VILLAS-BÔAS que esta inserido nos objetivos da Fundação VILLAS-BÔAS, a tempo vem difundindo nacionalmente que a solução para o Brasil, principalmente para a Amazônia Legal e Mata Atlântica é “O Reflorestamento”. Ao longo da década quando o mundo foi alertado pelas mudanças climáticas e a evolução das queimadas e derrubadas criminosas, fruto da ação de homens gananciosos, aos quais não irei chamá-los de empreendedores nem de pecuaristas, pois não merecem nenhum pouco o meu respeito e de toda a sociedade brasileira. Eu mesmo conheço respeitáveis pecuaristas e agricultores, que geram e mantêm seus negócios com responsabilidades, como também aqueles que não conhecem o que é manejo florestal, não irão chamar de madeireiros e sim de vilões da floresta. O que há nesta história é a viabilização burocrática dos projetos de manejo, pois os empresários do setor acabam ficando na clandestinidade não por vocação, mas o próprio governo empurra para tal situação e depois coloca fiscalização no processo inverso, que já deveriam ter solucionado no começo do processo. Temos que separar o joio do trigo visto que existe muita gente inescrupulosa.
O que o brasileiro de outras regiões e o mundo precisam entender é que existem 25 milhões de brasileiros amazônidas, nos centros urbanos e no meio das florestas, onde o próprio do governo na década de 70 estimulou-os para ocupar esta imensidão de mar verde e achou na época que eles não seriam capazes de chegar ao ponto que hoje estamos e mesmo com satélites em cima de suas cabeças não ficam nenhum pouco intimidados, e continuam queimando e derrubando a floresta, para num futuro ficar na estatística como área alterada e vem a célebre frase: já esta alterada mesmo, vamos usá-la para pecuária ou agronegócio.
Em julho de 2.008 o governo do Pará juntamente com o governo federal anunciou para o país e para que os estrangeiros ficarem impressionados o reflorestamento de 1 bilhão de árvores no Estado do Pará, para um Estado que possui hoje 30 milhões de hectares alterados e degradados até hoje. E esta meta não atinge 5% de reflorestamento do total devastado.
Depois de muitos eventos e fóruns já declararam que não terão capacidade de chegar ao objetivo no decorrer de 5 anos, imaginem reflorestarem 30 bilhões de hectares no Pará, isto contando com a ajuda da iniciativa privada que com seus interesses, irão plantar a espécie Paricá, silvicultura com corte raso em 7 anos, e mais ainda não vão deixar 80% para floreta como dita a Lei. Louvável esta ação para a floresta que não deixarão avançar o desmatamento após 7 anos, o governo estadual tem a expectativa girará na ordem de 7 bilhões de reais com a reserva legal recuperada a venda de seqüestro de carbono é da ordem de R$. 1 bilhão.
Por conta das crises do Sistema Financeiro internacional os Estados Unidos e Europa elegem o Brasil como produtor ideal de grandes florestas plantadas e energéticas e eles investiriam este dinheiro aqui. Faca de dois gumes. Oportunidade de crescimento econômico na agricultura, em contra partida o desordenamento e avanço maior na floresta? Queremos ajuntar todas as oportunidades e darmos um aval para o setor produtivo que já se mobilizaram para falar que estão preparados para produzirem sem derrubar mais uma árvore sequer na Amazônia Legal.
Para isto acontecer o setor produtivo tem que primeiro em audiências publicas a demarcarem os espaços em toda a região onde quer plantar, da mesma forma que fazem com as florestas públicas e demarcações de ocupações indígenas. Nada diferente.
Agora vamos ao PROJETO BRASIL que menciona a matéria do jornal que abordei no primeiro tópico, e o que a Fundação VILLAS-BÔAS propõe para uma grande reflexão nacional:
Sem área produtiva a Amazônia não terá salvação. Com esta afirmação é que lutamos pela vida. Não há um segmento que quer que seja que pode afirmar o contrário, ou até mesmo os defensores do Terceiro Setor que lutam pela salvação do planeta se eles não têm subsídios, seja ele nacional ou internacional, seja do lucro das empresas, ou da contribuição dos adeptos que ganham seus salários honestamente que estão empregados das empresas ou no primeiro setor ou autônomos, ou o governo que arrecada seus impostos quer seja ele territorial, predial, rural, prestação de serviços e venda mercantil, para isto tem que haver ciclo de operação financeira e temos que pensar que só o TRIPÉ da solução de toda a equação do problema. Em primeiro lugar o HOMEM e sua FAMÍLIA, contando com a PROTEÇÃO DIVINA, em segundo lugar a NATUREZA e terceiro lugar a ECONOMIA seja ela qual for. Mesmo mudando a ordem, mas mantendo o TRIPÉ teremos a solução.
Todos têm sua ambição, todos têm um interesse. Pelo que expomos acima todos estão em busca da solução do problema e que exista um PROJETO PARA O BRASIL ou PROJETO BRASIL como queiram, desde que não afete o bolso deles. Quando há interesse a economia investe na floresta, quando há um PROJETO PARA O BRASIL sério e que todos possam unir-se pelo interesse maior em mostrar que somos responsáveis sim, para o bem do país, chamaremos o dinheiro até internacional com muita facilidade, pois eles não têm equação para restaurar o processo lamentável que fizeram em suas florestas.
Vejamos os madeireiros, a cada hectare de floresta em manejo sustentável (responsável) que tirarem da floresta, que eles plantem 3 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas. No processo que já vimos que o setor produtivo, quer seja madeireiro, celulose, ou mineral que precisa para queima de seus fornos e produzirem seus materiais, estão plantando silvicultura, na região norte e na mata atlântica (Paricá, Pinus e outra espécie de ciclo rápido). A cada hectare que cortarem, que plantem seis hectares, de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas. Suponhamos que o fazendeiro ou agricultor que lutam pela redução da floresta na Amazônia Legal e aumento de suas áreas, pois bem, aqueles que derrubaram mais de 50% que não são poucos e dão a desculpa que foi antes da Lei dos 80%, estes terão que reflorestar suas áreas com 20 hectares de árvores nativas ou frutíferas, os que querem derrubar os 30%, estes terão que plantar 10 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas. Para aqueles que derrubam ou queimam a floresta criminosamente ou as empresas que por acidente ou intencionalmente degradam rios e o meio ambiente, estes tem que plantarem 10 hectares de árvores nativas ou frutíferas, em áreas alteradas ou degradadas, tudo fiscalizado por três Ong’s e o Ministério Público, com seus nomes nos links do governo por dez anos, e obrigados a freqüentarem Centro de Pesquisas, Universidades, Simpósios, Convenções, e as indústrias contratarem profissionais como arquitetos, engenheiros: civis, florestal, agrários, da pesca, geólogos, e tanto outros que se fizerem necessários, repararem o problema que se deu no meio ambiente, construir açudes e regenerar os rios afetados com a recomposição da flora, fauna e os peixes destas águas. Com isto falamos do interesse da economia e da floresta. Pois em pouco tempo regeneraríamos grande parte da floresta em menos tempo de quem não tem a capacidade de fazê-lo como é a proposta do governo federal e estadual. Em 5 anos, mais de 5 bilhões de hectares será reflorestado e não com silvicultura e sim com árvores nativas e frutíferas. E o homem e sua família de miseráveis e que parte ajudam a destruir a terra, são colocados na situação inversa, reflorestando e recebendo em paralela assistência para agricultura familiar para seu sustento e até fazer intercâmbio nacional e internacional exportando seus produtos in natura e processados em forma de associações e cooperativas podendo chegar uma renda de mais de 10 salários mínimos. Quem sobrou neste tripé. Foi a proteção Divina que estará sempre nos abençoando por ver seus filhos com condições de alto se firmarem com saúde, paz no campo e na cidade e vendo sua obra maior que é a natureza refeita para esta e futuras gerações.

VILLAS-BÔAS Paulo Celso
Presidente da Fundação e Expedição VILLAS-BÔAS
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